Saúde & Bem-estar

O que leva uma pessoa a procurar um psicanalista?

Nem sempre a busca por um psicanalista

começa por um diagnóstico

 

Na maioria das vezes, ela nasce de um incômodo difícil de explicar: uma sensação de vazio, conflitos que se repetem, ansiedade constante, dificuldades nos relacionamentos ou a impressão de que algo não está bem, mesmo quando tudo parece estar em ordem.

 

Para a psicanálise, nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos são regidos pelo inconsciente. Experiências da infância, traumas, perdas, desejos e conflitos que não foram elaborados podem continuar produzindo efeitos na vida adulta, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

 

Na minha clínica, o objetivo não é oferecer respostas prontas ou conselhos. O processo acontece por meio de uma escuta profunda e sensível, permitindo que o paciente encontre novos significados para sua história. Assim, poderá compreender aspectos inconscientes que influenciam a forma como se posiciona diante da vida. Aqui, não busco apenas aliviar sintomas, mas compreender suas origens.

 

Ao longo das sessões, o reconhecimento de padrões emocionais, antes ocultos, emergem à consciência. Esse é um dos processos que favorece mudanças mais profundas e duradouras dentro do tratamento psicanalítico.

 

Se a vida tem parecido difícil de sustentar, eu posso caminhar ao seu lado nesse processo. Cuidar da saúde mental também é cuidar do corpo e dos relacionamentos.

 

Para conhecer mais sobre o meu trabalho e acessar outras publicações, visite o site pilarpsicologa.com.

 

Informações e agendamentos: (21)98521-7447 ou pelo Instagram: @pilar.psi.

 

Pilar Caliari | CRP 05/67534
Psicóloga e psicanalista.

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Menopausa ganha novo tratamento, com remédio não hormonal aprovado pela ANVISA

Ginecologista alerta que a nova opção contra ondas de calor exige prescrição e acompanhamento individualizado

 

Em todo o Brasil mulheres relatam noites interrompidas, calor repentino, suor intenso e a sensação de perder o controle do próprio corpo durante o climatério. Entre promessas naturais, fórmulas manipuladas e conselhos sem base, cresce a busca por alívio rápido. A aprovação do fezolinetanto pela ANVISA abre uma alternativa não hormonal para sintomas vasomotores moderados a intensos.

 

“O avanço é importante porque oferece uma nova rota de cuidado para mulheres que sofrem com fogachos e suores noturnos, mas ele não deve ser tratado como solução universal. A menopausa exige avaliação clínica, escuta e indicação precisa. Nenhum medicamento, mesmo não hormonal, deve ser usado sem prescrição e acompanhamento”, alerta a ginecologista e pesquisadora Fabiane Berta.

 

O fezolinetanto, comercializado como Veoza, atua no sistema nervoso central, em uma região do cérebro envolvida no controle da temperatura corporal. Na menopausa, a queda do estrogênio altera esse equilíbrio e favorece episódios de calor súbito e sudorese. O medicamento bloqueia seletivamente o receptor NK3, reduzindo a atividade que dispara esses sintomas.

 

Diferente da terapia hormonal tradicional, o novo tratamento não repõe estrogênio nem progesterona. Sua ação ocorre sobre a sinalização da neurocinina B, ligada aos neurônios KNDy, no hipotálamo. Na prática, a proposta é ajudar o organismo a modular o termostato interno, diminuindo a frequência e a intensidade dos episódios que comprometem rotina e descanso.

 

“Nem toda mulher precisa da mesma conduta. Algumas se beneficiam da terapia hormonal, outras têm contraindicações, receios ou perfis clínicos que pedem caminhos diferentes. A chegada de uma opção não hormonal amplia a conversa médica, desde que a decisão considere histórico, exames, medicamentos em uso e intensidade dos sintomas”, afirma a médica.

 

Os estudos de fase 3 que embasam a aprovação reuniram mais de 3 mil participantes. Em uma das análises, a dose de 45 mg reduziu a frequência dos sintomas vasomotores em 64% na semana 12. O material científico também aponta efeito observado desde o primeiro dia de uso.

 

Além dos calorões, os suores noturnos impactam sono, produtividade e qualidade de vida. O programa clínico mostra melhora em medidas relacionadas ao descanso, às atividades diárias e ao trabalho, pontos frequentemente minimizados quando a menopausa é reduzida a uma fase inevitável. Para muitas pacientes, dormir melhor significa recuperar energia, concentração e autonomia.

 

“Quando uma mulher deixa de dormir por causa dos suores noturnos, ela não perde apenas horas de descanso. Ela perde disposição, memória, desempenho profissional e estabilidade emocional. Tratar esses sintomas com seriedade é devolver qualidade de vida e até a produtividade, mas sempre com responsabilidade, porque segurança também faz parte do cuidado”, reforça Fabiane.

 

O medicamento é apresentado em comprimido de 45 mg, uma vez ao dia, e tem contraindicações que precisam ser observadas. O estudo cita hipersensibilidade ao princípio ativo, gravidez confirmada ou suspeita e uso conjunto com inibidores moderados ou fortes do CYP1A2, como fluvoxamina. Entre eventos adversos mais comuns aparecem diarreia e insônia.

 

“A novidade chega a um debate marcado por desinformação, medo da terapia hormonal e normalização do sofrimento feminino. Ao mesmo tempo, reforça que a menopausa precisa de diagnóstico, acompanhamento e opções terapêuticas baseadas em evidência. A aprovação amplia possibilidades, mas não substitui a consulta médica nem autoriza automedicação para cada mulher”, finaliza a especialista.

 

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Plano negou a cirurgia reparadora pós-bariátrica: quais são os seus direitos?

A cirurgia bariátrica representa um marco na vida de milhares de pessoas que enfrentaram, durante anos, a obesidade e suas inúmeras complicações

 

No entanto, para muitos pacientes, o tratamento não termina com a perda de peso. Após o emagrecimento expressivo, é comum surgir um grande excesso de pele, que vai muito além de uma questão estética. Essas sobras de pele podem causar infecções recorrentes, dermatites, dificuldade para caminhar, praticar atividades físicas, realizar a higiene pessoal e até comprometer a saúde emocional e a autoestima do paciente.

 

Nesses casos, as chamadas cirurgias plásticas reparadoras fazem parte da continuidade do tratamento da obesidade.

Apesar disso, é muito comum que os planos de saúde neguem a cobertura desses procedimentos sob a alegação de que possuem finalidade exclusivamente estética. Essa justificativa, porém, nem sempre é correta.

 

Quando existe indicação médica bem fundamentada, demonstrando que a cirurgia é necessária para tratar sequelas decorrentes da obesidade, a natureza do procedimento deixa de ser estética e passa a ser reparadora. Isso significa que o objetivo principal é restabelecer a saúde, a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente.

 

O entendimento dos tribunais brasileiros tem sido amplamente favorável aos pacientes nessas situações. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), inclusive, consolidou o entendimento de que, havendo indicação médica, o plano de saúde deve custear não apenas a cirurgia bariátrica, mas também as cirurgias plásticas reparadoras indispensáveis para a conclusão do tratamento, desde que preenchidos os requisitos clínicos (Tema 1069 do STJ).

 

Entre os procedimentos que frequentemente podem ter cobertura pelos planos de saúde estão a dermolipectomia abdominal (abdominoplastia reparadora), mamoplastia redutora ou reparadora, braquioplastia (retirada do excesso de pele dos braços), cruroplastia (coxas), torsoplastia, gluteoplastia e outros procedimentos indicados pelo cirurgião plástico, conforme a necessidade individual de cada paciente.

 

Outro ponto importante diz respeito ao momento em que o paciente pode buscar esse direito. Muitas pessoas acreditam que existe um prazo mínimo para ingressar com uma ação judicial após a cirurgia bariátrica ou, ainda, que há um prazo máximo para fazê-lo. Na prática, não existe uma regra que imponha um período mínimo ou máximo entre a bariátrica e o ajuizamento da ação. O fator determinante não é o tempo decorrido, mas sim a necessidade clínica do procedimento.

 

Em geral, o mais importante é que o peso esteja estabilizado e que haja indicação médica demonstrando a necessidade das cirurgias reparadoras. Cada caso deve ser analisado individualmente.

Quando o plano de saúde nega a cobertura, o paciente deve solicitar que essa negativa seja formalizada por escrito. Esse documento é fundamental para demonstrar a recusa da operadora e poderá servir como prova caso seja necessário recorrer à Justiça.

 

Em diversas situações, é possível obter uma decisão liminar para que o plano de saúde autorize rapidamente a realização das cirurgias reparadoras, principalmente quando há risco de agravamento do quadro clínico ou comprometimento da saúde física e psicológica do paciente.

 

Além da cobertura da cirurgia em si, também é possível requerer judicialmente que o plano de saúde custeie as despesas relacionadas ao pós-operatório, desde que exista indicação médica. Isso pode incluir, conforme o caso, malhas compressivas, sessões de fisioterapia, drenagem linfática, acompanhamento multidisciplinar, materiais necessários para a recuperação e outros cuidados essenciais ao sucesso do procedimento. O pós-operatório integra o tratamento e é indispensável para que o paciente obtenha uma recuperação adequada e alcance os resultados esperados.

 

Por isso, quem recebeu uma negativa não deve concluir automaticamente que perdeu o direito às reparadoras. Muitas recusas são consideradas abusivas e podem ser revertidas judicialmente.

Buscar a orientação de um advogado especializado em Direito à Saúde é o caminho mais seguro para analisar a documentação médica, verificar se a negativa foi ilegal e adotar as medidas necessárias para garantir que o paciente tenha acesso ao tratamento completo.

 

Mais do que assegurar a realização das cirurgias, a atuação jurídica pode garantir que todo o processo de recuperação seja devidamente custeado, permitindo que o paciente conclua essa etapa com mais segurança, dignidade e qualidade de vida.

 

Rose Tavares, sócia do escritório Tavares e Costa Advocacia, especialista em Direito Médico e da Saúde, advogada com 18 anos de experiência e atuação em todo o Brasil.

Instagram: @advogadosdesaude

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Conheça a trajetória da psicóloga e psicanalista Pilar Caliari e sua abordagem clínica

A relação de Pilar Caliari com a psicologia começou antes da graduação, quando iniciou seu próprio processo de análise como paciente

 

O acolhimento recebido e as transformações vivenciadas nesse período consolidaram sua decisão de seguir a carreira. Em 2017, entrou na PUC-Rio para cursar Psicologia, dedicando cinco anos aos estudos e à aquisição de experiência com diferentes públicos, desde jovens até idosos.

 

Durante a graduação, integrou um projeto de iniciação científica voltado aos temas da adoção e da parentalidade, trabalhou com oficinas de memória e cognição, atuou com pessoas com transtornos mentais e transtornos adictivos, participou de projetos sociais e realizou atendimento clínico.

 

Ainda na graduação, optou por atuar na clínica sob o viés psicanalítico, motivada por sua própria trajetória como paciente e pela identificação com esse método. Após a conclusão do curso, iniciou os atendimentos para crianças, adolescentes e adultos, inicialmente no formato online, e deu continuidade à formação por meio de cursos de extensão na PUC-Rio e no Fórum do Campo Lacaniano

 

Depois, ingressou na pós-graduação em Fundamentos da Psicanálise pelo Instituto ESPE e atualmente Pilar Caliari realiza atendimentos presenciais no Recreio dos Bandeirantes e também de forma online para adolescentes e adultos, mantendo um processo contínuo de aprimoramento profissional. Sua trajetória já soma centenas atendimentos realizados, refletindo o compromisso com a ética, escuta aprofundada e qualidade dos serviços prestados.

 

O tratamento psicológico é indicado para todas as pessoas que enfrentam os desafios da vida e desejam ressignificar seu sofrimento. A psicanálise propõe um trabalho singular, respeitando a individualidade de cada paciente.

Pilar
Psicóloga e psicanalista Pilar Caliari

Nesse processo, a fala é utilizada como principal ferramenta para revisitar a própria história, estabelecer novas conexões e promover maior compreensão sobre os próprios desejos, conflitos e experiências. Ao falar, o paciente também se escuta, criando possibilidades para novos entendimentos sobre si mesmo.

 

Para conhecer mais sobre o trabalho de Pilar Caliari e acessar publicações sobre saúde mental, basta visitar o site pilarpsicologa.com. Cuidar da saúde mental também é cuidar do corpo e dos relacionamentos. Dar o primeiro passo pode não ser fácil, mas contar com acompanhamento profissional faz toda a diferença nesse percurso.

 

Mais informações e agendamentos podem ser realizados pelo telefone (21) 985217447, pelo e-mail [email protected] ou pelo Instagram @pilar.psi.

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Cuidare Barra RJ celebra 9 anos de trajetória dedicados ao cuidado de pessoas

No dia 10 de julho, a Cuidare Barra RJ celebrou um marco importante em sua história: nove anos de dedicação ao cuidado humanizado, construindo uma trajetória pautada pela excelência, segurança e compromisso com a qualidade de vida de seus assistidos e de suas famílias

 

Para comemorar a data, as sócias Moema Baptista e Jô Braga se reuniram na Casa DB, em um encontro especial ao lado de Amanda Vilas Boas, idealizadora da Casa DB e da Duplamente Brasil, e da jornalista Daniela Andrade, fundadora da Utilità. O momento foi de celebração, gratidão e reconhecimento por uma caminhada construída com muito propósito e responsabilidade.

 

Ao longo desses nove anos, a Cuidare consolidou sua atuação como referência em assistência domiciliar, oferecendo atendimento personalizado para diferentes perfis de pacientes, sempre com uma equipe qualificada, acompanhamento próximo e um olhar verdadeiramente humano para cada história.

 

Para Moema Baptista, fundadora e diretora técnica da empresa, a data representa a confirmação de um propósito que permanece vivo desde o primeiro dia.

 

“Celebrar esses nove anos é olhar para trás com gratidão e perceber quantas vidas cruzaram o nosso caminho. Cada família que confiou em nosso trabalho fortaleceu ainda mais a nossa missão de cuidar com respeito, dignidade e amor. Seguimos evoluindo, mas sem abrir mão da essência que sempre nos guiou: colocar as pessoas em primeiro lugar.”

 

Já Jô Braga, responsável pela área financeira e administrativa, destaca que o crescimento da empresa é resultado da confiança construída ao longo do tempo.

 

“Cada conquista foi construída com muito comprometimento, ética e dedicação. Temos orgulho da equipe que formamos e da credibilidade que conquistamos junto aos nossos clientes e parceiros. Esses nove anos nos motivam a continuar oferecendo um atendimento cada vez mais seguro, acolhedor e humano.”

 

A comemoração simbolizou não apenas mais um aniversário da empresa, mas também o fortalecimento de uma missão que, há nove anos, transforma cuidado em confiança. Uma história construída diariamente por profissionais comprometidos e por famílias que acreditam no trabalho desenvolvido pela Cuidare Barra RJ.

 

Contatos:

 

Para saber mais sobre os serviços da Cuidare Barra RJ ou solicitar um atendimento, entre em contato pelos telefones (21) 98363-1717 e (21) 96508-8069. Acompanhe também as novidades pelo Instagram @cuidarebarrarj.

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O vazio que a comida nunca preenche

Quando foi que você se perdeu de si mesma? Quando se tornou mãe e passou a viver em função de outra pessoa?

 

Quando escolheu a faculdade que agradava seus pais, e não a que fazia seu coração vibrar? Quando se casou e, aos poucos, foi dissolvendo os próprios sonhos nos sonhos da família?

 

A verdade é que, para dar conta da vida, muitas mulheres aprendem a vestir máscaras. Uma para o trabalho. Outra para a família. Outra para os filhos. E, a cada máscara, se afastam um pouco mais de quem realmente são. Até que um dia se olham no espelho e já não reconhecem a mulher que está ali.

 

Eu sei disso porque também me perdi. Houve um momento em que me vi jogada na cama, depois de perder meu segundo bebê. Eu já era mãe, desejava muito viver a maternidade outra vez e não conseguia. E, naquele vazio, uma pergunta me atravessou como uma lâmina: “Se eu não consigo nem ser mãe de novo, então para que eu sirvo? Quem sou eu?”

 

Doeu. Mas foi essa dor que virou a chave. Foi ali que comecei a buscar quem é a Emi de verdade para além dos papéis de mãe, esposa e terapeuta. Foi ali que comecei a me perguntar em que ponto eu havia me deixado para trás.

 

E deixa eu te contar uma coisa que poucas pessoas dizem com clareza: essa desconexão com quem você é tem tudo a ver com o seu peso.

 

Quando você se perde de si mesma, nasce um vazio. E comida nenhuma preenche esse vazio. Você pode comer tentando aliviar, anestesiar, compensar. Ainda assim, ele continua ali. Porque o que falta não é comida. É presença. É reconexão. É você.

 

Muitas vezes, o ganho de peso é parte dessa desconexão. É uma fome emocional que você não sabe nomear. Você abre a geladeira procurando alívio, mas não é comida que está buscando. É a si mesma. É a mulher que ficou para trás no meio de tantas exigências, dores e renúncias.

 

Por isso, dieta nenhuma funciona sozinha. Enquanto você não se reencontra, continua tentando preencher com comida um espaço que só a sua essência pode ocupar.

 

Mas existe uma boa notícia. Quando uma mulher desperta para quem é, além de todos os papéis, ela começa a se preencher de si mesma. Aprende a nutrir a alma, não apenas o corpo. E, pouco a pouco, seus hábitos mudam, porque ela já não precisa mais usar a comida para tapar buracos emocionais.

 

Essa reconexão é uma jornada. Não existe fórmula pronta, porque cada mulher carrega uma história única. Mas existe um caminho: voltar para dentro. Revisitar a menina que você foi. Lembrar do que ela sonhava. Perguntar onde ficou aquele brilho.

 

E, quando você se reencontra, acontece uma libertação profunda: a aprovação dos outros perde força. Porque, quando você sabe quem é, o olhar de fora já não define o seu valor.

 

Esse é o verdadeiro emagrecimento. Não o que aparece primeiro na balança, mas o que começa dentro.

 

Se você sente que se perdeu em algum ponto da sua jornada e está pronta para voltar para si, eu te convido a conhecer o Finalmente Magra. No acompanhamento individual é a minha mão estendida para caminhar ao seu lado nesse resgate, com profundidade, verdade e no seu ritmo.

 

Porque você não precisa de mais uma dieta.

 

Você precisa se reencontrar.

 

E, quando isso acontece, o corpo e a vida inteira finalmente seguem.

 

* Por Emi Moraes, terapeuta especializada em Emagrecimento Comportamental, criadora da metodologia “Emagreça de Dentro pra Fora”. “Se eu consegui, você também consegue, mas não da forma que te ensinaram”.

 

WhatsApp: (21) 99512-2170

 

Instagram: @euemi_moraes

 

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Apenas uma a cada cinco mulheres faz reposição hormonal

Cerca de 30 milhões de brasileiras estão hoje no climatério e na menopausa, aproximadamente 7,9% da população feminina, segundo o IBGE

 

Ainda assim, dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) mostram que apenas cerca de 20% das mulheres climatéricas realizam terapia de reposição hormonal, um dos tratamentos indicados para o manejo dos sintomas e a prevenção de complicações associadas à queda hormonal, sempre de forma individualizada. O cenário evidencia um desafio crescente para a saúde pública diante do envelhecimento da população feminina.

 

A menopausa marca o fim da fase reprodutiva e ocorre, em média, aos 48 anos entre as brasileiras, segundo a FEBRASGO. Embora seja uma etapa natural da vida, a redução dos níveis de estrogênio pode provocar sintomas como ondas de calor, alterações do sono, fadiga, redução da libido e oscilações de humor. A longo prazo, a deficiência hormonal está associada a maior risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes tipo 2 e depressão.

 

“Quando observamos que cerca de 30 milhões de brasileiras estão no climatério e na menopausa, mas apenas uma parcela tem acesso ao tratamento adequado, fica evidente que estamos diante de uma questão de saúde pública. A menopausa não deve ser tratada apenas como uma fase natural da vida, mas como um período que exige atenção, acolhimento e políticas estruturadas de cuidado”, destaca Vanessa Costa, nutricionista e fundadora da primeira menotech do Brasil.

 

O tema ganha relevância nas políticas públicas. Em 2025, comissões da Câmara dos Deputados discutiram projetos voltados à atenção à mulher no climatério e na menopausa no SUS  entre eles o PL 5602/19, que cria diretrizes de atenção integral, e o PL 876/25, sobre tratamento hormonal, ambos ainda em tramitação e dependentes de aprovação na Câmara e no Senado.

 

Em âmbito estadual, o Rio Grande do Norte sancionou a Lei nº 12.712/2026, que cria um programa de enfrentamento da depressão de mulheres no climatério e na menopausa. Já o município de Arujá (SP) instituiu, pela Lei nº 3.812/2026, política de conscientização e atenção integral à saúde da mulher nessas fases.

 

Dados: IBGE, FEBRASGO, Reds Research (2026), Câmara dos Deputados, Governo do Rio Grande do Norte e Prefeitura de Arujá (SP).

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Amizade: um dos pilares invisíveis da saúde emocional

Em uma sociedade marcada pela velocidade das informações, pela hiperconectividade digital e pelo crescente isolamento emocional, a amizade permanece como uma das experiências humanas mais valiosas e transformadoras

 

Mais do que companhia, os vínculos de amizade constituem importantes fontes de acolhimento, pertencimento e sustentação psíquica ao longo da vida. Para a psicanalista Araceli Albino, fundadora do NPP – Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas e presidente do SINPESP – Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, a amizade ocupa um lugar de destaque na construção da saúde emocional.

 

“Os seres humanos são constituídos nas relações. Desde os primeiros vínculos da infância, buscamos no outro reconhecimento, escuta e validação. As amizades saudáveis representam uma continuidade desse processo, oferecendo espaços seguros para compartilhar alegrias, angústias, sonhos e desafios”, afirma.

 

Sob a perspectiva da Psicanálise, a amizade não se resume à convivência social. Ela desempenha uma função psíquica relevante ao possibilitar trocas afetivas que fortalecem a autoestima, ampliam a capacidade de enfrentar adversidades e favorecem o desenvolvimento emocional. Os amigos tornam-se testemunhas de nossa trajetória, compartilhando experiências que ajudam a dar significado à própria existência.

 

Não por acaso, pesquisas em diferentes áreas da saúde apontam que pessoas que mantêm laços de amizade consistentes apresentam melhor qualidade de vida, menores índices de estresse e maior sensação de bem-estar. O apoio emocional oferecido por relações genuínas atua como um fator de proteção diante das pressões cotidianas e dos momentos de vulnerabilidade.

 

Araceli Albino destaca que, em um tempo em que muitas conexões são superficiais e mediadas por telas, torna-se ainda mais importante valorizar os relacionamentos construídos com presença, confiança e reciprocidade.

 

“A verdadeira amizade não se mede pela frequência das interações, mas pela qualidade do vínculo. Bons amigos são aqueles que permanecem presentes de forma autêntica, respeitando a individualidade do outro e oferecendo suporte sem julgamentos. São relações que acolhem tanto as conquistas quanto as fragilidades humanas.”

 

Na visão psicanalítica, a amizade também favorece o autoconhecimento. Ao nos relacionarmos com o outro, encontramos diferentes formas de nos enxergarmos, ampliando nossa compreensão sobre desejos, limites e potencialidades. Trata-se de um encontro que promove o crescimento mútuo e fortalece a capacidade de estabelecer vínculos saudáveis.

 

Em tempos de crescente preocupação com a saúde mental, cultivar amizades verdadeiras deixa de ser apenas uma escolha afetiva para se tornar um investimento na própria qualidade de vida. Afinal, se o ser humano se constitui nas relações, são os laços construídos com afeto, respeito e confiança que ajudam a sustentar uma existência mais equilibrada, significativa e emocionalmente saudável.

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Rosângela Haydem transformou experiência pessoal em missão de conscientização sobre Alzheimer

Neurocientista e doutora em Saúde Pública, especialista dedica sua carreira à prevenção da demência e à promoção do envelhecimento saudável por meio da ciência e da mudança de hábitos

 

Uma mudança de vida motivada por um desafio familiar transformou Rosângela Haydem em uma das principais referências brasileiras quando o assunto é prevenção do Alzheimer e saúde cerebral.

 

Neurocientista, doutora em Saúde Pública e especialista em demência, ela atua na divulgação científica e no incentivo a práticas que contribuem para um envelhecimento mais saudável, especialmente entre mulheres com mais de 50 anos.

 

A trajetória de Rosângela começou em uma área completamente diferente. Formada em Direito, com doutorado em Direito Tributário e experiência como professora universitária, ela viu sua vida tomar um novo rumo em 2005, quando sua mãe foi diagnosticada com Alzheimer de início precoce.

 

Determinada a compreender a doença e buscar alternativas que proporcionassem mais qualidade de vida à mãe, decidiu migrar para o campo das neurociências. Desde então, passou a dedicar seus estudos ao funcionamento do cérebro e aos fatores capazes de reduzir o risco do declínio cognitivo.

 

Ciência aplicada à prevenção

 

Atualmente, Rosângela Hayden desenvolve um trabalho voltado à medicina preventiva, à educação em saúde e à conscientização sobre a importância dos hábitos de vida para a preservação da função cerebral. Segundo a especialista, grande parte dos fatores relacionados ao desenvolvimento da demência está ligada ao estilo de vida.

 

Entre as principais recomendações estão a prática regular de exercícios físicos, especialmente atividades cardiovasculares, noites de sono com pelo menos sete horas de duração e uma alimentação rica em compostos antioxidantes, fundamentais para a proteção das células cerebrais.

 

Sua atuação busca traduzir descobertas científicas em orientações práticas, permitindo que mais pessoas adotem medidas preventivas antes do aparecimento dos primeiros sintomas.

 

Música como ferramenta de estímulo cognitivo

 

Além da formação em neurociência, Rosângela também é graduada em Música, atuando como cantora e pianista. Essa combinação permitiu que desenvolvesse um trabalho que une arte e ciência no cuidado com idosos diagnosticados com demência.

 

Por meio da musicoterapia e de atividades musicais, ela observa resultados positivos na ativação de memórias, na melhora da interação social e na redução de alterações comportamentais frequentemente associadas ao Alzheimer.

 

O estímulo musical tem sido utilizado como uma importante ferramenta complementar para promover bem-estar e qualidade de vida aos pacientes.

 

Alimentação e saúde do cérebro

 

Outro eixo importante de sua atuação envolve a relação entre nutrição e função cerebral. Rosângela é autora de publicações que abordam o papel dos alimentos antioxidantes na prevenção do declínio cognitivo e na manutenção da saúde neurológica.

 

Seu trabalho reforça a importância da alimentação equilibrada como parte de uma estratégia integrada de prevenção, ao lado da atividade física, do sono de qualidade e do estímulo cognitivo.

 

Divulgação científica acessível

 

Comprometida em aproximar a ciência da população, Rosângela Hayden também participa de programas de televisão e produz conteúdos para a internet. Entre seus projetos está o quadro “Antes que eu esqueça”, no programa Gabi Você por Aqui, no qual apresenta informações sobre neurociência em linguagem simples, tornando o conhecimento científico mais acessível ao público.

 

Com uma trajetória marcada pela superação e pelo compromisso com a saúde, Rosângela Hayden tornou sua experiência pessoal uma missão de vida: levar informação de qualidade, incentivar a prevenção e mostrar que cuidar do cérebro desde cedo pode fazer diferença na qualidade de vida durante o envelhecimento.

 

Acompanhe a Dra. Rosângela Haydem no Instagram: @rosangelahayden.

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Sintomas da menopausa entram no debate sobre saúde mental no trabalho com a NR-1

Estudo aponta perda superior a 2 bilhões por ano e mostra que 1,9 milhão de brasileiras deixam de trabalhar por sintomas climatéricos

 

A menopausa começa a ganhar espaço na discussão sobre saúde mental, produtividade e permanência das mulheres no mercado de trabalho. A Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor na última terça-feira, dia 26, amplia a atenção das empresas aos riscos psicossociais, incluindo sintomas como insônia, ansiedade, irritabilidade, fadiga, névoa mental e ondas de calor passando a exigir um olhar mais atento nas organizações.

 

O estudo do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, aponta que os sintomas da menopausa geram perda superior a 2 bilhões de reais por ano à economia brasileira apenas por afastamentos formais. A pesquisa foi conduzida por Clarita Costa Maia, doutora em Direito pela USP e pesquisadora em relações internacionais e regulação, e Fabiane Berta, médica, pesquisadora em climatério na Unifesp e integrante da International Menopause Society.

 

“A menopausa ainda é tratada como algo que a mulher precisa suportar em silêncio, mas os sintomas aparecem no corpo, no humor, no sono, na cognição e também no trabalho. Quando uma mulher não dorme, tem ondas de calor, perde concentração, sente ansiedade ou fadiga extrema, isso afeta sua rotina profissional”, afirma Fabiane Berta.

 

O levantamento estima que 29 milhões de mulheres estejam em fase climatérica ou pós-menopausa no país, com prevalência de sintomas em 87,9% dessa população. Desse total, 63% são economicamente ativas. Outras 33% respondem como principais provedoras da renda familiar, o que amplia o impacto social e econômico do tema.

 

De acordo com o estudo, 1,9 milhão de brasileiras perdem dias de trabalho todos os anos por sintomas climatéricos. A conta considera apenas os afastamentos formais. Não inclui presenteísmo, redução de jornada, pedidos de demissão, aposentadorias precoces e custos médicos indiretos, fatores que podem elevar ainda mais o impacto real.

 

“A lista de manifestações vai além dos calorões. Muitas mulheres relatam dificuldade para dormir, cansaço persistente, irritabilidade, lapsos de memória, dores articulares, queda de libido, ressecamento vaginal, sudorese noturna e sensação de névoa mental. Esses sintomas podem ser confundidos com estresse, burnout, ansiedade ou depressão, o que atrasa o diagnóstico”, conta a médica.

 

Dados técnicos sobre perimenopausa mostram que 70% das mulheres latino-americanas enfrentam sintomas antes dos 45 anos. Uma em cada quatro considera os sintomas menopáusicos completamente debilitantes. Entre as queixas mais frequentes estão dificuldade para dormir, cansaço ou pouca energia, ganho de peso, dores musculares, irritabilidade, ansiedade, ondas de calor e sudorese noturna.

 

“A mulher no climatério não está deixando de ser produtiva, ela atravessa uma fase biológica que exige cuidado. A falta de preparo das empresas e dos sistemas de saúde transforma sintomas tratáveis em afastamento, queda de desempenho e, em muitos casos, saída precoce do mercado de trabalho”, diz a médica, pesquisadora e especialista em menopausa.