Doze tendências do inverno 2026 para ficar de olho
Por Maximino Brügger Perez
17.03.2026 às 13h37m
Alfaiataria sensual, tricôs vintage, texturas dramáticas e novas silhuetas estão entre as tendências que desenham o inverno 2026
Depois de quase um mês de desfiles entre Nova York, Londres, Milão e Paris, a temporada de inverno 2026 chega ao fim com algumas direções claras para os próximos meses. Nas passarelas, a moda se move entre contrastes. De um lado, silhuetas alongadas, alfaiataria sensual e referências históricas. De outro, texturas exuberantes, camadas inesperadas e um romantismo folk que mistura renda, babados e transparências. No meio do caminho, o corpo volta pra jogo, enquanto efeitos desgastados e superfícies felpudas mostram que a roupa perfeita já não é mais prioridade. A seguir, reunimos as 12 principais tendências da temporada:
Cintura peplum
Nesta temporada, várias coleções apostam na cintura império, aquela posicionada logo abaixo do busto, junto de volumes na região do quadril, como basque ou peplum. O efeito traz uma leve referência a trajes históricos, mas sempre misturada com peças bem atuais. Pense nesse tipo de construção aparecendo com jeans, alfaiataria relaxada ou outras bases do guarda-roupa contemporâneo.
Alfaiataria sexy, moderna e feminina
Blazers estruturados, ternos impecáveis e conjuntos de corte preciso ganham uma leitura mais sensual e atual, seja pelo decote profundo, pelo uso direto sobre a pele ou pela mistura com saias fluidas e vestidos leves. Há um perfume clássico, mas também uma feminilidade afiada que aparece nas proporções alongadas e na valorização do corpo de forma mais livre e contemporânea.
Superfícies felpudas
Textura virou espetáculo no inverno 2026. Casacos inteiros cobertos por lã, pelúcias volumosas ou materiais que lembram teddy coats trazem uma dimensão tátil forte às coleções. Elas também arrematam detalhes como punhos e golas, mas vão além: a pelagem domina a roupa inteira e constrói volumes generosos, como mostram propostas de marcas como Chloé, Marni e Simone Rocha.
Camadas mil
Se antes o styling buscava simplificar, agora a ideia parece ser oposta. As novas coleções exploram o jogo de camadas como um exercício de composição: vestidos sobre saias, casacos empilhados, tricôs que deixam outras golas e barras escaparem por baixo. Em muitos looks, cada peça revela um fragmento da anterior, criando combinações ricas em textura, cor e proporção.
Romantismo folk
Vestidos longos de renda, transparências delicadas e camadas de babados trazem uma estética boêmia e etérea. Tecidos leves deixam o corpo aparecer por baixo, enquanto mangas amplas, golas altas e saias fluidas criam movimento. Em vez de parecer fantasioso demais, esse repertório ganha um ar atual quando combinado a botas pesadas, óculos escuros ou acessórios mais urbanos.
Referências históricas
Labels como Fendi e Saint Laurent recorrem ao passado em busca de repertório. Uniformes militares, macacões utilitários e jaquetas de aviador servem de referência para casacos com ombros estruturados, bolsos amplos e cinturas marcadas. Em contraste, vestidos de renda, slip dresses e transparências acenam às lingeries usadas em outras décadas.
Silueta alongada
Outra direção forte da temporada aposta em silhuetas alongadas, especialmente em vestidos e conjuntos de comprimento mídi que criam uma linha contínua do ombro até a barra. Quando o look vem em versão monocromática, esse efeito fica ainda mais evidente. Entram também casacos longos que quase cobrem o corpo inteiro, mas com corte enxuto e proporções mais contidas, reforçando a ideia de verticalidade.
Corpo em evidência
O corpo virou protagonista de novo. Entre a obsessão por wellness e as mudanças visuais trazidas pela popularização das canetas emagrecedoras, a silhueta passou a aparecer com muito mais destaque. Nas passarelas, isso se traduz em roupas que acompanham o corpo de perto: vestidos colados, tecidos tipo segunda pele e uma enxurrada de referências à lingerie. Não é exatamente sobre sensualidade clássica, é mais sobre mostrar o corpo como ele é, sem tanta mediação da roupa.
Tricôs com cara vintage
O tricô também passa por um revival com clima retrô. Cardigãs bordados, pontos grossos, flores aplicadas e suéteres com textura artesanal remetem a peças que poderiam ter saído direto de um brechó ou do armário da avó. Nas coleções da Chloé e Marni, por exemplo, há versões delicadas, com bordados florais e acabamentos manuais. Já na Diesel, ele é arrematado por cores vibrantes e estampas exageradas, num conceito mais irreverente.
Efeitos amassados e desgastados
No inverno 2026, a ideia de roupa impecável perde força. Nos desfiles de casas como Prada, Diesel, Jil Sander e Miu Miu, aparecem peças com cara de já vividas: tecidos levemente amassados, superfícies gastas, barras desalinhadas e couros que parecem ter sido usados por anos.
Glamour Film Noir
As silhuetas mais enxutas da temporada podem até parecer minimalistas à primeira vista, mas a ideia é outra. Em vez do quiet luxury, o clima que domina muitas coleções puxa para um glamour cinematográfico inspirado no universo do film noir dos anos 1940. Entram em cena maquiagem dramática, trench coats e casacos longos, muitas vezes de couro ou com brilho vinílico, quase sempre em tons escuros.
Golas-moldura
Elas deixam de ser detalhe e viram escultura na roupa. São infladas, dobradas ou superaltas, subindo até o queixo e criando volumes que emolduram o rosto e mudam a silhueta. Em muitos looks, especialmente em casacos e jaquetas estruturadas, elas funcionam como o ponto focal do styling.
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