Liderança feminina está por trás do crescimento das empresas AI-first
Por Maximino Brügger Perez
07.03.2026 às 11h11m
Enquanto o mercado global projeta investimentos de US$ 2,5 trilhões em Inteligência Artificial até 2026, um fator tem se mostrado decisivo para transformar tecnologia em resultado financeiro: quem está liderando a estratégia
Segundo o relatório Diversity Matters Even More (2023), da McKinsey & Company, empresas com maior diversidade de gênero na alta liderança têm 39% mais probabilidade de superar a média de lucratividade. O dado não fala sobre representatividade simbólica — fala sobre performance.
No Brasil, essa equação pode ser observada na operação da Factorial. Ao completar quatro anos no país, a HRTech registrou crescimento de +56% em receita no segundo semestre de 2025, alcançou breakeven dois anos antes do previsto e encerrou o último exercício no positivo. A meta agora é triplicar a operação até o fim de 2026, mantendo expansão 100% orgânica.
À frente da estratégia de receita está Antonia Tourinho, CRO da operação brasileira.
Crescer 56% exige mais que tecnologia
Para Antonia, o diferencial competitivo de empresas AI-first não está apenas na inovação de produto, mas na capacidade de estruturar crescimento com disciplina. Em apoio ao CEO Brasil, Renan Conde, Antonia teve papel central na consolidação do modelo AI-First da operação brasileira. Em 2025, a Factorial lançou oito produtos com IA integrada e apresentou ao mercado o “One”, seu agente nativo de inteligência artificial.
Para a executiva, porém, tecnologia só escala quando está alinhada a fundamentos claros de receita: definição precisa de ICP, maturidade de funil e eficiência operacional.
Sua atuação esteve ligada à estruturação da máquina comercial com foco em conversão real, ao equilíbrio entre volume e qualidade de leads e ao crescimento orgânico com rentabilidade — consolidando um modelo de expansão com disciplina financeira. Como parte da estratégia, a empresa também vem ampliando sua rede de parceiros para fortalecer presença nos 27 estados brasileiros.
Liderança feminina além do discurso
Embora mulheres ocupem apenas 14% dos cargos executivos sênior em IA globalmente (Pesquisa Interface, 2024), os dados indicam que sua presença está associada a decisões estratégicas mais sustentáveis. Para Antonia, o diferencial está na integração entre análise de dados, visão de longo prazo e gestão de pessoas.
“IA não é sobre o que a ferramenta faz. É sobre como ela aumenta eficiência e escala receita sem comprometer a margem. Crescer 56% mantendo expansão orgânica exige clareza estratégica e disciplina operacional.”
No contexto do Dia Internacional da Mulher, o avanço feminino na liderança tech deixa de ser apenas uma pauta de diversidade e passa a ser uma discussão sobre competitividade. Em empresas orientadas por dados, performance não é narrativa — é métrica.
E os números mostram que, cada vez mais, mulheres estão comandando essa equação.
Sobre a Factorial
A Factorial é uma scale-up centauro desenvolvedora de software para gestão e centralização de processos de RH e DP. A HRTech foi fundada em 2016 por Jordi Romero e Bernat Farrero, e está sediada em Barcelona e atua em outros 8 países: França, Portugal, Itália, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e México. Chegou ao Brasil em 2022, com um aporte superior a US$80 milhões obtido em uma rodada de financiamento série B liderada pela Tiger Global Management e poucos meses depois, se tornou unicórnio, com a captação de US$120 milhões de um aporte Série C.
Com mais de 80 mil empresas atendidas, entre elas, Play9, LiveMode, Maple Bear, OBoticario, Unimed, Rock World (Rock in Rio, Lollapalooza, The Town), Grupo Bramam, Agrotools, a Factorial digitaliza atividades de RH e DP, as potencializa com IA, para otimização de tempo, redução de custos e atribuição ao que mais importa: as pessoas.
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