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A história de Ana Matos teve início ainda na adolescência
Aos 15 anos, começou a trabalhar em um salão de beleza e, aos 17, foi morar sozinha, impulsionada pela vontade de conquistar independência e trilhar seu próprio caminho. Naquele momento, já desenvolvia características como coragem, autonomia e determinação, que se tornariam marcantes em sua trajetória.
Com o passar dos anos, dedicou-se ao aprendizado, experimentou diferentes processos de transformação e encontrou na Constelação Familiar um instrumento de reflexão e autoconhecimento. Há mais de 15 anos como consteladora, Ana auxilia mulheres a compreenderem suas histórias, reconhecerem padrões que se repetem e desenvolverem uma conexão mais profunda consigo mesmas.
“É comum as pessoas desejarem mudanças sem compreender suas origens. Meu propósito é mostrar que olhar para a própria história pode ser o início de uma vida com mais consciência, equilíbrio e autenticidade.”
Para Ana, quando uma pessoa compreende sua trajetória e assume a responsabilidade pelas próprias escolhas, torna-se capaz de encontrar seu lugar no mundo com mais plenitude. Participe de uma vivência ou agende uma consulta com Ana Matos e explore novas possibilidades de compreender sua história e impulsionar seu desenvolvimento pessoal.
Para conhecer mais sobre seu trabalho, acompanhe Ana Matos no Instagram, pelo perfil @anamatos.constela, ou entre em contato pelo telefone (21) 97222-0720.
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Sua imagem está acompanhando o crescimento do seu negócio?
Quando um negócio cresce, é comum a empreendedora investir em marca, equipe, comunicação, redes sociais e estrutura. Mas existe um elemento que muitas vezes fica para trás: a própria imagem
A maneira como você se apresenta também faz parte da sua marca. E quanto maior o seu nível de responsabilidade e exposição, maior a importância de existir coerência entre quem você é, o que entrega e a imagem que transmite.
Imagine uma profissional que deixou de atender pequenos projetos e hoje lidera contratos importantes, participa de reuniões estratégicas e representa sua empresa em eventos. Se sua imagem continua comunicando a mesma posição de alguns anos atrás, pode existir um desalinhamento entre sua competência atual e a percepção que ela provoca.
Isso não significa abandonar seu estilo ou vestir-se de maneira formal o tempo inteiro. Significa entender quais elementos visuais fortalecem o posicionamento que você deseja construir.
Cores, modelagens, tecidos, acessórios, cabelo e até o nível de formalidade da produção podem contribuir para transmitir autoridade, proximidade, criatividade ou sofisticação dependendo da mensagem e do contexto.
A pergunta não é: “Estou bem-vestida?”
A pergunta é: “Minha imagem está comunicando o nível profissional que eu já alcancei e aquele que desejo alcançar?”
Empreender também é ocupar espaços. E ocupar espaços exige coerência entre competência, presença e percepção.
Sua empresa pode ter crescido muito. Talvez esteja na hora de verificar se a imagem da mulher à frente dela cresceu junto.
*Por Chris Berbat, Especialista em Estratégia de Imagem
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Você sabe vender sem parecer que está tentando convencer?
Para muitas mulheres empreendedoras, vender ainda é uma das partes mais desconfortáveis do negócio
Elas dominam o que fazem, entregam bons resultados, mas, quando precisam apresentar seu serviço, falar de preço ou explicar por que sua solução vale aquele investimento, a segurança desaparece.
É comum falar demais, justificar o preço, oferecer descontos antes mesmo de o cliente questionar ou transformar uma apresentação em uma longa explicação sobre tudo o que o serviço oferece.
O problema não está necessariamente na venda. Está na comunicação.
Uma venda bem conduzida começa pela capacidade de compreender o outro. Antes de falar sobre o que você faz, entenda o problema que o cliente deseja resolver. Depois, conecte sua solução à necessidade apresentada.
Outro ponto fundamental é a objetividade. Quanto mais segurança você possui sobre o valor daquilo que oferece, menos precisa explicar excessivamente.
E existe ainda um recurso poderoso: a pergunta. Em vez de tentar convencer o cliente de que seu serviço é necessário, faça perguntas que o ajudem a perceber o próprio problema e compreender por que sua solução pode fazer sentido.
Vender não precisa ser pressionar. Pode ser conduzir uma conversa com clareza, escuta e intenção.
Quando você acredita no valor do que entrega e consegue comunicar esse valor com segurança, a venda deixa de parecer uma tentativa de convencer alguém e passa a ser uma consequência natural de uma boa conversa.
Você está tentando convencer o cliente ou está conduzindo-o a perceber o valor daquilo que você oferece?
* Por Patricia Conci, Fonoaudióloga e especialista em Voz e Oratória
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Paula Vanessa: de empreendedora para uma grande empresária de sucesso!
Em entrevista ao Portal Utilità, Paula Vanessa abriu as portas de sua trajetória e compartilhou uma história construída com coragem, trabalho, aprendizados e muitos recomeços
Empresária, mentora, palestrante, escritora, psicanalista, líder espiritual e idealizadora do Método CEC – Confiança para Empreender e Crescer, ela é uma daquelas mulheres que transformaram desafios em combustível para seguir em frente. Com mais de 20 anos de experiência no empreendedorismo, Paula atua atualmente à frente da PHAM, empresa que reúne turismo, publicidade e instituição de ensino, além de desenvolver projetos voltados para o crescimento pessoal e profissional de empreendedores.
Como começou a sua história como empreendedora?
Segundo Paula, sua jornada começou muito cedo. Aos 14 anos, ela já trabalhava com vendas de lingerie e descobria, na prática, o universo dos negócios. Desde a adolescência, compreendeu que precisava construir seus próprios caminhos e que o empreendedorismo seria uma ferramenta para conquistar independência e realização profissional.
Ao longo dos anos, passou por diferentes experiências, enfrentou desafios e acumulou aprendizados que moldaram sua visão de mundo. Para ela, empreender não significa apenas abrir uma empresa ou vender um produto. É, acima de tudo, desenvolver a capacidade de se adaptar, aprender e recomeçar sempre que necessário.
Qual foi o maior desafio enfrentado nessa trajetória?
Paula relembra que um dos períodos mais difíceis de sua vida foi quando precisou reconstruir toda a sua carreira profissional após perder contratos importantes, enfrentar dívidas e encerrar um negócio que havia construído com muito esforço e dedicação.
Ela conta que precisou vender bens, reorganizar sua vida financeira e honrar cada compromisso assumido com colaboradores, fornecedores e parceiros. Embora tenha sido uma fase extremamente desafiadora, também foi um dos momentos de maior crescimento pessoal.
A principal lição que tirou dessa experiência é que uma empresa pode acabar, um projeto pode chegar ao fim, mas quem desenvolve a capacidade de recomeçar nunca perde tudo. Foi justamente essa força que permitiu que ela reconstruísse sua trajetória e criasse novos negócios.
O que mais a inspira a continuar empreendendo todos os dias?
A resposta vem sem hesitação: pessoas. Paula acredita que o verdadeiro sucesso está na capacidade de gerar oportunidades, abrir caminhos e ajudar outras pessoas a acreditarem novamente em seus sonhos. Saber que seu trabalho pode impactar vidas, estimular o crescimento profissional e fortalecer a confiança de quem deseja empreender é o que a motiva diariamente.
Ela também destaca a importância de fomentar o mercado de trabalho, gerar conexões e contribuir para o desenvolvimento econômico do estado e do país.
Como o seu trabalho contribui para transformar vidas?
Hoje, Paula atua em diversas áreas, sempre com foco no desenvolvimento humano e empresarial. Como mentora, palestrante, psicanalista, líder espiritual e criadora de conteúdo, utiliza sua experiência para orientar pessoas que desejam crescer profissionalmente e fortalecer sua visão de negócios.
Por meio do Método CEC – Confiança para Empreender e Crescer, ajuda empresários e empreendedores a desenvolverem confiança, posicionamento, estratégia e clareza para tomar decisões. Seu objetivo é mostrar que experiências difíceis não precisam definir o futuro de ninguém e que todo desafio pode se transformar em aprendizado e evolução.
Existe uma conquista que represente sua caminhada até aqui?
Para Paula, a maior conquista não está apenas nos negócios que construiu ou nos resultados alcançados. O momento mais marcante foi perceber que conseguiu se reconstruir depois de enfrentar perdas, decepções, dificuldades financeiras e situações que poderiam ter feito com que desistisse.
Ela acredita que sua principal vitória foi tornar-se uma mulher mais forte, resiliente e preparada para ajudar outras pessoas a superarem seus próprios desafios.
Que mensagem deixaria para quem sonha em empreender?
Paula aconselha que as pessoas comecem com os recursos que possuem hoje, sem esperar pelas condições perfeitas. Para ela, o medo faz parte do processo, mas não pode ser o responsável por definir o destino de ninguém.
Ela reforça a importância da disciplina, do aprendizado contínuo, da construção de conexões e, principalmente, da coragem para recomeçar sempre que necessário.
A trajetória de Paula Vanessa é um exemplo de que o sucesso não acontece da noite para o dia. Ele é construído por meio da persistência, da capacidade de aprender com as adversidades e da disposição de seguir em frente mesmo diante dos desafios. Sua história mostra que cada recomeço pode se transformar em uma nova oportunidade de crescimento, realização e impacto positivo na vida de outras pessoas.
Quer conhecer mais sobre o trabalho de Paula Vanessa e descobrir como fortalecer sua confiança para empreender e crescer? Entre em contato e acompanhe seus projetos.
Contatos:
Instagram: @paulavanessaof
@phamturismo
@phamimoveis
@seedograo
WhatsApp: +55 21 99208-2092
Método CEC – Confiança para Empreender e Crescer.
* Por Daniela Andrade (@danielaandradecomunicacao).
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Delegada, professor e pesquisadora lançam livro sobre IA e avanços na investigação e na Justiça
Jacqueline Valadares, Guilherme Madeira Dezem e Araceli Martins Beliato são organizadores de obra que trata, também, de prova digital, reconhecimento facial, câmeras corporais, crimes cibernéticos e cadeia de custódia digital; obra será lançada nesta quinta-feira (1º/10), em São Paulo
Até que ponto a Inteligência Artificial (IA) e outras ferramentas digitais impactam investigações criminais? Quais os benefícios, os riscos e os limites jurídicos no uso crescente de tecnologias nas ações judiciais? Estas são algumas reflexões que “Processo Penal e Tecnologia – Temas Atuais” traz ao centro do debate.
O livro tem na organização e coautoria Jacqueline Valadares, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp); Guilherme Madeira Dezem, juiz do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de São Paulo e professor-doutor de Direito Processual Penal da Universidade de São Paulo (USP); e a policial civil, pesquisadora, professora universitária e doutoranda em Processo Penal pela USP Araceli Martins Beliato. O lançamento será nesta quinta-feira (1º/10), às 18h, na Faculdade de Direito da USP.
Na obra da Editora Mizuno, 32 pesquisadores e profissionais do sistema de Justiça criminal convidados escrevem sobre as transformações provocadas, nos últimos tempos, pela Tecnologia e a IA na atividade do processo penal, sob várias vertentes.
Com 590 páginas, o compilado destaca, ainda, questões como reconhecimento facial, câmeras corporais, videovigilância, Smart Sampa, sistemas preditivos, malware, prova digital e demais ferramentas que estão transformando a investigação, a produção probatória, decisões judiciais e a execução penal.
Jacqueline, que é mestranda em Direito na Universidade Estadual Paulista (Unesp) “Júlio de Mesquita Filho” – campus de Franca-SP; e Araceli, doutoranda em Processo Penal pela USP; ambas com ampla expertise em razão das carreiras policial e acadêmica, além de organizarem a obra, assinam o capítulo “O malware como meio de obtenção de prova no processo penal brasileiro?”. O texto trata da validade ou não do uso de software espião (malware) nos procedimentos investigativos e judiciais.
Em outro artigo, “Desafios e perspectivas para a implementação da tecnologia blockchain na cadeia de custódia”, a delegada e os coautores Arthur Cassiani, doutorando em Direito pela Unesp; e Jorge David Barrientos-Parra, professor e pós-doutor em Direito, pela University of Toronto (Canadá); discutem integridade, preservação, admissibilidade e valoração da prova digital. O trio de especialistas aborda, também, as possibilidades e as limitações do uso de blockchain – registro digital descentralizado e imutável para documentar, rastrear e proteger o histórico de evidências físicas ou digitais.
A obra
Com prefácio de Maurício Zanoide de Moraes, professor de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da USP, “Processo Penal e Tecnologia – Temas Atuais” é indicado a advogados criminalistas, magistrados, membros do Ministério Público (MP), defensores públicos, delegados de Polícia, policiais, peritos, professores, pesquisadores e estudantes de graduação e de pós-graduação em Direito.
O lançamento, nesta quinta-feira, está marcado para às 18h, na Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco, 95 – Centro, São Paulo). A obra também está à venda no site www.editoramizuno.com.br.
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Psicologia explica o peso da cobrança sobre mulheres em posições de autoridade
Juíza Federal e pesquisadora Alessandra Belfort Bueno analisa por que mulheres em cargos de a utoridade podem sentir maior pressão para demonstrar preparo, segurança e domínio — e como essa cobrança interfere na forma de exercer liderança
Ser competente deveria ser suficiente para ocupar uma posição de autoridade. Na prática, porém, mulheres que chegam a cargos de liderança ou que precisam tomar decisões importantes podem se deparar com uma cobrança que vai além dos resultados: precisam demonstrar, repetidamente, que são capazes de estar naquele lugar.
A questão aparece em diferentes ambientes profissionais. Mulheres podem ser avaliadas não apenas pelo que entregam, mas também pela maneira como falam, se posicionam, demonstram segurança, estabelecem limites e reagem diante de situações de conflito.
Quando demonstram firmeza, podem ser consideradas excessivamente duras. Quando adotam uma postura mais conciliadora, existe o risco de serem percebidas como menos assertivas. A dificuldade está justamente em encontrar um comportamento que seja reconhecido como adequado sem que a avaliação profissional seja atravessada por expectativas diferentes.
Para Alessandra Belfort Bueno, Juíza Federal há 20 anos e pesquisadora, compreender esse fenômeno passa também pela Psicologia e pela forma como a autoridade é percebida socialmente.
“Existe uma diferença entre exercer autoridade e precisar convencer o tempo todo de que se tem autoridade. Quando a pessoa sente que precisa provar constantemente que merece ocupar determinado espaço, isso pode gerar uma carga psicológica adicional”, explica.
A cobrança não aparece apenas no resultado
Em uma avaliação profissional, seria esperado que competência estivesse relacionada a conhecimento, capacidade técnica, qualidade das decisões e resultados. Para algumas mulheres, entretanto, a avaliação pode se estender para aspectos comportamentais.
A voz precisa transmitir segurança. A postura deve demonstrar confiança. A decisão precisa parecer firme, mas não autoritária. É necessário saber negociar, mas sem parecer insegura. Demonstrar ambição pode ser interpretado de maneira diferente de quando o mesmo comportamento parte de um homem.
Essa sobreposição de expectativas pode criar uma situação na qual a profissional não está apenas executando seu trabalho, mas também monitorando constantemente a forma como está sendo percebida. É aí que a cobrança pode ganhar uma dimensão psicológica.
O custo de estar sempre tentando demonstrar que sabe
Quando existe a sensação de que um erro será usado como evidência de incapacidade, a margem para experimentar, delegar ou admitir dúvidas pode diminuir. A profissional pode passar a revisar excessivamente decisões, preparar-se além do necessário para reuniões, evitar demonstrar vulnerabilidade ou sentir necessidade de dominar todos os detalhes antes de se posicionar.
Em determinadas situações, isso pode contribuir para um nível elevado de autocobrança.
“Quando a pessoa acredita que precisa estar impecável para ser reconhecida como competente, qualquer falha deixa de ser apenas uma falha. Ela pode ser interpretada internamente como uma ameaça à própria legitimidade naquele espaço”, afirma Alessandra.
Autoridade não é sinônimo de dureza
Outro ponto importante é a associação entre autoridade e uma postura permanentemente rígida. Profissionais em cargos de decisão precisam estabelecer limites, fazer escolhas difíceis e, eventualmente, contrariar interesses. Isso faz parte da função.
No entanto, exercer autoridade não significa eliminar a capacidade de escuta ou de diálogo.
Para a pesquisadora, uma liderança consistente não depende de demonstrar força o tempo inteiro.
“Autoridade não precisa ser performada o tempo todo. Uma pessoa pode ouvir, reconsiderar uma posição, reconhecer que precisa de mais informação e, ainda assim, continuar exercendo autoridade. Segurança não é ausência de dúvida; é capacidade de tomar decisões mesmo diante de situações complexas”, explica.
Por que o erro pode pesar de maneira diferente?_*
Errar faz parte de qualquer trajetória profissional. O problema é quando a falha individual passa a ser percebida como representativa de um grupo.
Uma mulher que ocupa uma posição tradicionalmente masculina pode sentir que seu desempenho está sendo observado não apenas como o desempenho dela, mas como uma espécie de representação sobre a capacidade de outras mulheres de ocupar aquele espaço.
Essa percepção pode aumentar a pressão por desempenho. Em profissões de alta responsabilidade, nas quais decisões são constantemente avaliadas por outras pessoas, o efeito pode ser ainda mais significativo.
O resultado pode ser uma profissional altamente preparada, mas que permanece em estado permanente de vigilância sobre o próprio comportamento.
A síndrome da impostora não explica tudo_
A chamada síndrome do impostor costuma aparecer nas discussões sobre mulheres altamente qualificadas que duvidam da própria competência mesmo diante de evidências objetivas de sucesso.
O conceito, porém, não deve ser utilizado para colocar toda a responsabilidade sobre a mulher. Nem toda insegurança profissional é um problema individual. O ambiente também influencia a forma como a competência é reconhecida.
Uma profissional pode ter dúvidas sobre si mesma, mas também pode estar inserida em um contexto no qual precisa, de fato, superar mais obstáculos para obter reconhecimento.
Por isso, a análise precisa considerar tanto aspectos individuais quanto culturais e organizacionais.
A mulher que precisa estar sempre preparada
Uma consequência possível dessa dinâmica é o excesso de preparação. A profissional estuda mais, revisa mais, antecipa mais cenários e procura reduzir ao mínimo a possibilidade de ser questionada.
Esse comportamento pode produzir resultados positivos no curto prazo. O problema aparece quando a preparação deixa de ser uma estratégia profissional e passa a funcionar como uma exigência interna permanente.
A pessoa já não pensa apenas “preciso estar preparada para esta situação”, mas “preciso estar preparada para não dar margem a nenhum questionamento”.
Essa diferença é pequena na aparência, mas importante do ponto de vista psicológico.
O que muda quando a competência deixa de precisar ser provada?
A construção de uma relação mais saudável com a autoridade passa por compreender que nenhuma pessoa será capaz de eliminar completamente a possibilidade de críticas, erros ou discordâncias.
Para mulheres em posições de liderança, isso pode significar abandonar a expectativa de que precisam ser tecnicamente impecáveis, emocionalmente equilibradas e permanentemente disponíveis para legitimar o próprio lugar.
Também significa reconhecer que pedir informação, ouvir uma opinião diferente ou mudar de ideia diante de novos dados não reduz necessariamente a autoridade.
Pelo contrário: em funções que exigem decisões complexas, a capacidade de revisar uma posição pode ser um sinal de responsabilidade.
A questão, portanto, não é deixar de buscar excelência. É não transformar a excelência em uma condição permanente para acreditar que se tem o direito de ocupar determinado espaço.
“Uma mulher não deveria precisar ser excepcional para que sua competência seja considerada legítima. Ela pode ser excelente, pode errar, pode aprender, pode discordar e pode estabelecer limites. O exercício da autoridade não depende de provar todos os dias que você merece estar onde está. Depende de reconhecer a responsabilidade que existe naquele lugar e exercê-la com consciência”, conclui Alessandra Belfort Bueno.
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Airbnb divide moradores: quem decide sobre o imóvel?
A Constituição Federal garante o direito à propriedade, conforme o artigo 5º, incisos XXII e XXIII, mas também estabelece que ela deve cumprir uma função social. Isso significa que, embora o proprietário tenha o direito de usar e dispor do que é seu, existem limites para esse exercício.
Na prática, o direito de propriedade não é absoluto. O artigo 1.228, § 2º, do Código Civil proíbe o exercício da propriedade com a intenção de prejudicar outra pessoa. É justamente aí que está um dos principais limites do proprietário: exercer seus direitos sem transformá-los em abuso.
A mudança no perfil de propriedade segue uma tendência contemporânea de afastamento do modelo clássico de uso exclusivo e de aproximação de formas baseadas no acesso e no compartilhamento. Nesse contexto, dividir o uso de bens surge como alternativa à posse individual, permitindo que um mesmo recurso seja utilizado por diferentes pessoas.
O AIRBNB se encontra nessa ruptura do conceito tradicional de propriedade, uma vez que nada mais é do que um negócio alternativo e lucrativo de compartilhamento do uso do bem imóvel, pois apenas se refere ao uso da coisa por variadas pessoas e momentos.
As demandas jurídicas sobre o assunto da locação por curta temporada têm atendido um clamor do condomínio em preservar a segurança e o sossego coletivos, ou seja, o impedimento do condomínio pelo uso da propriedade de forma atípica desvirtuando o sentido do condomínio residencial tem sido contra a utilização dos proprietários por plataformas digitais para locação por curta temporada.
A decisão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do REsp nº 2.121.055/MG, bem como a discussão levada ao Tema 1.443, em 01/06/2026, reforçam que os condomínios podem estabelecer regras para preservar o uso exclusivamente residencial dos imóveis. Essa restrição se torna ainda mais válida quando está expressamente prevista na própria Convenção Condominial.
Há que se mencionar que a exploração econômica de unidades autônomas mediante locação por curto ou curtíssimo prazo, caracterizada pela eventualidade e pela transitoriedade, não se compatibiliza com a destinação exclusivamente residencial atribuída ao condomínio.
O STJ afetou o tema 1443 para definir “se a cláusula de destinação residencial prevista em convenção de condomínio é suficiente para impedir a locação de unidades autônomas por curto período, por meio de plataformas digitais, independentemente de proibição expressa”.
No Direito, vale mais a adequação da convenção condominial ou mesmo o debate junto ao condomínio, para que os condôminos expressem o seu desejo. Além disso, cabe àqueles que estão adquirindo imóveis analisar a viabilidade do bem para obtenção de lucro por meio de contratos atípicos de curta ou curtíssima temporada.
Enquanto não temos a palavra final do STJ, cabe a adequação às regras do condomínio e o respeito às normas existentes. Aqui fica evidente o limite do direito do proprietário, ou seja, a necessidade de respeitar a coletividade diante de seus interesses individuais.
Minicurriculo
Formada pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas – SUESC desde 2000; Pós graduada lato sensu pela EMERJ; Pós Graduada em Família e Sucessões pelo Triade/IBDFAM; Pós Graduada em Direito Imobiliário Extrajudicial pela Marcos Salomão Educação; Advogada e sócia fundadora do Escritório Albinante Advogados Associados. @isacalbi.
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Ela começou em uma pizzaria e hoje ensina 6 mil profissionais a ganhar dinheiro com tributos
Sigrid Kersting transformou mais de duas décadas de experiência no setor em consultoria, negócios, tecnologia e educação; segundo a tributarista, profissionais que passaram por seus treinamentos já participaram da recuperação de mais de R$ 4,5 bilhões em tributos
A trajetória profissional de Sigrid Kersting começou muito antes das redes sociais, dos cursos on-line e das mentorias que hoje levam seu conhecimento tributário para milhares de profissionais em todo o Brasil. Em 1998, ela ingressou no curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Não havia feito cursinho preparatório para o vestibular porque, naquele momento, não tinha recursos financeiros para isso.
Logo no primeiro semestre, porém, uma greve interrompeu as aulas. Em vez de simplesmente esperar pelo retorno da universidade, Sigrid decidiu procurar emprego. Foi trabalhar em uma pizzaria. “Eu simplesmente não queria ficar parada esperando as aulas voltarem.
Naquele momento, certamente não imaginava onde a Contabilidade me levaria, mas foi ali que começou uma relação com a profissão que definiria boa parte da minha vida”, relembra. A passagem pela pizzaria poderia parecer apenas uma circunstância daquele período. Anos depois, no entanto, a capacidade de mudar de rota diante de situações inesperadas se repetiria em diferentes momentos de sua trajetória.
Da faculdade para uma Big Four
A primeira grande virada profissional veio em 2003, antes mesmo da conclusão da graduação. Sigrid conquistou uma vaga de trainee na área de Tax da Deloitte, em Porto Alegre. Havia uma dificuldade importante naquele momento: ela não falava inglês, requisito frequentemente associado às oportunidades dentro das grandes empresas internacionais de auditoria e consultoria. Mesmo assim, conseguiu entrar.
A experiência durou oito anos. Foi dentro da Deloitte que Sigrid aprofundou a formação tributária e teve contato com grandes empresas, projetos complexos e profissionais que influenciariam sua forma de trabalhar. Mas também foi ali que começou a compreender que conhecimento técnico, sozinho, não seria suficiente para construir uma carreira de longo prazo.
“Chega um momento da carreira em que conhecimento técnico não basta. É preciso saber trabalhar com pessoas, negociar, ouvir, influenciar, administrar conflitos e entender que bons resultados também dependem da capacidade de construir relações”, afirma. A experiência no ambiente corporativo ajudou a formar a base do trabalho que seria desenvolvido anos mais tarde como consultora e professora.
Quando a maternidade mudou a carreira
A trajetória profissional seguia em crescimento quando, em 2009, nasceu Arthur, primeiro filho de Sigrid. A maternidade provocou uma mudança que não estava prevista no planejamento profissional.
Quando o filho tinha aproximadamente um ano, ela começou a perceber que havia um conflito entre a carreira que estava construindo e o tipo de vida familiar que desejava ter.
De um lado, havia o crescimento profissional. Do outro, uma infância que acontecia rapidamente. “Minha carreira avançava, mas meu filho também estava crescendo e se desenvolvendo e eu não estava conseguindo acompanhar aquilo como gostaria”, conta.
A decisão, segundo Sigrid, não era escolher entre abandonar a carreira ou permanecer exclusivamente no ambiente corporativo.
Ela queria continuar trabalhando, preservar a segurança financeira da família e avançar profissionalmente. Ao mesmo tempo, queria estar mais próxima dos filhos. “Eu precisava encontrar uma forma de fazer as duas coisas.”
A mudança não aconteceu imediatamente. Foram cerca de três anos planejando uma nova direção. Em 2014, Sigrid decidiu iniciar um mestrado acadêmico, conseguiu uma bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e começou a direcionar também sua carreira para a docência. A mudança profissional nasceu, portanto, de uma decisão pessoal. Com a chegada da filha Bárbara, a ideia ficou ainda mais clara.
“A partir dali, família e trabalho deixaram de ser duas partes independentes da minha vida. Minha carreira precisaria funcionar dentro da vida que eu queria construir — e não o contrário”, afirma.
Experiência de mercado vira sala de aula
Mesmo com a mudança de direção, Sigrid não abandonou o tributário. Continuou estudando, atuando profissionalmente e passou a levar para a sala de aula situações que havia vivenciado durante anos dentro das empresas. A combinação entre experiência prática e docência começou a formar uma metodologia própria de ensino.
Em vez de concentrar o conteúdo apenas na interpretação da legislação, a proposta passou a ser mostrar como as regras tributárias poderiam ser aplicadas no cotidiano empresarial. “Eu sempre acreditei que o tributário não pode existir apenas na legislação. Tributário precisa funcionar na vida real das empresas”, diz. A estratégia acabaria se tornando fundamental alguns anos depois.
A pandemia e a ida para o digital
Em 2020, a pandemia de Covid-19 interrompeu as atividades presenciais nas universidades e trouxe outro momento de mudança. Sem as aulas tradicionais, Sigrid decidiu levar o conhecimento para a internet. Ela começou sem audiência.
“Comecei com zero seguidores. Mas tinha algo que não começava do zero: mais de duas décadas de experiência, conhecimento tributário, prática empresarial e uma forma muito própria de ensinar”, afirma.
A estratégia foi transformar temas considerados complexos do universo tributário em conteúdos mais diretos, didáticos e voltados à aplicação profissional. Vieram publicações nas redes sociais, aulas on-line, cursos, treinamentos e mentorias. A audiência cresceu juntamente com a operação.
De zero a 100 mil seguidores
Em aproximadamente seis anos, Sigrid alcançou mais de 100 mil seguidores nas redes sociais e mais de 6 mil alunos em seus programas de formação. A atuação passou a envolver profissionais como contadores, advogados e consultores interessados principalmente em temas relacionados à recuperação de créditos tributários, planejamento tributário, consultoria e, mais recentemente, à Reforma Tributária.
Segundo dados fornecidos pela própria tributarista, alunos que passaram por seus treinamentos já participaram de projetos que somam mais de R$ 4,5 bilhões em tributos recuperados para empresas.
O número não representa valores recuperados diretamente por Sigrid, mas resultados informados dentro da comunidade formada pelos profissionais que passaram por seus programas de capacitação.
Mais do que ensinar legislação, o modelo desenvolvido por ela busca mostrar como transformar conhecimento técnico em um serviço profissional que possa ser oferecido às empresas. O resultado ajudou a transformar a professora em empresária.
Da educação para os negócios
Atualmente, a atuação de Sigrid se divide entre educação, consultoria e tecnologia voltadas ao universo tributário. A experiência construída durante décadas dentro de empresas passou a ser utilizada para formar profissionais interessados em desenvolver suas próprias consultorias e serviços especializados.
A tributarista também passou a dedicar parte importante do trabalho à Reforma Tributária, considerada uma das maiores mudanças no sistema de tributação do consumo das últimas décadas no Brasil. Com a implementação gradual de novas regras, incluindo a CBS, de competência federal, e o IBS, que envolve estados e municípios, empresas precisarão rever processos, sistemas, contratos, formação de preços e planejamento tributário.
Para Sigrid, esse movimento também abre espaço para uma nova geração de profissionais especializados. “A Reforma Tributária cria uma demanda muito grande por pessoas que consigam transformar a legislação em orientação prática para as empresas. Não basta simplesmente conhecer a norma. Será necessário compreender o impacto da mudança em cada negócio e ajudar as empresas a atravessar esse processo”, afirma.
Uma carreira construída por mudanças de rota
Da estudante de Ciências Contábeis que trabalhou em uma pizzaria durante uma greve universitária à profissional de uma Big Four, da carreira corporativa à docência e, posteriormente, da sala de aula para o empreendedorismo digital, a trajetória de Sigrid foi marcada menos por um planejamento linear e mais pela capacidade de reorganizar os caminhos.
Ela própria reconhece que o percurso não nasceu de um grande plano elaborado no início da carreira. “A minha história profissional nunca foi construída a partir de um grande plano traçado desde o início. Ela foi sendo construída por decisões, oportunidades e, principalmente, por alguns momentos em que percebi que precisava mudar a rota”, diz.
Hoje, os números ajudam a dimensionar o negócio: milhares de alunos, uma comunidade profissional formada ao redor do conhecimento tributário e bilhões de reais em créditos recuperados por profissionais que participaram de seus treinamentos. Mas Sigrid afirma que a medida de sucesso que mais valoriza não está necessariamente nos números.
“Talvez o resultado que mais me orgulhe seja receber a mensagem de um profissional dizendo que estava pensando em desistir do tributário e que, por meio do meu trabalho, percebeu que poderia construir uma carreira valorizada, bem remunerada e bem-sucedida”, afirma.
Para ela, esse passou a ser o principal resultado da mudança iniciada quando decidiu compartilhar na internet aquilo que havia acumulado em mais de duas décadas de profissão. “Consegui transformar experiência em conhecimento e conhecimento em oportunidade para outras pessoas”, resume.
Sobre Sigrid Kersting
Sigrid Kersting é contadora pela UFRGS, pós-graduada em Direito Tributário pela FGV e mestre pela Unisinos. Tem mais de 25 anos de experiência nas áreas contábil e tributária e atuou durante oito anos na Deloitte, além de ter construído carreira executiva na área de Tax de multinacionais. Também atuou como professora em cursos de graduação e pós-graduação.
Atualmente, está à frente de negócios nas áreas de consultoria tributária, tecnologia e educação, com atuação na SK Company, Titan Tax e SK Escola de Negócios. Ao longo da trajetória como professora e mentora, já formou mais de 6 mil profissionais e passou a concentrar parte de seu trabalho na capacitação sobre Reforma Tributária e na formação de consultores especializados.
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Sua empresa bate meta ou apenas tem meses bons?
Negócios com vendas recorrentes acompanham geração de demanda, conversão e funil comercial antes que o resultado apareça no faturamento
Depois de recuar 1,6% em abril, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro ficou praticamente estável em maio de 2026, com variação de 0,1%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo IBGE em julho. No trimestre encerrado em maio, a média móvel caiu 0,2%.
Para Ray Gonçalves, formada em Marketing, empresária e fundadora da Geração de Demanda, consultoria especializada em crescimento empresarial, marketing e vendas, empresas que batem metas de forma recorrente tratam a receita como consequência de um processo iniciado antes da negociação. Desde 2012 de atuação no mercado educacional e digital, ela participou da estruturação do Grupo Acelerador, operação que ultrapassou R$ 200 milhões em quatro anos.
Se o varejo, que vende todos os dias e enxerga o resultado em tempo real, oscila nesse ritmo, negócios de ciclo de vendas mais longo sentem o mesmo movimento com semanas de atraso, normalmente quando já não sobra mês para reagir. Para transformar crescimento pontual em previsibilidade de receita, o desafio está em identificar o que gera demanda, acompanhar o funil de vendas e corrigir desvios antes que eles apareçam no faturamento.
Número de oportunidades geradas, origem dos contatos, conversão entre etapas, velocidade de atendimento, ticket médio, ciclo de vendas e recompra ajudam a identificar gargalos enquanto ainda existe tempo para corrigir a operação comercial. Esses indicadores permitem que o empresário acompanhe se a meta está sendo construída antes que o resultado apareça no caixa.
“Previsibilidade de receita não significa saber exatamente quanto a empresa vai faturar no mês seguinte. Significa conhecer os indicadores que mostram se a meta está sendo construída. Quando o empresário acompanha apenas o faturamento, ele descobre o problema depois que a venda deixou de acontecer”, afirma Ray Gonçalves.
A meta começa antes da venda
Um dos erros mais comuns, segundo a consultora, é transformar a meta em uma cobrança restrita à equipe comercial. A conta que sustenta o número costuma ser feita ao contrário.
Uma empresa que pretende faturar R$ 500 mil no mês e trabalha com ticket médio de R$ 10 mil precisa de 50 vendas. Se o time fecha uma proposta a cada cinco apresentadas, são 250 propostas. E se quatro em cada dez oportunidades qualificadas chegam à etapa de proposta, o funil precisa receber cerca de 625 oportunidades ao longo do mês, algo em torno de 150 por semana.
Esse cálculo permite identificar rapidamente se o problema está na geração de demanda ou apenas aparece no fechamento das vendas. Quando o funil é monitorado desde o início do mês, ainda existe tempo para corrigir a rota antes que a meta seja comprometida.
“Feita essa conta, a meta deixa de ser um número colocado no início do mês e vira uma quantidade de oportunidades que precisa entrar no funil já na primeira semana. Quando a empresa não faz esse cálculo, acaba cobrando o vendedor em novembro por uma decisão de marketing que ficou de fora em outubro”, explica Ray Gonçalves.
Uma queda na geração de oportunidades durante a primeira semana pode comprometer o faturamento semanas depois. Por isso, acompanhar o avanço do funil ao longo do mês permite corrigir a operação antes que o resultado apareça no caixa.
Um mês bom precisa deixar pistas
Um exemplo recente dessa lógica veio da Cimed. Durante a Copa do Mundo de 2026, a farmacêutica investiu R$200 milhões em ativações relacionadas à competição e afirma ter triplicado as vendas durante as ações, além de registrar crescimento de 178% nas vendas ao consumidor final. Depois dos resultados, a companhia decidiu levar parte da estratégia ao Campeonato Brasileiro, com campanhas envolvendo Palmeiras e Cruzeiro, segundo reportagem publicada pela EXAME em julho.
O orçamento não é replicável para a maior parte das empresas brasileiras, mas o movimento é. Para a fundadora da Geração de Demanda, o ponto relevante não está no tamanho da campanha, e sim na decisão de identificar o que funcionou e montar uma estrutura para repetir aquilo. Na avaliação da consultora, esse processo permite transformar um resultado pontual em um método capaz de gerar crescimento recorrente.
“Bater meta uma vez pode acontecer por uma campanha muito boa, uma indicação ou uma oportunidade fora da curva. O desafio empresarial é entender por que o resultado aconteceu e criar condições para repeti-lo. É essa capacidade de transformar vendas em processo que aumenta a previsibilidade de receita”, afirma.
Quem gera demanda depois da queda já começou atrasado
Quando uma empresa intensifica marketing e prospecção apenas diante da queda no faturamento, precisa lidar com o intervalo entre atrair novos contatos e transformá-los em oportunidades comerciais. Para Ray Gonçalves, esse comportamento ajuda a explicar por que alguns negócios passam boa parte do mês tentando recuperar resultados.
Segundo a empresária, empresas que trabalham apenas de forma reativa acabam iniciando ações comerciais quando parte do resultado do mês já está comprometida, porque existe um intervalo natural entre atrair novos contatos, qualificá-los e convertê-los em vendas.
“Quando a geração de demanda começa depois que a venda cai, a empresa passa o mês tentando recuperar o resultado. Negócios com maior previsibilidade alimentam o funil continuamente porque entendem que a venda de amanhã começa na demanda gerada hoje”, ressalta.
Na prática, três perguntas ajudam a medir a saúde da operação: quanto precisa ser vendido, quantas oportunidades são necessárias para atingir esse número e se o volume atual do funil é suficiente para chegar ao resultado.
As respostas ajudam a localizar o gargalo. Se há demanda, mas poucas propostas, o problema pode estar na qualificação ou na abordagem comercial. Se existem propostas, mas poucas vendas, preço, oferta ou negociação precisam ser avaliados. Se quase nenhuma oportunidade chega ao vendedor, aumentar a cobrança sobre a equipe comercial dificilmente resolverá a origem da queda.
Sobre Ray Gonçalves
Ray Gonçalves é empresária, consultora de marketing e fundadora da Geração de Demanda, consultoria especializada em crescimento empresarial, marketing e vendas.
A Geração de Demanda presta consultoria de marketing a empresários que querem vender mais e com mais consistência. O trabalho envolve posicionamento, estratégia de captação de clientes e alinhamento entre marketing e vendas, sempre atrelado às metas mensais do negócio. A base do atendimento é o Método 3C: conecta, convence e converte, criado por Ray para organizar a jornada do cliente desde o primeiro contato até o fechamento, e já aplicado por mais de 1000 empresários e profissionais de marketing.
Com mais de 14 anos de atuação no mercado educacional e digital, participou da estruturação do Grupo Acelerador, operação que ultrapassou R$200 milhões em quatro anos. Hoje atende empresários de diferentes setores com braço educacional, com foco em geração de receita, previsibilidade e margem.
Criadora da metodologia 3C, conecta, convence e converte, já impactou mais de 800 empresários e profissionais de marketing por meio de treinamentos presenciais e consultorias personalizadas, com foco na geração de demanda, previsibilidade de receita e escalabilidade de negócios.
Atualmente, atende empresários de diferentes setores, atuando na geração de receita com foco no alcance de metas mensais, com mais previsibilidade e margem para o negócio.
Para mais informações: (site: geracaodedemanda.com.br | instagram: @raygoncalvesoficial | facebook: raygoncalvess | linkedin: ray-gonçalves-678685223).
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Seu atendimento pode ser ótimo. Mas e a jornada do seu cliente?
Seu atendimento pode ser ótimo.Mas e a jornada do seu cliente?
Você pode ser excelente no que faz. Ter domínio técnico, um espaço bonito, oferecer um bom produto e atender seus clientes com simpatia.
Ainda assim, isso não significa que eles estejam vivendo uma boa experiência.
Porque o cliente não vive apenas o atendimento. Ele vive uma jornada.
Pense em uma profissional da área da beleza. Para ela, o serviço pode começar quando a cliente senta na cadeira ou deita na maca.
Para a cliente, começou muito antes.
Começou quando encontrou aquele profissional nas redes sociais.
Quando mandou uma mensagem. Quando tentou entender valores e horários. Quando agendou. Quando recebeu as orientações para chegar.
E continuou na recepção, na espera, na forma como foi chamada, na conversa durante o procedimento, no pagamento, na despedida e, talvez, em uma mensagem alguns dias depois.
Cada um desses momentos comunica alguma coisa.
É justamente aí que entra a hospitalidade.
E hospitalidade não é oferecer café.
É pensar intencionalmente em como uma pessoa será recebida, orientada, conduzida e cuidada durante toda a relação com o seu negócio.
Pode estar em chamar alguém pelo nome. Em antecipar uma dúvida. Em explicar um atraso. Em lembrar uma preferência. Em tornar o pagamento simples. Em perguntar depois como aquela pessoa está.
Pequenos gestos, quando fazem parte de uma jornada pensada, deixam de ser apenas gentileza. Passam a construir percepção de valor.
E isso vale para uma grande empresa, mas também para quem empreende sozinho.
Uma esteticista tem uma jornada do cliente. Uma nail designer também. Assim como uma clínica, um salão, um consultório, uma loja ou um restaurante.
Se você tem clientes, essa jornada já existe.
A questão é: você a desenhou ou simplesmente deixou que ela acontecesse?
Talvez seja um bom exercício percorrer o próprio negócio com os olhos de quem chega.
Onde existe espera? Onde existe dúvida? Onde o cliente precisa fazer esforço demais? Onde você poderia antecipar uma necessidade? Em que momento seria possível surpreender sem necessariamente gastar mais?
Porque experiência não é feita apenas de grandes acontecimentos.
Ela é construída na soma de pequenos momentos.
No fim, seu cliente pode até chegar até você pelo serviço que oferece.
Mas a experiência que ele vive nessa jornada ajuda a decidir se ele volta e se leva outras pessoas com ele.
* Por Bruna Pullig – @brunapullig / @ojoconsultoria
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