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Luxo invisível: a elegância simplesmente acontece

Vivemos uma era em que a ostentação perdeu espaço para algo muito mais poderoso: a sutileza

 

Se antes o luxo era associado a logotipos evidentes e marcas facilmente reconhecidas, hoje ele se manifesta de forma silenciosa, refinada e extremamente estratégica.

 

Esse movimento, conhecido como luxo invisível ou quiet luxury , não está ligado ao preço da peça, mas à forma como ela comunica. É sobre tecidos de qualidade, cortes impecáveis e, principalmente, intenção.

 

Quando você compreende o poder da sua imagem não precisa “gritar” para ser notada. Ela é percebida pela sua presença. Peças atemporais, cores neutras e combinações bem pensadas transmitem autoridade, sofisticação e segurança. E aqui está o ponto mais importante: elegância não é sobre ter muito, mas sobre saber escolher.

 

No universo da consultoria de imagem, isso significa trabalhar menos com excesso e mais com estratégia. Um guarda-roupa inteligente, com peças versáteis e alinhadas ao estilo de vida, comunica mais do que dezenas de peças desconectadas.

 

Outro aspecto essencial do luxo invisível é o comportamento. Postura, linguagem, forma de se expressar e até o cuidado com os detalhes como acessórios discretos e bem escolhidos fazem parte dessa construção.

 

A verdadeira sofisticação está na harmonia. Adotar esse conceito é também um convite à autenticidade. É sair do padrão imposto e construir uma imagem coerente com quem você é e onde deseja chegar. Porque, no fim das contas, a imagem não é sobre roupa.

 

É sobre mensagem.

 

E a pergunta que fica é: o que a sua imagem tem comunicado quando você entra em um ambiente ?

 

* Andréa Caminha, Consultora e Estrategista de Imagem. Sou membra da AICI (Associação Internacional de Consultoria de Imagem) e idealizadora do Projeto Vozes e Conexões Femininas, que conecta e inspira mulheres por meio do autoconhecimento, da autoestima e do fortalecimento de vínculos.

 

Atendo com horário agendado na Clínica Ellis, Av. das Américas, 1155, sala 608 – Barra Space Center, Barra da Tijuca. Acompanhe minha trajetória e inspire-se com esse movimento transformador:
@andreacaminha.modas
@vozeseconexoesfemininas

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Completar 18 anos não extingue a pensão alimentícia automaticamente

A obrigação de prestar alimentos, que cessa a maioridade civil (18 anos), pode continuar para os filhos se houver necessidade e a manutenção de alguns requisitos, como estar estudando, e pode ser estendida até aos 24 anos, conforme o caso

 

Para que haja o encerramento, a parte que paga deve pedir a exoneração da pensão, solicitando ao tribunal a revisão do caso. Situações em que a pensão continua após os 18 anos:

 

Estudantes: se o filho estiver a frequentar o ensino superior, técnico ou profissionalizante e não conseguir sustentar-se, o pagamento pode continuar até aos 24 anos, ou até à conclusão do curso.

 

Incapacidade: em casos de deficiência física ou mental que impeça a pessoa de trabalhar e obter o próprio sustento, a pensão pode ser mantida, mesmo para maiores de 24 anos.

 

Para que a pensão seja extinta: o responsável pelo pagamento da pensão deve entrar com um pedido de exoneração no tribunal. É preciso comprovar ao juiz que o filho já não necessita dos alimentos, que tem capacidade financeira para se sustentar, ou que já atingiu uma idade que não justifica mais a obrigação.

 

O que não fazer:

 

Não pare de pagar a pensão de forma unilateral: após o filho completar 18 anos sem uma decisão judicial, pois isso pode acarretar consequências legais, como ações de execução e penhora de bens.

 

Recomendação: é aconselhável procurar um advogado de família para que ele avalie a situação específica e ajude a tomar as medidas legais adequadas para encerrar a obrigação da pensão, caso se aplique.

 

Se você precisa de ajuda envie uma mensagem ou me chame no WhatsApp (021) 98372-7981. Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui!

 

Siga: @maramendes_advogada_.

 

* Dra. Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista, previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante das comissões de neurociência e diversidade religiosa da OAB Barra da Tijuca.

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Namoro qualificado ou união estável? Entenda a diferença

 

Além da existência da afetividade, a mesma se concretiza com a mútua assistência em que o casal seja referência de família no meio social.

 

A principal diferença, no entanto, é que o namoro não é conceituado pela lei, não existe sequer uma legislação que determine normas. É informal e livre, que não gera direitos familiares ou patrimoniais.

 

As responsabilidades são menores, e não há, em princípio, qualquer consequência jurídica na esfera civil. Por sua vez, as uniões estáveis são entidades familiares equiparáveis ao casamento.

 

Esses relacionados estão sujeitos ao regime jurídico do Direito de Família, previsto na legislação civil, e implicam em diversas consequências jurídicas, tanto patrimoniais quanto pessoais.

 

Quer saber mais sobre o assunto e precisa de assistência jurídica? Envie uma mensagem (@maramendes_advogada_) ou ligue para o telefone (21) 98372-7981.

* Artigo da advogada Mara Mendes, especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da @oabbarrarj.
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Saiba quais são as opções de aposentadoria para as mulheres

Os brasileiros que estão prestes a se aposentar podem se deparar com novas regras do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), já vigentes em 2024. Desde 2019, com a reforma da Previdência aprovada, todos os anos mudanças graduais são implementadas para ter acesso ao benefício. As mulheres possuem algumas opções de aposentadoria. Veja as principais regras:

 

• Por idade (minino 58 anos)

 

• A mulher precisa ter 62 anos e pelo menos 15 anos de contribuição

 

• Por tempo de contribuição

 

Existem quatro 4 possibilidades:

 

– Pontos progressivos (90 pontos para 30 anos de contribuição)

 

– Idade mínima progressiva (30 anos de contribuição e 58 anos de idade)

 

– Pedágio de 50% (só vale para quem em 13/11/2019 tinha pelo menos 28 anos de contribuição)

 

– Pedágio de 100% (57 anos de idade e 30 anos de contribuição)

 

• A aposentadoria especial contempla aquelas expostas a ruídos ou substâncias químicas. Os requisitos variam de acordo com o risco.

 

Quer saber mais sobre o assunto? Precisa de assistência jurídica? Envie uma mensagem ou ligue para (21) 98372-7981.

 

Artigo da advogada Mara Mendes, especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante das comissões da Diversidade Religiosa e Neurociência da OAB Barra da Tijuca.

 

Siga: @maramendes_advogada

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Por que continuamos engordando numa era de canetas milagrosas?

Vamos falar sobre aquilo que todas nós sabemos, mas ninguém tem coragem de dizer em voz alta?

 

Você já perdeu os mesmos 10 quilos várias vezes. Conhece cada dieta pelo nome. Sabe de cor quantas calorias tem tudo. É praticamente uma nutricionista autodidata. E ainda assim, o peso volta. Sempre volta. Agora chegaram as canetas emagrecedoras. Ozempic, Wegovy, Saxenda, a salvação finalmente. Sua prima emagreceu. Sua colega não para de falar dos resultados.

 

E você pensa: “Dessa vez vai ser diferente.” Mas deixa eu te contar algo: a caneta pode até emagrecer seu corpo. Mas ela não vai mudar a razão pela qual você engordou. Estudos mostram que entre 8 e 20 semanas após parar essas medicações, o peso volta. Um estudo com 800 mulheres descobriu que elas recuperaram dois terços do peso perdido em um ano.

 

A questão é: por que você acha que emagreceu? Você emagreceu porque a caneta bloqueou sua fome. Ponto. Mas o que mudou de verdade dentro de você? Você continua sendo a mesma mulher que abre a geladeira quando está ansiosa. Continua compensando frustração com comida, celebrando conquistas com comida, anestesiando dor com comida.

 

A única diferença é que agora você tem um remédio fazendo o trabalho que deveria ser feito por você. E quando o remédio acaba? Você já sabe o que acontece.

 

O problema não é peso, é emoção 

 

Aquela fome das 23h depois de um dia estressante? Não é fome. É ansiedade procurando alívio. Aquele impulso de comer chocolate quando se sente sozinha? Não é fome. É solidão procurando companhia. Aquela compulsão de devorar tudo quando “já comeu besteira mesmo”? Não é fome. É perfeccionismo quebrado procurando punição.

 

Para você, a comida nunca foi apenas nutrição. É amor que você não recebeu. É raiva que não expressou. É controle quando tudo parece caótico. E sabe qual é a parte mais importante? Isso não é culpa sua. Ninguém te ensinou a sentir raiva sem culpa. Ninguém te ensinou que você pode estar ansiosa e não fazer nada além de respirar e esperar passar.

 

O que te ensinaram foi: “Está triste? Toma um doce que passa.” Comida virou solução para tudo. O problema é que você usa comida para resolver problemas que a comida não resolve. E a caneta emagrecedora também não resolve.

 

“Eu não tenho controle.”

 

“Eu sempre falho.”

 

“Todo mundo consegue, menos eu.”

 

Essas crenças foram construídas em cada dieta abandonada. Em cada promessa de segunda quebrada na quarta. Em cada vez que você não gostou do que viu no espelho. E sabe o problema? Elas se tornam profecias autorrealizáveis.

 

Você acredita que vai falhar, então nem tenta de verdade. E quando o peso volta depois da caneta, essas crenças são reforçadas. “Viu? Eu sabia. Nada funciona comigo.” Mas e se eu te disser que você está apenas usando as ferramentas erradas para resolver o problema certo?

 

Um estudo da Universidade de Copenhague dividiu mulheres em dois grupos: um só usou medicação, outro combinou com exercícios. Um ano depois de parar a medicação? O grupo que só usou medicação recuperou quase todo o peso. O grupo que fez exercícios manteve a maior parte da perda.

 

Mas não é só sobre exercício. É sobre mudança real de estilo de vida. Criação de novos hábitos. Construção de nova identidade. Aquelas mulheres haviam mudado por dentro.

 

A transformação que faz diferença

 

Se você está usando canetas, use com suporte médico. Mas não ache que a química vai resolver o que só a regulação emocional resolve. Comida não é amor. Não é recompensa. Não é punição. Não é solução para problema emocional.

 

Comida é comida. Nutrição. Prazer consciente quando você tem fome de verdade. Quando você internaliza isso de verdade, tudo muda. Sabe a diferença entre mulheres que mantêm o peso e mulheres no efeito sanfona?

 

Não é genética. Não é metabolismo. Não é sorte. É a transformação interna.

 

As mulheres que mantêm o peso fizeram trabalho profundo de:

 

• Reconhecer e processar emoções sem usar comida

 

• Desconstruir crenças limitantes

 

• Desenvolver compaixão própria ao invés de autocrítica

 

• Ressignificar o papel da comida

 

Isso não acontece com injeção semanal. Acontece com trabalho consciente, consistente e, às vezes, doloroso. Segredo: você não precisa ser perfeita. Não precisa nunca mais comer por emoção.

 

Você só precisa ser melhor do que era ontem. Reconhecer quando está comendo por emoção e, ao invés de se punir, perguntar: “O que está acontecendo comigo agora?”

 

O processo não é linear. Você vai ter dias incríveis. E dias em que desaba. Ambos são válidos.

 

A diferença é que agora você está consciente. Não está no piloto automático. Está aprendendo, processando, evoluindo. Você não precisa de mais uma dieta. Você não precisa de mais uma promessa milagrosa. Você precisa de transformação. O problema nunca foi você. Nunca foi falta de força de vontade. Nunca foi preguiça. A caneta pode emagrecer o corpo. Mas só você pode alimentar a alma. E quando você alimenta a alma, o corpo segue.

 

* Emi Moraes é psicoterapeuta, especialista em emagrecimento comportamental e criadora do método “Emagreça de Dentro pra Fora”. Perdeu 40kg e mantém o peso há anos através das técnicas que ensina. Sua missão é ajudar mulheres a se libertarem do ciclo de dietas.

 

Instagram: @euemi_moraes

 

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“Programa Além da Balança”: 21 dias de transformação comportamental.

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Trapaça sentimental: transgressão considerada crime no Brasil

Apesar da gravidade, a transgressão  é enquadrada no crime de estelionato (Art. 171 do Código Penal), pois não há tipificação específica ainda, mas o aproveitamento da relação afetiva para obter vantagem ilícita é uma forma de fraude que configura o delito.

 

A prática gera direito a indenização por danos morais e materiais, além de poder levar à punição criminal, com a vítima podendo denunciar para buscar justiça. 

Como se caracteriza o crime
• Simulação de relacionamento: a pessoa cria um relacionamento amoroso para obter vantagem financeira.
• Vulnerabilidade da vítima: o criminoso se aproveita da vulnerabilidade emocional da vítima para manipular seus sentimentos.
• Obtenção de vantagem ilícita: o objetivo é obter bens ou dinheiro, causando prejuízo à vítima.
• Meio fraudulento: o relacionamento afetivo é usado como um meio fraudulento para enganar a vítima.
Consequências jurídicas
• Esfera criminal: a conduta pode ser tipificada como estelionato, com penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa, conforme o
artigo 171 do Código Penal.
• Esfera civil: a vítima pode processar o estelionatário na esfera civil para obter indenização por danos morais e materiais, incluindo despesas extras geradas pelo relacionamento.
Como agir em caso de crime de estelionato sentimental
• Reúna provas: guarde todas as conversas, comprovantes de depósito e outros materiais que demonstrem a fraude.
• Procure um advogado: busque assistência jurídica para orientá-lo a reaver os bens e buscar a indenização cabível.
• Faça a denúncia: não tenha vergonha de denunciar o crime à polícia ou ao Ministério Público para que o infrator seja punido.

 

Se você precisa de ajuda envie uma mensagem ou me chame no WhatsApp (021) 98372-7981. Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui! 

 

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* Dra. Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário,  consumidor, família e divórcio.

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Lei municipal garante ação de prevenção à violência contra mulher em condomínios no Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e Cuidados lançou, uma iniciativa para apoiar a implementação da Lei Municipal nº 8.913, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes em maio de 2025.

 

A nova legislação obriga síndicos e administradores de condomínios residenciais e comerciais a comunicarem às autoridades competentes casos de violência doméstica ocorridos nas dependências dos condomínios.

 

Para facilitar a implementação da lei e apoiar os condomínios, a secretaria disponibilizará materiais informativos da campanha Rio+Seguro para Mulheres sobre a rede de enfrentamento à violência e minicursos sobre as formas de violência e como acionar ajuda às vítimas.

 

Os cursos abordarão os termos da Lei em diversos tipos de violência doméstica

 

“Queremos transformar síndicas, síndicos e funcionários em aliados da rede de proteção. A maior parte dos feminicídios começa com o silêncio. A omissão também mata e os condomínios não podem ser territórios de cumplicidade. Com essa lei, o Rio transforma escuta em política pública”, afirmou a secretária Joyce Trindade.

 

Os administradores receberão os materiais informativos após o preenchimento de um formulário de cadastro e deverão afixar as mensagens em áreas comuns dos prédios.

 

Os cursos oferecidos abordarão o contexto e os termos da Lei nº 8.913, os diversos tipos de violência doméstica, destacando que nem todas são físicas e quais sinais podem incluir mudanças comportamentais, isolamento e outras formas sutis de abuso.

 

Além disso, as videoaulas apresentam o funcionamento da rede de enfrentamento da cidade, incluindo centros especializados de atendimento, núcleos de apoio psicológico e jurídico, e programas que promovem a autonomia das mulheres. Administradores de condomínios interessados em participar da iniciativa podem se cadastrar e acessar os materiais e o minicurso por meio do site oficial da secretaria.

 

Violência contra a mulher

 

A iniciativa surge em resposta à alarmante realidade da violência doméstica, que, segundo dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que 37,5% das mulheres sofreram algum tipo de violência em um período de 12 meses no Brasil, com mais da metade desses casos ocorrendo dentro de casa.

 

A pandemia de covid-19, conforme demonstrado pelo Instituto Igarapé, exacerbou essa situação, tornando ainda mais urgente a criação de mecanismos de apoio e denúncia para as vítimas que muitas vezes estão isoladas em seus lares.

 

Detalhes da Lei Municipal nº 8.913

 

A Lei nº 8.913 estabelece que, ao tomarem conhecimento de casos de violência doméstica contra mulheres, os síndicos e administradores devem comunicar imediatamente à Polícia Civil ou a órgãos municipais competentes, por ligação telefônica. Em outros casos, realizar a denúncia por escrito, presencialmente ou digitalmente, no prazo de até 24 horas após a ciência do fato, incluindo informações que possam identificar a vítima e o agressor.

 

O descumprimento da lei pode resultar em advertência na primeira infração e multa de até R$ 1.000,00 em casos de reincidência. Os valores arrecadados serão destinados a fundos e programas de proteção às vítimas (Com informações da Prefeitura do Rio).

 

* Precisando de assistência jurídica envie uma mensagem pelo Instagram (@maramendes_advogada_) ou ligue para o telefone (021) 98372-7981. Para mais informações, clique aqui!

 

Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da OAB Barra da Tijuca.

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Governador sanciona lei que permite uso de spray de pimenta por mulheres no Rio

Com a sanção, o RJ passa a ser o primeiro estado do Brasil a regulamentar o uso civil do spray.

 

Mulheres agora têm garantido o acesso seguro ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa no Estado do Rio. A determinação é da Lei 11.025/25, de autoria original dos deputados Sarah Poncio (SDD) e Rodrigo Amorim (União), aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo, desta quarta-feira (26/11).

 

A norma garante que o spray de extratos vegetais, com concentração máxima de 20%, é um equipamento não letal, podendo, portanto, ser considerado instrumento de legítima defesa para mulheres em território fluminense. De acordo com Poncio, além de ser uma ferramenta de proteção, o equipamento ajudará a coibir casos de assédio, importunação e agressão.

 

“Espero que, a partir desta lei, as pessoas comecem a achar normal a mulher sair com um spray para poder se proteger. O que a gente quer é garantir o direito de defesa”, afirmou a parlamentar.

 

Amorim, por sua vez, acredita que a nova regra poderá servir de exemplo para todo o país. “A cada 10 minutos no Brasil uma mulher é atacada, e no Rio de Janeiro não é diferente. Essa lei é uma iniciativa de vanguarda que dá efetividade a uma luta para preservar e assegurar os direitos das mulheres”, comentou.

 

Regulamentação da venda

 

A venda do spray será restrita às mulheres maiores de 18 anos. No caso das maiores de 16 anos, elas poderão usar o equipamento de defesa desde que autorizadas pelos responsáveis legais. O Estado do Rio também poderá fornecer o spray gratuitamente às mulheres vítimas de violência doméstica protegidas por medida protetiva, com os custos sendo revertidos ao agressor.

 

A comercialização só poderá ser realizada em estabelecimentos farmacêuticos, mediante a apresentação de documento de identidade com foto. Não será necessária apresentação de receita médica e a venda será limitada a duas unidades por pessoa a cada mês. O spray de extratos vegetais para venda ao público deverá ser acondicionado em recipientes com, no máximo, 70g.

 

A lei ainda determina que os recipientes de mais de 50 ml contendo o spray de extratos vegetais, gás de pimenta ou gás OC (oleorresina capsicum) sejam classificados como de uso restrito às Forças Armadas, aos órgãos de segurança pública, às guardas municipais e outros órgãos de segurança do Estado. (Com informações da Alerj)

 

* Precisando de assistência jurídica envie uma mensagem pelo Instagram ou ligue para o telefone (021) 98372-7981.

 

Para mais informações, clique aqui!

 

Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da OAB-Barra.

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O que seu dentista consegue ver antes mesmo de você sentir dor

Muita gente acredita que o dentista só deve ser procurado quando algo dói. Mas quando a dor aparece, o problema já está avançado. A odontologia moderna permite identificar alterações muito antes de qualquer sintoma — e esse é o grande objetivo da prevenção.

 

Durante uma consulta de rotina, o dentista consegue identificar inflamações iniciais, início de lesões de cárie, sinais de desgaste por bruxismo, retrações gengivais, alterações na mordida, pequenas fraturas, início de uma perda óssea.

 

Exames complementares — como tomografias, radiografias, testes de saliva, escaneamento digital 3D — revelam detalhes invisíveis a olho nu e ajudam no diagnóstico precoce. Esse olhar atento evita tratamentos longos, dolorosos e custosos, preserva estruturas naturais e garante mais conforto e saúde.

 

A dor é o último aviso do corpo. Cuidar antes dela aparecer é o caminho mais inteligente.

 

* Dra. Bárbara Galdeano é cirurgiã-dentista com mais de 20 anos de experiência clínica.

 

Fundadora da Galdeano Odontologia & Saúde, é idealizadora do Programa ECOA, um modelo de atenção odontológica focado na prevenção, acolhimento e educação do paciente. Reconhecida por sua atuação ética, humanizada e atualizada com as inovações da odontologia digital, acredita que a saúde bucal é parte essencial da saúde geral e deve ser promovida com proximidade, escuta e propósito.

 

Para conhecer você pode ligar para o Whatsapp: (21) 98135-0401

Acessar o Instagram: https://www.instagram.com/galdeanoodontologia ou o site www.galdeanoodontologia.com.br

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Cerca de 62% dos brasileiros adultos estão acima do peso

Os números são alarmantes: 62% dos brasileiros adultos estão acima do peso, e cerca de um em cada quatro convive com a obesidade. Se você acha que isso é assustador, saiba que em apenas duas décadas, o Brasil praticamente dobrou seus índices de obesidade, tornando-se um dos países com maior crescimento dessa condição no mundo.

 

A pandemia de Covid-19 acelerou ainda mais essa crise silenciosa. Durante o isolamento social, o ganho de peso médio por brasileiro foi de 7 quilos, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). E não, não foi apenas o sedentarismo ou o acesso facilitado à geladeira, foi algo muito mais profundo.

Para as mulheres entre 35 e 55 anos, esse cenário é ainda mais crítico. Dados recentes mostram que 70% das mulheres nessa faixa etária tentaram emagrecer nos últimos 12 meses. E aqui está o dado mais revelador: a vasta maioria falhou. Não por falta de esforço, mas porque tentaram da forma errada.

 

Os custos vão além da balança. A obesidade é hoje a principal causa evitável de morte no Brasil, superando até mesmo o tabagismo. Ela está diretamente relacionada a diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer e problemas articulares. O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta bilhões anualmente tratando doenças relacionadas à obesidade.

Mas por trás desses números frios existe uma realidade devastadora: são 27,9 milhões de mulheres brasileiras com sobrepeso ou obesidade, cada uma carregando suas próprias histórias de frustração, culpa e dor. Mulheres que já gastaram entre R$ 5 mil e R$ 20 mil tentando emagrecer e ainda assim estão presas no ciclo interminável do efeito sanfona.

 

A epidemia é silenciosa porque o verdadeiro sofrimento acontece nos bastidores, longe dos holofotes. Acontece quando você evita espelhos e fotos. Quando guarda roupas de três tamanhos diferentes “para quando emagrecer”. Quando cancela viagens e eventos porque não quer ser vista assim. Quando o relacionamento íntimo esfria porque você não se sente desejável. Quando seus filhos comentam sobre seu peso e você morre por dentro.

 

O que não está funcionando

 

Se você já tentou emagrecer seguindo uma dieta restritiva, se já contou cada caloria obsessivamente, se já eliminou carboidratos ou gorduras completamente da sua vida, se já se matriculou naquela academia cara com promessa de “transformação em 90 dias” você não está sozinha.

E se esses métodos não funcionaram a longo prazo, você definitivamente não está sozinha.

 

A verdade inconveniente que a indústria bilionária do emagrecimento não quer que você saiba é esta: 95% das dietas restritivas falham em um prazo de 5 anos. Se 95% das pessoas falham, será que o problema está nas pessoas ou no método? Você não é fraca. Não é preguiçosa. Não tem “falta de força de vontade”. O método que está sendo vendido para você é que está falido.

 

O mercado de emagrecimento movimenta bilhões de reais anualmente vendendo a mesma promessa embalada de formas diferentes: “coma menos, exercite-se mais, tenha disciplina”. Shakes substitutos de refeição. Dietas com nomes chamativos (low carb, cetogênica, jejum intermitente, detox). Aplicativos que transformam a alimentação em matemática obsessiva. Planos alimentares que eliminam completamente o prazer de comer.

 

E o mais absurdo? Recentemente vimos a explosão dos “remédios milagrosos” para emagrecimento, injeções semanais que prometem perda de peso rápida e fácil. Ozempic, Wegovy, Mounjaro viraram quase moda nas rodas de conversa. E o que ninguém te conta é que assim que você para de tomar, o peso volta. Porque, mais uma vez, estamos tratando o sintoma e ignorando a causa. Tudo isso focado exclusivamente no corpo físico. Como se você fosse apenas um saco de carne que precisa de menos combustível.

 

O resultado? Um ciclo vicioso e doloroso que você conhece muito bem:

  • Você começa uma nova dieta cheia de motivação e esperança (outra vez)
    Segue as regras rigidamente, privando-se de alimentos que ama
  • Perde alguns quilos inicialmente (sim!) O corpo entra em modo de escassez, o metabolismo desacelera A vida acontece: estresse no trabalho, problema familiar, uma emoção difícil. Você “quebra” a dieta e come aquilo que estava proibidoVem a culpa avassaladora, a sensação de fracasso familiar.

 

O peso volta (às vezes com juros, o temido efeito sanfona)

  • Você se sente ainda pior do que antes
  • Espera um pouco e procura a próxima dieta milagrosa, pensando “desta vez será diferente”

 

Esse ciclo não é uma falha sua. É uma falha estrutural do método

 

Pesquisas mostram que mulheres entre 35 e 55 anos, em média, já tentaram entre 15 e 30 dietas diferentes ao longo da vida. Trinta tentativas. Trinta fracassos. Trinta vezes se sentindo culpada, incapaz, envergonhada.

E a cada tentativa, algo piora: o efeito sanfona não apenas te faz recuperar o peso, mas muitas vezes você ganha mais do que perdeu. Seu metabolismo fica cada vez mais confuso. Sua autoconfiança vai pro chão. E o pior: você começa a acreditar que o problema é você.

Quando tratamos a obesidade apenas como uma questão de calorias que entram versus calorias que saem, estamos simplificando brutal e perigosamente um problema complexo, multifatorial e profundamente humano.

 

Estamos ignorando décadas de pesquisas em neurociência, psicologia comportamental e ciência do trauma que nos mostram uma verdade incômoda: se a solução fosse apenas comer menos e se exercitar mais, por que tantas mulheres inteligentes, determinadas, bem-sucedidas em suas carreiras, capazes de gerenciar casa, filhos, trabalho e mil responsabilidades.

Por que essas mulheres ainda lutam ano após ano com seu peso? A resposta está justamente onde ninguém está olhando: dentro de você.

 

A verdade invisível

 

Deixe eu te contar algo que pode mudar completamente sua perspectiva sobre seu peso: você não tem um problema com comida. Você tem um problema que está tentando resolver com comida. Ao longo dos meus 4 anos trabalhando exclusivamente com emagrecimento comportamental e das mulheres que já atendi, descobri um padrão que se repete quase universalmente: a comida deixou de ser apenas alimento.

Ela virou conforto quando você se sentiu sozinha, recompensa quando ninguém reconheceu seu esforço, companhia quando a solidão doía demais. Pausa quando a vida estava caótica demais, Punição quando você se sentiu culpada, controle quando tudo ao redor parecia fora de controle, anestésico para emoções que você não sabia como processar.

 

A neurociência nos mostra algo fascinante: quando comemos alimentos altamente palatáveis (ricos em açúcar, gordura e sal), nosso cérebro libera dopamina, o mesmo neurotransmissor liberado por drogas como cocaína e heroína. Por isso a expressão “viciado em açúcar” não é metáfora. É literalmente o que acontece no seu cérebro.

Mas aqui está o ponto crucial: você não desenvolveu esse padrão porque é fraca ou sem controle. Você desenvolveu porque é humana, e seu cérebro encontrou uma forma rápida e acessível de aliviar dores emocionais que não sabia como processar de outra forma.

 

Pense em quando você come sem fome de verdade. O que normalmente está acontecendo

  • Você acabou de ter uma discussão com alguém?
  • Recebeu uma crítica no trabalho?
  • Está se sentindo invisível no relacionamento?
  • Passou o dia inteiro cuidando de todo mundo menos de você?
  • Está ansiosa com alguma situação futura?
  • Se sentiu rejeitada ou excluída de alguma forma?
  • Está exausta de carregar tantas responsabilidades sozinha?

É aí que mora a verdade: você não está com fome. Você está com uma ferida emocional aberta. Em meus anos trabalhando com essa dor, identifiquei cinco feridas emocionais principais que alimentam (literalmente) os padrões de compulsão e descontrole alimentar. Sáo elas:

 

1. A Ferida da Rejeição

 

Se você cresceu sentindo que não era boa o suficiente, que precisava ser diferente para ser aceita, a comida pode ter se tornado a única coisa que te “aceitava” sem julgamentos. Ela nunca te rejeitou. Estava sempre ali, disponível, sem fazer perguntas.

 

2. A Ferida do Abandono

 

Se você experimentou perdas significativas, separações dolorosas ou sentiu que as pessoas importantes saíram da sua vida, especialmente na infância, pode ter desenvolvido uma relação de dependência emocional com a comida.

 

3. A Ferida da Humilhação

 

Se você foi ridicularizada, envergonhada ou humilhada, especialmente em relação ao seu corpo, peso ou aparência, pode ter desenvolvido dois padrões opostos mas igualmente destrutivos:

Padrão 1: comer como forma de autopunição (“já que dizem que sou gorda mesmo, dane-se, vou comer tudo”).

Padrão 2: usar o peso como armadura protetora. Uma forma inconsciente de se tornar “invisível” ou menos sexual, para não correr o risco de ser machucada novamente.

 

4. A Ferida da Traição

 

Se você sentiu que sua confiança foi quebrada, que foi traída por pessoas em quem acreditava (pais, parceiros, amigos), pode ter desenvolvido dificuldade profunda em confiar, inclusive em si mesma. O padrão de “sabotar” repetidamente a própria dieta ou processo de emagrecimento está frequentemente ligado a essa ferida: “Se eu me decepciono primeiro, pelo menos não dou chance para ninguém me decepcionar.”

 

5. A Ferida da Injustiça

 

Se você cresceu em um ambiente rígido, com regras excessivas, onde seus sentimentos não eram validados e você precisava ser “perfeita”, pode ter desenvolvido uma relação de rigidez e rebeldia com a alimentação.

Cada uma dessas feridas cria padrões neurológicos específicos. Quando você experimenta uma emoção difícil relacionada a essas feridas, rejeição no trabalho, sensação de abandono em um relacionamento, humilhação em uma situação social, seu cérebro automaticamente busca a solução que já aprendeu e registrou como eficaz: comer.

Não é falta de força de vontade. É um padrão neurológico automático que foi criado para te proteger da dor emocional. E aqui está a parte mais importante: enquanto você continuar tratando apenas o sintoma (o peso, a comida), sem olhar para essas feridas emocionais, você vai continuar nesse ciclo infinito.

 

Você pode até perder peso temporariamente com dietas restritivas ou até mesmo com medicações, mas as feridas continuam ali, abertas, esperando o momento certo para serem “alimentadas” novamente. É por isso que tantas mulheres me procuram dizendo exatamente isto: “Eu sei o que preciso fazer, sei o que devo comer, mas simplesmente não consigo fazer.” Porque o problema nunca foi sobre saber. Foi sempre sobre sentir.

 

O caminho: emagrecer de dentro para fora

 

Se você chegou até aqui, provavelmente já está tendo alguns insights sobre sua própria jornada. Talvez esteja começando a conectar os pontos entre situações da sua vida e seus padrões com comida. E se isso está acontecendo, saiba que o processo de transformação mais importante já começou: a consciência.

 

O emagrecimento verdadeiro e sustentável, aquele que não volta mais, não começa na geladeira ou na academia. Começa quando você para de guerrear contra si mesma e começa a entender o que realmente está acontecendo. Começa quando você deixa de ver a comida como inimiga e passa a vê-la como mensageira, uma forma que seu corpo e mente encontraram de comunicar que algo precisa ser cuidado.

Emagrecer de dentro para fora significa tratar a causa raiz, não apenas o sintoma. Minha própria jornada é prova viva disso. Foram anos fazendo dietas, tentando todos os métodos, perdendo e ganhando peso repetidamente, até que finalmente olhei para dentro e entendi que meu peso era apenas a manifestação física de dores emocionais não curadas.

Quando finalmente transformei minha relação com a comida, quando aprendi a processar minhas emoções de formas saudáveis, quando parei de usar comida como anestésico foi aí que emagrecimento real aconteceu. E ela permanece até hoje.

 

Nos meus quatro anos trabalhando exclusivamente com emagrecimento comportamental para mulheres, desenvolvi uma metodologia que integra cinco pilares fundamentais:

 

1. Mentalidade

Antes de mudar o que você come, precisamos mudar como você pensa sobre comida, sobre seu corpo e sobre si mesma. Isso inclui identificar e desafiar crenças limitantes que você carrega há anos:

  • “Eu sempre fui gorda e sempre vou ser”
  • “Eu não tenho força de vontade”
  • “Emagrecer é sofrer”
  • “Meu metabolismo está destruído”
  • “Eu sou diferente, comigo não funciona”

Essas crenças criam sua realidade. Quando transformamos a mentalidade, transformamos as possibilidades.

 

2. Regulação emocional

Aqui está o coração da transformação. Você precisa aprender formas saudáveis de processar e regular suas emoções que não envolvam comida. Isso significa desenvolver repertório emocional: reconhecer o que está sentindo (muitas vezes nem sabemos nomear a emoção), validar essas emoções sem julgamento (“não sou fraca por sentir isso”), e ter ferramentas práticas baseadas em Terapia Cognitivo-Comportamental e neurociência para lidar com elas.

É sobre curar as feridas emocionais que alimentam os padrões compulsivos. Não dá para pular essa parte.

 

3. Estratégias praticas

Sim, a alimentação importa. O movimento importa. Mas não da forma punitiva e restritiva que você está acostumada. Trabalhamos com estratégias alimentares flexíveis, que respeitam suas preferências, sua rotina, sua humanidade e sua realidade de mulher com mil responsabilidades.

Nada de listas intermináveis de alimentos proibidos. Nada de pontos ou matemática obsessiva. Apenas orientações baseadas em evidências científicas que você consegue sustentar pelo resto da vida porque são compatíveis com a sua vida real.

 

4. Mudança de comportamento

Baseada na terapia cognitivo-comportamental, esta parte foca em identificar gatilhos, padrões automáticos e criar novos circuitos neurológicos. É aqui que o conhecimento vira prática. Onde você aprende a agir diferente mesmo quando a emoção está gritando para você agir da forma antiga. Onde construímos, tijolinho por tijolinho, novos hábitos que se tornam automáticos.

 

5. Espiritualidade

Não estou falando necessariamente de religião, mas de conexão com algo maior que você mesma. De encontrar propósito, significado e aceitação profunda. De entender que você é muito mais do que um número na balança.

 

Esse pilar traz a paz interior necessária para que a transformação seja gentil, amorosa e duradoura e não mais uma guerra brutal contra você mesma.

Quando integramos esses cinco pilares, algo quase mágico acontece: você para de fazer dieta e começa a viver de forma diferente. Naturalmente. Sem esforço excessivo. Sem sofrimento. A verdade libertadora é esta: quando você transforma sua relação com a comida, o emagrecimento acontece como consequência natural, não como objetivo forçado.

Você para de comer compulsivamente porque não precisa mais anestesiar emoções, você aprendeu a senti-las e processá-las de forma saudável. Você para de sabotar suas escolhas porque não está mais em guerra consigo mesma, você finalmente está do seu próprio lado.

 

Você para de oscilar entre restrição extrema e descontrole total porque encontrou equilíbrio, um caminho do meio que honra suas necessidades físicas e emocionais. E o mais importante: você para de ver emagrecimento como punição pelo corpo que tem e passa a ver como um ato de amor próprio, de cuidado, de honrar a mulher incrível que você é.

 

A epidemia não vai se resolver com mais dietas

 

Agora você entende por que essa epidemia é silenciosa: porque estamos olhando para o lugar errado. Estamos tratando corpos quando deveríamos estar cuidando de pessoas. Estamos contando calorias quando deveríamos estar validando emoções. Estamos prescrevendo dietas quando deveríamos estar olhando para as emoçôesl. Estamos vendendo remédios milagrosos quando deveríamos estar ensinando regulação emocional.

A epidemia de obesidade não vai se resolver com mais dietas restritivas, mais aplicativos de contagem de calorias, mais shakes substitutos de refeição, mais injeções semanais ou mais campanhas simplistas de “coma menos, mova-se mais”. Ela só vai começar a se resolver quando mudarmos completamente o paradigma.

 

Quando entendermos que obesidade não é uma falha moral, mas uma resposta adaptativa a um ambiente emocional e social desafiador. Quando pararmos de culpabilizar indivíduos e começarmos a oferecer ferramentas reais de transformação. Precisamos de uma mudança de paradigma que reconheça a complexidade do ser humano. Que integre corpo, mente e emoções. Que ofereça compaixão em vez de julgamento. Que cure feridas em vez de apenas prescrever privações.

Então, se você está lendo este artigo e reconheceu sua própria história nas palavras, quero que você pare por um momento. Respire fundo. E se faça estas perguntas:

 

Que emoções estou tentando evitar quando como compulsivamente? Qual ferida emocional pode estar por trás dos meus padrões com comida? O que meu corpo está tentando me dizer através do meu peso? Se minha relação com comida pudesse falar, o que ela estaria pedindo? As respostas a essas perguntas são infinitamente mais importantes do que quantas calorias você consumiu hoje ou quantos quilos a balança marcou esta manhã. Porque a verdade mais libertadora que posso te oferecer é esta: você não está com fome. Você está ferida. E feridas não se curam com restrição, privação ou punição. Elas se curam com cuidado, compreensão e compaixão. Quando você finalmente olha para elas com coragem e amor, quando você as acolhe em vez de negá-las, quando você busca a transformaçâo verdadeira é aí que o milagre acontece.

 

O corpo que você sempre quis, a paz que você tanto busca, a liberdade que parece impossível, nada disso está do outro lado de mais uma dieta restritiva ou de uma injeção semanal. Está do outro lado da cura emocional.
E essa jornada, apesar de desafiadora, é a mais libertadora que você pode fazer. Porque quando você finalmente emagrece de dentro pra fora, a transformação é permanente.

 

* Emi Moraes, psicoterapeuta especializada em emagrecimento comportamental, criadora da metodologia “Emagreça de dentro pra fora”.

Instagram: @euemi_moraes

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