O que Emily em Paris revela sobre o desejo contemporâneo de moda, luxo e identidade
Por Maximino Brügger Perez
01.01.2026 às 17h02m
O retorno de Emily em Paris marca um novo capítulo na relação entre moda, narrativa e comportamento. Na quinta temporada, a mudança de cenário acompanha um amadurecimento evidente da personagem principal.
Após anos em Paris, Emily amplia sua vivência europeia e passa a circular por cidades italianas, como Veneza e Roma, movimento que se reflete diretamente no figurino. A moda segue ousada e expressiva, mas agora com uma leitura mais refinada, onde silhuetas, tecidos e cores dialogam com referências clássicas do cinema e da moda europeia.
A estética da nova temporada revela um equilíbrio entre presença visual e sofisticação. Alfaiataria bem construída, tecidos imponentes e escolhas cromáticas mais conscientes aparecem como sinais de uma moda que evolui junto com a personagem. As produções continuam marcantes, mas ganham camadas de elegância atemporal, reforçando o valor do vestir como linguagem cultural.
Referências ao cinema italiano dos anos 1950, ao preto e branco clássico, as estampas e padronagens clássicas como os póas, se unem ao estilo que remete a ícones femininos como Sophia Loren e Claudia Cardinale, surgindo de forma sutil na construção dos looks. Há também ecos da estética francesa de Saint-Germain-des-Prés, onde moda, arte e comportamento sempre caminharam juntos. Essa combinação cria uma narrativa visual que conecta passado e presente, tradição e modernidade, traduzindo um luxo menos literal e mais simbólico.
O sucesso da série reforça um movimento já perceptível no consumo de moda: cresce o interesse por peças que comunicam identidade. O luxo é menos silencioso ao se aproximar dos excessos visuais, bem calculados, criando diálogos com emoção, personalidade e história. Tecidos, cores e modelagens deixam de ser escolhas puramente estéticas e passam a acompanhar diferentes momentos da rotina, equilibrando impacto visual e conforto. Essa leitura dos movimentos culturais globais é essencial para marcas que interpretam a moda como reflexo do comportamento contemporâneo.
Para Ana Paula Aguiar, diretora criativa da Deep, o interesse crescente por referências como as usadas na séries, evidencia o papel da moda como expressão individual.
“Quando a moda se conecta à narrativa e ao comportamento, ela deixa de ser apenas estética e passa a fazer parte da forma como as pessoas se posicionam no mundo. O vestir ganha intenção, identidade e significado, e é isso que buscamos traduzir em cada coleção”, afirma.
Ao sair da tela e ganhar as ruas, a moda apresentada na série se transforma em referência cotidiana. O que antes era figurino passa a inspirar escolhas reais, influenciando o modo como as pessoas combinam cores, tecidos e silhuetas no dia a dia.
No estilo do dia a dia, a moda urbana, das ruas, dos cafés e ambientes de trabalho, todos se tornam espaços de expressão, onde o desejo por consumir moda se conecta à vontade de comunicar o que não precisa ser dito. Assim, a moda além do espetáculo se consolida como parte ativa da vida real.
conforto
cores
Emily em Paris
emoção
figurino
ícones femininos
luxo
moda urbana
netflix
personalidade
silhuetas
tecidos
Beleza
Miss Cosmo Brasil 2026 será realizado em agosto e votação popular já está aberta
Concurso reúne 53 candidatas de todo o Brasil e elegerá a representante brasileira para o Miss Cosmo International O Miss Cosmo Brasil 2026 está chegando! No dia 27 de agosto, em uma grande casa de espetáculos, no Rio de Janeiro, 53 candidatas de diferentes estados brasileiros disputam o título nacional e a oportunidade de […]
Saúde & Bem-estar
Studio Elos: um novo espaço dedicado ao bem-estar e autocuidado
O cuidado com o corpo e o bem-estar sempre fizeram parte da trajetória profissional de Yanne Hancio e Gisele Oliveira Após anos realizando atendimentos individuais em espaços diferentes, as duas perceberam que era o momento de expandir e criar algo ainda mais completo, acolhedor e conectado com o propósito que compartilham. Assim nasceu o […]