Amor & Sexo

Medicamento para aumentar a libido feminina na menopausa é aprovado nos EUA

Médica e pesquisadora Fabiane Berta explica que o prazer feminino é legítimo em qualquer idade

 

Por muito tempo, a narrativa foi repetida quase como um mantra nos consultórios de que depois dos 40 ou 50 anos, o desejo sexual feminino diminuiria naturalmente e caberia à mulher aceitar. Segundo a médica e pesquisadora Fabiane Berta, especialista em menopausa, essa explicação confortável nunca foi científica. Foi cultural.

 

“O que chamaram de normal era, na verdade, negligência médica”, afirma Fabiane. Enquanto homens tiveram acesso a múltiplas terapias para disfunção sexual ao longo de décadas, mulheres na pós-menopausa com perda de libido foram orientadas a lidar com o problema em silêncio. “Isso criou uma geração inteira convencida de que perder o desejo era parte obrigatória do envelhecimento”.

 

A ciência, porém, conta outra história. Existe um diagnóstico bem definido, o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (HSDD), caracterizado pela falta persistente de desejo que causa sofrimento real. De acordo com a pesquisadora, entre 40% e 55% das mulheres após a menopausa podem apresentar esse quadro. “Não é preguiça, não é fase, não é desinteresse afetivo. É neurobiologia.”

 

Até recentemente, o dado mais chocante não era a prevalência do problema, mas a ausência de tratamento. Nenhuma medicação havia sido aprovada especificamente para mulheres na pós-menopausa com HSDD. “Isso diz muito sobre quem a medicina escolheu escutar e quem ficou esperando”, analisa.

 

Esse cenário acaba de começar a mudar, quando a agência regulatória americana Food and Drug Administration (FDA) aprovou, no final do ano passado, a flibanserina (Addyi) para mulheres na pós-menopausa com menos de 65 anos. A decisão veio dez anos após a liberação do medicamento para mulheres na pré-menopausa.

 

“Demorou uma década para que a ciência institucional reconhecesse algo simples, mulheres depois da menopausa continuam sendo mulheres com desejo”, diz a especialista.

 

A médica explica que diferente do que muitos imaginam, a flibanserina não é um hormônio. Ela atua diretamente nos neurotransmissores cerebrais ligados ao desejo sexual, aumentando dopamina e norepinefrina e reduzindo o excesso de serotonina.

 

“É um ajuste fino do sistema que regula o querer. Não cria desejo do nada, mas reequilibra o que estava desorganizado”, destaca Fabiane.

 

Os estudos clínicos que embasaram a aprovação envolveram mais de 2.400 mulheres e mostraram melhora consistente com aumento no número de eventos sexuais satisfatórios, resposta a partir da quarta semana e mais da metade das participantes relatando melhora significativa do desejo.

 

“Não é solução mágica, nem funciona para todas. Mas é ciência aplicada onde antes só havia resignação”.

 

Ainda assim, o tabu persiste. Falar de sexualidade feminina após os 50 anos segue sendo desconfortável, social e medicalmente.

 

“A mulher madura é empurrada para um papel de cuidadora, avó, alguém que já ‘resolveu’ a vida. Como se isso incluísse arquivar a libido”, observa a médica.

 

Para ela, essa lógica ignora um ponto central de que desejo sexual é saúde, autoestima e qualidade de vida. A especialista faz um alerta:

 

“O tratamento não é indicado para qualquer queixa ocasional de diminuição de interesse sexual. Ele se aplica a casos bem diagnosticados de HSDD, quando há sofrimento e exclusão de outros fatores, como depressão não tratada, problemas de relacionamento ou efeitos colaterais de medicamentos. Também exige cuidados, como evitar o consumo de álcool e respeitar a posologia noturna”.

 

Além de uma nova opção terapêutica, Fabiane Berta vê a aprovação como um marco simbólico. “Não estamos falando apenas de uma pílula, mas do reconhecimento de que o prazer feminino é legítimo em qualquer idade.” Para ela, o maior avanço é tirar o desejo da categoria do “é assim mesmo”.

 

A reflexão final da pesquisadora é direta. “Se a menopausa não encerra a sexualidade, também não deveria encerrar o direito de escolha. As mulheres esperaram demais para serem ouvidas. Agora, precisam ocupar esse espaço no consultório, na ciência e na própria vida”, conclui.

 

Sobre Fabiane Berta

 

Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.

 

É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.

Amor & Sexo

No meio liberal, quase metade dos casais considera o beijo uma forma de traição

Levantamento revela que, mesmo em dinâmicas mais livres, o beijo segue como um dos principais marcadores emocionais

 

Em um cenário em que encontros casuais e relações liberais ganham cada vez mais espaço, um gesto clássico de intimidade continua provocando dúvidas: o beijo. Embora o sexo já seja tratado com mais naturalidade dentro dessas dinâmicas, o beijo ainda ocupa um lugar ambíguo entre o físico e o emocional.

 

Um levantamento realizado pelo Sexlog, com mais de sete mil usuários, mostra que 50,3% consideram o beijo tão íntimo quanto o sexo, enquanto 12,8% o veem como ainda mais íntimo. Outros 27,43% afirmam que tudo depende da situação, um indicativo de que, nas relações contemporâneas, o significado do beijo passou a ser construído caso a caso.

 

De acordo com Gustavo Ferreira, head de marketing do Ysos, app de encontros casuais, os dados refletem uma mudança importante no comportamento.

 

“O que vemos hoje é uma tentativa de separar desejo de envolvimento emocional. Em muitos encontros casuais, as pessoas querem viver a experiência, mas ainda estabelecem limites sobre o que pode gerar vínculo  e o beijo aparece para parte delas exatamente nesse lugar”, avalia.

 

Entre desejo e conexão: o papel do beijo nos encontros casuais

Mesmo em contextos sem compromisso, o beijo continua presente. Segundo o levantamento, 91,7% afirmam que beijam sempre ou na maioria das vezes em encontros casuais, mostrando que o gesto faz parte da experiência.

 

Ao mesmo tempo, ele não perdeu totalmente seu significado emocional. Para 74,69% dos entrevistados, o beijo está ligado ao desejo físico, mas quase metade ainda o associa à conexão emocional (47,4%) e ao carinho (55,2%).

 

Esse equilíbrio ajuda a explicar por que o beijo se tornou um ponto de atenção dentro de relações mais livres: ele pode ser apenas físico, ou não.

Sexo sem beijo: quando o limite é não se envolver

Um dos dados que mais chamam atenção é que 58,56% dos usuários já fizeram sexo sem beijar, algo cada vez mais comum em dinâmicas casuais.

 

Entre os motivos, aparecem fatores diretamente ligados ao controle emocional:

  • 35,6% → pedido da outra pessoa
  • 33,8% → dinâmica do encontro
  • 30,3% → falta de conexão
  • 20,4% → evitar envolvimento emocional

 

Para Gustavo, esse comportamento revela uma lógica cada vez mais presente nas relações contemporâneas. “O beijo, para muitas pessoas, é o que transforma uma experiência física em algo mais íntimo. Evitá-lo pode ser uma forma de manter a relação dentro do que foi combinado: algo leve, direto e sem expectativas emocionais.”

 

O beijo como último limite

 

Mesmo em relações abertas ou liberais, onde acordos mais flexíveis são comuns, o beijo ainda aparece como um ponto sensível. A pesquisa revela que, enquanto 48,76% dos entrevistados ainda consideram o beijo na boca uma forma de traição, esse limite se torna mais flexível na prática: em relações abertas, 51,31% afirmam que o beijo é totalmente permitido, enquanto outros dizem que ele depende da situação ou segue regras específicas.

 

Gustavo acredita que isso evidencia uma transformação importante. “Hoje,  os relacionamentos são construídos a partir de acordos. E o beijo costuma ser um dos primeiros tópicos a gerar divergência, justamente por carregar um significado emocional que nem sempre está alinhado com a proposta do encontro.”

 

Um tema pouco falado  e que gera desencontro

 

Apesar de sua relevância, o beijo ainda é pouco discutido de forma direta. O levantamento mostra que 38,34% das pessoas nunca abordam esse tema em aplicativos de encontro, mesmo em contextos onde outras preferências são combinadas com clareza.

 

Segundo Gustavo, esse é um dos principais pontos de atenção. “A objetividade tem sido um diferencial nas novas formas de se relacionar. Quando expectativas não são alinhadas, especialmente em temas mais subjetivos como o beijo, aumentam as chances de frustração.”

 

Sobre o Ysos

 

Ysos é um aplicativo voltado a encontros casuais que permite casais e solteiros a encontrar outras pessoas com o mesmo objetivo. Lançado em 2018 pelo Sexlog, maior rede social adulta do país, a plataforma está disponível para Android e iOS e pode ser baixada na Play Store e na App Store.

 

Sobre o Sexlog

 

Com mais de 25 milhões de usuários, o Sexlog é a maior rede social de sexo e swing da América Latina. A plataforma oferece um ambiente seguro para quem deseja explorar a sexualidade com liberdade, respeito e muito prazer.

Amor & Sexo

Beijo com tremidinha: conheça o gloss erótico de jambu

Ingrediente típico da culinária amazônica, o jambu ganhou espaço em lubrificantes íntimos e agora chega aos glosses labiais prometendo mais salivação e sensação de “quero mais” no beijo na boca

 

O jambu não faz maravilhas só em drinks e num delicioso tacacá. A dormência e o formigamento da planta passou a ser usada no sexo e na masturbação há algum tempo. Por ser considerado um “vibrador natural”, é comum encontrar lubrificantes íntimos e géis excitantes com a planta amazônica na composição. A novidade agora é poder sentir essa explosão toda já no beijo. Nós te apresentamos o gloss de jambu.

 

Batom e gloss com extrato de jambu não são bem novidade, mas a proposta é buscada pelo pump que aumenta os lábios. A mudança está no apelo erótico adotado pelas marcas de produtos íntimos, que passaram a lançar glosses de jambu para aumentar a sensibilidade do beijo na boca, movimento ainda pouco explorado.

 

Já são dois produtos disponíveis no Brasil. O Jambuze, da Good Vibres, foi lançado no fim de 2025 como gloss multifuncional para levar na nécessaire e quebrar com a ideia de que produtos eróticos precisam ficar “escondidos”. O efeito começa quase imediatamente e é liberado aos poucos durante o beijo.

 

“Queríamos sair do óbvio e trazer essa provocação sensorial. Além disso, o estímulo do jambu muda, o que cria uma experiência diferente a cada uso”, explica Clara Bochner, assistente de produtos da marca.

 

Lançado no Carnaval passado, o Siricutico, da Dona Coelha, transfere a vibração para a boca da outra pessoa assim que o beijo começa. A marca escolheu o Carnaval para mostrar ao que veio: somar no clima de flerte e pegação da folia.

 

“Nossa ideia é incentivar que as pessoas se beijem mais, e o Siricutico serve para dar um gás no beijo na boca e em outras áreas erógenas”, explica a CEO do sex shop, Natali Gutierrez.

 

Qual é a proposta do gloss de jambu?

 

Os glosses de jambu têm a proposta de dar um quê a mais no beijo e deixá-lo mais divertido. A vibração dos lábios é transferida para a outra boca ou parte do corpo que estiver beijando — sim, até na área íntima. Na prática, isso também significa um beijo mais molhado — já que o jambu estimula a salivação — e lábios mais sensíveis.

 

A dormência acontece por conta do alto teor da substância química espilantol que, ao entrar em contato com a saliva e a mucosa, estimula as terminações nervosas e aumenta a microcirculação de onde for aplicado.

 

O jambu é típico do Pará e, por isso, muito presente na culinária local — em pratos como tacacá, tucupi e arroz paraense, além da cachacinha de jambu. Ou seja: dá para dizer que a erva além de um tesouro nacional, virou uma arma secreta perfeita para apimentar o momento a dois (ou mais).

 

Há estudos recentes que apontam para uma tendência de declínio no beijo na boca, por motivos que vão de falta de tempo, desinteresse por causa da rotina ou mesmo pela diminuição de convivência em ambientes sociais e de relações íntimas.

 

Outro chamariz são a praticidade e o preço: produtos líquidos tendem a ter melhor custo-benefício por serem duráveis e terem preços mais acessíveis. É possível encontrar opções interessantes e seguras que custam entre R$ 50 e R$ 100. Ou seja, é perfeito para quem não consegue gastar muito dinheiro com vibradores e outros sex toys, mas tem curiosidade em experimentar novas sensações.

 

Fonte; Marie Claire

Amor & Sexo

Encontrar quem combina com você continua sendo um desafio para os solteiros

Levantamento revela que afinidade ainda é a prioridade na hora de escolher alguém para se relacionar

 

A maioria das pessoas concorda que é mais fácil criar um vínculo com alguém que compartilha os mesmos hobbies e preferências culturais – e isso não é só uma questão de opinião, mas um fato provado em números. Segundo uma pesquisa recente do aplicativo de relacionamentos Inner Circle, que levou em consideração 2.395 ouvintes, 45% das pessoas consideram que os interesses em comum costumam ser o ponto de partida para criar uma conexão verdadeira com outra pessoa.

 

Quando questionados sobre os fatores que mais pesam na hora de se conectar, o alinhamento de valores e visão de mundo lidera, citado por 57,8% dos participantes. Na sequência, aparecem estilo de vida parecido (56%), interesses em comum (50,1%) e objetivos semelhantes, como ter filhos ou morar fora do país de origem (42,9%). Ao contrário do que muitos imaginam, fatores como aparência física (26,2%), localização geográfica (23,6%) e condição socioeconômica (19,9%) ficaram bem atrás na lista.

 

Mesmo assim, transformar essa prioridade em realidade não é tão simples. Apenas 39% dos entrevistados disseram que conseguem encontrar com frequência pessoas que compartilham seus interesses e valores, enquanto 44% afirmaram que isso acontece só de vez em quando e 15% raramente ou nunca. “Não é uma questão de falta de autoconhecimento. As pessoas sabem o que ajuda na hora de se aproximar e criar um vínculo. O problema é que, no dia a dia, os caminhos para chegar até essas pessoas ainda são limitados”, comenta Ramone Gigliotti, gerente de Marketing do aplicativo no Brasil.

 

Círculos: comunidades de afinidade dentro e fora do app

 

Para mudar esse cenário, o Inner Circle lançou os Círculos, comunidades dentro do app que reúnem solteiros com interesses, rotinas e estilos de vida semelhantes, da corrida aos festivais, da leitura ao samba de domingo. Esses grupos já existiam fora das telas, mas agora têm mais chances de se cruzar no lugar certo e na hora certa. Ao entrar em um Círculo, o membro passa a visualizar perfis que vivem o mundo de forma parecida e pode participar de eventos presenciais organizados especialmente para aquela comunidade. Um exemplo é o Meet & Drink do Condado Faria Lima, pensado para quem frequenta o bairro do Itaim, em São Paulo, um happy hour com chopp gelado, samba e conversas animadas.

 

Entre os primeiros grupos disponíveis, estão o Run in Love (corrida), Clube da Cultura, Crossfitters, Expatriados, Clube da Altinha, Samba & Cerveja e Pais de Pet. Existem Círculos abertos e privados, em que é preciso um código de acesso para entrar, e, a depender do grupo, eles estão disponíveis tanto nacionalmente quanto em algumas cidades selecionadas.

 

Blended connections: o melhor dos dois mundos

 

Apostar nessa abordagem phygital, que combina a força do offline com a praticidade do online, também se baseia em dados. Embora 53% dos participantes digam preferir fazer conexões em ambientes físicos, como festas e eventos, uma parcela significativa (34%) afirma ter interesse em criar novas conexões por meio de grupos com afinidades (online ou offline) ou por aplicativos e plataformas digitais de relacionamento.

 

“Existe uma discussão sobre a suposta ‘exaustão’ com apps de relacionamento, mas, na nossa visão, essa é uma simplificação da realidade. Assim como o trabalho, o ensino e o consumo de entretenimento se tornaram híbridos, criar conexões também está passando por essa transformação. Não se trata de offline versus online, mas de promover uma experiência contínua, o que temos chamado de blended connections”, analisa Ramone.

 

Sobre a pesquisa

 

O levantamento é parte de um estudo conduzido pelo Inner Circle para compreender de forma mais profunda como as pessoas constroem conexões e quais fatores mais influenciam o início de um relacionamento. A pesquisa teve abordagem quantitativa e foi realizada por meio de formulário online entre julho e agosto de 2025, reunindo 2.395 respondentes de todas as regiões do Brasil.

Amor & Sexo

Linguagens do amor: entenda quais são e como elas podem melhorar seu relacionamento

Tudo mudou quando aprendi sobre o conceito de linguagens do amor. Confira aqui qual das cinco é a sua!

 

Brigar com meu marido é uma das coisas que menos gosto de fazer. Pode não parecer uma surpresa, mas, com meu temperamento um pouco explosivo, as brigas nem sempre me incomodaram tanto. Na verdade, em relacionamentos anteriores, eu até gostava de uma boa discussão como forma de aliviar tensões, expor diferenças e, inevitavelmente, fazer as pazes depois. Mas agora é diferente.

 

Não porque estou mais ocupada ou mais frágil, ou porque não gosto do que meu parceiro diz durante as brigas (embora geralmente não goste mesmo), mas porque – mesmo depois de uma década – ainda não dominamos a arte de esfriar a cabeça.

 

Nossas brigas, embora raras, aumentam a ponto de eu inevitavelmente sair de cena para evitar que um de nós diga algo que vá se arrepender. Infelizmente, somos teimosos demais para dar o primeiro passo de reconciliação. Esses momentos de “ombros frios” podem durar horas e, não tenho dúvidas, dias, se minha insistência em não ir para a cama brigados não fosse um pouco mais forte que minha teimosia.

 

Eu fico remoendo, esperando que ele faça o primeiro movimento – venha pedir desculpas, me abrace ou até ria da nossa situação absurda para quebrar a tensão. Ele, por outro lado, agradece pelo momento de calmaria, acreditando ingenuamente que isso vai nos ajudar a esfriar a cabeça, e pega o controle do PS5. Vou te dizer: se eu já não estava furiosa, a trilha sonora do FIFA com certeza garante isso.

 

O que são as linguagens do amor?

 

Enquanto eu inicialmente achava que essas longas e dolorosas tardes eram causadas pela minha teimosia inabalável e pela recusa dele de pedir desculpas ou baixar a guarda, ao descobrir o conceito de “Linguagens do Amor”, conseguimos entender e justificar facilmente nossos comportamentos opostos.

 

“O conceito de linguagens do amor foi criado por Gary Chapman”, explica a coach de saúde emocional e autora best-seller Roxie Nafousi. “Ele definiu 5 linguagens do amor que representam diferentes formas de expressarmos e recebermos amor. Todos temos uma ou duas linguagens predominantes. Descobrir qual é a sua e a do seu parceiro ajuda a entender melhor as necessidades de cada um e a comunicar o amor de forma mais eficaz.”

 

Meu marido e eu somos praticamente idênticos em gostos, interesses, senso de humor e planos para o futuro, mas sempre soubemos que somos opostos em termos de comportamento emocional.

 

Eu penso e analiso demais tudo, enquanto ele é irritantemente relaxado. Chego à estação de trem com pelo menos uma hora de antecedência, enquanto ele pula no trem no último segundo e torce para conseguir comprar a passagem a bordo. Eu remo algo que disse semanas atrás, enquanto ele provavelmente nem ouviu na época.

 

Não é surpresa, portanto, que nossos desejos e necessidades no relacionamento sejam diferentes. Isso sempre foi óbvio, mas eu nunca havia entendido que a forma como gosto de ser amada não é necessariamente a mesma que ele prefere, e, portanto, o amor que quero receber não é, necessariamente, o melhor tipo de amor para dar, e vice-versa.

 

Aprender e compreender isso não apenas fortaleceu nosso relacionamento nos bons momentos, mas também facilitou as reconciliações após as brigas, já que sabemos o que significa mais para cada um. Eu gosto de “desculpas” e abraços, enquanto ele prefere gestos práticos (geralmente que eu faça o jantar ou tire o lixo) ou algo mais tangível.

“Por exemplo”, explica Roxie, “se você sabe que a linguagem do amor do seu parceiro é tempo de qualidade e a sua são palavras de afirmação, você pode garantir que dedica tempo diariamente para dar a ele atenção total e pedir, em troca, que ele faça um esforço extra para expressar verbalmente seu amor e apreciação.”

 

As cinco linguagens do amor e como atender às necessidades de quem é diferente de você

1. Palavras de afirmação

Pessoas cuja linguagem do amor são palavras de afirmação valorizam expressões verbais ou escritas de amor e apreciação. Elas tendem a demonstrar afeto através de palavras e se sentem amadas quando recebem o mesmo em troca.

  • • Gostam de: cartas de amor, ouvir “eu te amo”, receber elogios, mensagens frequentes.
  • • Não gostam de: mensagens implícitas transmitidas por olhares ou toque, má comunicação, falta de validação verbal.

 

2. Toque físico

Para quem tem o toque físico como linguagem do amor, o afeto físico é a principal forma de se sentir amado. Abraços, beijos e carícias são poderosos conectores emocionais para essas pessoas.

  • • Gostam de: abraçar, segurar as mãos, sentar perto, beijar.
  • • Não gostam de: ausência de toque, ficar muito tempo sem contato físico, parceiros que não gostam de demonstrações públicas de afeto.

 

3. Atos de serviço

Pessoas cuja linguagem do amor são atos de serviço valorizam gestos úteis e demonstrações de cuidado. Elas tendem a expressar amor ajudando os outros e apreciam quando isso é retribuído.

  • • Gostam de: ajuda com tarefas domésticas, refeições preparadas, encher o tanque do carro.
  • • Não gostam de: parceiros que precisam ser lembrados de fazer as coisas, promessas não cumpridas.

 

4. Tempo de qualidade

Para quem tem o tempo de qualidade como linguagem do amor, estar presente e dedicar atenção total é mais importante do que palavras ou presentes.

  • • Gostam de: contato visual, conversas significativas, atenção total.
  • • Não gostam de: distrações com o celular, planos cancelados, pessoas distraídas.

 

5. Receber presentes

Quem tem essa linguagem do amor vê os presentes como símbolos significativos de amor, apreciando o gesto e o esforço por trás deles.

  • • Gostam de: celebrar datas especiais, pequenos presentes atenciosos.
  • • Não gostam de: aniversários esquecidos, falta de gestos simbólicos.

 

Por fim, cada pessoa é única, e todos temos necessidades diferentes em nossos relacionamentos. “Trate os outros como gostaria de ser tratado” é uma boa regra para evitar ser cruel ou negligente, mas, em relacionamentos – românticos ou não –, pode ser mais eficaz tratar as pessoas como elas querem ser tratadas.

 

Fonte: Glamour

Amor & Sexo

Iniciou o ano conhecendo alguém? Saiba quais cuidados ter antes de assumir cedo demais

Especialista em relacionamentos Henri Fesa alerta sobre decisões impulsivas no início do ano e explica por que acelerar vínculos pode gerar frustrações emocionais

 

O início do ano costuma trazer uma sensação coletiva de recomeço. Metas, promessas pessoais e o desejo de viver algo novo fazem com que muitas pessoas se abram emocionalmente com mais facilidade, inclusive para novos relacionamentos.

 

Não é raro que, logo nos primeiros meses do ano, alguém conheça uma pessoa especial e já sinta vontade de assumir algo sério. Mas será que esse impulso é sempre saudável? Qual o momento ideal?

 

O começo do ano, de acordo com o médium especialista em relacionamentos Henri Fesa, pode gerar uma falsa sensação de urgência emocional. “Existe uma expectativa inconsciente de que tudo precisa dar certo agora, como se o relacionamento fosse parte de um checklist do ano novo. Isso faz com que muitas pessoas pulem etapas importantes do vínculo”, explica.

 

Assumir cedo demais pode esconder riscos emocionais. Quando o envolvimento acontece de forma acelerada, o casal ainda não teve tempo suficiente para lidar com frustrações, diferenças de valores, limites pessoais e até conflitos cotidianos. “No início, tudo é novidade. A tendência é mostrar apenas o melhor lado e ignorar sinais que merecem atenção”, pontua Henri.

 

Outro ponto de alerta é confundir intensidade com profundidade. Conversas longas, muita troca emocional e planos rápidos não significam, necessariamente, que existe maturidade relacional. “Conexão emocional não se constrói apenas com frequência de contato, mas com constância, coerência e atitudes ao longo do tempo”, reforça o especialista.

 

Henri também destaca a importância do autoconhecimento nesse momento. Antes de assumir um compromisso, é essencial compreender se o desejo de se relacionar vem de um lugar de escolha ou de carência.

 

“Quando a pessoa entra em um relacionamento para preencher vazios emocionais ou para não começar o ano sozinha, a tendência é criar dependência afetiva”, alerta.

 

Por fim, o especialista orienta que não existe um tempo ‘certo’ universal para assumir um relacionamento, mas sim o tempo emocional de cada vínculo. “Ir com calma não significa desinteresse, mas respeito pela construção da relação. Relacionamentos saudáveis não precisam de pressa, precisam de consciência”, conclui Henri Fesa.

 

Sobre o Henri Fesa

O Médium Henri Fesa auxilia pessoas com problemas espirituais, principalmente, no campo amoroso. Especialista em relacionamentos, possui mais de 30 anos de experiência, criando soluções efetivas com um trabalho de qualidade e sem enrolação. A Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa recebe pessoas de todas as religiões e, dentro da crença de cada um, realiza os Trabalhos, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais aqui!

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Cinco dicas para impedir que seu relacionamento siga os mesmos padrões em 2026

Médium e especialista em relacionamentos Henri Fesa explica como romper ciclos emocionais que se repetem nos relacionamento

 

Já estamos no fim de janeiro e, para muitas pessoas, 2025 ainda não terminou por dentro. O último ano não foi apenas mais um ciclo que se encerrou no calendário, mas um período que expôs verdades, rompeu estruturas emocionais e forçou decisões difíceis, mesmo quando ainda existia sentimento. O fim de relacionamentos de figuras públicas como Ivete Sangalo, Virgínia e Pitty chamou atenção, mas refletiu algo muito maior: um movimento coletivo de encerramentos que atingiu também casais anônimos, lares comuns e histórias longe dos holofotes.

 

Muitos iniciaram 2026 ainda processando perdas, términos, despedidas e mudanças profundas na dinâmica afetiva. Para alguns, não foi apenas um relacionamento que acabou, mas uma versão de si mesmo que já não fazia mais sentido. E isso explica por que, mesmo com o novo ano em curso, ainda há quem sinta que não virou a página emocionalmente.

 

Um novo ano costuma trazer expectativas de mudança, planos e promessas, inclusive na vida amorosa. Ainda assim, muitos casais entram em 2026 repetindo exatamente os mesmos comportamentos, conflitos e frustrações dos anos anteriores. Isso acontece porque, embora o calendário mude, padrões emocionais só se transformam quando há consciência, responsabilidade e intenção real de fazer diferente.

 

Discussões que se repetem, sensação de não ser compreendido, cobranças excessivas ou silêncios prolongados são sinais de que o relacionamento pode estar preso a ciclos desgastantes. Ignorar esses sinais costuma levar à estagnação emocional, mesmo quando ainda existe amor entre o casal.

 

Discussões que se repetem, sensação de não ser compreendido, cobranças excessivas ou silêncios prolongados são sinais de que o relacionamento pode estar preso a ciclos desgastantes. Ignorar esses sinais costuma levar à estagnação emocional, mesmo quando ainda existe amor entre o casal.

 

Para o médium e especialista em relacionamentos Henri Fesa, o primeiro passo é assumir responsabilidade emocional e compreender que nem tudo depende do outro. “Nem sempre o parceiro vai nos amar da forma que acreditamos merecer, e isso não pode ser transferido como obrigação. Amar-se, reconhecer limites e conversar com maturidade são atitudes fundamentais para que a relação não se sustente apenas em expectativas frustradas”, explica.

 

Para ajudar, Henri Fesa dá 5 dicas para impedir que seu relacionamento repita os mesmos padrões em 2026, confira!

 

  1. 1- Falem sobre objetivos e metas do casal
    Antes de pensar no futuro individual, é essencial entender quais são os objetivos enquanto casal. Conversar sobre planos, sonhos e prioridades ajuda a alinhar expectativas e evita frustrações silenciosas ao longo do caminho;

 

  1. 2- Conversem sobre sentimentos, não sobre culpados
    Ao falar sobre situações difíceis, foque em como você se sentiu, e não em apontar erros. A comunicação baseada em sentimentos promove empatia e reduz conflitos defensivos que só alimentam ciclos negativos;

 

  1. 3- Entendam a linguagem do amor um do outro
    Cada pessoa demonstra e recebe amor de formas diferentes. Identificar se o outro se sente amado por palavras, atitudes, tempo de qualidade, presentes ou toque físico pode transformar completamente a dinâmica da relação;

 

  1. 4- Assuma a responsabilidade pelo seu próprio amor e autoestima
    Esperar que o parceiro supra todas as carências emocionais é um peso injusto para a relação. Entender que o outro nem sempre vai nos amar como merecemos, porque essa é, antes de tudo, uma função nossa, fortalece vínculos mais saudáveis;

 

  1. 5- Revisem padrões antigos e criem novos acordos
    O que funcionou no passado pode não servir mais. Revisitar combinados, ajustar limites e criar novos acordos é essencial para que o relacionamento evolua junto com as mudanças de cada um.

 

Sobre o Henri Fesa

 

O Médium Henri Fesa auxilia pessoas com problemas espirituais, principalmente, no campo amoroso. Especialista em relacionamentos, possui mais de 30 anos de experiência, criando soluções efetivas com um trabalho de qualidade e sem enrolação. A Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa recebe pessoas de todas as religiões e, dentro da crença de cada um, realiza os Trabalhos, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais clique aqui!

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Deixar para namorar depois do Carnaval é falta de compromisso?

Entre folia e sentimentos: especialista revela o que realmente está por trás de adiar um relacionamento

 

Com a chegada do Carnaval, uma dúvida passa a rondar muitos relacionamentos que estão “quase lá”: assumir agora ou deixar para depois da folia? Para algumas pessoas, adiar o início oficial de um namoro pode soar como falta de compromisso ou medo de assumir. Para outras, é apenas uma forma de respeitar o próprio tempo emocional. Mas afinal, o que esse adiamento realmente revela?

 

Segundo Robson Dariel, Pai de Santo e especialista em reconciliação de casais do Instituto Unieb, o problema não está exatamente na decisão de esperar, mas na intenção por trás dela. “Quando o adiamento vem acompanhado de transparência, alinhamento de expectativas e respeito, ele não representa falta de compromisso. O conflito surge quando o ‘vamos deixar para depois’ é usado como desculpa para manter benefícios afetivos sem responsabilidade emocional”, explica.

 

Em muitos casos, o Carnaval apenas escancara questões que já estavam presentes na relação. Pessoas que evitam rótulos, conversas profundas ou acordos claros tendem a usar datas simbólicas como justificativa para postergar decisões que já as desconfortam. Isso pode gerar insegurança em quem cria expectativas e sente que está sendo colocado em espera.

 

Antes de assumir, é preciso se conhecer, e isso também é compromisso

 

Para Roberson, o autoconhecimento é um ponto-chave nesse processo. “Existe uma diferença enorme entre fugir de um compromisso e reconhecer que ainda não se está emocionalmente disponível para ele. Se conhecer, entender seus limites, desejos e medos também é uma forma de maturidade afetiva”, afirma.

 

Assumir um relacionamento sem clareza interna pode resultar em frustrações futuras, dependência emocional ou relações desequilibradas. Por isso, usar esse período para observar comportamentos, alinhar valores e entender se há compatibilidade real pode ser mais saudável do que assumir por pressão social ou medo de perder o outro.

 

Ainda assim, o especialista alerta: quando existe vínculo, envolvimento e troca emocional, é fundamental que haja conversa honesta. “Não é sobre datas no calendário, mas sobre acordos. O outro precisa saber onde está pisando. Relações saudáveis não se sustentam em promessas vagas nem em silêncios estratégicos”, reforça.

 

No fim, deixar para namorar depois do Carnaval não é, por si só, falta de compromisso. O que define isso é a postura, a clareza e o cuidado emocional com o outro. Quando existe diálogo, respeito e intenção verdadeira, esperar pode ser um sinal de consciência, não de desinteresse.

 

Sobre o Instituto UNIEB

 

Fundado em 2010, o Instituto Unieb é o primeiro Instituto de Unificação Espírita do Brasil, associação sem fins lucrativos que une diferentes religiões para ajudar as pessoas a superarem problemas pessoais, profissionais e amorosos. O Unieb, dentro da crença de cada pessoa, realiza os Rituais, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais: clique aqui!