Maternidade

Adoção: saiba como funciona o processo no Brasil

O processo de adoção visa garantir que criança seja acolhida em um ambiente familiar adequado

 

Para iniciar o sistema, você deve procurar a Vara da Infância e da Juventude. A idade mínima é de 18 anos. Algumas etapas precisam ser respeitadas:

 

O primeiro passo é a inclusão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Depois disso haverá uma avaliação psicológica para verificar sua capacidade. Você também fará um curso de preparação para entender melhor o processo.

 

Com base em seu perfil, será apresentado a criança compatível para um período de convivência e adaptação. Se tudo correr bem, você receberá a sentença de adoção, que confere ao adotado os mesmos direitos de um filho biológico.

É importante consultar um advogado especialista em direito de família para uma orientação personalizada. Envie uma mensagem ou ligue para (021) 98372-7981.

 

Artigo da advogada Mara Mendes, especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário,  consumidor, família e divórcio. Integrante das comissões de diversidade religiosa e neurociência da @oabbarrarj.

 

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Maternidade

Conforto da mãe é essencial no processo de amamentação

Agosto Dourado: especialista destaca como informação, acessórios adequados e rede de apoio ajudam a tornar o aleitamento mais tranquilo para mães e bebês

 

Com início no dia primeiro de agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno reforça a importância da amamentação e da informação de qualidade para apoiar mães e famílias durante esse processo. Além dos benefícios do aleitamento para o bebê, o bem-estar materno merece atenção: um ambiente acolhedor, acessórios adequados e uma rede de apoio afetiva contribuem para tornar esse momento mais confortável e tranquilo.

 

Para Thayane Ramalho, da Biramar Baby, marca referência na produção de enxoval para bebês e crianças, preparar-se para a amamentação ainda durante a gestação é uma forma de reduzir receios e viver essa experiência com mais confiança. “Da mesma forma que planejamos o enxoval e o quartinho, o aleitamento também exige preparo. Pesquisar, conversar com profissionais de confiança e compreender que desafios podem surgir fazem com que a mãe se sinta mais segura quando o bebê chega”, aconselha.

 

Segundo a especialista, pequenos cuidados podem contribuir para reduzir a ansiedade e favorecer os momentos de conexão entre mãe e filho. “A amamentação exige, muitas vezes, tempo e adaptação. Embora não exista um cenário perfeito, é importante que a mãe encontre um espaço confortável e organizado”, comenta.

 

Como preparar um ambiente acolhedor para amamentar

 

O conforto durante o aleitamento vai muito além da escolha de uma poltrona ou de acessórios do enxoval. Mais do que um cantinho da amamentação bonito, é importante contar com um assento que ofereça bom apoio para as costas, iluminação suave e um móvel de suporte para manter água, absorventes, fraldas e outros itens essenciais sempre à mão. Esses detalhes podem tornar a rotina mais prática e leve.

 

Além do ambiente, alguns itens do enxoval contribuem para uma experiência mais confortável durante o aleitamento. A almofada de amamentação é um dos principais exemplos. Ela ajuda a reduzir a sobrecarga sobre os braços, ombros e costas, previne dores, auxilia na pega do bebê e torna a amamentação mais segura.

 

“Muitas mães utilizam a almofada de amamentação apenas na frente, mas a forma de uso mais recomendada é posicionar na lateral. Assim, a parte de trás dá sustentação à coluna da mãe, enquanto a parte da frente apoia o braço”, orienta Ramalho.

 

Outros produtos que costumam ser grandes aliados da amamentação são fraldinhas de boca e ombro, que ajudam a lidar com pequenos regurgitos e mantém mãe e bebê mais confortáveis durante as mamadas, inclusive nos passeios. Já as bolsas térmicas podem ser utilizadas em compressas, sempre com orientação profissional, para aliviar desconfortos nas mamas.

 

A especialista reforça, contudo, que o conforto vai muito além dos produtos. Dividir tarefas, respeitar o tempo de adaptação da mãe, acolher suas dúvidas e incentivar a busca por orientação especializada sempre que necessário também fazem parte de uma experiência de amamentação mais positiva.

 

Cada mãe vive esse momento de uma forma única. O mais importante é que ela saiba que não precisa enfrentar esse processo sozinha. Receber cuidados, sentir-se confortável e contar com informação e apoio faz toda a diferença para que a amamentação aconteça de forma mais respeitosa”, conclui.

 

Sobre a Semana Mundial do Aleitamento Materno

 

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) acontece anualmente de 1 a 7 de agosto em 120 países. Em 2026, o tema global definido pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) é “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”. No Brasil, o mês inteiro é dedicado à promoção do aleitamento materno, durante o chamado “Agosto Dourado”.

 

Sobre a Biramar Baby

 

A Biramar Baby & Kids é uma tradicional fábrica de enxovais e artigos para bebês e crianças, com sede em Ibitinga, no interior de São Paulo. Há 40 anos no mercado, a empresa se destaca pela confecção de kits completos para berços, roupas de cama para solteiros, além de roupas e acessórios infantis. A Biramar Baby é pioneira no segmento, oferecendo uma linha completa de roupinhas e complementos que coordenam perfeitamente com os enxovais, unindo qualidade, conforto e estilo em cada peça.

 

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Maternidade

Agosto Dourado: a importância da amamentação para a saúde da mãe e do bebê

Especialista esclarece que amamentar não é a causa da flacidez das mamas e destaca os benefícios do aleitamento materno para a mãe e a criança

 

Agosto Dourado é a campanha dedicada à conscientização sobre a importância da amamentação. Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o alimento mais completo para o bebê nos primeiros seis meses de vida, o aleitamento materno ainda está longe de fazer parte da realidade de muitas famílias brasileiras.

 

Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) mostram que apenas 45,8% dos bebês brasileiros menores de seis meses recebem exclusivamente leite materno, percentual ainda abaixo do recomendado.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF, aumentar a prática da amamentação em todo o mundo pode evitar mais de 820 mil mortes de crianças menores de cinco anos todos os anos, além de reduzir significativamente casos de diarreia, infecções respiratórias e outras doenças da infância.

 

“O leite materno contém todos os nutrientes de que o bebê precisa nos primeiros seis meses de vida. Além de fortalecer as defesas do organismo, ajuda a reduzir o risco de infecções, alergias e internações, favorecendo também o vínculo entre mãe e filho”, explica a ginecologista e obstetra Dra. Elis Nogueira.

 

Os benefícios também alcançam a saúde da mulher. Estudos mostram que a amamentação contribui para reduzir o risco de câncer de mama e de ovário, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, além de favorecer a recuperação do organismo após o parto. Amamentação não é a causa da flacidez das mamas. Outro assunto que costuma gerar dúvidas é a relação entre amamentação e flacidez das mamas.

 

Segundo a Dra. Elis, esse é um dos mitos mais frequentes sobre o aleitamento materno. As pesquisas mostram que as alterações na firmeza das mamas estão muito mais relacionadas às mudanças naturais da gravidez, ao envelhecimento, à predisposição genética, às características da pele e às variações importantes de peso do que à amamentação em si.

 

“Durante a gravidez, as mamas passam por mudanças naturais para se preparar para a amamentação. Essas transformações acontecem independentemente de a mulher amamentar ou não. Por isso, não é correto atribuir a flacidez à amamentação. Informações baseadas em evidências ajudam a combater esse mito e permitem que mais mulheres amamentem com segurança e tranquilidade”, destaca a especialista.

 

A médica lembra ainda que nem sempre a amamentação acontece de forma simples. Algumas mulheres podem enfrentar dificuldades nesse processo e precisam de acolhimento, orientação médica e apoio da família para superar os desafios e manter o aleitamento sempre que possível.

 

Sobre a Dra. Elis Nogueira

 

Dra. Elis Nogueira de Fávero (CRM-SP 98.344 | RQE 57.179) é especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB/FEBRASGO e possui certificação Advanced Life Support in Obstetrics (ALSO®). É membro da FEBRASGO e da SOGESP e integra o corpo clínico dos hospitais e maternidades São Luiz Star, Vila Nova Star, Pro Matre Paulista, Santa Joana, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Hospital Santa Catarina Paulista, entre outros.

 

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Maternidade

Como a investigação de paternidade assegura direitos que vão além do exame de DNA

O maior impacto do reconhecimento da paternidade está na proteção dos direitos da personalidade

 

O Dia dos Pais costuma ser celebrado como uma homenagem aos laços familiares. Para muitas pessoas, entretanto, a data também reforça a importância de um direito essencial: o reconhecimento da própria identidade. Quando a paternidade não é reconhecida voluntariamente, a investigação de paternidade torna-se um instrumento jurídico fundamental para assegurar não apenas a confirmação da origem biológica, mas também o acesso a direitos ligados à cidadania, à dignidade da pessoa humana e ao pertencimento familiar.

 

A investigação de paternidade permite que o filho busque judicialmente o reconhecimento da filiação quando o suposto pai não realiza o reconhecimento espontâneo. Embora o exame de DNA seja um dos principais meios de prova, o procedimento vai muito além da realização do teste genético. A Justiça pode considerar um conjunto de elementos para formar seu convencimento, incluindo documentos, testemunhos e, em determinadas situações, exames realizados em parentes próximos do investigado.

 

Para a advogada Ariane do Carmo Silva, especialista em Direito de Família e responsável pela área Pro Bono do escritório Barcellos Tucunduva, é um equívoco reduzir a investigação de paternidade à realização do exame de DNA.

 

“Quem busca o reconhecimento da paternidade na Justiça pretende ter oficialmente reconhecido o vínculo de filiação. Esse reconhecimento assegura direitos fundamentais, como o direito ao nome, à identidade, à origem genética, quando se trata de paternidade biológica, e ao pertencimento familiar, além de produzir efeitos jurídicos relacionados aos alimentos e aos direitos sucessórios. Trata-se da concretização da dignidade da pessoa humana e do livre desenvolvimento da personalidade.”

 

 

A especialista explica que, apesar da elevada confiabilidade do exame de DNA, ele não é a única prova admitida pelo ordenamento jurídico. A própria recusa injustificada do investigado em realizar o exame pode gerar uma presunção de paternidade, desde que analisada em conjunto com os demais elementos constantes no processo.

 

“Além do exame genético, a legislação admite documentos públicos e particulares, prova testemunhal e, em casos de falecimento do suposto pai, exames realizados em parentes próximos, como filhos, pais ou irmãos. Caberá ao juiz analisar todo o conjunto probatório para decidir sobre a existência do vínculo de filiação.”

 

Uma vez reconhecida a paternidade, os efeitos ultrapassam o aspecto patrimonial. O filho passa a ter direito à inclusão do nome do pai e dos avós paternos no registro de nascimento, ao uso do sobrenome da família, aos alimentos quando cabíveis e aos direitos sucessórios em igualdade de condições com os demais descendentes. Ao mesmo tempo, o pai assume os deveres inerentes ao poder familiar, incluindo sustento, educação, cuidado e convivência.

 

Segundo a advogada, o maior impacto do reconhecimento da paternidade está na proteção dos direitos da personalidade. “O reconhecimento da filiação não produz apenas efeitos jurídicos e patrimoniais. Ele garante o direito de conhecer a própria origem, fortalece o sentimento de pertencimento familiar e assegura direitos fundamentais que acompanham a pessoa durante toda a vida.”

 

Fonte:

 

Ariane do Carmo Silva: especialista em Direito de Família, responsável pela área Pro Bono do escritório Barcellos Tucunduva. Pós-graduada em Direito Processual Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Direitos Fundamentais e Processo Constitucional pelo Instituto Ius Gentium Conimbrigae/Centro de Direitos Humanos (IGC/CDH) da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

 

Atua nas áreas cível e terceiro setor, prestando assessoramento jurídico a iniciativas sociais, coletivos, organizações da sociedade civil e projetos de impacto social. É membro do ecossistema Ilú Obá de Min – Educação, Cultura e Arte Negra. Integrante da Comissão Especial do Terceiro Setor da OAB/SP no triênio 2025/2027.

 

Sobre a M2 Comunicação Jurídica         

 

A M2 Comunicação Jurídica é uma agência especializada nos segmentos econômico e do Direito. Contamos com diversas fontes que atuam em âmbito nacional e internacional, com ampla vivência nos mais diversos assuntos que afetam a economia, sociedade e as relações empresariais.

 

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Além do DNA: paternidade socioafetiva consolida direitos de pais e filhos no Brasil


A filiação socioafetiva é construída no afeto, na convivência e no exercício concreto das funções parentais

 

O Dia dos Pais reforça a importância da paternidade socioafetiva, instituto que reconhece juridicamente os laços familiares construídos pelo cuidado, convivência e responsabilidade. Cada vez mais consolidado no Direito brasileiro, esse vínculo garante direitos e deveres idênticos aos da filiação biológica.

 

A evolução da jurisprudência e da legislação acompanha as transformações da sociedade e reforça um princípio cada vez mais consolidado no Direito de Família: ser pai vai muito além da genética. O vínculo construído pela convivência, pelo afeto e pelo exercício efetivo das funções parentais passou a receber proteção jurídica, garantindo segurança às famílias formadas por relações de cuidado e pertencimento.

 

“A filiação socioafetiva é construída no afeto, na convivência e no exercício concreto das funções parentais. O que a Justiça analisa é a existência de uma relação familiar sólida, marcada pela criação, educação, cuidado, sustento e presença constante na vida do filho. Esses elementos demonstram a existência de um verdadeiro vínculo de parentalidade”, explica.
A especialista ressalta que esse reconhecimento pode ocorrer tanto pela via judicial quanto extrajudicial. Atualmente, quando preenchidos os requisitos legais e há consenso entre os envolvidos, o procedimento pode ser realizado diretamente no Cartório de Registro Civil, tornando o processo mais célere e acessível.
Para que a filiação seja reconhecida, são considerados fatores como a estabilidade da relação, o tempo de convivência familiar, o efetivo desempenho das responsabilidades parentais e a produção de provas documentais, testemunhais e demais elementos capazes de demonstrar a existência do vínculo afetivo.
Uma vez reconhecida, a paternidade socioafetiva produz exatamente os mesmos efeitos jurídicos da filiação biológica. “O pai socioafetivo passa a assumir todos os deveres inerentes à parentalidade, como cuidado, criação, educação e sustento. Da mesma forma, o filho passa a ter assegurados todos os direitos decorrentes dessa relação, inclusive aqueles de natureza patrimonial e sucessória, sem qualquer distinção em relação à filiação biológica”, destaca a advogada.
Outro importante avanço do Direito de Família é o reconhecimento da multiparentalidade, instituto que permite a coexistência dos vínculos biológico e socioafetivo. Nesses casos, o filho pode ter simultaneamente reconhecidos o pai biológico e o pai socioafetivo, inclusive com ambos registrados em sua certidão de nascimento.
Esse entendimento foi consolidado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 622 da Repercussão Geral, em 2016, ao estabelecer que a existência de vínculo socioafetivo não impede o reconhecimento concomitante da filiação biológica, produzindo todos os efeitos jurídicos decorrentes da parentalidade.
De acordo com Biazi, esse entendimento representa uma importante evolução na proteção das relações familiares. “A multiparentalidade reconhece que diferentes vínculos podem coexistir quando todos refletem a realidade vivida pela família. O Direito passa a proteger aquilo que efetivamente acontece na vida das pessoas, sem exigir que um vínculo exclua o outro.”
A especialista destaca ainda que o reconhecimento da filiação socioafetiva também pode ocorrer após o falecimento do pai ou da mãe socioafetivos. Nesses casos, desde que o vínculo seja devidamente comprovado no processo judicial, o reconhecimento produz todos os efeitos legais, inclusive os sucessórios, assegurando ao filho os direitos hereditários correspondentes.
Para a professora, a crescente valorização da socioafetividade representa uma das mais importantes transformações do Direito de Família contemporâneo. “O modelo familiar brasileiro tornou-se mais plural, e o Direito acompanha essa realidade ao reconhecer que a parentalidade não se limita ao aspecto biológico. O afeto, o cuidado, a responsabilidade e o pertencimento também constituem fundamentos legítimos das relações familiares e merecem igual proteção jurídica”, finaliza.
Fonte: Danielle Biazi: Doutora em Direito Civil pela PUCSP, sócia do escritório Biazi Advogados Associados. Especialista e professora de Direito de Família e Sucessões. Associada ao Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

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Maternidade

Férias escolares aumentam preocupação com uso de telas

Atualização da Academia Americana de Pediatria publicada em 2026 recomenda que famílias priorizem brincadeiras, convivência e momentos longe dos dispositivos digitais durante o recesso

 

As férias escolares costumam significar mais tempo livre para as crianças e, consequentemente, mais horas diante de celulares, tablets, computadores e videogames. O cenário tem chamado a atenção de especialistas em desenvolvimento infantil e motivado novas orientações sobre o uso da tecnologia na infância.

 

Em uma atualização publicada em 2026, a Academia Americana de Pediatria (AAP) mudou o foco das recomendações sobre telas. Em vez de concentrar o debate apenas na quantidade de horas de exposição, a entidade passou a orientar que pais e responsáveis observem principalmente o contexto em que os dispositivos são utilizados e evitem que eles substituam experiências essenciais para o desenvolvimento infantil, como brincadeiras, atividade física, leitura, sono e convivência familiar.

 

O documento também recomenda que as famílias estabeleçam momentos livres de dispositivos eletrônicos, retirem celulares e tablets dos quartos das crianças, evitem o uso durante as refeições e interrompam o contato com as telas antes do horário de dormir. Segundo a entidade, o objetivo não é eliminar a tecnologia da rotina, mas garantir que ela faça parte de um ambiente equilibrado de desenvolvimento.

 

Nesse contexto, atividades presenciais que unem lazer e aprendizado têm ganhado espaço durante o recesso escolar. Entre elas estão as colônias de férias voltadas à estimulação cognitiva, que utilizam jogos, desafios e atividades práticas para desenvolver habilidades como atenção, memória, raciocínio lógico, criatividade, percepção visuoespacial e trabalho em equipe.

 

Segundo a neurocientista Lívia Ciacci, o cérebro responde de forma positiva quando o aprendizado desperta curiosidade e prazer. “O humor nasce da forma como o cérebro projeta e antecipa situações.

 

Quando ocorre uma quebra de expectativa, surge o riso. Essa leveza faz com que o esforço cognitivo seja mais agradável e aumenta o envolvimento das crianças nas atividades.”

 

A especialista explica que o cérebro possui mecanismos naturais voltados para identificar novidades, característica que favorece metodologias baseadas em desafios variados e progressivos.

 

“O cérebro procura naturalmente aquilo que é novo. Quando as atividades apresentam variedade e um grau de dificuldade adequado, conseguimos manter a curiosidade, a motivação e o engajamento por mais tempo.”

 

Outro princípio importante é a alternância entre diferentes tipos de tarefas. De acordo com Ciacci, isso permite que determinadas regiões do cérebro descansem enquanto outras permanecem em atividade.

 

“O ábaco, por exemplo, exige bastante concentração, mas pode ser uma atividade relaxante justamente porque desloca o foco da atenção para uma tarefa diferente. Essa mudança também ajuda a reduzir a sensação de cansaço mental.”

 

Para Andreia Oliveira, especialista em aprendizagem e diretora da unidade Supera Alto de Pinheiros, as férias também podem ser um período de descobertas e desenvolvimento. “Quando a criança encontra desafios que despertam a curiosidade, ela aprende de forma espontânea e prazerosa. As férias são uma excelente oportunidade para ampliar esse repertório por meio de atividades presenciais que estimulam o raciocínio, a criatividade, a autonomia e a convivência.”

 

Segundo Lívia Ciacci, iniciativas desse tipo ajudam a ampliar o repertório de experiências das crianças justamente em um período em que o uso de dispositivos eletrônicos tende a aumentar, favorecendo a interação social, a criatividade, a autonomia e a resolução de problemas por meio de atividades presenciais.

 

Programação

 

Durante o mês de julho, unidades do Supera promovem colônias de férias para crianças entre 5 e 12 anos. A programação reúne jogos de raciocínio, desafios de memória, exercícios de criatividade e atividades colaborativas que estimulam habilidades cognitivas e socioemocionais de forma lúdica. Na unidade do *Supera Alto de Pinheiros, em São Paulo, as atividades acontecem às terças-feiras, das 17h às 19h, e às sextas-feiras, das 10h ao meio-dia.*

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Por que o recesso escolar pode ser decisivo para o bem-estar e a aprendizagem de crianças e adolescentes

Educadores do Mão Amiga defendem que a pausa no calendário letivo vai além do descanso; pausa ajuda a reorganizar emoções, fortalecer vínculos familiares e ampliar repertórios fora da sala de aula

 

O mês de julho costuma trazer uma cena conhecida para muitas famílias: de um lado, crianças e adolescentes contando os dias para as férias; de outro, pais e responsáveis tentando conciliar trabalho, rotina da casa e a expectativa de oferecer férias “bem aproveitadas”. No meio dessa equação, uma pergunta aparece com frequência: afinal, o que faz das férias um período realmente importante para o desenvolvimento dos estudantes?

 

Para educadores, a resposta passa menos por viagens ou atividades planejadas e mais por algo simples — e difícil de sustentar na correria do ano: tempo para desacelerar, conviver e reorganizar a rotina emocional depois de um semestre intenso. No Mão Amiga VIS Foundation Brasil, colégio filantrópico localizado em Itapecerica da Serra, o recesso é entendido como parte do desenvolvimento dos estudantes, influenciando a forma como retomam a aprendizagem, a convivência e o restante do ano letivo.

 

“Durante o semestre, a criança lida com provas, trabalhos, adaptação, novos professores, relações sociais e frustrações. Tudo isso exige muito dela. As férias oferecem uma pausa para ajustar as emoções e recuperar a energia. Esse intervalo não interrompe a aprendizagem, pelo contrário, ajuda a elaborar o que foi vivido, porque aprender também depende do bem-estar emocional”, afirma Aline Araújo, professora do Fundamental I do Mão Amiga VIS Foundation.

 

Essa percepção parte da observação cotidiana de crianças e adolescentes que chegam ao fim do semestre mais cansados, dispersos ou emocionalmente sobrecarregados. Entre os adolescentes, esse processo costuma ser ainda mais intenso, já que a fase é marcada por mudanças, busca por pertencimento e pressões acadêmicas. As férias oferecem um tempo para processar as experiências dos meses anteriores e, muitas vezes, o que a criança precisa não é de mais estímulo, mas justamente de uma chance de diminuir o ritmo.

 

Para Igor Alves Garcia, Tutor do Fundamental II no Mão Amiga, “a escola é uma das maiores responsabilidades da vida deles. O recesso chega como esse respiro para acordar um pouco mais tarde, ficar mais tempo em casa, ouvir música, ver um filme, conviver com a família e voltar depois com mais fôlego”. Ele ainda diz que “muitas vezes, o que a criança precisa não é de mais estímulo, mas justamente de uma chance de diminuir o ritmo”.

 

Segundo os educadores, esse intervalo também ajuda a explicar por que muitos alunos retornam às aulas mais disponíveis para se engajar nas propostas pedagógicas e nas relações dentro da escola. O descanso, nesse contexto, não aparece como um “tempo vazio”, mas como parte do próprio processo de desenvolvimento.

 

Menos agenda, mais presença

 

Se as férias costumam gerar ansiedade nas famílias, isso também tem relação com a pressão para “dar conta” do período. Na avaliação dos professores, é comum que pais e responsáveis associem um bom recesso a viagens, passeios ou uma programação intensa. Mas, do ponto de vista das crianças, o que costuma ganhar é outra coisa. “Sempre aconselhamos os pais de que as férias não precisam ser perfeitas. O que mais marca a infância, muitas vezes, são as experiências simples de convivência”, afirma Aline.

 

Na volta às aulas, ela diz ouvir relatos que reforçam essa percepção: a ida à casa da avó, o pastel na feira, uma refeição feita em família, um filme assistido junto, uma brincadeira na calçada, uma conversa sem pressa.

 

Férias não é sinônimo de programações caras, mas dos vínculos e do tempo de qualidade construídos nesse período. Para muitos alunos, essa é a chance de estar mais perto da família em uma rotina que, no restante do ano, costuma ser apertada. “Tem criança que sai de casa muito cedo e não consegue tomar um café da manhã com os pais durante o ano letivo. Às vezes, o recesso permite viver coisas que parecem pequenas, mas têm um peso enorme: passar mais tempo com a família. Isso constrói vínculos”, observa Garcia.

 

Essa percepção é especialmente importante em contextos em que pais e responsáveis continuam trabalhando durante julho e, por isso, carregam culpa por não conseguirem acompanhar os filhos como gostariam. “Nem sempre vai ser possível passar o dia inteiro com a criança, e tudo bem. O ponto é que, no tempo disponível, ela possa se sentir realmente acolhida”, diz Aline.

 

No fundo, o que os educadores defendem é uma mudança de perspectiva sobre o recesso escolar. Em vez de enxergar as férias apenas como uma interrupção no calendário ou como um problema logístico para as famílias, eles propõem olhar para esse período como uma dimensão importante da própria formação de crianças e adolescentes. Garcia reforça que, no fim das contas, o recesso é também um lembrete de algo essencial. “Criança precisa ter oportunidade de ser criança. Nem tudo nas férias precisa virar meta, atividade ou desempenho. Às vezes, o mais importante é justamente aquilo que não parece produtivo aos olhos do adulto, mas que, para a infância, é fundamental.”

 

Sobre o Mão Amiga VIS Foundation Brasil

 

Ativo há 20 anos, o Mão Amiga VIS Foundation é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), que atua na educação de crianças e adolescentes, do ensino infantil ao fundamental, no município de Itapecerica da Serra, na região metropolitana da cidade de São Paulo, um local de grande vulnerabilidade social. Atualmente, a equipe do colégio leciona para mais de 700 alunos, oferecendo educação de qualidade, atividades de cultura, esporte e desenvolvimento social para mais de 500 famílias da região.

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“Os pais nem imaginam”: Discord, Reddit e os perigos ocultos que atraem crianças na internet

Segundo dados da UNICEF, cerca de 1 em cada 5 crianças e adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos sofreu algum tipo de violência sexual facilitada pela tecnologia em apenas um ano

 

Isso representa aproximadamente 3 milhões de jovens expostos a aliciamento, chantagem, coerção para envio de imagens íntimas ou circulação de conteúdo sexual sem consentimento. Houve um tempo em que os pais temiam a rua.

 

A bicicleta sem freio, o tombo no meio-fio, o joelho ralado, a bola que atravessava a avenida, o estranho parado na esquina. A infância tinha poeira nos pés, suor no cabelo e uma liberdade vigiada pelo grito da mãe no portão. Hoje, o perigo não precisa mais estar na rua. Ele entra pelo Wi-Fi.

 

A criança permanece no quarto, sentada no sofá, dentro de casa, às vezes ao lado dos próprios pais. Mas, pela tela, atravessa portas que nenhum adulto abriu, entra em comunidades que a família desconhece e assiste a cenas que antes pertenciam aos porões mais escuros da vida adulta. Enquanto a infância parece protegida entre quatro paredes, muitos meninos e meninas estão sendo apresentados a uma violência que chega sem bater, sem fazer barulho e sem deixar marcas visíveis no corpo.

 

É nesse cenário que plataformas mais fechadas, como Reddit e Discord, passaram a preocupar autoridades, pesquisadores e investigadores. Diferentemente das redes sociais tradicionais, esses ambientes funcionam em fóruns anônimos, servidores privados e comunidades de difícil monitoramento. Muitos pais sequer sabem como funcionam. Outros nunca ouviram falar. O palco perfeito para a violência extrema sem monitoramento e, pior, sem ninguém para responsabilizar, totalmente anônima. Os pais nem imaginam, mas seus filhos já estão lá.

 

Em 2026, um relatório do Núcleo de Observação Digital da Polícia Civil de São Paulo revelou o monitoramento de mais de 1,2 mil alvos ligados a crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes. As investigações apontam circulação de pornografia extrema, automutilação, incentivo ao suicídio, violência sexual, humilhações coletivas e transmissões violentas em tempo real. Aproximadamente 359 crianças e adolescentes precisaram ser resgatados de situações classificadas como risco iminente.

 

O problema é que a violência digital não chega mais como exceção. Ela aparece diluída e compartilhada como entretenimento. Um vídeo de humor leva a outro. Um meme leva a um fórum. Um link leva a um servidor privado. E, quando os adultos percebem, a infância já foi atravessada por imagens, linguagens e estímulos que o cérebro infantil ainda não possui maturidade emocional para compreender. E posso afirmar com convicção, muitos adultos também não teriam estômago para encarar o conteúdo desses canais, eu não tive.

 

Mas o cérebro humano não diferencia completamente aquilo que é vivido daquilo que é assistido repetidamente. A neurociência já demonstrou que exposição contínua à violência altera circuitos ligados à empatia, regulação emocional e percepção de ameaça, especialmente durante a infância e adolescência, períodos em que o cérebro ainda está em intensa reorganização neural.

 

Estamos falando de crianças crescendo em contato diário com conteúdos que nenhuma geração anterior teve acesso tão cedo. O que antes era impensável para uma criança tornou-se rotina: assistir agressões; acompanhar humilhações públicas; consumir pornografia violenta; ver desafios autodestrutivos; presenciar estupros transformados em espetáculo digital. E talvez exista algo ainda mais grave acontecendo: isso tudo está sendo normalizado.

 

A infância brasileira está crescendo em um ambiente onde a violência deixou de interromper o entretenimento para se tornar parte dele. O abominável virou resultado do algoritmo para retenção de atenção. E plataformas digitais descobriram que medo, erotização e violência mantêm usuários conectados por mais tempo. A discussão vai muito além de apenas “tempo de tela”, ela ficou pequena demais diante da dimensão do problema.

 

*Sheron Mendes é Bióloga, especialista em Neurociência do Comportamento e professora dos cursos de pós-graduação em Educação na UNINTER.

 

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Celular na adolescência: mediação ativa e ‘detox’ são as estratégias reais de proteção

Especialista da UniCesumar defende a presença dos responsáveis no ambiente virtual e pondera que uso diário do aparelho; proibição agrava os riscos

 

Pesquisas recentes apontam que o aumento intenso do uso de celulares entre os jovens está diretamente ligado à queda no desempenho escolar e ao crescimento de relatos de solidão. No Brasil, o acesso também é massivo: de acordo com o estudo TIC Kids Online 2025, a internet faz parte da rotina de 92% da população de 9 a 17 anos. Diante da exposição diária e, muitas vezes, sem filtros, adolescentes ficam vulneráveis a abusos, pressões digitais e danos diretos à formação da identidade.

 

“Proibir totalmente o uso de telas atualmente é quase impossível, porque a vida gira em torno da internet, que é uma infraestrutura essencial para educação e socialização. Quando os pais tentam proibir o acesso, a relação se desgasta. Os adolescentes começam a esconder o que estão fazendo, tentam recuperar a conexão a qualquer custo e passam a usar a rede em locais sem nenhuma supervisão”, afirma Leonardo Pestillo de Oliveira, doutor em Psicologia e professor Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da UniCesumar de Maringá (PR).

 

O cenário impõe um desafio prático para as famílias e a resposta imediata de muitos responsáveis é o bloqueio do acesso, estratégia que os dados e a análise comportamental demonstram ser obsoleta. Em vez de simplesmente retirar o aparelho da mão dos adolescentes, a abordagem correta exige estabelecer estratégias reais para dosar o uso e garantir a segurança.

 

Os desafios das redes sociais

 

Oliveira explica que a superexposição em redes sociais afeta de forma mensurável a saúde mental e as plataformas são desenvolvidas para fornecer recompensas neurológicas imprevisíveis, operando em um cérebro adolescente que ainda não possui maturidade plena para controlar impulsos. “Os adolescentes estão expostos a conteúdos irrealistas que afetam diretamente a identidade e a autoestima. Com a exposição constante, a ausência de validação imediata, como curtidas e comentários, passa a ser interpretada como uma rejeição social”, complementa o docente.

 

Esse ambiente também abre portas para riscos práticos de segurança, como o cyberbullying e o aliciamento digital, nos quais adultos se aproximam de jovens para fins de exploração. O compartilhamento impulsivo de conteúdos aumenta o risco de chantagens e vazamentos de imagens íntimas.

 

Estratégias aplicáveis: detox digital e presença virtual

 

A proteção da nova geração requer que os responsáveis estejam tão presentes no mundo virtual quanto no físico. Isso não significa vigilância hostil, mas a implementação de ferramentas de controle aliadas ao diálogo. Estratégias como limites de tempo de uso e filtros de classificação etária devem compor a rotina familiar. “Essas ferramentas são um suporte importante na mediação. O objetivo não é exatamente monitorar 100% do tempo, mas preparar os adolescentes para uma capacidade de autorregulação e maturidade no ambiente digital. É preciso ter transparência sobre o uso dessas tecnologias”, orienta o psicólogo.

 

O “detox digital” programado também surge como ação corretiva para a dinâmica familiar. O afastamento pontual e planejado das telas reduz a hiperestimulação. “As pausas devem ser implementadas não como uma punição, mas como uma estratégia de saúde. Esse tipo de situação ajuda na recuperação da atenção e melhora a saúde mental, pois reduz os sintomas de ansiedade frente à necessidade constante de checar as telas. É importante que todos se permitam reconectar pessoalmente e melhorar a percepção sobre o mundo real”, acrescenta.

 

Construção de confiança: mediação ativa

 

A base para a eficácia dessas medidas é a construção de confiança. A mudança passa pela estruturação de uma rotina de mediação ativa. “Os pais devem participar desse momento, perguntar como os filhos jogam e como se comunicam, aprendendo sobre o universo deles. É preciso ensinar sobre os conteúdos consumidos e explicar os riscos reais. A manutenção de uma comunicação positiva e constante sempre é mais eficiente do que punições imediatas tomadas no calor de uma discussão”, conclui o professor da UniCesumar.

 

Sobre a UniCesumar

 

Com 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de mais de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com mais de 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.

 

Maternidade

Do berço para a cama: o que considerar nessa transição

Especialista ensina como adaptar o enxoval nessa fase

 

A transição do berço para a cama é um dos marcos mais importantes do desenvolvimento infantil e exige cuidado e atenção. Esse momento representa o início de uma nova fase de autonomia da criança e pede adaptações no ambiente e no enxoval para garantir conforto, segurança e praticidade no dia a dia, conforme explica Thayane Ramalho, especialista em decoração e enxovais infantis.

 

Segundo Thayane, diretora criativa da Biramar Baby, uma das marcas mais tradicionais de enxoval, não existe uma idade exata para realizar essa mudança, mas é preciso prestar atenção no comportamento da criança. “O aumento da autonomia, a curiosidade para sair do berço e o incômodo com o espaço limitado são sinais importantes. Mas o principal é observar se a criança já consegue se organizar fora daquele limite físico. Se ela ainda não tem essa regulação, a mudança pode gerar mais desorganização do que evolução”, explica.

 

A mudança do berço para a cama também transforma a função do enxoval. Itens típicos de berço, como protetores laterais e acessórios de contenção, deixam de ser necessários. Em contrapartida, peças mais funcionais ganham importância, como jogos de cama confortáveis e itens que sejam fáceis de trocar e lavar. Colchas leves e mantas versáteis de linhas infantis contribuem para deixar essa adaptação mais agradável.

 

Uma opção que vem ganhando força é a escolha de enxovais pensados para acompanhar o crescimento da criança. Um bom caminho é optar por produtos que permitam o reaproveitamento de peças utilizadas no berço em fases posteriores, como na mini cama ou na cama de solteiro infantil, garantindo uma transição prática e sustentável.

 

O estilo montessoriano também segue sendo uma forte tendência na montagem do quarto dos bebês. O método, desenvolvido pela médica e educadora Maria Montessori, prioriza desenvolvimento, autonomia e liberdade de escolha. Além da proposta educativa, o estilo montessoriano possibilita a montagem de quartos versáteis e funcionais, sendo uma boa escolha para famílias que valorizam  a praticidade e o lúdico. “O quarto montessoriano tem uma relevância que é duradoura. É comum mesclar esse estilo com o atemporal, partindo de bases neutras e unindo a autonomia e o desenvolvimento da criança com a funcionalidade e a durabilidade do espaço”, aponta Thayane.

 

Um ponto importante nessa fase é evitar mudanças bruscas, mantendo elementos conhecidos e de valor afetivo. “A criança saiu de um espaço de contenção para um ambiente aberto. Se tudo muda, ela sente. Manter texturas, cheiros e cores semelhantes ao que ela já conhece deixa essa transição mais leve. Aproveitar peças do berço traz familiaridade e ajuda a criança a não sentir que perdeu aquele espaço”, comenta Thayane.

 

Vale lembrar que a segurança continua sendo prioridade nesse momento, mas passa a envolver todo o ambiente do quarto. A altura da cama e o espaço para circulação devem ser observados com atenção, assim como os itens que ficam ao redor. A praticidade, a resistência e o conforto das roupas de cama também são importantes.

 

Mais do que uma mudança física do espaço, a passagem do berço para a cama representa uma etapa simbólica do desenvolvimento infantil. “A transição não é só do berço para a cama, é da contenção para a autonomia. E o ambiente precisa acompanhar esse movimento”, conclui Thayane.

 

Sobre a Biramar Baby

 

A Biramar Baby & Kids é uma tradicional fábrica de enxovais e artigos para bebês e crianças, com sede em Ibitinga, no interior de São Paulo. Há 40 anos no mercado, a empresa se destaca pela confecção de kits completos para berços, roupas de cama para solteiros, além de roupas e acessórios infantis. A Biramar Baby é pioneira no segmento, oferecendo uma linha completa de roupinhas e complementos que coordenam perfeitamente com os enxovais, unindo qualidade, conforto e estilo em cada peça.