Quatro cuidados necessários para abrir uma empresa entre parentes
Por Maximino Brügger Perez
04.01.2026 às 16h41m
Advogado cita precauções importantes para um negócio dar certo entre familiares
Nove a cada dez empresas no Brasil têm perfil familiar, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Elas empregam 75% da mão de obra no País e respondem por mais da metade do PIB (65%). Dentro deste contexto é que aquelas que pretendem abrir um negócio juntas precisam tomar algumas precauções
O advogado João Victor Duarte Salgado ressalta que o mais importante é diferenciar a relação familiar da societária. “Isso pode ser evitado pelo acordo de sócios, que delimitará a atuação de cada um nas áreas da empresa ou prever soluções de problemas que, por vezes, não estão previstos no contrato social”, pontua. “Uma outra sugestão é contar com um profissional que não seja vinculado à família e que atue, sempre que necessário, para intermediar problemas da empresa e facilitar um consenso entre os sócios”, completa.
Segundo o especialista, que integra o escritório Celso Candido de Souza Advogados, quando cuidados assim não são tomados a empresa será contaminada pelos problemas da família e vice-versa. “Não só as relações familiares terão a quebra da confiança, mas, também, a relação profissional será abalada e criará atritos e desgastes, onde pequenos problemas se tornarão grandes discussões. O desgaste é grande e afeta a vida e a saúde da empresa, podendo, em casos extremos, gerar a quebra da mesma”, destaca.
O advogado ressalta que é importante diferenciar a relação familiar da societária e elenca a seguir cuidados para se resguardar na hora de abrir uma empresa familiar.
- 1 – Escolha do sócio
Não é por que alguém é seu parente que você é obrigado a ter uma relação societária com ela. Ao contrário, o ideal é que essa escolha seja muito bem pensada e feita com muita cautela, uma vez que a relação dos sócios deve, sobretudo, ser profissional e primar pelo sucesso da empresa.
2 – Papel de cada sócio na empresa
É ideal que cada sócio entenda sua atuação e onde poderá contribuir para que o negócio seja um sucesso: se todos fizerem apenas uma coisa, evidentemente, algumas áreas da empresa ficarão descobertas e sem supervisão, gerando gargalos desnecessários. O ideal é que os sócios entendam que sua atuação deverá ser limitada e restrita a uma específica área na empresa (por exemplo, operacional, comercial, financeiro ou administrativo) e garantir que todos estejam cooperando para o sucesso do negócio.
3 – Profissionais fora do núcleo familiar
É importante contratar profissionais que não estejam vinculados à família, mas que possam contribuir para a empresa, especialmente quando existirem conflitos entre os sócios: com esses profissionais, certamente os sócios poderão contar com um outro olhar e com um outro panorama sobre uma determinada situação e evitar desgastes e conflitos”
4 – Lucros
Uma questão que também chamo a atenção, é pensar que a empresa é criada e constituída para que todos possam obter lucro com ela. Assim, tudo deve ser sempre pensado para que a empresa seja sempre protegida e resguardada, evitando sempre prejudicá-la e, também, aos outros sócios, independente da relação familiar existente entre eles.
Advogados
empreendedoras
empreendedorismo
Empresa
empresa familiar
IBGE
núcleo familiar
Carreira & negócios
Encontro sobre imagem, liderança e poder feminino
Especialista em imagem e posicionamento, Luciana Rabelo participa de evento para discutir os desafios e as escolhas por trás da construção de uma imagem de liderança e influência Mulheres que ocupam diferentes espaços, constroem trajetórias singulares e têm em comum a coragem de fazer escolhas e transformar caminhos. É a partir dessa perspectiva que […]
Eventos
BP do Futuro chega à 3ª edição com foco nas transformações que já impactam a gestão de pessoas
Encontro presencial acontece no dia 26 de setembro, no Recreio dos Bandeirantes, e reúne empresários, profissionais de RH e lideranças para discutir NR-1, novas relações de trabalho e saúde mental corporativa O futuro do trabalho já começou e algumas das transformações que estão redefinindo a gestão de pessoas deixaram de ser tendências para se […]