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Práticas sistêmicas apontam que lealdades e papéis herdados explicam dinâmicas que resistem a mudanças mesmo quando os envolvidos querem agir diferente
Em algumas famílias, os conflitos parecem mudar de personagem, mas conservam a mesma dinâmica. Brigas por dinheiro, dificuldade de diálogo, relações marcadas por culpa, afastamentos entre pais e filhos e histórias de controle ou abandono podem atravessar gerações sem que os envolvidos percebam a repetição. Esses padrões costumam ser tratados como coincidência, temperamento ou característica familiar.
Para profissionais que trabalham com leitura sistêmica, porém, eles podem estar ligados a lugares emocionais aprendidos dentro do próprio sistema familiar. Segundo a terapeuta e consteladora sistêmica Vannia Parma, muitas pessoas chegam à vida adulta repetindo respostas aprendidas como forma de manter vínculo, sobreviver emocionalmente ou pertencer.
“A família é o primeiro sistema de pertencimento. É ali que a pessoa aprende, muitas vezes sem perceber, como amar, se proteger, reagir ao conflito, lidar com perdas e ocupar um lugar”, afirma.
Como o padrão se forma
Padrões familiares são formas de funcionamento que se repetem dentro das relações e aparecem na maneira como a família lida com dinheiro, afeto, autoridade, silêncio, doença, separação e cuidado. Uma filha pode crescer vendo mulheres da família assumirem tudo sozinhas e repetir essa postura no casamento.
Um filho pode aprender que demonstrar fragilidade é perigoso e se tornar um adulto incapaz de pedir ajuda. Uma pessoa pode sentir culpa ao prosperar porque, dentro da própria história, crescer parece uma forma de se afastar dos seus.
“A pessoa não acorda decidindo repetir um sofrimento. Ela repete porque aquele caminho, em algum momento, foi associado a amor, segurança ou pertencimento”, explica Vannia.
Papéis que se mantêm na vida adulta
Um dos pontos observados nas práticas sistêmicas é o papel que cada pessoa ocupou na família. Há filhos que se tornam mediadores dos pais, crianças que aprendem a cuidar emocionalmente de adultos, irmãos que carregam responsabilidades desproporcionais e pessoas que se acostumam a ser a força da casa. Na infância, esse papel pode parecer necessário.
Na vida adulta, vira sobrecarga, e a pessoa continua tentando consertar relações, evitar conflitos ou provar valor no trabalho sem perceber que está respondendo a uma função antiga.
Perdas, separações traumáticas, segredos e rupturas também podem continuar influenciando a dinâmica familiar mesmo quando não são discutidos abertamente.
“Olhar para a família com maturidade não é procurar culpados. É entender de onde certos movimentos vieram para que não continuem sendo repetidos sem consciência”, afirma Vannia.
Como interromper ciclos
Esses padrões costumam ficar mais evidentes em fases de transição: casamento, nascimento de filhos, separação, envelhecimento dos pais, morte de familiares e conflitos por herança tendem a ativar dinâmicas antigas.
Nessas situações, o conflito atual pode carregar uma carga emocional maior do que o episódio em si justificaria. O processo de mudança pode envolver terapia, práticas integrativas, constelação sistêmica e outras formas de acompanhamento. Em situações de violência, abuso ou sofrimento intenso, o cuidado com profissionais de saúde qualificados é indispensável.
“A consciência não muda a história que aconteceu, mas muda a forma como a pessoa passa a se posicionar diante dela”, diz Vannia.
Quem é Vannia Parma
Vannia Parma é mestre em sistemas de Gestão Pessoal e Desenvolvimento Humano, terapeuta vibracional, consteladora sistêmica, instrutora e palestrante. Há mais de 20 anos trabalha com estudos do comportamento humano e transformou sua trajetória em um trabalho voltado à consciência, à escuta e à cura.
Hoje, dirige o Afinação da Alma, projeto dedicado à cura energética, à educação espiritual e à inteligência emocional, onde desenvolve cursos, vivências, atendimentos individuais, em grupo e organizacionais, conectando som, meditação, terapia e processos de transformação.
Também é responsável por formações e experiências terapêuticas que unem Constelações Sistêmicas, Yoga do Som, Acupuntura Sonora com Frequências Planetárias, Respiração, Meditação e Pranic Healing, sempre com foco na reorganização de padrões emocionais e na ampliação da consciência.
@vanniaparmaconstelacao
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Mulheres assumem o protagonismo na compra de joias e bens de alto valor
Independência financeira transforma a relação feminina com o consumo e faz crescer o número de mulheres que compram para si aquilo que antes esperavam receber de presente
Comprar uma joia, um relógio, uma bolsa de luxo ou outro bem de alto valor já não está necessariamente associado à ideia de presente recebido de um parceiro. Para muitas mulheres, adquirir esses produtos com o próprio dinheiro representa autonomia, conquista pessoal e liberdade de escolha.
A mudança acompanha uma transformação na relação feminina com o dinheiro. O crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho e a busca por maior independência financeira também influenciam a forma como elas consomem e decidem onde investir seus recursos.
Nesse contexto, a compra de uma joia pode ter diferentes significados: realização pessoal, autoestima, qualidade, exclusividade ou simplesmente o desejo de adquirir algo que representa uma conquista.
Dinheiro e comportamento
A psicóloga Valéria Maria Meirelles, doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP e especialista em Psicologia do Dinheiro, é uma das profissionais que estudam a relação entre comportamento, mulheres e recursos financeiros.
Em sua tese de doutorado, a especialista analisou atitudes, crenças e comportamentos de homens e mulheres em relação ao dinheiro ao longo da vida adulta. O estudo ouviu 600 participantes, sendo 423 mulheres.
Sua trajetória ajuda a contextualizar uma mudança que ultrapassa o consumo: a construção de uma relação mais independente das mulheres com o próprio dinheiro.
Do presente à conquista pessoal
Durante muito tempo, joias, relógios e artigos de luxo estiveram culturalmente associados a presentes oferecidos por parceiros em datas especiais. Hoje, parte das consumidoras assume também o papel de quem escolhe e compra aquilo que deseja.
Isso não significa, necessariamente, consumo sem planejamento. A aquisição de um bem de alto valor pode ser uma decisão consciente quando está de acordo com a realidade financeira e não compromete necessidades essenciais ou objetivos futuros.
No mercado de luxo, pesquisas identificam que fatores como exclusividade, qualidade, autoexpressão e realização pessoal podem influenciar as decisões de compra das mulheres.
Mais do que comprar um objeto, a mulher que presenteia a si mesma pode estar celebrando uma conquista construída com o próprio trabalho e recursos. A joia, nesse caso, deixa de ser apenas um presente recebido e passa a representar uma escolha pessoal.
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Agosto Lilás: vítimas de violência doméstica podem ter direito a benefícios do INSS
O Tema 1370 do STF garantiu proteção financeira às mulheres afastadas do trabalho por medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha. Especialista explica como funciona e quais outros direitos podem existir.
O Agosto Lilás reforça, todos os anos, a importância do combate à violência contra a mulher e da divulgação dos canais de denúncia e proteção previstos na Lei Maria da Penha.
Mas uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe uma garantia que ainda é pouco conhecida pelas brasileiras.
Ao julgar o Tema 1370, o STF definiu que mulheres vítimas de violência doméstica que precisarem se afastar do trabalho por determinação judicial terão direito à proteção financeira durante esse período, evitando que a falta de renda seja mais um obstáculo para romper o ciclo da violência.
Segundo a advogada previdenciária Débora Knust, especialista em benefícios do INSS, o julgamento não criou um novo benefício previdenciário, mas definiu quem será responsável pelo pagamento da remuneração da vítima durante o afastamento previsto na Lei Maria da Penha.
“A Lei Maria da Penha já garantia o afastamento da mulher do trabalho para preservar sua integridade física e psicológica. O que o STF definiu foi quem fará esse pagamento durante esse período. Essa decisão representa um avanço enorme porque muitas mulheres permaneciam em relações abusivas por dependerem financeiramente do agressor.”
Débora explica que, quando a mulher possui qualidade de segurada perante o INSS e preenche os requisitos legais, o pagamento será feito pela Previdência Social durante o afastamento judicial.
“Essa decisão fortalece a proteção da mulher porque não basta determinar o afastamento se ela não tiver condições financeiras para sobreviver. O julgamento tornou essa proteção efetiva.”
Violência também adoece
Muito além das marcas físicas, a violência doméstica costuma deixar sequelas emocionais profundas. Ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtorno de estresse pós-traumático e outras doenças relacionadas ao sofrimento psicológico estão entre as consequências mais frequentes relatadas por mulheres que vivem ciclos prolongados de violência.
Quando essas condições impedem temporariamente o exercício da atividade profissional, pode existir a possibilidade de concessão do benefício por incapacidade temporária, desde que a incapacidade seja comprovada por documentação médica e reconhecida pelo INSS.
“Muitas mulheres chegam ao escritório completamente exaustas emocionalmente. O sofrimento psicológico também pode incapacitar para o trabalho, mas essa incapacidade precisa estar bem documentada por meio de laudos, exames e relatórios médicos”,reforça.
Como a vítima pode buscar esse direito?
Segundo Débora Knust, o primeiro passo é cuidar da própria segurança e reunir a documentação que comprove tanto a situação de violência quanto as consequências físicas ou psicológicas decorrentes das agressões.
Caso exista incapacidade para o trabalho, a mulher poderá solicitar o benefício por incapacidade temporária pelos canais oficiais do INSS, como o Meu INSS ou a Central 135.
Também é recomendável buscar orientação jurídica para verificar se há outros direitos previdenciários ou assistenciais aplicáveis ao caso.
“Cada situação é única. Antes de solicitar qualquer benefício, é importante verificar se os requisitos legais estão preenchidos e reunir toda a documentação médica e previdenciária necessária. Isso aumenta as chances de uma análise adequada pelo INSS”, explica a especialista.
Quais documentos podem fazer diferença?
A documentação varia conforme cada caso, mas alguns documentos costumam ser importantes para demonstrar a incapacidade e auxiliar na análise do benefício:
“O boletim de ocorrência e a medida protetiva não garantem, por si só, um benefício previdenciário, mas podem reforçar a contextualização do caso quando associados à documentação médica que comprove a incapacidade para o trabalho.”
Onde buscar ajuda
Além da orientação jurídica, mulheres em situação de violência doméstica devem procurar imediatamente a rede de proteção disponível.
Os principais canais são:
“A informação também salva vidas. Conhecer os direitos previdenciários pode representar um importante suporte para que essa mulher consiga reorganizar sua vida com mais segurança. Mas a prioridade sempre deve ser romper o ciclo da violência e buscar proteção na rede especializada”, finaliza.
Agosto Lilás reforça o combate à violência contra a mulher e destaca a importância de romper o silêncio
Criado para conscientizar a sociedade sobre a violência contra a mulher e fortalecer as ações de enfrentamento, o Agosto Lilás é uma das mais importantes campanhas de mobilização social do país
A iniciativa marca o mês de aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), considerada um dos principais instrumentos de proteção às mulheres brasileiras, e busca ampliar o debate sobre prevenção, acolhimento, denúncia e combate a todas as formas de violência.
Os números mostram que o problema continua alarmante. Segundo a pesquisa “20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira”, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, 54% das brasileiras que já tiveram relacionamento com homens afirmam ter sofrido algum tipo de violência praticada por seus parceiros ou ex-parceiros.
A violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas, muitas delas silenciosas e difíceis de identificar. Entre elas estão a violência física, caracterizada por agressões ao corpo; a violência psicológica, que envolve humilhações, ameaças, manipulação, isolamento e controle; a violência moral, marcada por calúnia, difamação e injúria; a violência patrimonial, quando há destruição, retenção ou controle de bens e recursos financeiros da vítima; e a violência sexual, que inclui qualquer ato sexual sem consentimento ou imposto por meio de intimidação ou coerção.
Para a psicanalista Araceli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo e do NPP – Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas, o Agosto Lilás vai além de uma campanha de conscientização: representa um convite para que toda a sociedade assuma seu papel na construção de relações mais saudáveis e no enfrentamento da violência.
“Grande parte das vítimas permanece em silêncio por medo, culpa, dependência emocional ou financeira e pela esperança de que o agressor mude. A violência costuma acontecer de forma progressiva, começando muitas vezes com o controle, a desvalorização e a manipulação emocional antes de chegar às agressões físicas. Por isso, reconhecer os primeiros sinais é fundamental para interromper esse ciclo”, explica.
Segundo Araceli, é igualmente importante compreender que as marcas deixadas pela violência não são apenas físicas. “As consequências emocionais podem acompanhar a mulher por muitos anos, comprometendo sua autoestima, sua capacidade de estabelecer vínculos afetivos e até sua saúde mental. O acolhimento, o acesso à informação e o suporte psicológico são essenciais para que ela consiga reconstruir sua história.”
A especialista reforça que o Agosto Lilás também é um período para ampliar o diálogo dentro das famílias, escolas, empresas e comunidad incentivando a denúncia e mostrando às vítimas que elas não estão sozinhas. “Combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva. Cada informação compartilhada, cada denúncia realizada e cada rede de apoio fortalecida pode representar uma oportunidade de salvar vidas.”
A busca pelas suas origens: como uma mulher transformou essa dor em um farol para outras
Sandra Oliveira carregou durante anos uma dor que poucas pessoas conseguem compreender: a de não saber de onde veio. Aos 17 anos, descobriu que havia sido adotada. Aos 57, após uma longa jornada de busca, ela usa essa dor em força para cumprir uma missão sagrada: ajudar outras mulheres que enfrentam a mesma angústia de desconhecer suas origens.
A coragem de buscar a verdade
A busca por suas origens exigiu uma coragem que Sandra hoje transmite para outras mulheres. Ela adiou essa procura por anos, temendo magoar o pai adotivo, a quem amava incondicionalmente. Foi apenas após a partida desse pai, quando Sandra tinha 52 anos, que ela finalmente abriu a caixa de Pandora de sua própria história. Nas suas buscas, fez exame de DNA pelo Genera, o que a ajudou demais, segundo ela.
Sandra conta que não quer saber da história do passado que deu origem ao seu nascimento, mas algo muito maior. “Um preenchimento em meu coração de simplesmente saber o nome dos possíveis pais biológicos que me fizeram chegar à família que tive e que me fez ser como eu sou, me dando muito amor e carinho. Deus me deu a graça de tê-los como meus”, diz ela sobre a família que a acolheu.
A missão de ajudar outras
É exatamente por conhecer o peso de verdades emocionais, identitárias e biológicas que Sandra hoje estende a mão para outras mulheres. Ativa em grupos de apoio nas redes sociais, ela se tornou uma voz de acolhimento para quem busca suas raízes. Ela sabe que este universo esconde situações difíceis e é justamente porque conhece esses abismos que ela dá orientações para quem busca suas origens.
“Você tem que saber que pode ser fruto de algo complicado e por isso tem que fazer a pergunta: eu quero saber? Eu assumo as consequências? Existem coisas que prendem a tua vida e você precisa desativar, tirar esses nós. Se você tem convicção, se arrisque. A verdade pode doer, mas ela liberta”, alerta ela, com a franqueza de quem já percorreu esse terreno minado.
Quebrando ciclos para as gerações futuras
Hoje, o maior passo de Sandra não é apenas a descoberta de sua árvore genealógica, mas a decisão consciente de quebrar os ciclos de dor. “Eu corto todas as correntes negativas para construir um mundo melhor para os meus filhos”, decreta. A menina que um dia se sentiu mergulhada em uma tristeza profunda floresceu em uma mulher de fé inabalável e essa fé é o que ela transmite para outras mulheres. “Deus coloca você na sua vida e não faz você nascer fraca, ele faz você nascer forte”, diz Sandra.
Quando ela compartilha essas palavras com mulheres que se sentem perdidas, está dizendo que a dor não é o fim da história, mas o começo de uma transformação. Sandra entende que cada história que ela compartilha, cada conselho que ela oferece, cada mão que ela estende é um ato de amor que transforma sua própria dor em propósito e, finalmente, em cura.
A separação é vista como proteção
Tudo começou em 1969, quando Sandra foi doada assim que nasceu. Essa história de separação forçada é exatamente o que ela quer que outras mulheres entendam. “O que eu mais gostaria de falar é que eu sinto muito, sinto muito por tudo que aconteceu com minha mãe biológica, por ela ter colocado no ventre e me amado tanto, mesmo com muito medo, e que quis ficar comigo”, conta Sandra, imaginando o encontro que a vida lhe negou, já que descobriu recentemente que sua mãe é falecida.
Quando ela compartilha isso com outras mulheres que buscam suas origens, Sandra oferece algo precioso: a possibilidade de compreender que a dor da separação não significa rejeição, mas muitas vezes proteção e amor impossível.
Essa dor é exatamente o que Sandra reconhece quando outras mulheres passam por isso e estão feridas e confusas. É por conhecer essa dor tão profundamente que ela se dedica a guiá-las pela escuridão.
O buffet cancelou na véspera: uma história real e um alerta para quem vai contratar esse serviço
Quero contar uma história que aconteceu comigo e, depois, deixar um alerta importante para quem pretende contratar um buffet
Em uma sexta-feira, fui procurada por uma cliente completamente desesperada. O evento dela seria no sábado, uma audição de piano da filha. O buffet já estava pago e, praticamente na última hora, o profissional informou que não faria mais o serviço. Ela já estava com tudo marcado, convidados confirmados e não sabia o que fazer. Procurou-me para saber se existia alguma possibilidade de eu ajudá-la.
Eu tinha apenas 24 horas para organizar tudo: definir o que seria possível servir, comprar os ingredientes, produzir o cardápio, conseguir equipe, organizar o transporte e preparar toda a estrutura necessária.
Foi uma verdadeira operação de emergência, mas consegui realizar o buffet e salvar o evento. Felizmente, ela encontrou alguém que pôde ajudá-la. Mas nem sempre será possível encontrar um profissional disponível e com estrutura para assumir um evento de um dia para o outro.
Ela me contou que havia estranhado o preço muito bom do buffet contratado. Ficou um pouco desconfiada, mas resolveu dar uma oportunidade. Infelizmente, o barato acabou se transformando em preocupação, prejuízo e insegurança.
Por isso, quero deixar algumas dicas que considero importantes antes de contratar qualquer buffet:
1. Não escolha apenas pelo preço
Preço acessível é uma coisa. Um valor que parece não pagar nem os alimentos, a equipe e o transporte é um sinal de alerta. Pergunte exatamente o que está incluído.
2. Não confie somente em fotografias bonitas
Verifique se existem registros de diferentes eventos, publicações antigas, clientes marcados, comentários e bastidores. Fotografias podem ser copiadas; uma trajetória profissional é mais difícil de inventar.
3. Exija um contrato detalhado
O contrato deve informar data, horário, local, número de convidados, cardápio, bebidas, equipe, materiais incluídos, tempo de serviço, forma de pagamento e regras de cancelamento.
4. Confira quem está recebendo o pagamento
O nome da pessoa ou empresa que recebe o dinheiro deve estar relacionado ao responsável pelo contrato. Se o pagamento for destinado a um terceiro, peça uma explicação e deixe tudo registrado.
5. Peça referências recentes
Não existe nenhum constrangimento em perguntar sobre trabalhos já realizados ou pedir referências. Um profissional sério entende que o cliente precisa se sentir seguro.
6. Pergunte sobre o plano para imprevistos
Quem substituirá um funcionário que faltar? Como os alimentos serão transportados? O buffet possui equipe de apoio? O que acontecerá se surgir algum problema durante a produção?
7. Observe o comportamento antes da contratação
A organização começa muito antes do evento. Respostas confusas, atrasos constantes, falta de clareza e resistência em colocar as informações por escrito merecem atenção. Depois de muitos anos trabalhando com eventos, aprendi que contratar um buffet não é apenas escolher comida. É colocar nas mãos de alguém um momento importante, com convidados, expectativas e lembranças envolvidas.
Preço importa, evidentemente. Mas responsabilidade, experiência e segurança também precisam fazer parte dessa escolha. Espero que essa história e essas orientações ajudem vocês. Às vezes, alguns cuidados simples evitam um problema enorme.
O que pode as vezes parecer uma grande vantagem pode se tornar uma grande dor de cabeça. Desconfie do santo que faz milagres. Ou o serviço pode não acontecer… Ou pode ser aquém do esperado! Nao subestime o valor do mercado!
* Sou Denise Capela, chef de cuisine formada pelo Le Cordon Bleu, empreendedora, mentora e apaixonada por transformar refeições em experiências memoráveis.
Para saber mais sobre mim, clique aqui!
Medo de falar em público: por que ele acontece e como começar a superá-lo
Falar em público é um desafio para muitas pessoas. Seja em uma reunião, uma apresentação, uma entrevista ou até mesmo na gravação de um vídeo, o receio de ser julgado pode fazer com que profissionais extremamente competentes deixem de mostrar todo o seu potencial.
O medo de falar em público, conhecido como glossofobia, está entre os medos mais comuns da população e é uma das manifestações mais frequentes da ansiedade social. Em muitos casos, ele não está relacionado à falta de conhecimento, mas ao medo da avaliação, do erro e da exposição.
A boa notícia é que a oratória não é um dom, e sim uma habilidade que pode ser desenvolvida.
1. Respire antes de falar
Quando sentimos ansiedade, nossa respiração torna-se curta e acelerada. Isso aumenta a frequência cardíaca, tensiona a musculatura e prejudica a qualidade da voz. Antes de iniciar uma apresentação, faça algumas respirações profundas utilizando o diafragma: inspire pelo nariz e expire lentamente pela boca. Essa simples prática ajuda o cérebro a compreender que não há perigo real e favorece uma fala mais firme e tranquila.
2. Organize sua mensagem, não decore um texto
Quem tenta memorizar cada palavra aumenta a ansiedade. Estruture apenas os pontos principais da sua apresentação. Assim, você fala com mais naturalidade, mantém o raciocínio organizado e consegue adaptar sua comunicação ao público.
3. Troque o foco de você pela sua mensagem
O maior erro de quem tem medo de falar em público é pensar o tempo todo: “Como estou sendo avaliado?”. Em vez disso, pergunte-se: “Como posso contribuir com quem está me ouvindo?”. Quando a atenção deixa de estar em você e passa para o valor da mensagem, a ansiedade diminui e a comunicação se torna muito mais autêntica.
Sentir um frio na barriga antes de falar é natural. O importante é não permitir que esse medo limite sua carreira, suas oportunidades e sua capacidade de influenciar pessoas.
A sua voz pode abrir portas, fortalecer sua autoridade e transformar sua trajetória profissional. Desenvolver a oratória é investir na forma como o mundo percebe o seu valor.
* Patricia Conci é fonoaudióloga e especialista em Voz e Oratória
Mulheres que Comunicam
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Divórcio unilateral pode permitir fim do casamento sem consentimento do outro cônjuge
Proposta em discussão no novo Código Civil prevê que apenas uma das partes possa formalizar a dissolução do vínculo matrimonial; direitos sobre bens, filhos e patrimônio permanecem preservados
Uma das mudanças mais debatidas na proposta de reforma do Código Civil é a criação do chamado divórcio unilateral, mecanismo que poderá permitir que uma pessoa formalize o fim do casamento independentemente da concordância do outro cônjuge. A medida busca simplificar a dissolução do vínculo matrimonial e reforça o entendimento já consolidado de que ninguém pode ser obrigado a permanecer casado contra a própria vontade.
Na prática, a alteração poderá reduzir entraves burocráticos e acelerar o encerramento formal da relação. De acordo com a advogada Mérces da Silva Nunes, sócia do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito de Família e Sucessões, o principal impacto é a desvinculação do divórcio da necessidade de consenso entre as partes. “Com a alteração proposta, basta que um dos cônjuges queira se divorciar e o divórcio será decretado, pois independe da vontade e do consentimento do outro cônjuge. Este seria apenas comunicado, mas não teria poder de impedir a dissolução do vínculo”, explica.
Divórcio não encerra discussão sobre bens e filhos
A especialista ressalta, porém, que o divórcio unilateral não elimina o direito de discussão sobre os efeitos do término da relação. “Questões como partilha de bens, definição de guarda, convivência, pensão alimentícia e até mesmo a guarda compartilhada de animais de estimação podem ser levadas ao Judiciário caso não haja consenso entre as partes. Ou seja, a dissolução do vínculo e a regulamentação de suas consequências são temas distintos”, afirma.
Outro ponto que gera dúvidas é a possibilidade de uma das partes exigir a saída do ex-cônjuge de um imóvel pertencente ao casal. De acordo com a advogada, a proposta não produz esse efeito automaticamente. “O divórcio unilateral permitiria apenas que uma pessoa encerrasse o vínculo conjugal sem a concordância da outra, mas não daria, por si só, o poder de expulsar o outro cônjuge de um imóvel que pertence a ambos. O efeito central seria facilitar a dissolução do casamento, não resolver automaticamente questões relacionadas à posse, moradia ou partilha de bens”, esclarece Mérces.
A proposta também não se aplica diretamente às uniões estáveis, uma vez que não existe vínculo matrimonial a ser dissolvido. Ainda assim, a especialista avalia que a mudança reforça o princípio da autonomia individual nas relações familiares. “Embora para a união estável o impacto seja apenas indireto, a possibilidade de exercício unilateral de um direito reforça a ideia de que ninguém é obrigado a permanecer em entidade familiar contra sua vontade”, destaca a advogada.
Caso a modalidade seja aprovada, a simples discordância da outra parte não será suficiente para desfazer o divórcio. “A decisão extrajudicial poderá vir a ser desfeita na hipótese de a segunda pessoa tentar desfazer ou anular o ato não porque discorda do divórcio, mas porque houve algum vício jurídico relevante, como assinatura falsa, documento adulterado, procuração fraudulenta, ausência de notificação válida ou descumprimento de requisito legal obrigatório”, conclui.
Mérces da Silva Nunes é sócia do Silva Nunes Advogados, especialista em Direito de Família, Heranças e Planejamento Sucessório. Mestre e doutora em Direito pela PUC-SP.
Sobre a M2 Comunicação Jurídica
A M2 Comunicação Jurídica é uma agência especializada nos segmentos econômico e do Direito. Contamos com diversas fontes que atuam em âmbito nacional e internacional, com ampla vivência nos mais diversos assuntos que afetam a economia, sociedade e as relações empresariais.
Mérces da Silva Nunes é advogada especializada em Direito de Família, Heranças e Negócios Familiares
Mesada, compras online e planos ensinam adolescentes a lidar com responsabilidade financeira
Segundo especialistas, a educação financeira deve começar com a rotina, exemplos práticos e combinações claras
Falar sobre dinheiro com os adolescentes deixou de ser uma conversa para o futuro. O tema aparece no presente, no pedido de um celular novo, na assinatura de streaming, na compra de jogos, nos shows e no lanche com os amigos, e na enxurrada de ofertas que estão nas redes sociais.
Dentro de casa, a educação financeira não precisa começar com uma planilha, pode começar com uma pergunta simples antes de uma compra. Precisa mesmo? Cabe no orçamento? Dá para esperar? O assunto ganha força quando deixa de ser bronca e entra na rotina como conversa sobre escolhas e o equilíbrio entre limite e autonomia.
Confira a seguir caminhos práticos para inserir educação financeira na rotina dos adolescentes:
- Comece por situações reais
A melhor conversa sobre dinheiro costuma nascer de um episódio concreto. Um pedido de compra, uma ida ao shopping ou uma entrega de aplicativo abrem espaço para falar sobre preço, prioridade e limite. Quando o assunto surge perto da vida do jovem, a chance de escuta aumenta. Em vez de dizer apenas “não dá”, os pais devem explicar o motivo da decisão e mostrar quais escolhas estão em jogo.
- Transforme a mesada em laboratório
A mesada pode funcionar como um teste. O adolescente recebe um valor, combina o que fica sob sua responsabilidade e aprende a lidar com o dinheiro até o fim do mês. Se gastar tudo em poucos dias, entende a consequência em escala menor. O objetivo não é vigiar cada compra, mas permitir que ele erre com segurança e aprenda a planejar.
- Diferencie desejo, necessidade e pressão
Nem todo pedido nasce de uma necessidade, alguns vêm do grupo de amigos, de influenciadores ou da sensação de que todos têm determinado produto. É preciso ajudar os adolescentes a separar o que realmente querem do que foi empurrado pelo ambiente. Uma boa regra é esperar 24 horas antes de comprar algo não planejado, pois a pausa reduz decisões feitas no impulso.
- Inclua o jovem no orçamento de pequenos planos
Uma viagem curta, uma festa de aniversário ou um passeio de fim de semana podem virar exercício financeiro. Os pais podem pedir ao adolescente que pesquise preços, compare alternativas e calcule custos de transporte, alimentação e ingressos. A conta deixa de ser abstrata e ele percebe que cada escolha ocupa espaço no orçamento. Como objetos dentro de uma mochila, não cabe tudo ao mesmo tempo.
- Fale sobre consumo digital sem discurso alarmista
Boa parte do dinheiro dos adolescentes circula em ambientes digitais. Jogos, aplicativos, assinaturas, delivery, marketplaces e redes sociais reduzem a distância entre vontade e pagamento. A conversa precisa incluir senha, cartão salvo, impulso, golpes e recorrência de cobranças. O tom deve ser educativo, não impositivo. A ideia é ensinar o jovem a desconfiar da urgência criada pelas telas.
Crie combinados claros
Responsabilidade financeira depende de regra compreensível. A família pode definir regras, mas combinados vagos abrem espaço para conflito e combinados simples reduzem ruídos tornando os limites mais justos.
- Mostre que dinheiro também realiza
Educação financeira não deve aparecer no que se refere aos gastos, o dinheiro também serve para construir planos. Guardar para um curso, uma viagem, um show ou a troca de um equipamento ajuda o adolescente a entender que esperar não significa perder, mas escolher um objetivo maior.
- Reveja o exemplo dos adultos
Pais não precisam ter uma vida financeira perfeita para ensinar, precisam ter disposição para conversar com honestidade. Quando a casa trata dinheiro apenas como tensão, o adolescente aprende que o tema deve ser evitado, mas quando vê organização, negociação e revisão de escolhas, entende que finanças fazem parte da vida e do cotidiano.
“Quando os pais evitam falar sobre dinheiro, os filhos continuam aprendendo, só que pela observação. O ‘Família que Realiza’, da Me Poupe!, nasce para apoiar os adultos nessa conversa, com diagnóstico, revisão, organização e combinados possíveis para cada família. Educação financeira não está relacionada ao corte abrupto ou à escassez, mas a escolhas com consequência, limite e planejamento”, explica Fernando Schmitt, CEO da Me Poupe!, o maior ecossistema de educação financeira do Brasil.
Sobre a Me Poupe!
A Me Poupe! foi fundada em 2015 por Nathalia Arcuri, jornalista, que percebeu a necessidade de quebrar barreiras de linguagem e democratizar o acesso à educação financeira no Brasil. Depois de fazer sucesso com um blog e um canal no YouTube, hoje a Me Poupe! é uma empresa com foco em liberdade financeira massificada e acessível pelo objetivo de colocar o poder do dinheiro nas mãos de todos. Um ecossistema financeiro que une humor, informação, tecnologia e vários especialistas treinados para ensinar que todos podem ser livres financeiramente.
Especialistas Me Poupe!
Nathalia Arcuri, especialista em planejamento financeiro e fundadora da Me Poupe!, Gean Duarte, economista, especialista em Renda Fixa e educação financeira inclusiva, e Bruna Andriotto, especialista em Renda Extra.
Depois dos 50, viajar virou autocuidado? O movimento de mulheres que trocam rotina por experiências transformadoras
Mais do que lazer, novas experiências têm sido encaradas por mulheres maduras como ferramenta de bem-estar emocional, autonomia e reconexão consigo mesmas — e a ciência ajuda a explicar por quê
Durante décadas, muitas mulheres aprenderam a adiar desejos.
Primeiro os filhos. Depois a carreira. Depois a casa, os compromissos, a rotina e todo mundo ao redor. Até que, em algum momento, surge uma pergunta silenciosa: e eu?
Para um número crescente de mulheres acima dos 50 anos, a resposta tem vindo em forma de passaporte. Mais do que uma tendência de turismo, especialistas observam um movimento emocional e comportamental: mulheres que, após décadas dedicadas ao cuidado com os outros, começam a escolher experiências que promovem prazer, autonomia e reconexão com a própria identidade.
Segundo Meg Getz, especialista em turismo internacional com mais de 40 anos de experiência acompanhando o comportamento de viajantes e atualmente radicada nos Estados Unidos, o que mudou não foi apenas o destino escolhido, mas a intenção por trás da viagem. “É muito comum ouvir delas: ‘agora é a minha vez’. Elas não querem mais ver tudo. Querem sentir. Querem viver a experiência sem pressa, sem culpa e sem a obrigação de cumprir um roteiro”, afirma.
O cérebro também gosta de novidades
E talvez isso faça mais sentido do que parece.
Não é só impressão. A ciência ajuda a explicar esse movimento.
Um artigo publicado na revista científica Nature Reviews Neuroscience aponta que a exposição a novidades, ambientes diferentes e novos aprendizados estimula a neuroplasticidade que é a capacidade do cérebro de criar novas conexões ao longo da vida. Traduzindo: experimentar o novo não alimenta apenas a alma; também desafia positivamente o cérebro.
Além disso, experiências prazerosas associadas à antecipação positiva, como planejar uma viagem, também costumam impactar o bem-estar emocional, reduzindo estresse e aumentando sensações ligadas à motivação, prazer e recompensa.
Existe ainda um contexto muito feminino nessa equação. Depois dos 50, especialmente durante as fases de transição como climatério, menopausa, aposentadoria, filhos saindo de casa ou mudanças importantes na dinâmica familiar, muitas mulheres passam por uma revisão profunda de identidade. Quem sou agora? O que me faz bem? O que ainda quero viver?
Quando autocuidado deixa de ser estética e vira escolha
Durante muito tempo, o autocuidado feminino foi vendido quase exclusivamente como estética: um creme, um ritual de beleza, uma pausa breve entre tarefas.
Mas autocuidado também pode ser decisão.
Pode ser dizer sim a algo novo.
Pode ser ocupar espaço.
Pode ser fazer uma mala sem pedir permissão emocional para ninguém.
“Vejo muitas mulheres redescobrindo a leveza. Algumas viajam sozinhas pela primeira vez. Outras viajam com amigas. Outras simplesmente querem viver algo que sempre adiaram”, conta Meg.
E, curiosamente, nem sempre essa transformação está nos destinos mais óbvios, mas justamente nas experiências que permitem desacelerar e sentir.
Em Nova York, por exemplo, muitas brasileiras têm descoberto um outro ritmo. Há quem troque a intensidade de Manhattan por um dia entre vinícolas nos arredores da cidade, em Long Island, onde espumantes premiados, paisagens abertas e conversas sem pressa criam uma experiência mais contemplativa e sensorial.
Outras se permitem redescobrir o encantamento ao visitar o Belvedere Castle, escondido dentro do Central Park. Com arquitetura que remete a contos de fadas e uma vista privilegiada da cidade, o espaço oferece uma pausa inesperada — quase simbólica — em meio à correria urbana.
E há ainda quem encontre nos campos de lavanda, em plena floração durante o verão, uma experiência sensorial rara: caminhar entre tons de roxo, sentir o aroma suave no ar e se desconectar completamente do ritmo acelerado do cotidiano.
“Essas experiências se conectam muito com esse momento da vida. Não é sobre fazer mais, é sobre sentir melhor”, resume Meg.
Liberdade também é saúde emocional
Outro comportamento que chama atenção é o aumento de mulheres maduras viajando sozinhas. Não necessariamente porque estão sozinhas na vida, mas porque desejam experimentar autonomia. Escolher o próprio ritmo. Mudar de ideia. Almoçar onde quiser. Ficar em silêncio sem precisar justificar. Para muitas, essa liberdade tem efeito direto sobre autoestima e confiança.
No fim, talvez essa seja a verdadeira transformação. Não é exatamente sobre o destino. Nem sobre o roteiro. É sobre liberdade. A liberdade de ocupar tempo com prazer. De viver algo novo. De se colocar novamente no centro da própria história.
Depois dos 50, viajar deixa de ser luxo porque deixa de ser exceção. Vira escolha. Vira linguagem. Vira uma forma de saúde emocional em movimento.
E, talvez pela primeira vez em muito tempo, o tempo — enfim — passa a ser delas.
Sobre a fonte
Meg Getz é especialista em turismo internacional, com mais de 40 anos de experiência no setor. Carioca, já morou por mais de duas décadas em Salvador e atualmente vive nos Estados Unidos, onde atua com planejamento de viagens e criação de roteiros personalizados para brasileiros.