Como o climatério afeta o corpo da mulher e o que fazer para manter a saúde
Por Maximino Brügger Perez
26.12.2025 às 18h24m
Essa fase deve ser vista como uma oportunidade de cuidar ainda mais do corpo. Alimentação, exercícios e um bom sono são aliados poderosos
Vamos falar da relação entre o climatério e ganho de peso. Primeiro é importante lembrar que o climatério é a fase de transição que leva à menopausa. Geralmente se dá entre os 40 e 50 anos, onde os ovários reduzem gradualmente a produção de estrogênio e progesterona. E como isso afeta a saúde da mulher? Começa pelo metabolismo, que pode ficar mais lento.
Com isso, pode acontecer maior perda de massa muscular, queda da densidade óssea e mudanças no padrão de distribuição de gordura corporal, favorecendo a gordura visceral. Essas são algumas das consequências no corpo da mulher. Porém, é possível diminuir esses sintomas com uma estratégia baseada em três pilares: alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e sono de qualidade.
Dr. Thiago Viana, médico do esporte e nutrólogo, com foco no emagrecimento, reforça essa mensagem. “Vale lembrar que com a queda do estrogênio ocorre uma redistribuição da gordura. No climatério e na menopausa, ela passa a acumular principalmente no abdômen. Mas também pode aumentar na região do dorso, a chamada gordura nas costas e braços”, explica.
Estudos mostram que essa queda está ligada à alteração na sensibilidade à insulina e ao metabolismo lipídico. A North American Menopause Society aponta que mulheres podem ganhar até 5 cm de circunferência abdominal nos primeiros anos pós-menopausa, mesmo sem grandes alterações de peso.
Isso demonstra que o acúmulo de gordura no abdômen pode trazer riscos à saúde da mulher. “A gordura visceral, que fica entre os órgãos, aumenta a chance de desenvolver síndrome metabólica, diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto e até doenças cardiovasculares. Também há associação com maior risco de alguns tipos de câncer, como o de mama”, alerta o médico.
Estratégias para manter a saúde e o peso
Thiago considera que mesmo com o metabolismo mais lento, não significa que emagrecer seja impossível. “Estratégias que unem nutrição adequada, exercícios, principalmente musculação e aeróbicos combinados. E, em alguns casos, suplementação ou medicamentos, podem trazer excelentes resultados. A chave está na personalização do plano”, afirma. Ele destaca três pilares como estratégia nesse momento:
Alimentação balanceada: consumo de proteínas adequadas, fibras, vegetais e menor de ultra processados.
Exercício físico regular: especialmente treino de força para preservar massa muscular.
Sono de qualidade e manejo do estresse: ambos influenciam hormônios como o cortisol, que impacta diretamente no peso.
Dicas para quem está entrando no climatério
- • O climatério não deve ser visto como uma sentença de ganho de peso e perda de saúde. É uma oportunidade de cuidar ainda mais do corpo.
- • Consultas regulares para checar saúde óssea, cardiovascular e metabólica são fundamentais.
- • Apoio psicológico pode ser importante, já que essa fase muitas vezes traz impacto emocional.
- • Hábitos saudáveis adotados nesse período podem aumentar a expectativa de vida e qualidade de vida.
- Envelhecer é inevitável, mas envelhecer com saúde é uma escolha que passa por disciplina, acompanhamento profissional e mudança de hábitos.
- Sobre Dr. Thiago Viana (CRM nº 144.585. Médico do Esporte e Nutrólogo: RQE 121770-118488).
- Dr. Thiago Viana, médico do esporte e nutrólogo com foco no emagrecimento. Formado pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), em 2010. Atualmente, ele atende em sua clínica na cidade de Bauru e com trabalho especializado na medicina esportiva, qualidade de vida, com foco em emagrecimento e melhora de performance.
- O Dr. Thiago é pós-graduado em medicina esportiva pela faculdade BWS, nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Ele ainda é membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC), membro da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO), membro da European Board of Obesity Medicine e membro associado da Sociedade Brasileira de Andropausa e Menopausa (SBAM).
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