Comportamento

“Saí de um relacionamento abusivo quando consegui liberdade financeira.”

Após sofrer agressões, manipulação financeira e violência psicológica, Yasmin Polemick encontrou na criação de conteúdo adulto uma forma de reconstruir a autoestima e conquistar autonomia

 

Antes de viver um relacionamento abusivo, Yasmin Polemick descreve que era uma jovem livre, cercada de amigos, apaixonada por música, fotografia e pela própria independência. “Minha autoestima era lá no alto”, relembra. Mas, segundo ela, tudo começou a mudar aos poucos, de forma silenciosa, dentro de uma relação que parecia perfeita no início.

 

Como costuma acontecer em relações abusivas, os primeiros sinais vieram disfarçados de cuidado, intensidade e paixão. Com o tempo, porém, vieram os gritos, humilhações, controle, isolamento e episódios de violência física. Yasmin conta que se afastou de amigos, parou hobbies, deixou trabalhos e passou a viver em função do relacionamento. “Eu deixei de ser eu mesma”, resume.

 

Foi nesse período que ela começou a trabalhar com criação de conteúdo adulto e camming. Enquanto o parceiro passava noites fora, ela encontrou no mercado de conteúdo adulto uma maneira de recuperar parte da autoestima que havia perdido. Hoje, Yasmin também integra a plataforma Hotvips, espaço voltado para criadores que monetizam conteúdos e exploram a sexualidade de forma independente e consensual.

 

“Quando eu entrava no site pra trabalhar, era o contrário. Eu era exaltada o tempo todo. Enquanto o homem que estava do meu lado me deixava sempre pra baixo, os clientes elevavam minha autoestima”, relata.

 

Segundo Yasmin, além da violência emocional, o relacionamento também envolvia abuso financeiro. Ela afirma que o então parceiro acessava sua conta bancária sem autorização, pegava dinheiro escondido e utilizava os valores para sustentar vícios e festas. “Percebi que, quando seu parceiro te esconde dinheiro, isso é violência psicológica, pegar seu dinheiro é roubo”, afirma.

 

A situação chegou ao limite durante o chá de bebê do filho do casal. Diante de convidados, Yasmin foi agredida após impedir a entrada de um amigo do parceiro que estava sob efeito de drogas. O episódio se tornou a virada de chave emocional para que ela começasse a planejar a saída definitiva da relação.

 

Mesmo decidida a sair, ela conta que precisou de tempo para juntar dinheiro, organizar a vida e garantir segurança para si e para o filho. A renda obtida com a criação de conteúdo foi essencial nesse processo. “As mães solteiras vivem numa constante tortura entre trabalhar e cuidar dos filhos. Eu consegui equilibrar isso porque trabalho nos meus horários”, explica.

 

Segundo a criadora, a flexibilidade do trabalho digital foi um dos fatores que possibilitou sua independência financeira. Dentro de plataformas como a Hotvips, criadoras conseguem administrar os próprios horários, produzir de forma autônoma e construir uma fonte de renda sem depender de terceiros, algo que Yasmin considera decisivo para conseguir sair da relação abusiva.

 

A separação aconteceu após uma nova agressão. Enquanto trabalhava produzindo conteúdo, Yasmin registrou um boletim de ocorrência e solicitou uma medida protetiva. “Não teve conversa de fim. Foi a polícia batendo na porta e entregando a medida protetiva. Foi um grande alívio”, conta.

 

Ela afirma que a reconstrução emocional só foi possível com apoio psicológico e psiquiátrico. “Você precisa de um profissional para colocar sua cabeça no lugar depois de um relacionamento abusivo”, diz. Paralelamente, o trabalho com conteúdo adulto continuou sendo uma fonte de autonomia financeira e fortalecimento emocional.

 

Hoje, seis anos após iniciar na criação de conteúdo, Yasmin define a profissão como libertadora. Segundo ela, o trabalho exige disciplina, estratégia, gestão do próprio tempo e responsabilidade, muito além dos estigmas normalmente associados ao setor. “As pessoas acham que é fácil, mas não é. Tem muita coisa pra fazer fora e na frente das câmeras”, explica.

 

Ela também faz questão de diferenciar os diversos segmentos do mercado adulto e combater preconceitos. “As pessoas colocam tudo na mesma bolha, mas são trabalhos diferentes. E no fim das contas, nós podemos ser o que quisermos ser”, afirma.

 

Ao falar diretamente com outras mulheres que vivem situações semelhantes, Yasmin deixa um conselho objetivo: documentar provas, buscar apoio e denunciar. “Não tenha medo de denunciar abusador. Violência psicológica também é crime. Faça boletim de ocorrência, peça medida protetiva e saia daí. Vai dar certo”, conclui.

 

Sobre o Hotvips

 

Hotvips é uma plataforma brasileira de venda de conteúdo adulto voltada para criadores que desejam transformar prazer em renda, com segurança, liberdade e suporte personalizado. A plataforma reúne casais amadores, exibicionistas e pessoas comuns que encontraram na produção de conteúdo uma forma de viver suas fantasias e complementar a renda com autonomia. Com parceria estratégica com o Sexlog, maior rede de sexo e swing da América Latina, o Hotvips aposta em inovação, transparência e no combate ao preconceito com fetiches e sexualidades diversas.

Comportamento

Feminicídio: quando uma mulher pede socorro o mundo deve ouvir

O feminicídio que chocou o país no final de abril envolvendo o caso da miss, não é apenas mais uma notícia triste. É mais um grito que chegou tarde demais

 

Mais uma mulher que talvez tenha sofrido em silêncio, com medo, cercada por ameaças, controle e dor emocional até que sua vida fosse interrompida de forma brutal.

 

Vizinhos chamem a polícia!

 

  • Mas a verdade é que muitas mulheres morrem antes da morte física:

 

  • • Morrem quando perdem a paz dentro de casa.
  • • Morrem quando vivem com medo constante.
  • • Morrem quando deixam de sorrir.
  • • Morrem quando são humilhadas diariamente.
  • • Morrem quando se sentem sozinhas, desacreditadas e sem saída.
  • • Morrem quando um relacionamento abusivo tira sua esperança de viver.

 

Nem toda violência deixa marcas no corpo. Muitas deixam marcas profundas na alma. Como advogada atuante na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica, acompanho histórias de dor que poderiam ter sido evitadas se alguém tivesse estendido a mão a tempo.

 

Por isso, faço um apelo à sociedade: não ignorem os sinais. Se você conhece uma mulher que vive isolada, triste, controlada, sendo ofendida, ameaçada ou demonstrando medo do companheiro, não se cale. Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda diretamente. Às vezes, um simples “estou aqui com você” pode ser o começo do recomeço.

 

Ajude, oriente, acolha. Incentive a denunciar. Chame a família. Acione as autoridades quando necessário. Salvar uma vida nem sempre significa impedir uma morte física.

 

Às vezes, significa devolver a paz, a dignidade e a vontade de viver de uma mulher que já estava destruída por dentro:

  • • Nenhuma mulher merece viver aprisionada pelo medo.
  • • Nenhuma mulher merece amar e receber violência em troca.
  • • Nenhuma mulher merece perder a própria identidade dentro de uma relação abusiva.

 

Que casos como esse não sirvam apenas para gerar comoção momentânea, mas para despertar consciência coletiva. Toda mulher precisa saber que não está sozinha. E toda sociedade precisa entender que proteger mulheres é dever de todos nós.

 

Se você conhece alguém passando por isso, ajude essa pessoa. Você pode estar salvando uma vida.

 

* Por Dra. Cátia Vita, advogada – Defesa da Mulher e Violência Doméstica.

Tel:  (21) 96404-7800
Instagram: @catiavita

Comportamento

Estudo revela que 65% das mulheres não se sentem seguras para caminhar a noite sozinha

Análise inédita mostra que insegurança urbana restringe mobilidade, convivência e lazer e coexiste com o maior índice de otimismo já registrado entre brasileiros

 

Para a maioria das mulheres brasileiras, circular sozinha à noite não é um risco calculado. Dados do estudo O Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026, conduzido pela pesquisadora da Ciência da Felicidade Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, mostram que 65% das mulheres não se sentem seguras para caminhar sozinhas após o anoitecer. Entre os homens, o índice é de 40%, considerado alto para revelar que o problema não é de gênero apenas, mas de cidade.

 

No total, 53% dos brasileiros relatam essa restrição no cotidiano. Um número que, segundo a pesquisa, não se limita à percepção de violência, ele molda escolhas concretas sobre onde ir, com quem, em que horário. A insegurança deixou de ser uma estatística e passou a ser um organizador da rotina urbana.

 

Desconfiança que vem de cima

 

O dado de mobilidade não aparece sozinho. Ele integra um quadro mais amplo de erosão da confiança: 81% dos brasileiros percebem a corrupção como generalizada no governo e 66% nas empresas. Para Renata Rivetti, os dois fenômenos se alimentam. “Bem-estar não depende apenas de fatores individuais. Ele exige condições externas como segurança, confiança, previsibilidade, que permitem às pessoas viver com mais liberdade”, afirma.

 

Quando essas condições faltam de forma sistêmica, o impacto vai além do medo de sair à noite. Afeta a percepção de pertencimento, a disposição para o convívio social e, em última instância, a qualidade dos vínculos que sustentam o bem-estar coletivo.

 

O otimismo que resiste

 

O que a pesquisa revela com igual força é o que acontece apesar desse cenário. Mesmo diante da insegurança cotidiana e baixa confiança institucional, 93% dos brasileiros afirmam ter esperança em dias melhores, sendo 67% de forma plena e 27% ao menos parcialmente.

Não é ingenuidade. É, segundo Rivetti, uma forma ativa de resistência. “O brasileiro desconfia das instituições, mas continua acreditando no futuro. Essa resiliência é real, mas não pode ser confundida com ausência de problemas estruturais que precisam ser enfrentados”, explica.

 

Os números emocionais da pesquisa traduzem essa tensão com precisão: 46% dos entrevistados relataram preocupação frequente no dia anterior à entrevista, 33% apontaram ansiedade como emoção predominante e 29% descreveram o estresse como presença diária.

 

Metodologia

 

O Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026 é o primeiro diagnóstico nacional que investiga os fatores que influenciam o bem-estar da população brasileira, incluindo aspectos emocionais, sociais, econômicos e digitais, oferecendo uma leitura aprofundada sobre os impactos da tecnologia na vida cotidiana.

 

O estudo foi conduzido por Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia. Foram realizadas 1.500 entrevistas em todas as regiões do país, entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2026, com 95% de confiança estatística e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Comportamento

Síndrome do ninho vazio e o ingrediente essencial para uma vida longa

Muitas vezes, quando falamos sobre longevidade, o pensamento corre imediatamente para as farmácias, os exames de rotina ou a contagem de calorias

 

É claro que o corpo precisa de manutenção, mas há um ingrediente essencial para uma vida longa que não se compra em drogaria: o pertencimento. Viver muito e com qualidade é, acima de tudo, ter motivos para acordar e pessoas com quem partilhar o café da manhã. Afinal, a verdadeira arte de envelhecer bem reside na profundidade dos nossos vínculos e na capacidade de manter vivo o nosso legado.

 

Infelizmente, temos assistido a um fenômeno silencioso em nossas casas. A pressa, essa vilã da modernidade, está roubando o tempo da mesa e silenciando o coração da casa. Antigamente, a cozinha era um “santuário”, o lugar onde as receitas eram transmitidas não por papel, mas pela observação e pelo afeto.

 

Quando deixamos de sentar juntos para comer, perdemos muito mais do que o sabor de um tempero caseiro; perdemos a oportunidade de validar a sabedoria de quem já percorreu caminhos que ainda nem sonhamos em trilhar. Receitas de família são patrimônios imateriais que estão se perdendo porque não paramos mais para aprender o segredo de um assado com quem realmente entende do assunto e da vida.

 

Essa desconexão é um terreno fértil para a chamada Síndrome do Ninho Vazio. Quando os filhos partem e a agitação da casa silencia, os pais muitas vezes se deparam com um espelho que reflete apenas a ausência. Esse vazio não é apenas um sentimento; ele impacta severamente a saúde física, psicológica e social.

 

A sensação de que o papel de cuidar e proteger terminou pode levar ao desânimo e à negligência com a própria nutrição. O ser humano é um animal social e, na maturidade, o isolamento é um dos maiores venenos, combatido apenas com a percepção de que ainda se é útil e amado.

 

Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS), dentro da “Década do Envelhecimento Saudável”, ressalta que o bem-estar não depende apenas da ausência de doenças, mas da manutenção de habilidades e conexões que permitam à pessoa ser e fazer o que valoriza. Embora não haja um diagnóstico médico específico para a Síndrome do Ninho Vazio, a OMS reconhece que esta é uma pauta delicada que requer atenção cuidadosa.

 

Nesse contexto, a saída dos filhos de casa pode ser um momento de transição significativa para as famílias, pois pode coincidir com outras mudanças, como a aposentadoria e a menopausa, agravando sentimentos de baixa autoestima e até depressão.

 

Precisamos, portanto, resgatar a arte da escuta e entender que a sabedoria não está nos livros, mas nos olhos de quem já atravessou décadas de invernos e primaveras. Escutar uma pessoa mais madura ou uma pessoa idosa é um ato de cuidado profundo e uma forma de combater a invisibilidade que a idade muitas vezes impõe. Ao trazermos nossos mais velhos de volta para o centro das conversas, garantimos que eles continuem inseridos no fluxo da vida, sentindo que sua jornada faz sentido para as novas gerações.

 

Longevidade plena se faz com a alma alimentada por conexões reais. Que possamos desacelerar o relógio para reencontrar o tempo do outro e redescobrir o prazer da partilha. Que as memórias não se percam em cadernos empoeirados, mas ganhem vida nas mãos dos netos. Envelhecer com dignidade é saber que, mesmo com o ninho mudando de forma, o coração continua sendo um lugar de pouso, respeito e continuidade.

 

*Ingrid de Paula Ferreira é nutricionista, com especialização em Nutrição Clínica e Professora de Nutrição no Centro Universitário Internacional – UNINTER.

Comportamento

Redações latino-americanas traçam caminhos mais seguros para jornalistas mulheres

Após o fechamento do respeitado veículo guatemalteco elPeriódico, em maio de 2023 — depois de uma perseguição prolongada contra seu fundador, José Rubén Zamora —, alguns de seus jornalistas decidiram continuar o trabalho que marcou a publicação

 

“Eles tentaram nos silenciar, mas não conseguiram”, disse Gerson Ortiz, o último editor-chefe do elPeriódico, à LatAm Journalism Review (LJR) em julho de 2024. “Eles encerraram o elPeriódico, mas o jornalismo na Guatemala continua vivo.”

 

Ortiz, junto com a então diretora Julia Corado, lançou o eP Investiga em abril de 2024 — um veículo investigativo inspirado no jornalismo ambicioso e crítico de seu antecessor. Contudo, os desafios surgiram de imediato, e os obstáculos foram ainda maiores, pois ambos foram obrigados a codirigir o veículo a partir do exílio.

 

Uma repórter foi agredida por um advogado investigado por suposta fraude fiscal. E o site saiu do ar após um ataque de bots enquanto a equipe cobria a prisão de uma defensora dos direitos humanos no país vizinho, El Salvador.

 

A direção do veículo afirmou que a resposta das autoridades foi insuficiente ou até agravou os danos, expondo o quão pouco preparada estava a pequena equipe para enfrentar tais ameaças.

 

“Como somos um veículo novo, com uma redação enxuta, ainda temos pendências a resolver, como estabelecer protocolos de segurança e definir como reagir em caso de emergência”, contou à LJR uma das editoras, Shirlie Rodríguez.

 

Atenta a isso, a equipe do eP Investiga inscreveu-se para participar do programa “Salvaguardando Vozes Femininas: Aprimorando Estratégias de Segurança com Recorte de Gênero nas Redações”, uma iniciativa de um ano concebida para ajudar veículos a fortalecer suas medidas de segurança e lidar com os riscos específicos enfrentados por jornalistas mulheres. O eP Investiga foi um dos apenas três veículos da América Latina e Caribe selecionados.

 

A group of people in front oEquipe do meio guatemalteco eP Investiga, um dos três veículos da América Latina e do Caribe que fazem parte da iniciativa “Safeguarding Women’s Voices”. (Foto: Cortesia) O programa, administrado pela International Women’s Media Foundation (IWMF) e pela UNESCO, reúne 11 veículos de todo o mundo. Segundo a IWMF, os outros dois veículos latino-americanos preferiram não ter seus nomes divulgados.

 

Os participantes recebem apoio personalizado para desenvolver protocolos de segurança adaptados às ameaças que enfrentam — sejam elas de âmbito nacional ou ligadas à cobertura diária —, explicou à LJR a gerente do programa, Angelica Mayor.

 

A iniciativa começa com avaliações das vulnerabilidades de cada redação e das medidas de proteção já existentes, seguidas de grupos focais com as equipes participantes e colaboradores freelancers, além de treinamentos em segurança física e digital.

 

As necessidades variam bastante. Alguns veículos sofrem intimidação de autoridades públicas; outros lidam com desafios logísticos e jurídicos de operar além-fronteiras, como é o caso das redações no exílio, a exemplo do eP Investiga.

 

“Quando falamos de jornalistas no exílio, há muita compartimentalização, pois trabalham com colegas que ainda estão no país, enquanto outros estão fora, deixando a redação em situação bem precária”, disse Mayor.

 

Apesar dessas particularidades, as conversas iniciais permitiram à equipe do programa identificar padrões globais. Um deles envolve ameaças de agentes estatais, mais especificamente a vigilância sobre as redações. Grupos criminosos também vigiam, agora utilizando drones, assim como fazem os agentes estatais.

 

As redações também enfrentam assassinatos, extorsão e exposição a áreas de conflitos (cobertura de tiroteios, ataques etc.). No campo digital, contou Mayor, há inúmeros casos de phishing (alguns mais sofisticados que outros), ataques a sites e redes sociais, além de vigilância online. Casos envolvendo o spyware Pegasus e outros softwares estão entre as maiores preocupações.

 

“Muitas redações não têm uma estrutura de comunicação segura”, explicou Mayor, incluindo aí a proteção do contato com fontes. “Portanto, estamos trabalhando para garantir que usem autenticação de dois fatores, que reconheçam quando dispositivos pessoais são usados para o trabalho e como isso pode comprometer pessoas devido às informações armazenadas nesses dispositivos.”

 

Alguns veículos têm seus endereços físicos vinculados ao do jornalista ou editor, o que aumenta o risco de doxxing e até de violência física. “Também há o assédio online como tática para desencorajar a cobertura e isso atinge de forma predominante — ou desproporcional — jornalistas mulheres e profissionais de grupos marginalizados, o que desestimula ainda mais o trabalho jornalístico”, afirmou Mayor.

 

De fato, um estudo global de 2021 apontou que 73 % das jornalistas entrevistadas relataram ter sofrido assédio online em algum momento por causa de seu trabalho. Além disso, os ataques foram mais intensos contra mulheres que se identificavam como indígenas ou negras.

 

Esses casos levam à autocensura e até ao abandono da profissão por parte de mulheres. É justamente por isso que a iniciativa busca protegê-las. “O programa contempla todos os gêneros, mas sempre aplicamos um olhar sensível a gênero porque […] nossas pesquisas mostram que jornalistas mulheres e não bináries recebem mais ameaças por conta de sua identidade”, disse Mayor.

 

Rodríguez concorda; ela também observa que os ataques direcionados às mulheres da equipe tendem a ser sexualizados e misóginos — agressões que acabam levando ao abandono do jornalismo. Rodríguez cita o caso de violência física contra sua colega como particularmente “chocante”. Além da agressão em si, preocupava-os a falta de clareza, dentro da redação, sobre quais protocolos seguir e onde buscar assistência jurídica.

 

Algo semelhante ocorreu com um ataque digital, que deixou o site fora do ar por pelo menos seis horas. A equipe técnica detectou “atividade incomum de bots” originada dos Estados Unidos e de El Salvador — justamente no momento em que cobriam a detenção da defensora de direitos humanos Ruth López em El Salvador.

 

“Os riscos são maiores para as mulheres. Os ataques são dirigidos violentamente à pessoa delas — como indivíduos”, afirmou Rodríguez. “Com esta iniciativa, esperamos estar mais preparadas para lidar com esses problemas.”

Comportamento

No meio liberal, quase metade dos casais considera o beijo uma forma de traição

Levantamento revela que, mesmo em dinâmicas mais livres, o beijo segue como um dos principais marcadores emocionais

 

Em um cenário em que encontros casuais e relações liberais ganham cada vez mais espaço, um gesto clássico de intimidade continua provocando dúvidas: o beijo. Embora o sexo já seja tratado com mais naturalidade dentro dessas dinâmicas, o beijo ainda ocupa um lugar ambíguo entre o físico e o emocional.

 

Um levantamento realizado pelo Sexlog, com mais de sete mil usuários, mostra que 50,3% consideram o beijo tão íntimo quanto o sexo, enquanto 12,8% o veem como ainda mais íntimo. Outros 27,43% afirmam que tudo depende da situação, um indicativo de que, nas relações contemporâneas, o significado do beijo passou a ser construído caso a caso.

 

De acordo com Gustavo Ferreira, head de marketing do Ysos, app de encontros casuais, os dados refletem uma mudança importante no comportamento.

 

“O que vemos hoje é uma tentativa de separar desejo de envolvimento emocional. Em muitos encontros casuais, as pessoas querem viver a experiência, mas ainda estabelecem limites sobre o que pode gerar vínculo  e o beijo aparece para parte delas exatamente nesse lugar”, avalia.

 

Entre desejo e conexão: o papel do beijo nos encontros casuais

Mesmo em contextos sem compromisso, o beijo continua presente. Segundo o levantamento, 91,7% afirmam que beijam sempre ou na maioria das vezes em encontros casuais, mostrando que o gesto faz parte da experiência.

 

Ao mesmo tempo, ele não perdeu totalmente seu significado emocional. Para 74,69% dos entrevistados, o beijo está ligado ao desejo físico, mas quase metade ainda o associa à conexão emocional (47,4%) e ao carinho (55,2%).

 

Esse equilíbrio ajuda a explicar por que o beijo se tornou um ponto de atenção dentro de relações mais livres: ele pode ser apenas físico, ou não.

Sexo sem beijo: quando o limite é não se envolver

Um dos dados que mais chamam atenção é que 58,56% dos usuários já fizeram sexo sem beijar, algo cada vez mais comum em dinâmicas casuais.

 

Entre os motivos, aparecem fatores diretamente ligados ao controle emocional:

  • 35,6% → pedido da outra pessoa
  • 33,8% → dinâmica do encontro
  • 30,3% → falta de conexão
  • 20,4% → evitar envolvimento emocional

 

Para Gustavo, esse comportamento revela uma lógica cada vez mais presente nas relações contemporâneas. “O beijo, para muitas pessoas, é o que transforma uma experiência física em algo mais íntimo. Evitá-lo pode ser uma forma de manter a relação dentro do que foi combinado: algo leve, direto e sem expectativas emocionais.”

 

O beijo como último limite

 

Mesmo em relações abertas ou liberais, onde acordos mais flexíveis são comuns, o beijo ainda aparece como um ponto sensível. A pesquisa revela que, enquanto 48,76% dos entrevistados ainda consideram o beijo na boca uma forma de traição, esse limite se torna mais flexível na prática: em relações abertas, 51,31% afirmam que o beijo é totalmente permitido, enquanto outros dizem que ele depende da situação ou segue regras específicas.

 

Gustavo acredita que isso evidencia uma transformação importante. “Hoje,  os relacionamentos são construídos a partir de acordos. E o beijo costuma ser um dos primeiros tópicos a gerar divergência, justamente por carregar um significado emocional que nem sempre está alinhado com a proposta do encontro.”

 

Um tema pouco falado  e que gera desencontro

 

Apesar de sua relevância, o beijo ainda é pouco discutido de forma direta. O levantamento mostra que 38,34% das pessoas nunca abordam esse tema em aplicativos de encontro, mesmo em contextos onde outras preferências são combinadas com clareza.

 

Segundo Gustavo, esse é um dos principais pontos de atenção. “A objetividade tem sido um diferencial nas novas formas de se relacionar. Quando expectativas não são alinhadas, especialmente em temas mais subjetivos como o beijo, aumentam as chances de frustração.”

 

Sobre o Ysos

 

Ysos é um aplicativo voltado a encontros casuais que permite casais e solteiros a encontrar outras pessoas com o mesmo objetivo. Lançado em 2018 pelo Sexlog, maior rede social adulta do país, a plataforma está disponível para Android e iOS e pode ser baixada na Play Store e na App Store.

 

Sobre o Sexlog

 

Com mais de 25 milhões de usuários, o Sexlog é a maior rede social de sexo e swing da América Latina. A plataforma oferece um ambiente seguro para quem deseja explorar a sexualidade com liberdade, respeito e muito prazer.

Comportamento

O que pode mudar com a criminalização da misoginia no Brasil

Aprovado no Senado, projeto reconhece o ecossistema que sustenta a violência de gênero, equipara o ódio contra mulheres a outras formas de discriminação e endurece punições. Projeto ainda precisa do aval da Câmara dos Deputados e do presidente Lula

 

O Senado Federal aprovou um projeto que criminaliza a misoginia ao incluí-la na Lei de Crimes de Preconceito, legislação que já pune discriminação por raça, religião e origem. De acordo com esse texto, o ódio e a incitação à violência contra mulheres passam a ser reconhecidos como crime de preconceito, com penas que podem chegar a até cinco anos de prisão, além de multa.

 

De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB) e relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos), projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados e, se aprovado, será encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o aval de ambas as instâncias, a medida entra em vigor após a publicação no Diário Oficial. O termo misoginia se refere ao ódio, desprezo ou aversão às mulheres – fenômeno estrutural que atravessa diferentes esferas da sociedade. Isso pode se manifestar de forma explícita, através de ataques verbais, ameaças e violência, ou de maneira sutil, por meio da deslegitimação, da ridicularização e da tentativa de silenciamento.

 

Na prática, a inclusão da misoginia na Lei de Crimes de Preconceito faz com que ela deixe de ser tratada apenas como injúria e difamação e seja enquadrada como um crime específico. Isso facilita as investigações e permite punir, com mais rigor, casos de ataques verbais e campanhas de ódio – inclusive no ambiente digital. A mudança marca um avanço ao reconhecer a misoginia como uma forma estrutural de discriminação, semelhante a outras já previstas na legislação, como o racismo.

 

Por que a aprovação da lei é tão importante?

 

O projeto de criminalização da misoginia amplia o combate à violência de gênero para além das agressões físicas, passando a incluir também suas dimensões discursivas. Nesse sentido, complementa legislações já existentes, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. Isso significa que não apenas a agressão passa a ser punida, mas também a motivação misógina que a sustenta.

 

Essa mudança se torna ainda mais relevante em um momento em que o discurso de ódio contra mulheres ganha força na internet, impulsionado pela expansão de comunidades online associadas ao chamado movimento red pill. Esses espaços, em geral frequentados por homens alinhados a visões ultraconservadoras, disseminam conteúdos misóginos, teorias conspiratórias e narrativas que incentivam a hostilidade contra mulheres – muitas vezes por meio de campanhas coordenadas de ataque nas redes sociais e, em alguns casos, evoluindo para agressões também no offline.

 

* Se você ou alguém que você conhece está vivendo violência doméstica ou de gênero, denuncie pelo 180. O serviço é gratuito, 24 horas por dia e está disponível em todo o Brasil. Em caso de emergência, ligue 190.

Comportamento

Estudo mostra que, quanto mais você fica com sua mãe, mais tempo de vida ela terá

Convidar sua mãe e sua avó para jantar pode prolongar e melhorar a qualidade de vida delas, mostra um novo estudo

 

Isso porque pesquisadores da University of California (EUA), descobriram que a solidão desempenha um papel importante no declínio, muitas vezes associado à velhice.

 

O estudo acompanhou 1.600 adultos, com uma idade média de 71 anos. Apesar de controlar o status socioeconômico e a saúde, os solitários consistentemente mantinham taxas de mortalidade mais altas. Quase 23% dos participantes solitários morreram dentro de seis anos do estudo. Os que relataram companhia adequada e faleceram nesse período, por sua vez, foram apenas 14%.

 

A necessidade que tivemos em nossas vidas inteiras – pessoas que nos conhecem, nos valorizam, que nos trazem alegria – que nunca vai embora”, explicou Barbara Moscowitz, assistente social geriátrica do Massachusetts General Hospital, ao The New York Times.

 

“Idosos dão grande valor a essas relações. Tudo se resume a importantes habilidades relacionais”, disse ao The New York Times a professora de desenvolvimento humano na Virginia Tech, Rosemary Blieszner. Estas habilidades, por sua vez, são as que nossos avós tiveram uma vida inteira para aprimorar.

 

“Eles são muito tolerantes com as imperfeições, características e comportamentos dos amigos, mais do que os jovens adultos”, ressalta ela. “Você traz muito mais experiência para suas amizades quando é mais velho. Você sabe pelo que vale e o que não vale a pena brigar.”

 

Além de convidar nossos parentes e amigos mais velhos para entrarem em nossas casas, é importante encorajar relacionamentos de idoso. É por isso que, apesar da crença popular, as pessoas mais velhas tendem a prosperar nas chamadas “casas de repouso” independentes ou assistidas. Esses arranjos de vida proporcionam mais maneiras de se misturar, conectar, prosperar.

Benefícios para todos

 

Passar tempo com pessoas mais velhas pode ajudá-los, mas isso também nos beneficia – a relação simbiótica é inegável. Eles têm o companheirismo e a conversa tão cruciais para a vida cotidiana, e nós recebemos suas histórias, seus abraços e, melhor de tudo, aquelas famosas e secretas receitas de biscoitos.

 

Fonte: ISTOÉ

Comportamento

O que você precisa saber sobre o Pacto Nacional Brasil contra o feminicídio

Com números recordes de feminicídio em 2025, os três poderes da República se unem e anunciam uma série de medidas para enfrentar o assassinato de mulheres por razões de gênero

 

Homens assassinam quatro mulheres por dia no Brasil. Grave bem esse número, porque ele escancara o quanto ficamos – sociedade civil e governo – inertes, sem que muita coisa fosse feita, até que as próprias mulheres se reunissem e gritassem “chega”. Se você acompanhou as notícias, sabe que o estopim aconteceu no fim de 2025, com uma sequência de feminicídios tão absurda, que, nas palavras do presidente Lula (na Folha de S. Paulo), “a gente não imagina que pudesse acontecer”.

 

As cenas de Taynara (atropelada e arrastada por mais de 1 km pelo carro do ex-namorado), Evelin (que estava no trabalho, quando levou cinco tiros, também do ex-companheiro), Allane e Layse (assassinadas por um colega de trabalho) e Mayara (esfaqueada e morta pelo ex-marido, depois de meses de ameaça) culminaram com o Levante Mulheres Vivas, que promoveu manifestações por todo o Brasil em 7 de dezembro de 2025, e ligou o sinal amarelo no Congresso, Judiciário e Executivo.

 

Mulheres, não custa lembrar, são mais da metade da população brasileira e maioria do eleitorado (52,4%). E, como disse a ministra Cármen Lúcia, única mulher no Supremo Tribunal Federal, em dezembro passado, “é preciso que a gente saiba que medidas tomar sobre isso, porque não é possível que agora, em plena luz do dia, na rua, os criminosos ataquem sem o menor constrangimento.”

 

O que é, afinal, o Pacto Nacional Brasil contra o feminicídio? 

 

Anunciado no mês passado pelo presidente Lula e assinado pelos representantes das três casas, o pacto, na prática, une os três poderes para reconhecer que o feminicídio tem precedentes estruturais, precisa de políticas públicas de prevenção e de mecanismos de proteção e responsabilização.

 

Tudo isso para garantir o que parece óbvio, mas não é: o direito à vida de meninas e mulheres em toda a sua diversidade. Uma espécie de manual para que o enfrentamento ao feminicídio se torne uma política transversal e permanente do Estado brasileiro – e não apenas algumas medidas importantes, como a tipificação de crime de feminicídio em 2015, mas isoladas.

 

O documento, que conta com um calendário estratégico de ações, ancoradas em efemérides, como Dia Internacional da Mulher (08/03) ou o Dia da Lei Maria da Penha (07/08), é, sem dúvida, um passo importante, uma sinalização de que a violência contra as mulheres não pode ser tolerada. Mas deixa muitas dúvidas.

 

Impacto esperado na redução do feminicídio

 

Embora elenque os objetivos do comitê, que tem quatro representantes de cada poder e coordenação da Presidência da República, por exemplo, não fica claro como tudo acontecerá na prática – tampouco, quando.

 

No quesito recursos, por exemplo, aparece no documento a “garantia de recursos orçamentários adequados”, sem citação a qualquer número ou porcentual do Orçamento. Também não fica explícito como a violência digital, apontada como um dos diferenciais e inovações do pacto, será combatida. As big tech serão finalmente regulamentadas? Punidas? E mais: isso acontecerá em tempo ágil, real time, ou só depois dos crimes cometidos?

 

Avanços iniciais

 

Talvez uma das maiores utilidades, por ora, seja o próprio letramento de políticos e membros do judiciário (vale recordar a violência jurídica sofrida por Mari Ferrer, também entrevistada da ELLE View de dezembro), além do reconhecimento, já apontado no relatório da ONU Mulheres “Feminicides in 2024“, de que o feminicídio costuma ser o desfecho mais trágico de um ciclo de violências anteriores.

 

Violência psicológica (condutas que causam danos emocionais, diminuem a autoestima ou controlam decisões mediante ameaça, humilhação, isolamento, vigilância constante e chantagem), assédio moral (que frequentemente e repetidamente humilha, constrange e desqualifica), stalking e indução ao suicídio fazem parte do grupo de violências que ainda costumam ser minimizadas, assim como as patrimoniais e morais (calúnia, difamação e injúria).

 

Muitas vezes, porém, elas são a licença silenciosa para que homens passem para a violência física e os desaparecimentos – no fim de 2025 também, a corretora Daiane Alves de Souza “desapareceu” após descer ao subsolo do seu condomínio em Caldas Novas para verificar a energia. Mês passado, o síndico confessou o crime e indicou o local do corpo.

 

Outros tipos de violências especificadas em bom português são as de natureza sexual e exploratória. Entram aqui, abuso sexual (qualquer forma de conduta sexual não desejada, verbal, não-verbal ou física), violência sexual (uso de força ou coação, incluindo o impedimento do uso de camisinha, por exemplo, ou a indução ao aborto), assédio sexual (toda tentativa de obter vantagem ou favorecimento sexual no ambiente esportivo ou no trabalho), e exploração sexual comercial (como as que vêm sendo divulgadas no caso Epstein, incluindo a de meninas e mulheres brasileiras).

 

Afinal, mais do que ver agressores punidos e quebrar o ciclo de violência, nós queremos não ter que passar por ele. Se o problema é estrutural, é preciso sacudir as estruturas.

 

Fonte; Elle

 

Comportamento

Completar 18 anos não extingue a pensão alimentícia automaticamente

A obrigação de prestar alimentos, que cessa a maioridade civil (18 anos), pode continuar para os filhos se houver necessidade e a manutenção de alguns requisitos, como estar estudando, e pode ser estendida até aos 24 anos, conforme o caso

 

Para que haja o encerramento, a parte que paga deve pedir a exoneração da pensão, solicitando ao tribunal a revisão do caso. Situações em que a pensão continua após os 18 anos:

 

Estudantes: se o filho estiver a frequentar o ensino superior, técnico ou profissionalizante e não conseguir sustentar-se, o pagamento pode continuar até aos 24 anos, ou até à conclusão do curso.

 

Incapacidade: em casos de deficiência física ou mental que impeça a pessoa de trabalhar e obter o próprio sustento, a pensão pode ser mantida, mesmo para maiores de 24 anos.

 

Para que a pensão seja extinta: o responsável pelo pagamento da pensão deve entrar com um pedido de exoneração no tribunal. É preciso comprovar ao juiz que o filho já não necessita dos alimentos, que tem capacidade financeira para se sustentar, ou que já atingiu uma idade que não justifica mais a obrigação.

 

O que não fazer:

 

Não pare de pagar a pensão de forma unilateral: após o filho completar 18 anos sem uma decisão judicial, pois isso pode acarretar consequências legais, como ações de execução e penhora de bens.

 

Recomendação: é aconselhável procurar um advogado de família para que ele avalie a situação específica e ajude a tomar as medidas legais adequadas para encerrar a obrigação da pensão, caso se aplique.

 

Se você precisa de ajuda envie uma mensagem ou me chame no WhatsApp (021) 98372-7981. Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui!

 

Siga: @maramendes_advogada_.

 

* Dra. Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista, previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante das comissões de neurociência e diversidade religiosa da OAB Barra da Tijuca.