Comportamento

Lei municipal garante ação de prevenção à violência contra mulher em condomínios no Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e Cuidados lançou, uma iniciativa para apoiar a implementação da Lei Municipal nº 8.913, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes em maio de 2025.

 

A nova legislação obriga síndicos e administradores de condomínios residenciais e comerciais a comunicarem às autoridades competentes casos de violência doméstica ocorridos nas dependências dos condomínios.

 

Para facilitar a implementação da lei e apoiar os condomínios, a secretaria disponibilizará materiais informativos da campanha Rio+Seguro para Mulheres sobre a rede de enfrentamento à violência e minicursos sobre as formas de violência e como acionar ajuda às vítimas.

 

Os cursos abordarão os termos da Lei em diversos tipos de violência doméstica

 

“Queremos transformar síndicas, síndicos e funcionários em aliados da rede de proteção. A maior parte dos feminicídios começa com o silêncio. A omissão também mata e os condomínios não podem ser territórios de cumplicidade. Com essa lei, o Rio transforma escuta em política pública”, afirmou a secretária Joyce Trindade.

 

Os administradores receberão os materiais informativos após o preenchimento de um formulário de cadastro e deverão afixar as mensagens em áreas comuns dos prédios.

 

Os cursos oferecidos abordarão o contexto e os termos da Lei nº 8.913, os diversos tipos de violência doméstica, destacando que nem todas são físicas e quais sinais podem incluir mudanças comportamentais, isolamento e outras formas sutis de abuso.

 

Além disso, as videoaulas apresentam o funcionamento da rede de enfrentamento da cidade, incluindo centros especializados de atendimento, núcleos de apoio psicológico e jurídico, e programas que promovem a autonomia das mulheres. Administradores de condomínios interessados em participar da iniciativa podem se cadastrar e acessar os materiais e o minicurso por meio do site oficial da secretaria.

 

Violência contra a mulher

 

A iniciativa surge em resposta à alarmante realidade da violência doméstica, que, segundo dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que 37,5% das mulheres sofreram algum tipo de violência em um período de 12 meses no Brasil, com mais da metade desses casos ocorrendo dentro de casa.

 

A pandemia de covid-19, conforme demonstrado pelo Instituto Igarapé, exacerbou essa situação, tornando ainda mais urgente a criação de mecanismos de apoio e denúncia para as vítimas que muitas vezes estão isoladas em seus lares.

 

Detalhes da Lei Municipal nº 8.913

 

A Lei nº 8.913 estabelece que, ao tomarem conhecimento de casos de violência doméstica contra mulheres, os síndicos e administradores devem comunicar imediatamente à Polícia Civil ou a órgãos municipais competentes, por ligação telefônica. Em outros casos, realizar a denúncia por escrito, presencialmente ou digitalmente, no prazo de até 24 horas após a ciência do fato, incluindo informações que possam identificar a vítima e o agressor.

 

O descumprimento da lei pode resultar em advertência na primeira infração e multa de até R$ 1.000,00 em casos de reincidência. Os valores arrecadados serão destinados a fundos e programas de proteção às vítimas (Com informações da Prefeitura do Rio).

 

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Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da OAB Barra da Tijuca.

Comportamento

Cinco dicas para impedir que seu relacionamento siga os mesmos padrões em 2026

Médium e especialista em relacionamentos Henri Fesa explica como romper ciclos emocionais que se repetem nos relacionamento

 

Já estamos no fim de janeiro e, para muitas pessoas, 2025 ainda não terminou por dentro. O último ano não foi apenas mais um ciclo que se encerrou no calendário, mas um período que expôs verdades, rompeu estruturas emocionais e forçou decisões difíceis, mesmo quando ainda existia sentimento. O fim de relacionamentos de figuras públicas como Ivete Sangalo, Virgínia e Pitty chamou atenção, mas refletiu algo muito maior: um movimento coletivo de encerramentos que atingiu também casais anônimos, lares comuns e histórias longe dos holofotes.

 

Muitos iniciaram 2026 ainda processando perdas, términos, despedidas e mudanças profundas na dinâmica afetiva. Para alguns, não foi apenas um relacionamento que acabou, mas uma versão de si mesmo que já não fazia mais sentido. E isso explica por que, mesmo com o novo ano em curso, ainda há quem sinta que não virou a página emocionalmente.

 

Um novo ano costuma trazer expectativas de mudança, planos e promessas, inclusive na vida amorosa. Ainda assim, muitos casais entram em 2026 repetindo exatamente os mesmos comportamentos, conflitos e frustrações dos anos anteriores. Isso acontece porque, embora o calendário mude, padrões emocionais só se transformam quando há consciência, responsabilidade e intenção real de fazer diferente.

 

Discussões que se repetem, sensação de não ser compreendido, cobranças excessivas ou silêncios prolongados são sinais de que o relacionamento pode estar preso a ciclos desgastantes. Ignorar esses sinais costuma levar à estagnação emocional, mesmo quando ainda existe amor entre o casal.

 

Discussões que se repetem, sensação de não ser compreendido, cobranças excessivas ou silêncios prolongados são sinais de que o relacionamento pode estar preso a ciclos desgastantes. Ignorar esses sinais costuma levar à estagnação emocional, mesmo quando ainda existe amor entre o casal.

 

Para o médium e especialista em relacionamentos Henri Fesa, o primeiro passo é assumir responsabilidade emocional e compreender que nem tudo depende do outro. “Nem sempre o parceiro vai nos amar da forma que acreditamos merecer, e isso não pode ser transferido como obrigação. Amar-se, reconhecer limites e conversar com maturidade são atitudes fundamentais para que a relação não se sustente apenas em expectativas frustradas”, explica.

 

Para ajudar, Henri Fesa dá 5 dicas para impedir que seu relacionamento repita os mesmos padrões em 2026, confira!

 

  1. 1- Falem sobre objetivos e metas do casal
    Antes de pensar no futuro individual, é essencial entender quais são os objetivos enquanto casal. Conversar sobre planos, sonhos e prioridades ajuda a alinhar expectativas e evita frustrações silenciosas ao longo do caminho;

 

  1. 2- Conversem sobre sentimentos, não sobre culpados
    Ao falar sobre situações difíceis, foque em como você se sentiu, e não em apontar erros. A comunicação baseada em sentimentos promove empatia e reduz conflitos defensivos que só alimentam ciclos negativos;

 

  1. 3- Entendam a linguagem do amor um do outro
    Cada pessoa demonstra e recebe amor de formas diferentes. Identificar se o outro se sente amado por palavras, atitudes, tempo de qualidade, presentes ou toque físico pode transformar completamente a dinâmica da relação;

 

  1. 4- Assuma a responsabilidade pelo seu próprio amor e autoestima
    Esperar que o parceiro supra todas as carências emocionais é um peso injusto para a relação. Entender que o outro nem sempre vai nos amar como merecemos, porque essa é, antes de tudo, uma função nossa, fortalece vínculos mais saudáveis;

 

  1. 5- Revisem padrões antigos e criem novos acordos
    O que funcionou no passado pode não servir mais. Revisitar combinados, ajustar limites e criar novos acordos é essencial para que o relacionamento evolua junto com as mudanças de cada um.

 

Sobre o Henri Fesa

 

O Médium Henri Fesa auxilia pessoas com problemas espirituais, principalmente, no campo amoroso. Especialista em relacionamentos, possui mais de 30 anos de experiência, criando soluções efetivas com um trabalho de qualidade e sem enrolação. A Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa recebe pessoas de todas as religiões e, dentro da crença de cada um, realiza os Trabalhos, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais clique aqui!

Comportamento

Curtir é flertar? Como a digitalização está mudando a linguagem do amor

Já se foram os dias das cartas românticas. Elas evoluíram para o frio “o que você está fazendo?”, enviadas por mensagens.

 

Faz alguns anos que o digital virou nossas vidas amorosas de cabeça para baixo: stories curtidos como primeiros passos de uma paquera, um casal só se torna oficial depois que uma foto dos pombinhos é postada no Instagram… Isso afeta, pouco a pouco, as nossas histórias do coração.

 

Essas notificações, por mais comuns que sejam quando vêm de amigos, familiares ou até mesmo colegas de trabalho, ganham um significado completamente diferente quando são obra de uma pessoa que poderia se tornar o próximo protagonista da sua vida amorosa.

 

Prova disso são os milhares de tópicos do Reddit em que muitos anônimos vêm em busca de respostas para a pergunta que queima os lábios e faz o coração disparar: “curtir fotos significa que ele/ela está interessado?”

 

Porque já se foram os dias em que flertamos um com o outro com olhares lânguidos, sorrisos tímidos e cartas ardentes. Hoje, para fazer com que os outros entendam que chamaram a nossa atenção, basta inundá-los nos nossos “likes”.

 

E se não existe uma resposta comum à questão colocada pelos internautas, existe uma realidade inegável escondida por detrás deste inocente coração vermelho das redes: na era digital, as nossas linguagens de amor estão mudando, e nem sempre para melhor…

 

Comportamento que cria confusão

 

“Quando um cara que acabou de me seguir vai direto curtir meus stories ou vários posts, entendo na hora. Mas na maioria das vezes, eles ficam em silêncio, não vêm puxar conversa… Então no final, raramente acontece qualquer coisa. Eles só perdem tempo, porque eu valho mais que isso”, diz Marie, de 29 anos.

 

Essa confusão trazida pela simples ação de curtir (muitas vezes de forma repetitiva) sem sinalizar de forma mais clara, seu interesse, é atestada nas discussões dos fóruns citados acima, mas também está presente nos milhões de visualizações que os vídeos sobre “o que significa quando um garoto curte um story no Instagram?” acumulam no TikTok.

 

Dessa imprecisão, porém, emerge um fato óbvio que tendemos a esquecer: sem um dicionário universal do amor, a interpretação de cada um permanece diferente. Tentar declarar o seu amor simplesmente pressionando um botão não é, portanto, o mais eficaz.

 

Amal Tahir, sexóloga, autora (seu próximo livro Meeting with the Thirties: Chronicles of a Single, será publicado em 14 de fevereiro de 2025 na França pela Leduc) e apresentadora do podcast Garce Therapy, fala até sobre uma linguagem de amor “preguiçosa” .

 

“Curtir stories, posts, sim, é um sinal para ficarmos de olho. É para deixar nosso crush perceber que estamos ali, que vimos, que gostamos… Mas é uma visão entre tantas outras, e o relacionamento romântico é o esforço, a concessão e o fato de encontrar um meio-termo para as pessoas que o compõem”.

 

Fonte: Marie Claire

Comportamento

Já começou o ano brigando? Especialista explica como mudar a vibração do relacionamento

Segundo especialista em reconciliações, conflitos no início do ano não devem ser ignorados e o casal tem como ajustar a energia emocional

 

O início do ano costuma ser associado a renovação, planos e expectativas positivas. No entanto, para muitos casais, janeiro começa marcado por discussões, tensão e conflitos que parecem surgir sem grandes motivos. Brigas logo nos primeiros dias do ano podem indicar mais do que simples estresse: elas revelam uma vibração emocional desalinhada dentro do relacionamento.

 

Segundo Roberson Dariel, especialista em reconciliação de casais e presidente do Instituto Unieb, o começo do ano intensifica emoções que já estavam acumuladas. “As festas, o convívio intenso com a família, questões financeiras e expectativas para o futuro acabam funcionando como gatilhos. O casal entra no novo ano carregando pendências emocionais não resolvidas”, explica.

 

Quando o relacionamento inicia o ano em clima de conflito, é comum que pequenas situações se transformem em grandes discussões. Isso acontece porque a energia do casal está baseada na cobrança, no desgaste e na falta de escuta. “Brigar no começo do ano não significa que a relação está condenada, mas é um sinal claro de que algo precisa ser revisto”, afirma Roberson.

 

Para o especialista, mudar a vibração do relacionamento começa com responsabilidade emocional. Isso envolve reconhecer o próprio comportamento, evitar disputas de ego e interromper ciclos repetitivos de discussão. “Muitos casais brigam sempre pelos mesmos motivos, apenas mudando o cenário. Enquanto não houver consciência, a energia da relação permanece estagnada”, pontua.

 

Roberson Dariel destaca ainda que alinhar expectativas para o novo ano é fundamental. Conversar sobre planos, limites, necessidades emocionais e até medos ajuda a transformar o clima do relacionamento. “Relacionamentos saudáveis não são aqueles sem conflitos, mas aqueles em que o casal consegue transformar tensão em aprendizado e crescimento conjunto”, conclui.

 

Sobre o Instituto UNIEB

 

Fundado em  2010, o Instituto Unieb é o primeiro Instituto de Unificação Espírita do Brasil, associação sem fins lucrativos que une diferentes religiões para ajudar as pessoas a superarem problemas pessoais, profissionais e amorosos. O Unieb, dentro da crença de cada pessoa, realiza os Rituais, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais clicando aqui!

Comportamento

Deixar para namorar depois do Carnaval é falta de compromisso?

Entre folia e sentimentos: especialista revela o que realmente está por trás de adiar um relacionamento

 

Com a chegada do Carnaval, uma dúvida passa a rondar muitos relacionamentos que estão “quase lá”: assumir agora ou deixar para depois da folia? Para algumas pessoas, adiar o início oficial de um namoro pode soar como falta de compromisso ou medo de assumir. Para outras, é apenas uma forma de respeitar o próprio tempo emocional. Mas afinal, o que esse adiamento realmente revela?

 

Segundo Robson Dariel, Pai de Santo e especialista em reconciliação de casais do Instituto Unieb, o problema não está exatamente na decisão de esperar, mas na intenção por trás dela. “Quando o adiamento vem acompanhado de transparência, alinhamento de expectativas e respeito, ele não representa falta de compromisso. O conflito surge quando o ‘vamos deixar para depois’ é usado como desculpa para manter benefícios afetivos sem responsabilidade emocional”, explica.

 

Em muitos casos, o Carnaval apenas escancara questões que já estavam presentes na relação. Pessoas que evitam rótulos, conversas profundas ou acordos claros tendem a usar datas simbólicas como justificativa para postergar decisões que já as desconfortam. Isso pode gerar insegurança em quem cria expectativas e sente que está sendo colocado em espera.

 

Antes de assumir, é preciso se conhecer, e isso também é compromisso

 

Para Roberson, o autoconhecimento é um ponto-chave nesse processo. “Existe uma diferença enorme entre fugir de um compromisso e reconhecer que ainda não se está emocionalmente disponível para ele. Se conhecer, entender seus limites, desejos e medos também é uma forma de maturidade afetiva”, afirma.

 

Assumir um relacionamento sem clareza interna pode resultar em frustrações futuras, dependência emocional ou relações desequilibradas. Por isso, usar esse período para observar comportamentos, alinhar valores e entender se há compatibilidade real pode ser mais saudável do que assumir por pressão social ou medo de perder o outro.

 

Ainda assim, o especialista alerta: quando existe vínculo, envolvimento e troca emocional, é fundamental que haja conversa honesta. “Não é sobre datas no calendário, mas sobre acordos. O outro precisa saber onde está pisando. Relações saudáveis não se sustentam em promessas vagas nem em silêncios estratégicos”, reforça.

 

No fim, deixar para namorar depois do Carnaval não é, por si só, falta de compromisso. O que define isso é a postura, a clareza e o cuidado emocional com o outro. Quando existe diálogo, respeito e intenção verdadeira, esperar pode ser um sinal de consciência, não de desinteresse.

 

Sobre o Instituto UNIEB

 

Fundado em 2010, o Instituto Unieb é o primeiro Instituto de Unificação Espírita do Brasil, associação sem fins lucrativos que une diferentes religiões para ajudar as pessoas a superarem problemas pessoais, profissionais e amorosos. O Unieb, dentro da crença de cada pessoa, realiza os Rituais, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais: clique aqui!

Comportamento

Governador sanciona lei que permite uso de spray de pimenta por mulheres no Rio

Com a sanção, o RJ passa a ser o primeiro estado do Brasil a regulamentar o uso civil do spray.

 

Mulheres agora têm garantido o acesso seguro ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa no Estado do Rio. A determinação é da Lei 11.025/25, de autoria original dos deputados Sarah Poncio (SDD) e Rodrigo Amorim (União), aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo, desta quarta-feira (26/11).

 

A norma garante que o spray de extratos vegetais, com concentração máxima de 20%, é um equipamento não letal, podendo, portanto, ser considerado instrumento de legítima defesa para mulheres em território fluminense. De acordo com Poncio, além de ser uma ferramenta de proteção, o equipamento ajudará a coibir casos de assédio, importunação e agressão.

 

“Espero que, a partir desta lei, as pessoas comecem a achar normal a mulher sair com um spray para poder se proteger. O que a gente quer é garantir o direito de defesa”, afirmou a parlamentar.

 

Amorim, por sua vez, acredita que a nova regra poderá servir de exemplo para todo o país. “A cada 10 minutos no Brasil uma mulher é atacada, e no Rio de Janeiro não é diferente. Essa lei é uma iniciativa de vanguarda que dá efetividade a uma luta para preservar e assegurar os direitos das mulheres”, comentou.

 

Regulamentação da venda

 

A venda do spray será restrita às mulheres maiores de 18 anos. No caso das maiores de 16 anos, elas poderão usar o equipamento de defesa desde que autorizadas pelos responsáveis legais. O Estado do Rio também poderá fornecer o spray gratuitamente às mulheres vítimas de violência doméstica protegidas por medida protetiva, com os custos sendo revertidos ao agressor.

 

A comercialização só poderá ser realizada em estabelecimentos farmacêuticos, mediante a apresentação de documento de identidade com foto. Não será necessária apresentação de receita médica e a venda será limitada a duas unidades por pessoa a cada mês. O spray de extratos vegetais para venda ao público deverá ser acondicionado em recipientes com, no máximo, 70g.

 

A lei ainda determina que os recipientes de mais de 50 ml contendo o spray de extratos vegetais, gás de pimenta ou gás OC (oleorresina capsicum) sejam classificados como de uso restrito às Forças Armadas, aos órgãos de segurança pública, às guardas municipais e outros órgãos de segurança do Estado. (Com informações da Alerj)

 

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Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da OAB-Barra.

Comportamento

Especialista dá dicas para reprogramar o cérebro e mudar em 2026

Psicóloga e neurocientista Anaclaudia Zani aborda a importância de não auto sabotar o próprio cérebro, transformando resoluções em resultados verdadeiros e fazendo de 2026 um ano em que as mudanças realmente acontecem

 

Há poucos dias do término de 2025, é comum que a maioria das pessoas esteja revisando metas, estabelecendo novos objetivos e reafirmando intenções para o próximo ano. Para muitos é o momento de “virar a página”, dar um “reset” na vida. No entanto, a realidade é bem diferente e estudos indicam que até 80% das pessoas abandonam suas promessas antes de fevereiro, ou seja, o que antes significava motivação pode acabar virando frustração.

 

A neurocientista e psicóloga Anaclaudia Zani, especialista em comportamento humano com 30 anos de pesquisa na área, ajuda a entender o porquê isso acontece e como evitar a auto sabotagem. Não é falta de disciplina, é o cérebro operando em modo de autoproteção, priorizando hábitos antigos e atalhos mentais já consolidados.

 

“O cérebro é um processador de informações. Somos nós que mandamos nele, então depende muito de como interpretamos o mundo e vamos narrando pra ele e assim ele vai reagindo. É assim que funciona. Nesse sentido, a procrastinação para o cérebro está muito ligada à crítica da pessoa. O medo da frustração de não sair tão bem feito faz com que ela nem faça. Isso é a tal procrastinação e o que as pessoas precisam entender é que é melhor dar o primeiro passo sem necessariamente ser perfeito, pois tudo tem um processo”, explica Anaclaudia, que é criadora da EITA Mentora Virtual, primeira IA que ajuda as pessoas a racionalizar as emoções.

 

Segundo a especialista, colocar em prática as metas estabelecidas vai muito além da disciplina ou da força de vontade: reside na estrutura cerebral e nos vieses psicológicos que regem nosso comportamento. O cérebro humano é programado para repetir comportamentos familiares, economizar energia e evitar esforços cognitivos elevados, exatamente o oposto do que exigem as mudanças de comportamento.

 

Mas, afinal, por que o cérebro sabota nossos planos? 

 

A especialista explica que rodando meio que no “piloto automático”, o cérebro tende a preferir atalhos neurais já consolidados. Hábitos e caminhos antigos, mesmo que ruins, são mais confortáveis do que os novos. Mudanças exigem novas conexões neurais, o que demanda esforço, tempo e constância para o organismo, que cria meio que uma resistência, dificultando que novas rotinas se iniciem.

 

Motivação sem recompensa imediata logo acaba. Ao estabelecer metas, o cérebro libera dopamina –  neurotransmissor que regula a motivação, o prazer, a libido e outras funções, mas quando os resultados demoram, a motivação logo vai embora e o cérebro volta aos padrões e ao conforto dos hábitos antigos.

 

Metas vagas e objetivos abstratos confundem o cérebro, assim como o excesso deles gera sobrecarga cognitiva. É preciso ter clareza sobre como agir mantendo o foco. Evitar resoluções como “entrar em forma”, “cuidar da saúde”, pois são metas amplas demais e que carecem de especificidade. Devemos mostrar ao cérebro como agir para que ele não volte ao automático e não desista rapidamente.

 

Otimismo excessivo sobre a própria capacidade de mudar e a subestimação dos obstáculos, também é uma maneira do cérebro se autosabotar. As promessas precisam sobretudo serem realistas. O excesso de otimismo faz com que as pessoas superestimem sua capacidade de mudança e subestimem obstáculos. O primeiro tropeço gera frustração e abandono da meta.

 

Reprogramando o cérebro para 2026

 

Anaclaudia Zani aponta para a parte biológica do cérebro: “Não há culpa na falha, há biologia. O cérebro não é fixo, é maleável, poupa chance real de mudança”. Por isso, ela elenca algumas maneiras para reprogramar o cérebro para o próximo ano, lembrando que a mudança só se estabiliza a partir do momento em que vira hábito:

 

Defina e estabeleça metas claras, específicas e realistas. Troque “vou me exercitar”, por: “caminhar 20 minutos 3 vezes por semana”. Quanto mais concreto e factível, melhor para a mente. Metas claras reduzem a sobrecarga mental e dão um “mapa” claro para o cérebro seguir.

 

Não faça mudanças radicais, pois tendem a falhar. Comece com passos pequenos, mas que tenham consistência. Lembre-se sempre: hábitos pequenos e frequentes a mente fixa melhor. A neuroplasticidade –  capacidade do sistema nervoso de mudar, aprender e adaptar a sua forma e função ao longo da vida, em resposta a estímulos, experiências, aprendizado, lesões ou doenças, se beneficia da repetição gradual.

 

Como o cérebro gosta de resultados rápidos, pequenas recompensas e reforços positivos são bem vindos e ajudam o cérebro a consolidar o comportamento.

 

Autocompaixão, paciência e resiliência sempre e nada de culpa! Errou? Recomece e não se puna! A culpa bloqueia o aprendizado. A Autocrítica sabota nosso cérebro a ativar mecanismos de stress e medo. O foco deve ser no progresso e não na perfeição.

  • Compartilhe metas com amigos, família, ou mesmo grupos de apoio e acompanhe os progressos periodicamente. A mente entende isso como um sinal de comprometimento e responsabilidade social, fortalecendo o novo objetivo.

 

“É preciso entender o cérebro e seus mecanismos cerebrais e que ele é nosso aliado antes de traçar qualquer meta no papel. Começar a usar a neurociência e a psicologia a favor das intenções pode fazer com que 2026 seja realmente diferente e transformador”, conclui.

 

Sobre Anaclaudia Zani

 

Anaclaudia Zani Ramos é psicóloga, neurocientista e pesquisadora em Neurociência e Desenvolvimento Humano há 30 anos. Criadora do Método InLuc (Inteligência – Liberdade Única Conquistada), reconhecido em congressos internacionais, desenvolve trabalhos com neurociência aplicada voltados para mudanças comportamentais mensuráveis. Atua com foco em alta performance com executivos de grandes empresas como Google e Meta, além de atletas profissionais.

 

É palestrante, escritora e fundadora da startup EITA (Elevar a Inteligência a Treino de Autopercepção), plataforma pioneira de apoio emocional em tempo real que recentemente captou R$ 1 milhão em rodada angel. Anaclaudia também é criadora da Mentora Virtual, primeira IA que ajuda na racionalização das emoções.

 

 

 

Comportamento

Avós se exercitam mais que netos para cuidar da mente, revela estudo da Vidalink

Check-up de Bem-Estar 2025 mostra inversão preocupante: quanto mais jovem o trabalhador, menos ativo. Entre homens 60+, 46% usam exercícios físicos como principal forma de cuidado mental, ante apenas 34% da Geração Z masculina

 

Avós estão cuidando melhor da mente do que os netos. É o que revela o Check-up de Bem-Estar 2025, maior estudo de bem-estar corporativo do Brasil, conduzido pela Vidalink. O levantamento mostra que as gerações mais velhas no mercado de trabalho são as mais ativas fisicamente: entre os baby boomers (64 a 78 anos), 46% dos homens e 35% das mulheres afirmam realizar exercícios físicos para cuidar da saúde mental.

 

A terceira edição da maior pesquisa de bem-estar corporativo do Brasil, o Check-up de Bem-Estar 2025, analisou dados de  11.600 colaboradores de 250 companhias de diversos mercados e indústrias de grande porte, com mais de 300 colaboradores. Do total de participantes que responderam ao questionário online pelo aplicativo da Vidalink entre janeiro e junho de 2025, 51% são homens e 49% são mulheres. O perfil dos entrevistados contempla 52% de millennials, 24% de geração X, 17% de geração Z, 5% de baby boomers e 2% indefinido.

 

Embora a prática de exercícios continue sendo a principal forma de cuidado mental no Brasil, a adesão cai de forma consistente conforme a idade diminui. Na Geração X (43 a 63 anos), 40% dos homens e 34% das mulheres mantêm uma rotina de atividade física com foco na saúde mental. Entre os millennials (29 a 42 anos), os índices caem para 38% e 30%, respectivamente.

 

A diferença é mais acentuada na Geração Z (18 a 28 anos): apenas 34% dos homens e 26% das mulheres afirmam praticar exercícios com esse objetivo. Essa geração também é a que mais declara não fazer nada pela saúde mental — 39% dos homens e 35% das mulheres. Em contrapartida, apenas 14% dos baby boomers dizem não adotar nenhuma prática de autocuidado, o menor índice entre todas as faixas etárias.

 

A inversão etária aponta para um quadro de apatia e esgotamento precoce entre os trabalhadores que estão ingressando no mercado. “Os profissionais da Geração Z são os menos ativos e têm o dado mais preocupante entre todas as gerações, já que são os que mais declaram não fazer nada para cuidar da saúde mental”, destaca Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink.

 

O estudo também revela um aumento progressivo da ansiedade, da angústia e da falta de motivação conforme a geração se torna mais jovem,  e as mulheres são consistentemente mais afetadas. O salto mais alarmante está na Geração Z: 72% das mulheres e 51% dos homens dessa faixa etária relatam sentimentos negativos na maior parte dos dias.

 

Segundo Lina Nakata, professora, pesquisadora e consultora em Gestão de Pessoas, Carreiras e Diversidade, Equidade e Inclusão, as mulheres recorrem muito mais à terapia e aos medicamentos do que os homens — variáveis que podem estar relacionadas entre si —, enquanto os homens baby boomers passaram a buscar terapia (de 1% para 13% do grupo), deixando de não fazer nada.

 

“A meditação também tem sido uma grande aliada para as mulheres mais maduras, com 17% das baby boomers adotando a prática, o maior número entre as gerações. Buscar soluções para a própria saúde mental exige disponibilidade de tempo e recursos e provavelmente os grupos que mais mostraram não recorrer a algo são também os que têm menos acesso”, analisa Nakata.

 

Comportamento

Luto nas festas de fim de ano: como atravessar o Natal e o Ano Novo diante da ausência de quem se ama

Psicóloga explica por que rituais, tradições e atenção aos sinais de alerta ajudam a lidar com a dor em um período marcado por celebrações

 

As festas de fim de ano costumam ser associadas a momentos de alegria, união e celebração ao lado de familiares e amigos. No entanto, para quem vive o luto pela perda de um ente querido, e também para muitas outras pessoas, o Natal e o Ano Novo podem intensificar sentimentos de saudade, tristeza e solidão, tornando esse período especialmente desafiador.

 

A sobrecarga emocional típica das festas de fim de ano é uma realidade para muitas pessoas. Um estudo da IKEA, mostra que quase metade dos entrevistados (49,3%) relatou sentir estresse durante esse período, e 24,6% afirmaram vivenciar problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Esses números ajudam a compreender por que emoções como tristeza, ansiedade e exaustão emocional tendem a se manifestar com mais intensidade nessa época, especialmente entre quem enfrenta o luto.

 

Mais do que relembrar a morte, esse momento convida à reflexão sobre a vida, os vínculos construídos e o significado da ausência. Em meio às celebrações, pequenos gestos podem ajudar a ressignificar a dor e manter viva a memória de quem partiu, como acender uma vela, colocar uma foto à mesa, mencionar o nome da pessoa durante a ceia, preparar um prato de que ela gostava ou compartilhar lembranças e histórias marcantes.

 

Segundo especialistas da área de Psicologia, o primeiro passo para lidar com o luto é reconhecer os próprios sentimentos e permitir-se viver esse processo com autenticidade e acolhimento. O luto é uma experiência única, vivida de formas diferentes por cada pessoa e em tempos distintos. Não há um prazo definido para sentir ou uma maneira certa de lidar com a dor. Em datas simbólicas, como as festas de fim de ano, sentimentos relacionados a perdas antigas podem voltar à tona e isso é absolutamente natural.

 

A psicóloga Priscilla Rodrigues, professora da Universidade São Judas, explica que, nesse período, a ausência da pessoa amada tende a se tornar ainda mais evidente. “Está tudo bem sentir saudade, desejar que a pessoa ainda estivesse aqui e permitir que risadas e lágrimas coexistam. É no reconhecimento da falta e da saudade que conseguimos seguir em frente com a nossa vida, mesmo sem as pessoas mais significativas fisicamente presentes”, afirma.

 

Manter tradições e rituais pode ter um valor psicológico profundo para quem está em luto, pois ajuda a dar continuidade aos vínculos afetivos mesmo diante da ausência física. Atos como preparar a comida preferida de quem partiu, repetir um passeio que faziam juntos, visitar um local significativo ou observar as decorações dessa época funcionam como formas simbólicas de presença, oferecendo conforto emocional e sensação de pertencimento.

 

Esses rituais ajudam o cérebro a organizar a experiência da perda, validam a saudade e reduzem o sentimento de isolamento, comum nas festas de fim de ano. “Se havia uma tradição, como um almoço especial, um passeio, uma visita a um parque ou até observar as decorações dessa época juntos, mantê-la pode trazer conforto. As lembranças e a certeza de que houve momentos afetivos verdadeiros fazem diferença para lidar com a saudade”, destaca Priscilla.

 

Durante o período de luto, é fundamental respeitar os limites do corpo e da mente. A tristeza é esperada, mas o sofrimento merece atenção quando começa a aparecer em situações do dia a dia, como dificuldade constante para dormir ou excesso de sono, irritabilidade frequente, cansaço extremo, falta de concentração, desânimo para atividades antes prazerosas, afastamento de amigos e familiares ou sensação persistente de vazio. Quando esses sinais se prolongam e passam a interferir na rotina, no trabalho ou nas relações, pode ser um indicativo de que é importante buscar ajuda profissional.

 

Para Priscilla, não existe uma fórmula pronta para aliviar a dor da perda, mas é possível encontrar formas mais gentis de atravessar esse processo. “Não há uma receita para preencher o vazio que fica quando perdemos alguém que amamos, mas podemos celebrar a vida e as lembranças construídas. As risadas, os momentos bons e até os difíceis fazem parte da história que nos levou a amar essa pessoa. Assim, temos a certeza de que, mesmo sem a presença física, esse amor continua existindo — apenas de outra forma”, completa.

 

Dicas para lidar com o luto

 

As especialistas reforçam que acolhimento, escuta e respeito ao próprio tempo são fundamentais nesse processo. Confira algumas recomendações:

 

  • • Permita-se sentir: negar a dor não faz com que ela desapareça; o luto precisa ser vivido.
  • • Respeite o seu tempo: cada pessoa tem um ritmo diferente para elaborar a perda.
  • • Compartilhe o que sente: conversar com amigos, familiares ou grupos de apoio ajuda a ressignificar a dor.
  • • Mantenha rituais e lembranças: celebrar a vida e a história construída com quem partiu pode trazer conforto.
  • • Cuide do corpo e da mente: atenção ao sono, alimentação e momentos de descanso.
  • • Procure ajuda profissional: psicólogos e terapeutas podem auxiliar na reconstrução emocional.
  • “Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. É uma forma de cuidado consigo mesmo e de transformar a dor em aprendizado”, reforça a especialista.

 

Sobre a São Judas

 

A São Judas integra o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima de Educação. Com mais de 50 anos de história, tem Conceito Institucional máximo concedido em 2023 pelo Ministério da Educação (MEC). Com 11 unidades localizadas na Capital, Grande São Paulo e Baixada Santista, conta com mais de 130 cursos de Graduação e Pós-Graduação Lato e Stricto Sensu.

 

A instituição combina qualidade e acessibilidade, tradição e inovação, com o uso de novas metodologias educacionais, laboratórios multidisciplinares de aprendizagem integrada e programas de desenvolvimento de competências socioemocionais. Além disso, o estudante aprende na prática desde o primeiro dia de aula, em seus mais de 200 laboratórios e núcleos de atendimento à população.

 

Sobre a Ânima Educação

 

Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 381 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil.

 

Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.

 

Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas no mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corpoorativa.