Quer empreender? Venda direta pode ser um primeiro passo para começar com menos risco
Por Maximino Brügger Perez
14.09.2026 às 08h16m
Confira dicas para quem quer começar na venda direta, gerar renda extra e transformar a atividade em um negócio
O desejo de ter o próprio negócio nunca esteve tão presente entre os brasileiros. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2025, realizada no Brasil pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe), abrir um empreendimento se tornou o segundo maior sonho da população, citado por 40% dos adultos.
Ao mesmo tempo, 42,5 milhões de brasileiros entre 18 e 64 anos que ainda não são donos de um negócio afirmam que pretendem começar a empreender nos próximos três anos. Entre o desejo de empreender e a decisão de abrir uma empresa, porém, existe uma das principais barreiras para quem está começando: o risco financeiro.
É nesse espaço que a venda direta pode funcionar como uma porta de entrada para o empreendedorismo. Diferentemente de modelos que exigem estrutura física, estoque e investimento inicial mais alto, algumas modalidades permitem começar de maneira mais enxuta, conciliando as vendas com outra atividade profissional e aumentando a operação conforme os resultados aparecem.
Para quem ainda não pretende deixar o emprego ou comprometer uma parcela significativa das economias, a possibilidade de testar um produto, construir uma carteira de clientes e entender a dinâmica de vendas antes de dar passos maiores pode tornar o início da jornada empreendedora mais gradual.
Um exemplo é a H.MARIA Joias Contemporâneas, criada pelas irmãs Fabiane e Tatiane Hoff, em Novo Hamburgo (RS). A marca estruturou sua operação a partir da venda direta e trabalha com um sistema de consignação, no qual as consultoras recebem as peças para comercialização sem precisar fazer a compra antecipadamente. A proposta reduz a necessidade de investimento inicial e permite que a atividade seja desenvolvida paralelamente a outras fontes de renda.
Hoje, a empresa conta com mais de 650 consultoras nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre mulheres que buscam complementar a renda e outras que enxergam na atividade uma oportunidade de construir uma trajetória empreendedora.
Para quem deseja começar a empreender por meio da venda direta, alguns pontos podem ajudar a transformar a atividade em uma fonte de renda sustentável:
1. Avalie o modelo de negócio e o investimento inicial: antes de começar, é importante entender quanto será necessário investir, como funciona a remuneração, quais são os custos envolvidos e se haverá necessidade de manter estoque. Modelos de consignação, como o utilizado pela H.MARIA, podem reduzir a exposição financeira de quem está começando, já que não é necessário comprar os produtos antecipadamente.
2. Comece pequeno e teste a atividade: uma das vantagens da venda direta é a possibilidade de conciliar a atividade com outras fontes de renda. Em vez de fazer uma mudança profissional imediata, o empreendedor pode começar com uma carteira menor de clientes, entender a dinâmica das vendas e ampliar a operação conforme ganha experiência e identifica potencial de crescimento.
3. Conheça o produto e construa relacionamento com os clientes: na venda direta, confiança e relacionamento são fundamentais. Por isso, é importante conhecer bem o produto, entender o perfil do consumidor e desenvolver uma abordagem de venda que faça sentido para cada público. Redes sociais e aplicativos de mensagens também podem ajudar a ampliar o alcance e manter o contato com os clientes.
4. Trate a renda extra como um negócio: mesmo quando começa como uma atividade complementar, a venda direta exige organização. Registrar vendas e despesas, acompanhar os ganhos, estabelecer metas e separar o dinheiro do negócio das finanças pessoais são práticas importantes para entender a rentabilidade da atividade. Com esses dados em mãos, fica mais fácil decidir quando e como expandir.
Além das possibilidades de começar com menor investimento, a venda direta oferece flexibilidade, permitindo que a atividade seja adaptada à rotina de cada empreendedor. O modelo também possibilita construir uma carteira de clientes de forma gradual, desenvolver competências profissionais em vendas, negociação e relacionamento e, em alguns casos, utilizar ferramentas digitais para ampliar o alcance sem a necessidade de uma estrutura física.
“Muitas mulheres não querem necessariamente abandonar a profissão que construíram ao longo dos anos. Elas buscam autonomia financeira, mais possibilidades e uma fonte de renda que possa coexistir com a rotina atual. O empreendedorismo deixou de ser apenas uma ruptura e passou a ser uma construção”, afirma Fabiane Hoff, cofundadora da H.MARIA.
Sobre a H.MARIA
Fundada em 2015, em Novo Hamburgo (RS), a H.MARIA Joias Contemporâneas atua como uma plataforma de empreendedorismo feminino por meio da venda direta de joias folheadas a ouro, prata 925 e relógios. A marca conta com 52 colaboradores internos, quatro profissionais na gestão e uma rede de 670 revendedoras ativas no Sul do país.
Com foco em joias atemporais e versáteis, a H.MARIA combina tendências contemporâneas com peças de uso prolongado, fortalecendo um modelo de negócio baseado em relacionamento, recompra e conexão com suas consultoras.
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