Agosto Dourado: a importância da amamentação para a saúde da mãe e do bebê

Por Maximino Brügger Perez

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20.08.2026 às 15h52m

Especialista esclarece que amamentar não é a causa da flacidez das mamas e destaca os benefícios do aleitamento materno para a mãe e a criança

 

Agosto Dourado é a campanha dedicada à conscientização sobre a importância da amamentação. Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o alimento mais completo para o bebê nos primeiros seis meses de vida, o aleitamento materno ainda está longe de fazer parte da realidade de muitas famílias brasileiras.

 

Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) mostram que apenas 45,8% dos bebês brasileiros menores de seis meses recebem exclusivamente leite materno, percentual ainda abaixo do recomendado.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF, aumentar a prática da amamentação em todo o mundo pode evitar mais de 820 mil mortes de crianças menores de cinco anos todos os anos, além de reduzir significativamente casos de diarreia, infecções respiratórias e outras doenças da infância.

 

“O leite materno contém todos os nutrientes de que o bebê precisa nos primeiros seis meses de vida. Além de fortalecer as defesas do organismo, ajuda a reduzir o risco de infecções, alergias e internações, favorecendo também o vínculo entre mãe e filho”, explica a ginecologista e obstetra Dra. Elis Nogueira.

 

Os benefícios também alcançam a saúde da mulher. Estudos mostram que a amamentação contribui para reduzir o risco de câncer de mama e de ovário, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, além de favorecer a recuperação do organismo após o parto. Amamentação não é a causa da flacidez das mamas. Outro assunto que costuma gerar dúvidas é a relação entre amamentação e flacidez das mamas.

 

Segundo a Dra. Elis, esse é um dos mitos mais frequentes sobre o aleitamento materno. As pesquisas mostram que as alterações na firmeza das mamas estão muito mais relacionadas às mudanças naturais da gravidez, ao envelhecimento, à predisposição genética, às características da pele e às variações importantes de peso do que à amamentação em si.

 

“Durante a gravidez, as mamas passam por mudanças naturais para se preparar para a amamentação. Essas transformações acontecem independentemente de a mulher amamentar ou não. Por isso, não é correto atribuir a flacidez à amamentação. Informações baseadas em evidências ajudam a combater esse mito e permitem que mais mulheres amamentem com segurança e tranquilidade”, destaca a especialista.

 

A médica lembra ainda que nem sempre a amamentação acontece de forma simples. Algumas mulheres podem enfrentar dificuldades nesse processo e precisam de acolhimento, orientação médica e apoio da família para superar os desafios e manter o aleitamento sempre que possível.

 

Sobre a Dra. Elis Nogueira

 

Dra. Elis Nogueira de Fávero (CRM-SP 98.344 | RQE 57.179) é especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB/FEBRASGO e possui certificação Advanced Life Support in Obstetrics (ALSO®). É membro da FEBRASGO e da SOGESP e integra o corpo clínico dos hospitais e maternidades São Luiz Star, Vila Nova Star, Pro Matre Paulista, Santa Joana, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Hospital Santa Catarina Paulista, entre outros.

 

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