Colunistas

Lei municipal garante ação de prevenção à violência contra mulher em condomínios no Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e Cuidados lançou, uma iniciativa para apoiar a implementação da Lei Municipal nº 8.913, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes em maio de 2025.

 

A nova legislação obriga síndicos e administradores de condomínios residenciais e comerciais a comunicarem às autoridades competentes casos de violência doméstica ocorridos nas dependências dos condomínios.

 

Para facilitar a implementação da lei e apoiar os condomínios, a secretaria disponibilizará materiais informativos da campanha Rio+Seguro para Mulheres sobre a rede de enfrentamento à violência e minicursos sobre as formas de violência e como acionar ajuda às vítimas.

 

Os cursos abordarão os termos da Lei em diversos tipos de violência doméstica

 

“Queremos transformar síndicas, síndicos e funcionários em aliados da rede de proteção. A maior parte dos feminicídios começa com o silêncio. A omissão também mata e os condomínios não podem ser territórios de cumplicidade. Com essa lei, o Rio transforma escuta em política pública”, afirmou a secretária Joyce Trindade.

 

Os administradores receberão os materiais informativos após o preenchimento de um formulário de cadastro e deverão afixar as mensagens em áreas comuns dos prédios.

 

Os cursos oferecidos abordarão o contexto e os termos da Lei nº 8.913, os diversos tipos de violência doméstica, destacando que nem todas são físicas e quais sinais podem incluir mudanças comportamentais, isolamento e outras formas sutis de abuso.

 

Além disso, as videoaulas apresentam o funcionamento da rede de enfrentamento da cidade, incluindo centros especializados de atendimento, núcleos de apoio psicológico e jurídico, e programas que promovem a autonomia das mulheres. Administradores de condomínios interessados em participar da iniciativa podem se cadastrar e acessar os materiais e o minicurso por meio do site oficial da secretaria.

 

Violência contra a mulher

 

A iniciativa surge em resposta à alarmante realidade da violência doméstica, que, segundo dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que 37,5% das mulheres sofreram algum tipo de violência em um período de 12 meses no Brasil, com mais da metade desses casos ocorrendo dentro de casa.

 

A pandemia de covid-19, conforme demonstrado pelo Instituto Igarapé, exacerbou essa situação, tornando ainda mais urgente a criação de mecanismos de apoio e denúncia para as vítimas que muitas vezes estão isoladas em seus lares.

 

Detalhes da Lei Municipal nº 8.913

 

A Lei nº 8.913 estabelece que, ao tomarem conhecimento de casos de violência doméstica contra mulheres, os síndicos e administradores devem comunicar imediatamente à Polícia Civil ou a órgãos municipais competentes, por ligação telefônica. Em outros casos, realizar a denúncia por escrito, presencialmente ou digitalmente, no prazo de até 24 horas após a ciência do fato, incluindo informações que possam identificar a vítima e o agressor.

 

O descumprimento da lei pode resultar em advertência na primeira infração e multa de até R$ 1.000,00 em casos de reincidência. Os valores arrecadados serão destinados a fundos e programas de proteção às vítimas (Com informações da Prefeitura do Rio).

 

* Precisando de assistência jurídica envie uma mensagem pelo Instagram (@maramendes_advogada_) ou ligue para o telefone (021) 98372-7981. Para mais informações, clique aqui!

 

Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da OAB Barra da Tijuca.

Colunistas

Governador sanciona lei que permite uso de spray de pimenta por mulheres no Rio

Com a sanção, o RJ passa a ser o primeiro estado do Brasil a regulamentar o uso civil do spray.

 

Mulheres agora têm garantido o acesso seguro ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa no Estado do Rio. A determinação é da Lei 11.025/25, de autoria original dos deputados Sarah Poncio (SDD) e Rodrigo Amorim (União), aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo, desta quarta-feira (26/11).

 

A norma garante que o spray de extratos vegetais, com concentração máxima de 20%, é um equipamento não letal, podendo, portanto, ser considerado instrumento de legítima defesa para mulheres em território fluminense. De acordo com Poncio, além de ser uma ferramenta de proteção, o equipamento ajudará a coibir casos de assédio, importunação e agressão.

 

“Espero que, a partir desta lei, as pessoas comecem a achar normal a mulher sair com um spray para poder se proteger. O que a gente quer é garantir o direito de defesa”, afirmou a parlamentar.

 

Amorim, por sua vez, acredita que a nova regra poderá servir de exemplo para todo o país. “A cada 10 minutos no Brasil uma mulher é atacada, e no Rio de Janeiro não é diferente. Essa lei é uma iniciativa de vanguarda que dá efetividade a uma luta para preservar e assegurar os direitos das mulheres”, comentou.

 

Regulamentação da venda

 

A venda do spray será restrita às mulheres maiores de 18 anos. No caso das maiores de 16 anos, elas poderão usar o equipamento de defesa desde que autorizadas pelos responsáveis legais. O Estado do Rio também poderá fornecer o spray gratuitamente às mulheres vítimas de violência doméstica protegidas por medida protetiva, com os custos sendo revertidos ao agressor.

 

A comercialização só poderá ser realizada em estabelecimentos farmacêuticos, mediante a apresentação de documento de identidade com foto. Não será necessária apresentação de receita médica e a venda será limitada a duas unidades por pessoa a cada mês. O spray de extratos vegetais para venda ao público deverá ser acondicionado em recipientes com, no máximo, 70g.

 

A lei ainda determina que os recipientes de mais de 50 ml contendo o spray de extratos vegetais, gás de pimenta ou gás OC (oleorresina capsicum) sejam classificados como de uso restrito às Forças Armadas, aos órgãos de segurança pública, às guardas municipais e outros órgãos de segurança do Estado. (Com informações da Alerj)

 

* Precisando de assistência jurídica envie uma mensagem pelo Instagram ou ligue para o telefone (021) 98372-7981.

 

Para mais informações, clique aqui!

 

Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário, consumidor, família e divórcio. Integrante da Comissão de diversidade religiosa e neurociência da OAB-Barra.

Colunistas

O que seu dentista consegue ver antes mesmo de você sentir dor

Muita gente acredita que o dentista só deve ser procurado quando algo dói. Mas quando a dor aparece, o problema já está avançado. A odontologia moderna permite identificar alterações muito antes de qualquer sintoma — e esse é o grande objetivo da prevenção.

 

Durante uma consulta de rotina, o dentista consegue identificar inflamações iniciais, início de lesões de cárie, sinais de desgaste por bruxismo, retrações gengivais, alterações na mordida, pequenas fraturas, início de uma perda óssea.

 

Exames complementares — como tomografias, radiografias, testes de saliva, escaneamento digital 3D — revelam detalhes invisíveis a olho nu e ajudam no diagnóstico precoce. Esse olhar atento evita tratamentos longos, dolorosos e custosos, preserva estruturas naturais e garante mais conforto e saúde.

 

A dor é o último aviso do corpo. Cuidar antes dela aparecer é o caminho mais inteligente.

 

* Dra. Bárbara Galdeano é cirurgiã-dentista com mais de 20 anos de experiência clínica.

 

Fundadora da Galdeano Odontologia & Saúde, é idealizadora do Programa ECOA, um modelo de atenção odontológica focado na prevenção, acolhimento e educação do paciente. Reconhecida por sua atuação ética, humanizada e atualizada com as inovações da odontologia digital, acredita que a saúde bucal é parte essencial da saúde geral e deve ser promovida com proximidade, escuta e propósito.

 

Para conhecer você pode ligar para o Whatsapp: (21) 98135-0401

Acessar o Instagram: https://www.instagram.com/galdeanoodontologia ou o site www.galdeanoodontologia.com.br

Colunistas

Cerca de 62% dos brasileiros adultos estão acima do peso

Os números são alarmantes: 62% dos brasileiros adultos estão acima do peso, e cerca de um em cada quatro convive com a obesidade. Se você acha que isso é assustador, saiba que em apenas duas décadas, o Brasil praticamente dobrou seus índices de obesidade, tornando-se um dos países com maior crescimento dessa condição no mundo.

 

A pandemia de Covid-19 acelerou ainda mais essa crise silenciosa. Durante o isolamento social, o ganho de peso médio por brasileiro foi de 7 quilos, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). E não, não foi apenas o sedentarismo ou o acesso facilitado à geladeira, foi algo muito mais profundo.

Para as mulheres entre 35 e 55 anos, esse cenário é ainda mais crítico. Dados recentes mostram que 70% das mulheres nessa faixa etária tentaram emagrecer nos últimos 12 meses. E aqui está o dado mais revelador: a vasta maioria falhou. Não por falta de esforço, mas porque tentaram da forma errada.

 

Os custos vão além da balança. A obesidade é hoje a principal causa evitável de morte no Brasil, superando até mesmo o tabagismo. Ela está diretamente relacionada a diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer e problemas articulares. O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta bilhões anualmente tratando doenças relacionadas à obesidade.

Mas por trás desses números frios existe uma realidade devastadora: são 27,9 milhões de mulheres brasileiras com sobrepeso ou obesidade, cada uma carregando suas próprias histórias de frustração, culpa e dor. Mulheres que já gastaram entre R$ 5 mil e R$ 20 mil tentando emagrecer e ainda assim estão presas no ciclo interminável do efeito sanfona.

 

A epidemia é silenciosa porque o verdadeiro sofrimento acontece nos bastidores, longe dos holofotes. Acontece quando você evita espelhos e fotos. Quando guarda roupas de três tamanhos diferentes “para quando emagrecer”. Quando cancela viagens e eventos porque não quer ser vista assim. Quando o relacionamento íntimo esfria porque você não se sente desejável. Quando seus filhos comentam sobre seu peso e você morre por dentro.

 

O que não está funcionando

 

Se você já tentou emagrecer seguindo uma dieta restritiva, se já contou cada caloria obsessivamente, se já eliminou carboidratos ou gorduras completamente da sua vida, se já se matriculou naquela academia cara com promessa de “transformação em 90 dias” você não está sozinha.

E se esses métodos não funcionaram a longo prazo, você definitivamente não está sozinha.

 

A verdade inconveniente que a indústria bilionária do emagrecimento não quer que você saiba é esta: 95% das dietas restritivas falham em um prazo de 5 anos. Se 95% das pessoas falham, será que o problema está nas pessoas ou no método? Você não é fraca. Não é preguiçosa. Não tem “falta de força de vontade”. O método que está sendo vendido para você é que está falido.

 

O mercado de emagrecimento movimenta bilhões de reais anualmente vendendo a mesma promessa embalada de formas diferentes: “coma menos, exercite-se mais, tenha disciplina”. Shakes substitutos de refeição. Dietas com nomes chamativos (low carb, cetogênica, jejum intermitente, detox). Aplicativos que transformam a alimentação em matemática obsessiva. Planos alimentares que eliminam completamente o prazer de comer.

 

E o mais absurdo? Recentemente vimos a explosão dos “remédios milagrosos” para emagrecimento, injeções semanais que prometem perda de peso rápida e fácil. Ozempic, Wegovy, Mounjaro viraram quase moda nas rodas de conversa. E o que ninguém te conta é que assim que você para de tomar, o peso volta. Porque, mais uma vez, estamos tratando o sintoma e ignorando a causa. Tudo isso focado exclusivamente no corpo físico. Como se você fosse apenas um saco de carne que precisa de menos combustível.

 

O resultado? Um ciclo vicioso e doloroso que você conhece muito bem:

  • Você começa uma nova dieta cheia de motivação e esperança (outra vez)
    Segue as regras rigidamente, privando-se de alimentos que ama
  • Perde alguns quilos inicialmente (sim!) O corpo entra em modo de escassez, o metabolismo desacelera A vida acontece: estresse no trabalho, problema familiar, uma emoção difícil. Você “quebra” a dieta e come aquilo que estava proibidoVem a culpa avassaladora, a sensação de fracasso familiar.

 

O peso volta (às vezes com juros, o temido efeito sanfona)

  • Você se sente ainda pior do que antes
  • Espera um pouco e procura a próxima dieta milagrosa, pensando “desta vez será diferente”

 

Esse ciclo não é uma falha sua. É uma falha estrutural do método

 

Pesquisas mostram que mulheres entre 35 e 55 anos, em média, já tentaram entre 15 e 30 dietas diferentes ao longo da vida. Trinta tentativas. Trinta fracassos. Trinta vezes se sentindo culpada, incapaz, envergonhada.

E a cada tentativa, algo piora: o efeito sanfona não apenas te faz recuperar o peso, mas muitas vezes você ganha mais do que perdeu. Seu metabolismo fica cada vez mais confuso. Sua autoconfiança vai pro chão. E o pior: você começa a acreditar que o problema é você.

Quando tratamos a obesidade apenas como uma questão de calorias que entram versus calorias que saem, estamos simplificando brutal e perigosamente um problema complexo, multifatorial e profundamente humano.

 

Estamos ignorando décadas de pesquisas em neurociência, psicologia comportamental e ciência do trauma que nos mostram uma verdade incômoda: se a solução fosse apenas comer menos e se exercitar mais, por que tantas mulheres inteligentes, determinadas, bem-sucedidas em suas carreiras, capazes de gerenciar casa, filhos, trabalho e mil responsabilidades.

Por que essas mulheres ainda lutam ano após ano com seu peso? A resposta está justamente onde ninguém está olhando: dentro de você.

 

A verdade invisível

 

Deixe eu te contar algo que pode mudar completamente sua perspectiva sobre seu peso: você não tem um problema com comida. Você tem um problema que está tentando resolver com comida. Ao longo dos meus 4 anos trabalhando exclusivamente com emagrecimento comportamental e das mulheres que já atendi, descobri um padrão que se repete quase universalmente: a comida deixou de ser apenas alimento.

Ela virou conforto quando você se sentiu sozinha, recompensa quando ninguém reconheceu seu esforço, companhia quando a solidão doía demais. Pausa quando a vida estava caótica demais, Punição quando você se sentiu culpada, controle quando tudo ao redor parecia fora de controle, anestésico para emoções que você não sabia como processar.

 

A neurociência nos mostra algo fascinante: quando comemos alimentos altamente palatáveis (ricos em açúcar, gordura e sal), nosso cérebro libera dopamina, o mesmo neurotransmissor liberado por drogas como cocaína e heroína. Por isso a expressão “viciado em açúcar” não é metáfora. É literalmente o que acontece no seu cérebro.

Mas aqui está o ponto crucial: você não desenvolveu esse padrão porque é fraca ou sem controle. Você desenvolveu porque é humana, e seu cérebro encontrou uma forma rápida e acessível de aliviar dores emocionais que não sabia como processar de outra forma.

 

Pense em quando você come sem fome de verdade. O que normalmente está acontecendo

  • Você acabou de ter uma discussão com alguém?
  • Recebeu uma crítica no trabalho?
  • Está se sentindo invisível no relacionamento?
  • Passou o dia inteiro cuidando de todo mundo menos de você?
  • Está ansiosa com alguma situação futura?
  • Se sentiu rejeitada ou excluída de alguma forma?
  • Está exausta de carregar tantas responsabilidades sozinha?

É aí que mora a verdade: você não está com fome. Você está com uma ferida emocional aberta. Em meus anos trabalhando com essa dor, identifiquei cinco feridas emocionais principais que alimentam (literalmente) os padrões de compulsão e descontrole alimentar. Sáo elas:

 

1. A Ferida da Rejeição

 

Se você cresceu sentindo que não era boa o suficiente, que precisava ser diferente para ser aceita, a comida pode ter se tornado a única coisa que te “aceitava” sem julgamentos. Ela nunca te rejeitou. Estava sempre ali, disponível, sem fazer perguntas.

 

2. A Ferida do Abandono

 

Se você experimentou perdas significativas, separações dolorosas ou sentiu que as pessoas importantes saíram da sua vida, especialmente na infância, pode ter desenvolvido uma relação de dependência emocional com a comida.

 

3. A Ferida da Humilhação

 

Se você foi ridicularizada, envergonhada ou humilhada, especialmente em relação ao seu corpo, peso ou aparência, pode ter desenvolvido dois padrões opostos mas igualmente destrutivos:

Padrão 1: comer como forma de autopunição (“já que dizem que sou gorda mesmo, dane-se, vou comer tudo”).

Padrão 2: usar o peso como armadura protetora. Uma forma inconsciente de se tornar “invisível” ou menos sexual, para não correr o risco de ser machucada novamente.

 

4. A Ferida da Traição

 

Se você sentiu que sua confiança foi quebrada, que foi traída por pessoas em quem acreditava (pais, parceiros, amigos), pode ter desenvolvido dificuldade profunda em confiar, inclusive em si mesma. O padrão de “sabotar” repetidamente a própria dieta ou processo de emagrecimento está frequentemente ligado a essa ferida: “Se eu me decepciono primeiro, pelo menos não dou chance para ninguém me decepcionar.”

 

5. A Ferida da Injustiça

 

Se você cresceu em um ambiente rígido, com regras excessivas, onde seus sentimentos não eram validados e você precisava ser “perfeita”, pode ter desenvolvido uma relação de rigidez e rebeldia com a alimentação.

Cada uma dessas feridas cria padrões neurológicos específicos. Quando você experimenta uma emoção difícil relacionada a essas feridas, rejeição no trabalho, sensação de abandono em um relacionamento, humilhação em uma situação social, seu cérebro automaticamente busca a solução que já aprendeu e registrou como eficaz: comer.

Não é falta de força de vontade. É um padrão neurológico automático que foi criado para te proteger da dor emocional. E aqui está a parte mais importante: enquanto você continuar tratando apenas o sintoma (o peso, a comida), sem olhar para essas feridas emocionais, você vai continuar nesse ciclo infinito.

 

Você pode até perder peso temporariamente com dietas restritivas ou até mesmo com medicações, mas as feridas continuam ali, abertas, esperando o momento certo para serem “alimentadas” novamente. É por isso que tantas mulheres me procuram dizendo exatamente isto: “Eu sei o que preciso fazer, sei o que devo comer, mas simplesmente não consigo fazer.” Porque o problema nunca foi sobre saber. Foi sempre sobre sentir.

 

O caminho: emagrecer de dentro para fora

 

Se você chegou até aqui, provavelmente já está tendo alguns insights sobre sua própria jornada. Talvez esteja começando a conectar os pontos entre situações da sua vida e seus padrões com comida. E se isso está acontecendo, saiba que o processo de transformação mais importante já começou: a consciência.

 

O emagrecimento verdadeiro e sustentável, aquele que não volta mais, não começa na geladeira ou na academia. Começa quando você para de guerrear contra si mesma e começa a entender o que realmente está acontecendo. Começa quando você deixa de ver a comida como inimiga e passa a vê-la como mensageira, uma forma que seu corpo e mente encontraram de comunicar que algo precisa ser cuidado.

Emagrecer de dentro para fora significa tratar a causa raiz, não apenas o sintoma. Minha própria jornada é prova viva disso. Foram anos fazendo dietas, tentando todos os métodos, perdendo e ganhando peso repetidamente, até que finalmente olhei para dentro e entendi que meu peso era apenas a manifestação física de dores emocionais não curadas.

Quando finalmente transformei minha relação com a comida, quando aprendi a processar minhas emoções de formas saudáveis, quando parei de usar comida como anestésico foi aí que emagrecimento real aconteceu. E ela permanece até hoje.

 

Nos meus quatro anos trabalhando exclusivamente com emagrecimento comportamental para mulheres, desenvolvi uma metodologia que integra cinco pilares fundamentais:

 

1. Mentalidade

Antes de mudar o que você come, precisamos mudar como você pensa sobre comida, sobre seu corpo e sobre si mesma. Isso inclui identificar e desafiar crenças limitantes que você carrega há anos:

  • “Eu sempre fui gorda e sempre vou ser”
  • “Eu não tenho força de vontade”
  • “Emagrecer é sofrer”
  • “Meu metabolismo está destruído”
  • “Eu sou diferente, comigo não funciona”

Essas crenças criam sua realidade. Quando transformamos a mentalidade, transformamos as possibilidades.

 

2. Regulação emocional

Aqui está o coração da transformação. Você precisa aprender formas saudáveis de processar e regular suas emoções que não envolvam comida. Isso significa desenvolver repertório emocional: reconhecer o que está sentindo (muitas vezes nem sabemos nomear a emoção), validar essas emoções sem julgamento (“não sou fraca por sentir isso”), e ter ferramentas práticas baseadas em Terapia Cognitivo-Comportamental e neurociência para lidar com elas.

É sobre curar as feridas emocionais que alimentam os padrões compulsivos. Não dá para pular essa parte.

 

3. Estratégias praticas

Sim, a alimentação importa. O movimento importa. Mas não da forma punitiva e restritiva que você está acostumada. Trabalhamos com estratégias alimentares flexíveis, que respeitam suas preferências, sua rotina, sua humanidade e sua realidade de mulher com mil responsabilidades.

Nada de listas intermináveis de alimentos proibidos. Nada de pontos ou matemática obsessiva. Apenas orientações baseadas em evidências científicas que você consegue sustentar pelo resto da vida porque são compatíveis com a sua vida real.

 

4. Mudança de comportamento

Baseada na terapia cognitivo-comportamental, esta parte foca em identificar gatilhos, padrões automáticos e criar novos circuitos neurológicos. É aqui que o conhecimento vira prática. Onde você aprende a agir diferente mesmo quando a emoção está gritando para você agir da forma antiga. Onde construímos, tijolinho por tijolinho, novos hábitos que se tornam automáticos.

 

5. Espiritualidade

Não estou falando necessariamente de religião, mas de conexão com algo maior que você mesma. De encontrar propósito, significado e aceitação profunda. De entender que você é muito mais do que um número na balança.

 

Esse pilar traz a paz interior necessária para que a transformação seja gentil, amorosa e duradoura e não mais uma guerra brutal contra você mesma.

Quando integramos esses cinco pilares, algo quase mágico acontece: você para de fazer dieta e começa a viver de forma diferente. Naturalmente. Sem esforço excessivo. Sem sofrimento. A verdade libertadora é esta: quando você transforma sua relação com a comida, o emagrecimento acontece como consequência natural, não como objetivo forçado.

Você para de comer compulsivamente porque não precisa mais anestesiar emoções, você aprendeu a senti-las e processá-las de forma saudável. Você para de sabotar suas escolhas porque não está mais em guerra consigo mesma, você finalmente está do seu próprio lado.

 

Você para de oscilar entre restrição extrema e descontrole total porque encontrou equilíbrio, um caminho do meio que honra suas necessidades físicas e emocionais. E o mais importante: você para de ver emagrecimento como punição pelo corpo que tem e passa a ver como um ato de amor próprio, de cuidado, de honrar a mulher incrível que você é.

 

A epidemia não vai se resolver com mais dietas

 

Agora você entende por que essa epidemia é silenciosa: porque estamos olhando para o lugar errado. Estamos tratando corpos quando deveríamos estar cuidando de pessoas. Estamos contando calorias quando deveríamos estar validando emoções. Estamos prescrevendo dietas quando deveríamos estar olhando para as emoçôesl. Estamos vendendo remédios milagrosos quando deveríamos estar ensinando regulação emocional.

A epidemia de obesidade não vai se resolver com mais dietas restritivas, mais aplicativos de contagem de calorias, mais shakes substitutos de refeição, mais injeções semanais ou mais campanhas simplistas de “coma menos, mova-se mais”. Ela só vai começar a se resolver quando mudarmos completamente o paradigma.

 

Quando entendermos que obesidade não é uma falha moral, mas uma resposta adaptativa a um ambiente emocional e social desafiador. Quando pararmos de culpabilizar indivíduos e começarmos a oferecer ferramentas reais de transformação. Precisamos de uma mudança de paradigma que reconheça a complexidade do ser humano. Que integre corpo, mente e emoções. Que ofereça compaixão em vez de julgamento. Que cure feridas em vez de apenas prescrever privações.

Então, se você está lendo este artigo e reconheceu sua própria história nas palavras, quero que você pare por um momento. Respire fundo. E se faça estas perguntas:

 

Que emoções estou tentando evitar quando como compulsivamente? Qual ferida emocional pode estar por trás dos meus padrões com comida? O que meu corpo está tentando me dizer através do meu peso? Se minha relação com comida pudesse falar, o que ela estaria pedindo? As respostas a essas perguntas são infinitamente mais importantes do que quantas calorias você consumiu hoje ou quantos quilos a balança marcou esta manhã. Porque a verdade mais libertadora que posso te oferecer é esta: você não está com fome. Você está ferida. E feridas não se curam com restrição, privação ou punição. Elas se curam com cuidado, compreensão e compaixão. Quando você finalmente olha para elas com coragem e amor, quando você as acolhe em vez de negá-las, quando você busca a transformaçâo verdadeira é aí que o milagre acontece.

 

O corpo que você sempre quis, a paz que você tanto busca, a liberdade que parece impossível, nada disso está do outro lado de mais uma dieta restritiva ou de uma injeção semanal. Está do outro lado da cura emocional.
E essa jornada, apesar de desafiadora, é a mais libertadora que você pode fazer. Porque quando você finalmente emagrece de dentro pra fora, a transformação é permanente.

 

* Emi Moraes, psicoterapeuta especializada em emagrecimento comportamental, criadora da metodologia “Emagreça de dentro pra fora”.

Instagram: @euemi_moraes

Áudios motivacionais gratuitos: clique aqui!

Colunistas

Trabalhadora grávida não pode ser demitida sem justa causa

Quando a demissão é ilegal?
A demissão sem justa causa da grávida é considerada ilegal quando a empresa não tem um motivo grave e a funcionária está grávida ou engravidou durante o contrato de trabalho, mesmo que a gravidez só seja descoberta depois da demissão.

O que acontece se a demissão ilegal da grávida ocorrer?

A trabalhadora pode buscar a reintegração ao trabalho ou o pagamento de uma indenização que cubra os salários e benefícios que teriam sido recebidos até o término do período de estabilidade, que vai até 5 meses após o parto. Exceções à regra

Demissão por justa causa
A única exceção é a demissão por justa causa, quando a trabalhadora comete uma falta grave prevista no artigo 482 da CLT. No entanto, a empresa precisa comprovar robustamente essa falta para que a demissão seja mantida pela justiça. 
Contratos temporários em empresas privadas
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o direito à estabilidade não se aplica a trabalhadoras em contratos temporários com empresas privadas.

Se você precisa de ajuda envie uma mensagem ou me chame no WhatsApp (021) 98372-7981. Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui! 

  • Siga: @maramendes_advogada
  • * Dra. Mara Mendes, advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário,  consumidor, família e divórcio.
Colunistas

No verão, cuidar da pele, do cabelo e da saúde não é frescura, é responsabilidade

No verão, proteger-se começa antes de sair de casa. Consultar o nível de radiação UV no aplicativo do tempo do celular é uma estratégia simples, prática e eficaz

 

Índice UV acima de 6 exige atenção redobrada, acima de 8, a exposição sem proteção torna-se perigosa. Em dias com índice elevado, é prudente reforçar o protetor solar, usar chapéu, camiseta UV e evitar o sol entre 10h e 16h, quando o sol é mais agressivo. Não é preciso deixar de aproveitar a estação, basta reorganizar os momentos ao ar livre, priorizando o início da manhã e o final da tarde.

 

A cada temporada, os índices de radiação UV aumentam, e com eles cresce o risco de danos cumulativos à saúde. Um ponto importante é o impacto das queimaduras solares na infância: ter cinco ou mais queimaduras com bolhas antes dos 20 anos pode dobrar o risco de melanoma ao longo da vida, conforme apontam pesquisas da American Cancer Society e do National Cancer Institute. Isso acontece porque a radiação UV danifica o DNA das células da pele, e repetidos ciclos de dano e reparo aumentam a chance de mutações malignas.

 

Mas afinal, o que é o melanoma? O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, que dá cor à pele. Diferente dos carcinomas basocelular e espinocelular, o melanoma tem alto potencial de metástase, podendo se espalhar rapidamente. Quando diagnosticado cedo, tem altas taxas de cura, quando descoberto tardiamente, o prognóstico se torna muito mais complexo. Daí a importância da prevenção e da vigilância.

 

A saúde dos cabelos também sofre com o calor. A radiação UV degrada proteínas como a queratina, aumenta o ressecamento e desbota fios tingidos. O sal do mar e o cloro da piscina intensificam a perda de água, deixando os fios mais frágeis. Hidratações semanais, produtos com filtro UV e o hábito de enxaguar o cabelo logo após o mergulho fazem toda a diferença nos cuidados.

 

Outra aliada importante para se cuidar no verão é a alimentação, que pode reforçar a defesa natural da pele. Antioxidantes presentes em frutas vermelhas, cenoura, mamão, folhas verde-escuras, além de alimentos ricos em ômega-3, ajudam a combater radicais livres produzidos pela exposição solar. Manter a hidratação adequada também é essencial para preservar a saúde.

 

E quando se fala em verão, não podemos ignorar o cuidado com as crianças, que são as mais vulneráveis aos efeitos nocivos do sol e também às situações de risco nas praias e piscinas. Além do protetor, chapéu e roupas com proteção UV, uma dica simples que salva vidas é vestir os pequenos com cores vibrantes ao entrar no mar. Estudos de engenharia marítima e salvamento mostram que amarelo neon, laranja e rosa-choque são detectados com mais facilidade mesmo em águas agitadas. Isso aumenta a visibilidade e agiliza o resgate em situações de correntezas ou distração rápida dos adultos.

 

Vale também orientar sobre não ficar de costas para o mar, respeitar bandeiras de segurança e manter supervisão constante de “braço estendido”, ou seja, perto o suficiente para alcançar a criança imediatamente, e nunca apenas “no campo de visão”.

 

O verão é, sem dúvida, uma das épocas mais gostosas do ano. Porém, aproveitar a estação não significa se expor sem responsabilidade. Significa cuidar do corpo hoje para colher saúde e tranquilidade amanhã. Proteger a pele, o cabelo e, acima de tudo, a vida deve ser sempre prioridade.

 

* Patrícia Rondon Gallina Menegassa é farmacêutica, especialista em farmácia estética, mestre em ciências farmacêuticas e professora da Uninter.

 

Colunistas

Letramento Racial: a estratégia inteligente que protege sua imagem e multiplica talentos

No cenário de negócios de hoje, ser considerada uma empresa moderna e ética não é um bônus, é uma necessidade. O público está mais atento, e o digital amplifica cada erro. Por isso, a pauta da Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) deixou de ser apenas um tema de Recursos Humanos para se tornar uma ferramenta estratégica de mercado e de gestão de riscos. E o primeiro passo nessa jornada, crucial para quem está em posição de liderança e influência, é o Letramento Racial.

O que é Letramento Racial?

Letramento Racial é o processo contínuo de educação e conscientização que permite, principalmente às pessoas em posições de influência, compreenderem as dinâmicas raciais da sociedade, entenderem como elas se manifestam nas instituições e nas atitudes cotidianas, e agirem de forma proativa para a equidade.

Não se trata de buscar falhas, mas de assumir a responsabilidade pela construção de um ambiente mais justo e inclusivo. Para quem ocupa posições de liderança, é uma parte do mapa que ensina a enxergar as barreiras que não se aplicam à sua própria experiência, transformando a desatenção inconsciente em visão estratégica.

O Letramento Racial é o investimento que te coloca à frente, garantindo que sua empresa esteja alinhada com as transformações sociais.

Gestão de riscos: proteção da marca e da imagem profissional

No mundo conectado, um deslize de comunicação, um comentário desavisado de um líder ou uma falha na cultura da empresa pode se tornar uma crise de imagem em minutos. O Letramento Racial funciona como um investimento preventivo:

  1. Minimização de conflitos: ao capacitar líderes e colaboradores, você reduz a chance de situações delicadas (mesmo que não intencionais) que podem gerar desconforto e danos à reputação corporativa.

  2. Transparência e credibilidade: consumidores, parceiros e investidores valorizam marcas que demonstram compromisso genuíno com a inclusão. O letramento mostra que a empresa está investindo na melhoria de sua cultura.

  3. Liderança de valor: para a sua imagem profissional, ser um líder informado sobre questões raciais indica maturidade, visão de futuro e preparo para gerir a complexidade de uma sociedade plural.

Estratégia de mercado: vantagem competitiva em quatro pilares

O impacto positivo do Letramento Racial vai além da prevenção de crises; ele gera valor real para o negócio:

  1. Atração e retenção de talentos

Profissionais de alta performance buscam ativamente empresas onde se sintam valorizados e respeitados. Uma cultura corporativa que promove ativamente a inclusão e oferece desenvolvimento contínuo (como o Letramento Racial) é um imã para os melhores. É preciso garantir que o ambiente seja propício para o crescimento de todos.

Senso de pertencimento (Cultura Organizacional)
Quando a inclusão é genuína, todos os colaboradores, de diferentes origens, sentem que suas contribuições importam. Isso eleva o engajamento, a lealdade e a motivação da equipe. Uma cultura forte, que valoriza a diversidade, se traduz em um time mais unido e produtivo.

  1. Inovação e resultados financeiros

Estudos globais mostram consistentemente que empresas com times mais diversos (racial, cultural e de gênero) são mais inovadoras e apresentam melhor performance financeira. A pluralidade de experiências traz diferentes pontos de vista para a mesa, permitindo soluções criativas e uma maior compreensão das necessidades de um mercado consumidor cada vez mais amplo.

  1. Preparação para o futuro

No Brasil, mais da metade da população tem origem negra. Desconsiderar o tema racial é, na prática, desconsiderar a maior parte do seu mercado consumidor e da força de trabalho.

O Letramento Racial é o investimento que te coloca à frente, garantindo que sua empresa esteja alinhada com as transformações sociais e preparada para liderar em um futuro mais equitativo.

Conheça nosso Curso de Letramento Racial

Temos uma oportunidade imperdível: um curso de Letramento Racial online e ao vivo que acontecerá dia 25.10. Para garantir que sua empresa ou sua trajetória profissional esteja à prova de futuro, conheça a ementa completa e faça sua inscrição através deste link.


Certificação: o certificado do curso será emitido pela ESA Barra da Tijuca, agregando alto valor e reconhecimento institucional ao seu desenvolvimento profissional.

Artigo escrito por Anna Luisa Silva, CEO da Lati Bere Consultoria, Gestora de Pessoas, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduanda em Educação Corporativa e Diversidade e Inclusão nas Organizações.