Empreendedora aposta na produção de vinhos na Serra da Canastra e cria novo conceito de enoturismo autoral
Por Maximino Brügger Perez
16.01.2026 às 14h35m
Daniela Freitas integrou vinho, queijo, natureza e hospedagem em um projeto que reposiciona a região como destino de experiências completas
Enxergar a Serra da Canastra além do queijo foi o ponto de partida para a empreendedora Daniela Heloisa Andrade de Freitas estruturar a Vinícola Moradas da Serra, em São João Batista do Glória, no Sudoeste de Minas. Na gestão do empreendimento em parceria com o marido, Thiago Freitas, ela desenvolveu um modelo de negócio que conecta produção de vinhos de inverno, turismo de experiência e hospedagem em meio à natureza.
“A proposta de valor da Vinícola Moradas da Serra está enraizada no terroir da Canastra. Oferecemos gastronomia mineira, queijos da região e o vinho produzido na vinícola. Buscamos proporcionar uma experiência enoturística que valorize a produção da vinícola e celebre o patrimônio cultural e natural da região”, explica. Localizada às margens da estrada Glória/Quilombo, Km 39, a vinícola funciona em ritmo contínuo, acompanhando o dia a dia do campo.
A produção do vinhedo segue a técnica da dupla poda, prática que permite a colheita no período do inverno, quando o clima seco e frio favorece a concentração de açúcar e a qualidade da fruta. “Esta técnica otimiza a produção, eleva a qualidade da uva e confere um caráter único aos nossos vinhos”, afirma. Durante as visitas guiadas, os processos são apresentados aos visitantes. “Explicamos o processo de cultivo e como ele impacta diretamente no perfil sensorial dos vinhos, promovendo frescor e complexidade característicos dos nossos rótulos”, detalha.
Identidade na taça
A experiência enoturística foi desenhada para ser completa e imersiva. O percurso inclui os vinhedos, a adega e a degustação, além da possibilidade de hospedagem em três casas situadas na vinícola. “Desde a visita aos vinhedos até a degustação na adega, passando pela hospedagem confortável e com vista para o vinhedo e a Serra, buscamos criar um ambiente acolhedor e que estimula a conexão com a natureza e com o vinho. O diferencial está na simplicidade da estrutura e na proximidade com o terroir”, conta.
O primeiro rótulo da Moradas da Serra é um Syrah – uva tinta de origem francesa – ,que traduz as características da região. “Ele é uma verdadeira expressão do terroir da Serra da Canastra, com notas de frutas vermelhas e escuras, e um toque característico de especiarias e mineralidade típica da região”, descreve.
No portfólio para 2026, além do Syrah, estão previstos os rótulos Tannat, Pinot Noir, Marselan, Sauvignon Blanc, e Blends variados. Na safra 2027, a vinícola inclui dois rótulos: Malbec e Carbenet Franc. “Estamos em processo de construção do nosso portfólio, buscando explorar variedades que se adequem ao nosso terroir, e sempre priorizando excelência e autenticidade”, acrescenta.
Percepção de mercado
A empreendedora lembra que a ideia de adquirir a vinícola, há dois anos, contou com o papel do Sebrae Minas como apoio decisivo para estruturar o negócio. “O suporte oferecido em termos de orientação técnica, capacitação em gestão de negócios e na elaboração de estratégias de marketing foi crucial para estruturarmos a Moradas da Serra de maneira sólida”, reforça.
Em um mercado de vinhos finos ainda em consolidação em Minas Gerais, o negócio surge como parte de novas possibilidades de empreendimentos na Canastra.
“A parceria com o Sebrae nos ajudou a entender melhor o mercado e as oportunidades de enoturismo na região, fortalecendo nossa atuação e garantindo que a vinícola estivesse alinhada às demandas e expectativas do público”, conclui.
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