Assessoria de imprensa aproxima a indústria dos debates que impactam a sociedade

Por Maximino Brügger Perez

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18.08.2026 às 15h42m

Com temas técnicos presentes nos debates diários, empresas ampliam o uso da comunicação para traduzir inovação em relevância pública

 

Por muito tempo, a comunicação da indústria ficou restrita ao ambiente B2B, aos catálogos técnicos, às feiras de negócios e conversas entre especialistas. Esse cenário começa a mudar. Em meio à disputa por atenção e ao avanço da desinformação, indústrias passaram a investir em narrativas capazes de mostrar à sociedade o que, de fato, acontece nos bastidores da produção.

 

A pergunta que move esse movimento é simples. O que a indústria comunica quando fala apenas para si mesma? A resposta tem impacto direto no cotidiano. São nos equipamentos, processos e tecnologias, que raramente chegam ao consumidor final, que acontecem as decisões que impactam a segurança da água, do esgoto, da energia elétrica, da fabricação de medicamentos, conservação de alimentos, enfim, da sustentabilidade das cadeias produtivas, mas também das pessoas.

 

Esse redirecionamento acontece em um momento de expansão global do mercado de assessoria de imprensa, que deve atingir US$ 132 bilhões até 2029, segundo o PR Lab. O avanço é impulsionado pela adoção de ferramentas de análise, métricas de reputação e inteligência de dados, que ajudam empresas a compreender como a comunicação interfere na percepção pública, na credibilidade e nos resultados de negócio.

 

“A assessoria de imprensa deixou de ser uma ferramenta intangível. Agora é possível medirmos o impacto de uma matéria, por exemplo, no engajamento em redes sociais, visitações em site e, até mesmo, convites para palestras”, explica Silvana Piñeiro, diretora-fundadora da agência de comunicação internacional Smartcom – Inteligência em Comunicação.

 

A opinião da executiva complementa a de especialistas do setor, que afirmam que o desafio não está apenas na mensuração ou complexidade dos temas industriais, mas na forma como eles são traduzidos para diferentes públicos. Produtos considerados invisíveis, como válvulas industriais, exemplificam essa realidade.

 

“Muitos dos produtos que movimentam a economia não chegam diretamente às mãos do consumidor e, por isso, acabam sendo pouco conhecidos. Mas eles estão presentes em setores essenciais, como saneamento, energia, indústria farmacêutica e alimentos. Nosso papel é mostrar que, por trás de um equipamento técnico, existe inovação, segurança e impacto real na vida das pessoas”, afirma Julia Abdul-Hak, assessora de imprensa da Smartcom, que também atua na Alemanha, Argentina e Estados Unidos, focada em B2B.

 

Impacto real no cotidiano

 

Na prática, a comunicação industrial exige mais do que simplificar termos técnicos, exige contexto. Um processo mais eficiente pode representar menor desperdício de água. Uma tecnologia aplicada à produção farmacêutica pode ampliar a segurança de medicamentos. Uma solução industrial voltada à energia pode contribuir para uma matriz mais sustentável.

 

“A opinião pública influencia a força de marca em todos os canais de contato, até mesmo no ambiente B2B”, completa Silvana.

 

Para Julia, um processo industrial eficiente pode incentivar uma redução de desperdício de água por parte da população, por exemplo, ou até o incentivo à reciclagem correta.

 

“O impacto é muito mais próximo do que parece. A comunicação precisa preservar a precisão técnica, mas também mostrar por que aquilo importa para a sociedade”, explica.

 

A mudança de abordagem também altera como as pautas industriais chegam à imprensa. Para que um tema técnico ultrapasse veículos especializados e conquiste espaço em editorias mais amplas, é preciso conectá-lo aos debates públicos, como transição energética, inovação, produtividade, saúde, sustentabilidade e competitividade.

 

“A principal mudança acontece quando deixamos de falar apenas sobre o produto e passamos a falar sobre o contexto. Quando conectamos uma tecnologia aos impactos do dia a dia, ela ganha relevância e entra na agenda pública”, destaca Julia.

 

Assim, a comunicação passa a ser vista como um ativo estratégico. Empresas que compartilham conhecimento, explicam seus processos e contribuem para discussões relevantes fortalecem sua reputação, ampliam sua presença no mercado e ajudam a aproximar a sociedade de setores que, embora pouco visíveis, sustentam parte importante da economia.

 

“Hoje, as empresas não são reconhecidas somente pelo que produzem, mas pela sua influência na população”, conclui Julia.

 

Sobre a Smartcom:

 

Agência de comunicação sediada em Curitiba, oferece serviços de gerenciamento e conteúdo para redes sociais e sites, assessoria de imprensa nacional e internacional, design, endomarketing, audiovisual e auditoria de posicionamento interno e externo. Com braços na Alemanha, Argentina e Estados Unidos, além de profissionais de comunicação qualificados, garante a conexão entre os pontos envolvidos no segmento do Business to Business e Business to Consumer com clientes nos segmentos de Indústria, Negócios, Advocacia, Cultura, Tecnologia, entre outros.

 

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