Calor e umidade impulsionam casos de micoses no verão
Por Maximino Brügger Perez
21.01.2026 às 18h28m
Com o calor intenso e a alta umidade do verão, os fungos encontram o ambiente ideal para a proliferação na pele. Um estudo publicado no Jornal de Ciência Médica da Coreia do Sul (2024), que analisou mais de 38 mil casos de infecções dermatofíticas ao longo de dez anos (2014-2024), mostrou que cerca de 42,7% dos episódios de micose ocorreram durante os meses mais quentes do ano. O dado reforça um alerta importante para esta época, marcada pelo uso frequente de piscinas, praias, academias e vestiários compartilhados.
A dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Silvana Coghi, avalia que o aumento dos casos está diretamente ligado aos hábitos do verão. “O calor favorece a transpiração excessiva e, quando a pele permanece úmida por muito tempo, cria-se um cenário perfeito para o desenvolvimento de fungos. Piscinas, duchas coletivas e o compartilhamento de toalhas ou chinelos aumentam ainda mais o risco de contaminação”, explica.
As micoses são infecções comuns que podem atingir diferentes regiões do corpo, como pés, unhas, virilha e dobras da pele. Apesar de não serem consideradas graves na maioria dos casos, exigem atenção, já que o tratamento inadequado pode prolongar o quadro e facilitar a transmissão para outras pessoas.
Tratamento e cuidados indicados
O tratamento das micoses depende do tipo, da região afetada e da gravidade da infecção. De forma geral, a médica destaca que os cuidados podem envolver:
Uso de medicamentos antifúngicos tópicos, como cremes, loções ou sprays, prescritos por um dermatologista;
Em casos mais extensos ou persistentes, indicação de antifúngicos orais, sempre com acompanhamento médico.
• Manutenção da pele limpa e bem seca, principalmente após banho de piscina ou mar;
• Troca frequente de roupas úmidas e preferência por tecidos leves e respiráveis;
• Evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, calçados e alicates de unha.
“Receitas caseiras ou soluções naturais não substituem o tratamento médico. Elas podem até aliviar sintomas leves, mas não eliminam o fungo. O ideal é procurar um dermatologista ao perceber sinais como coceira, descamação, manchas ou alterações nas unhas”, orienta a Dra. Silvana.
Para a dermatologista, a prevenção ainda é o melhor caminho durante o verão. Secar bem o corpo, usar chinelos em áreas comuns e manter hábitos simples de higiene ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção. “Com cuidados básicos e atenção aos primeiros sinais, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem prejuízos à saúde da pele”, finaliza.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.
É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.
As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.
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