Por que as arritmias cardíacas podem aumentar depois da menopausa e como se proteger delas
Por Maximino Brügger Perez
30.03.2026 às 10h02m
Queda hormonal altera o equilíbrio elétrico do coração, aumenta a chance de fibrilação atrial e exige atenção a sintomas, hábitos de vida e acompanhamento médico
A menopausa marca uma mudança importante na saúde cardiovascular das mulheres. A queda dos hormônios sexuais, especialmente do estrogênio, altera o funcionamento de diferentes sistemas do organismo e favorece o surgimento de problemas cardíacos, incluindo as arritmias.
Em condições normais, o órgão bate de forma sincronizada, cerca de 100 mil vezes por dia, seguindo o chamado ritmo sinusal. As arritmias são uma alteração nesse padrão, quando os batimentos podem se tornar mais rápidos, mais lentos ou irregulares.
Entre elas, a mais comum é a fibrilação atrial, na qual os impulsos elétricos do coração ficam desorganizados, fazendo com que o órgão bata de maneira irregular. Esse quadro pode favorecer a formação de coágulos no interior do coração, que eventualmente podem migrar para o cérebro e provocar um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com dados de 2020 divulgados pela American Heart Association, 1 em cada 4 mulheres pode desenvolver fibrilação atrial após o fim da vida reprodutiva.
Parte dessa mudança está ligada à queda hormonal característica dessa fase. Durante o período reprodutiva, o organismo feminino conta com um efeito protetor dos hormônios sexuais sobre o sistema cardiovascular. Com a menopausa, essa proteção diminui.
“A menopausa está associada a uma disfunção no sistema nervoso autonômico, responsável por regular funções automáticas do corpo, como frequência cardíaca e pressão arterial”, afirma a cardiologista Thais Aguiar do Nascimento, coordenadora de Cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).
A redução hormonal pode provocar maior ativação do sistema adrenérgico, ligado à adrenalina, e interferir na estabilidade elétrica das células cardíacas, bagunçando o tum-tum-tum.
adrenalina
adrenérgico
arritmia
células cardíacas
estabilidade elétrica
menopausa
mulher
redução hormonal
saúde
Colunistas
O “Ano do Sim”: o dia em que dizer “sim” deixou de ser leve e virou necessário
Existe um momento na vida em que você percebe que não está mais dizendo “não” para o mundo. Você está dizendo não para si mesma. E foi exatamente desse lugar que nasceu a vivência “O Ano do Sim”. Ela não surgiu como uma ideia de evento. Ela surgiu como um chamado. Eu e Rose […]
Colunistas
Feminicídio: quando uma mulher pede socorro o mundo deve ouvir
O feminicídio que chocou o país no final de abril envolvendo o caso da miss, não é apenas mais uma notícia triste. É mais um grito que chegou tarde demais Mais uma mulher que talvez tenha sofrido em silêncio, com medo, cercada por ameaças, controle e dor emocional até que sua vida fosse interrompida […]