O resgate de talentos deixados no passado faz diferença agora na carreira

Por rafatayao

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30.09.2025 às 00h02m

Aquela aula de dança, o caderno de desenhos, a habilidade de organizar todas as brincadeiras da rua. Atividades da infância que faziam o tempo voar podem ser mais do que nostalgia: são a chave para destravar uma carreira com mais propósito e menos procrastinação, sendo a consultora de RH, Bia Tartuce, que também é psicóloga e mentora de carreira e de líderes.

Para muitas mulheres, a jornada profissional é marcada por escolhas que atendem a pressões sociais e expectativas familiares, deixando talentos genuínos para trás. O resultado? Uma sensação de esgotamento e desconexão. Uma pesquisa da consultoria Triad PS revelou que 70% dos brasileiros procrastinam Tartuce traz uma perspectiva sobre isso. “Muitas vezes, procrastinamos porque estamos tentando forçar nossa energia em direções que não fazem sentido para quem realmente somos”, analisa ela. 

A psicóloga diz que nossa sociedade criou uma espécie de hierarquia artificial de profissões, o que leva muitas mulheres a abandonarem paixões em favor de carreiras que prometem segurança, mas que não oferecem realização. “Isso impacta diretamente o desenvolvimento e a satisfação profissional”, explica.

Existem situações que evidenciam talentos que ficaram para trás e que podem ser trazidos novamente para ajudarem os profissionais a terem êxito no trabalho, segundo Tartuce. “Atividades que faziam o tempo passar sem perceber, elogios recorrentes que não eram valorizados por parecerem “naturais” demais, coisas que eram feitas “sem querer” porque algo interno impulsionava, atividades que energizavam em vez de cansarem e padrões que se repetiam são características que podem estar sendo deixadas de lado e que devem ser aproveitadas”, afirma a consultora de RH.

O sinal de alerta na saúde mental feminina

Com 472.328 brasileiros afastados do trabalho por questões de saúde mental em 2024, sendo 64% de mulheres, segundo dados do Ministério da Previdência, a desconexão com os próprios talentos se torna um fator de risco. Para elas, que frequentemente enfrentam a jornada dupla e a pressão por perfeição, olhar para dentro não é um luxo, mas uma necessidade.

“Revisitar talentos se traduz em impactos emocionais poderosos. Com autoconhecimento, fortalecemos a autoestima, melhoramos nossa comunicação e desenvolvemos um senso de propósito mais autêntico. É uma virada de chave”, comenta ela.

Serviço

Bia Tartuce: psicóloga, consultora de RH, mentora de líderes e de carreira

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