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Beleza (41) Carreira & negócios (135) Comportamento (39) Cultura (6) Eventos (37) Gastronomia (3) Maternidade (47) Moda (30) Saúde & Bem-estar (104)O que seu dentista consegue ver antes mesmo de você sentir dor
Muita gente acredita que o dentista só deve ser procurado quando algo dói. Mas quando a dor aparece, o problema já está avançado. A odontologia moderna permite identificar alterações muito antes de qualquer sintoma — e esse é o grande objetivo da prevenção.
Durante uma consulta de rotina, o dentista consegue identificar inflamações iniciais, início de lesões de cárie, sinais de desgaste por bruxismo, retrações gengivais, alterações na mordida, pequenas fraturas, início de uma perda óssea.
Exames complementares — como tomografias, radiografias, testes de saliva, escaneamento digital 3D — revelam detalhes invisíveis a olho nu e ajudam no diagnóstico precoce. Esse olhar atento evita tratamentos longos, dolorosos e custosos, preserva estruturas naturais e garante mais conforto e saúde.
A dor é o último aviso do corpo. Cuidar antes dela aparecer é o caminho mais inteligente.
* Dra. Bárbara Galdeano é cirurgiã-dentista com mais de 20 anos de experiência clínica.
Fundadora da Galdeano Odontologia & Saúde, é idealizadora do Programa ECOA, um modelo de atenção odontológica focado na prevenção, acolhimento e educação do paciente. Reconhecida por sua atuação ética, humanizada e atualizada com as inovações da odontologia digital, acredita que a saúde bucal é parte essencial da saúde geral e deve ser promovida com proximidade, escuta e propósito.
Para conhecer você pode ligar para o Whatsapp: (21) 98135-0401
Acessar o Instagram: https://www.instagram.com/galdeanoodontologia ou o site www.galdeanoodontologia.com.br
Cerca de 62% dos brasileiros adultos estão acima do peso
Os números são alarmantes: 62% dos brasileiros adultos estão acima do peso, e cerca de um em cada quatro convive com a obesidade. Se você acha que isso é assustador, saiba que em apenas duas décadas, o Brasil praticamente dobrou seus índices de obesidade, tornando-se um dos países com maior crescimento dessa condição no mundo.
A pandemia de Covid-19 acelerou ainda mais essa crise silenciosa. Durante o isolamento social, o ganho de peso médio por brasileiro foi de 7 quilos, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). E não, não foi apenas o sedentarismo ou o acesso facilitado à geladeira, foi algo muito mais profundo.
Para as mulheres entre 35 e 55 anos, esse cenário é ainda mais crítico. Dados recentes mostram que 70% das mulheres nessa faixa etária tentaram emagrecer nos últimos 12 meses. E aqui está o dado mais revelador: a vasta maioria falhou. Não por falta de esforço, mas porque tentaram da forma errada.
Os custos vão além da balança. A obesidade é hoje a principal causa evitável de morte no Brasil, superando até mesmo o tabagismo. Ela está diretamente relacionada a diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer e problemas articulares. O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta bilhões anualmente tratando doenças relacionadas à obesidade.
Mas por trás desses números frios existe uma realidade devastadora: são 27,9 milhões de mulheres brasileiras com sobrepeso ou obesidade, cada uma carregando suas próprias histórias de frustração, culpa e dor. Mulheres que já gastaram entre R$ 5 mil e R$ 20 mil tentando emagrecer e ainda assim estão presas no ciclo interminável do efeito sanfona.
A epidemia é silenciosa porque o verdadeiro sofrimento acontece nos bastidores, longe dos holofotes. Acontece quando você evita espelhos e fotos. Quando guarda roupas de três tamanhos diferentes “para quando emagrecer”. Quando cancela viagens e eventos porque não quer ser vista assim. Quando o relacionamento íntimo esfria porque você não se sente desejável. Quando seus filhos comentam sobre seu peso e você morre por dentro.
O que não está funcionando
Se você já tentou emagrecer seguindo uma dieta restritiva, se já contou cada caloria obsessivamente, se já eliminou carboidratos ou gorduras completamente da sua vida, se já se matriculou naquela academia cara com promessa de “transformação em 90 dias” você não está sozinha.
E se esses métodos não funcionaram a longo prazo, você definitivamente não está sozinha.
A verdade inconveniente que a indústria bilionária do emagrecimento não quer que você saiba é esta: 95% das dietas restritivas falham em um prazo de 5 anos. Se 95% das pessoas falham, será que o problema está nas pessoas ou no método? Você não é fraca. Não é preguiçosa. Não tem “falta de força de vontade”. O método que está sendo vendido para você é que está falido.
O mercado de emagrecimento movimenta bilhões de reais anualmente vendendo a mesma promessa embalada de formas diferentes: “coma menos, exercite-se mais, tenha disciplina”. Shakes substitutos de refeição. Dietas com nomes chamativos (low carb, cetogênica, jejum intermitente, detox). Aplicativos que transformam a alimentação em matemática obsessiva. Planos alimentares que eliminam completamente o prazer de comer.
E o mais absurdo? Recentemente vimos a explosão dos “remédios milagrosos” para emagrecimento, injeções semanais que prometem perda de peso rápida e fácil. Ozempic, Wegovy, Mounjaro viraram quase moda nas rodas de conversa. E o que ninguém te conta é que assim que você para de tomar, o peso volta. Porque, mais uma vez, estamos tratando o sintoma e ignorando a causa. Tudo isso focado exclusivamente no corpo físico. Como se você fosse apenas um saco de carne que precisa de menos combustível.
O resultado? Um ciclo vicioso e doloroso que você conhece muito bem:
- Você começa uma nova dieta cheia de motivação e esperança (outra vez)
Segue as regras rigidamente, privando-se de alimentos que ama - Perde alguns quilos inicialmente (sim!) O corpo entra em modo de escassez, o metabolismo desacelera A vida acontece: estresse no trabalho, problema familiar, uma emoção difícil. Você “quebra” a dieta e come aquilo que estava proibidoVem a culpa avassaladora, a sensação de fracasso familiar.
O peso volta (às vezes com juros, o temido efeito sanfona)
- Você se sente ainda pior do que antes
- Espera um pouco e procura a próxima dieta milagrosa, pensando “desta vez será diferente”
Esse ciclo não é uma falha sua. É uma falha estrutural do método
Pesquisas mostram que mulheres entre 35 e 55 anos, em média, já tentaram entre 15 e 30 dietas diferentes ao longo da vida. Trinta tentativas. Trinta fracassos. Trinta vezes se sentindo culpada, incapaz, envergonhada.
E a cada tentativa, algo piora: o efeito sanfona não apenas te faz recuperar o peso, mas muitas vezes você ganha mais do que perdeu. Seu metabolismo fica cada vez mais confuso. Sua autoconfiança vai pro chão. E o pior: você começa a acreditar que o problema é você.
Quando tratamos a obesidade apenas como uma questão de calorias que entram versus calorias que saem, estamos simplificando brutal e perigosamente um problema complexo, multifatorial e profundamente humano.
Estamos ignorando décadas de pesquisas em neurociência, psicologia comportamental e ciência do trauma que nos mostram uma verdade incômoda: se a solução fosse apenas comer menos e se exercitar mais, por que tantas mulheres inteligentes, determinadas, bem-sucedidas em suas carreiras, capazes de gerenciar casa, filhos, trabalho e mil responsabilidades.
Por que essas mulheres ainda lutam ano após ano com seu peso? A resposta está justamente onde ninguém está olhando: dentro de você.
A verdade invisível
Deixe eu te contar algo que pode mudar completamente sua perspectiva sobre seu peso: você não tem um problema com comida. Você tem um problema que está tentando resolver com comida. Ao longo dos meus 4 anos trabalhando exclusivamente com emagrecimento comportamental e das mulheres que já atendi, descobri um padrão que se repete quase universalmente: a comida deixou de ser apenas alimento.
Ela virou conforto quando você se sentiu sozinha, recompensa quando ninguém reconheceu seu esforço, companhia quando a solidão doía demais. Pausa quando a vida estava caótica demais, Punição quando você se sentiu culpada, controle quando tudo ao redor parecia fora de controle, anestésico para emoções que você não sabia como processar.
A neurociência nos mostra algo fascinante: quando comemos alimentos altamente palatáveis (ricos em açúcar, gordura e sal), nosso cérebro libera dopamina, o mesmo neurotransmissor liberado por drogas como cocaína e heroína. Por isso a expressão “viciado em açúcar” não é metáfora. É literalmente o que acontece no seu cérebro.
Mas aqui está o ponto crucial: você não desenvolveu esse padrão porque é fraca ou sem controle. Você desenvolveu porque é humana, e seu cérebro encontrou uma forma rápida e acessível de aliviar dores emocionais que não sabia como processar de outra forma.
Pense em quando você come sem fome de verdade. O que normalmente está acontecendo
- Você acabou de ter uma discussão com alguém?
- Recebeu uma crítica no trabalho?
- Está se sentindo invisível no relacionamento?
- Passou o dia inteiro cuidando de todo mundo menos de você?
- Está ansiosa com alguma situação futura?
- Se sentiu rejeitada ou excluída de alguma forma?
- Está exausta de carregar tantas responsabilidades sozinha?
É aí que mora a verdade: você não está com fome. Você está com uma ferida emocional aberta. Em meus anos trabalhando com essa dor, identifiquei cinco feridas emocionais principais que alimentam (literalmente) os padrões de compulsão e descontrole alimentar. Sáo elas:
1. A Ferida da Rejeição
Se você cresceu sentindo que não era boa o suficiente, que precisava ser diferente para ser aceita, a comida pode ter se tornado a única coisa que te “aceitava” sem julgamentos. Ela nunca te rejeitou. Estava sempre ali, disponível, sem fazer perguntas.
2. A Ferida do Abandono
Se você experimentou perdas significativas, separações dolorosas ou sentiu que as pessoas importantes saíram da sua vida, especialmente na infância, pode ter desenvolvido uma relação de dependência emocional com a comida.
3. A Ferida da Humilhação
Se você foi ridicularizada, envergonhada ou humilhada, especialmente em relação ao seu corpo, peso ou aparência, pode ter desenvolvido dois padrões opostos mas igualmente destrutivos:
Padrão 1: comer como forma de autopunição (“já que dizem que sou gorda mesmo, dane-se, vou comer tudo”).
Padrão 2: usar o peso como armadura protetora. Uma forma inconsciente de se tornar “invisível” ou menos sexual, para não correr o risco de ser machucada novamente.
4. A Ferida da Traição
Se você sentiu que sua confiança foi quebrada, que foi traída por pessoas em quem acreditava (pais, parceiros, amigos), pode ter desenvolvido dificuldade profunda em confiar, inclusive em si mesma. O padrão de “sabotar” repetidamente a própria dieta ou processo de emagrecimento está frequentemente ligado a essa ferida: “Se eu me decepciono primeiro, pelo menos não dou chance para ninguém me decepcionar.”
5. A Ferida da Injustiça
Se você cresceu em um ambiente rígido, com regras excessivas, onde seus sentimentos não eram validados e você precisava ser “perfeita”, pode ter desenvolvido uma relação de rigidez e rebeldia com a alimentação.
Cada uma dessas feridas cria padrões neurológicos específicos. Quando você experimenta uma emoção difícil relacionada a essas feridas, rejeição no trabalho, sensação de abandono em um relacionamento, humilhação em uma situação social, seu cérebro automaticamente busca a solução que já aprendeu e registrou como eficaz: comer.
Não é falta de força de vontade. É um padrão neurológico automático que foi criado para te proteger da dor emocional. E aqui está a parte mais importante: enquanto você continuar tratando apenas o sintoma (o peso, a comida), sem olhar para essas feridas emocionais, você vai continuar nesse ciclo infinito.
Você pode até perder peso temporariamente com dietas restritivas ou até mesmo com medicações, mas as feridas continuam ali, abertas, esperando o momento certo para serem “alimentadas” novamente. É por isso que tantas mulheres me procuram dizendo exatamente isto: “Eu sei o que preciso fazer, sei o que devo comer, mas simplesmente não consigo fazer.” Porque o problema nunca foi sobre saber. Foi sempre sobre sentir.
O caminho: emagrecer de dentro para fora
Se você chegou até aqui, provavelmente já está tendo alguns insights sobre sua própria jornada. Talvez esteja começando a conectar os pontos entre situações da sua vida e seus padrões com comida. E se isso está acontecendo, saiba que o processo de transformação mais importante já começou: a consciência.
O emagrecimento verdadeiro e sustentável, aquele que não volta mais, não começa na geladeira ou na academia. Começa quando você para de guerrear contra si mesma e começa a entender o que realmente está acontecendo. Começa quando você deixa de ver a comida como inimiga e passa a vê-la como mensageira, uma forma que seu corpo e mente encontraram de comunicar que algo precisa ser cuidado.
Emagrecer de dentro para fora significa tratar a causa raiz, não apenas o sintoma. Minha própria jornada é prova viva disso. Foram anos fazendo dietas, tentando todos os métodos, perdendo e ganhando peso repetidamente, até que finalmente olhei para dentro e entendi que meu peso era apenas a manifestação física de dores emocionais não curadas.
Quando finalmente transformei minha relação com a comida, quando aprendi a processar minhas emoções de formas saudáveis, quando parei de usar comida como anestésico foi aí que emagrecimento real aconteceu. E ela permanece até hoje.
Nos meus quatro anos trabalhando exclusivamente com emagrecimento comportamental para mulheres, desenvolvi uma metodologia que integra cinco pilares fundamentais:
1. Mentalidade
Antes de mudar o que você come, precisamos mudar como você pensa sobre comida, sobre seu corpo e sobre si mesma. Isso inclui identificar e desafiar crenças limitantes que você carrega há anos:
- “Eu sempre fui gorda e sempre vou ser”
- “Eu não tenho força de vontade”
- “Emagrecer é sofrer”
- “Meu metabolismo está destruído”
- “Eu sou diferente, comigo não funciona”
Essas crenças criam sua realidade. Quando transformamos a mentalidade, transformamos as possibilidades.
2. Regulação emocional
Aqui está o coração da transformação. Você precisa aprender formas saudáveis de processar e regular suas emoções que não envolvam comida. Isso significa desenvolver repertório emocional: reconhecer o que está sentindo (muitas vezes nem sabemos nomear a emoção), validar essas emoções sem julgamento (“não sou fraca por sentir isso”), e ter ferramentas práticas baseadas em Terapia Cognitivo-Comportamental e neurociência para lidar com elas.
É sobre curar as feridas emocionais que alimentam os padrões compulsivos. Não dá para pular essa parte.
3. Estratégias praticas
Sim, a alimentação importa. O movimento importa. Mas não da forma punitiva e restritiva que você está acostumada. Trabalhamos com estratégias alimentares flexíveis, que respeitam suas preferências, sua rotina, sua humanidade e sua realidade de mulher com mil responsabilidades.
Nada de listas intermináveis de alimentos proibidos. Nada de pontos ou matemática obsessiva. Apenas orientações baseadas em evidências científicas que você consegue sustentar pelo resto da vida porque são compatíveis com a sua vida real.
4. Mudança de comportamento
Baseada na terapia cognitivo-comportamental, esta parte foca em identificar gatilhos, padrões automáticos e criar novos circuitos neurológicos. É aqui que o conhecimento vira prática. Onde você aprende a agir diferente mesmo quando a emoção está gritando para você agir da forma antiga. Onde construímos, tijolinho por tijolinho, novos hábitos que se tornam automáticos.
5. Espiritualidade
Não estou falando necessariamente de religião, mas de conexão com algo maior que você mesma. De encontrar propósito, significado e aceitação profunda. De entender que você é muito mais do que um número na balança.
Esse pilar traz a paz interior necessária para que a transformação seja gentil, amorosa e duradoura e não mais uma guerra brutal contra você mesma.
Quando integramos esses cinco pilares, algo quase mágico acontece: você para de fazer dieta e começa a viver de forma diferente. Naturalmente. Sem esforço excessivo. Sem sofrimento. A verdade libertadora é esta: quando você transforma sua relação com a comida, o emagrecimento acontece como consequência natural, não como objetivo forçado.
Você para de comer compulsivamente porque não precisa mais anestesiar emoções, você aprendeu a senti-las e processá-las de forma saudável. Você para de sabotar suas escolhas porque não está mais em guerra consigo mesma, você finalmente está do seu próprio lado.
Você para de oscilar entre restrição extrema e descontrole total porque encontrou equilíbrio, um caminho do meio que honra suas necessidades físicas e emocionais. E o mais importante: você para de ver emagrecimento como punição pelo corpo que tem e passa a ver como um ato de amor próprio, de cuidado, de honrar a mulher incrível que você é.
A epidemia não vai se resolver com mais dietas
Agora você entende por que essa epidemia é silenciosa: porque estamos olhando para o lugar errado. Estamos tratando corpos quando deveríamos estar cuidando de pessoas. Estamos contando calorias quando deveríamos estar validando emoções. Estamos prescrevendo dietas quando deveríamos estar olhando para as emoçôesl. Estamos vendendo remédios milagrosos quando deveríamos estar ensinando regulação emocional.
A epidemia de obesidade não vai se resolver com mais dietas restritivas, mais aplicativos de contagem de calorias, mais shakes substitutos de refeição, mais injeções semanais ou mais campanhas simplistas de “coma menos, mova-se mais”. Ela só vai começar a se resolver quando mudarmos completamente o paradigma.
Quando entendermos que obesidade não é uma falha moral, mas uma resposta adaptativa a um ambiente emocional e social desafiador. Quando pararmos de culpabilizar indivíduos e começarmos a oferecer ferramentas reais de transformação. Precisamos de uma mudança de paradigma que reconheça a complexidade do ser humano. Que integre corpo, mente e emoções. Que ofereça compaixão em vez de julgamento. Que cure feridas em vez de apenas prescrever privações.
Então, se você está lendo este artigo e reconheceu sua própria história nas palavras, quero que você pare por um momento. Respire fundo. E se faça estas perguntas:
Que emoções estou tentando evitar quando como compulsivamente? Qual ferida emocional pode estar por trás dos meus padrões com comida? O que meu corpo está tentando me dizer através do meu peso? Se minha relação com comida pudesse falar, o que ela estaria pedindo? As respostas a essas perguntas são infinitamente mais importantes do que quantas calorias você consumiu hoje ou quantos quilos a balança marcou esta manhã. Porque a verdade mais libertadora que posso te oferecer é esta: você não está com fome. Você está ferida. E feridas não se curam com restrição, privação ou punição. Elas se curam com cuidado, compreensão e compaixão. Quando você finalmente olha para elas com coragem e amor, quando você as acolhe em vez de negá-las, quando você busca a transformaçâo verdadeira é aí que o milagre acontece.
O corpo que você sempre quis, a paz que você tanto busca, a liberdade que parece impossível, nada disso está do outro lado de mais uma dieta restritiva ou de uma injeção semanal. Está do outro lado da cura emocional.
E essa jornada, apesar de desafiadora, é a mais libertadora que você pode fazer. Porque quando você finalmente emagrece de dentro pra fora, a transformação é permanente.
* Emi Moraes, psicoterapeuta especializada em emagrecimento comportamental, criadora da metodologia “Emagreça de dentro pra fora”.
Instagram: @euemi_moraes
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Obesidade é hoje um dos maiores inimigos da fertilidade, alerta especialista
OMS estima que 17,5% dos adultos enfrentarão problemas para engravidar, cuidados simples de rotina ajudam a proteger a saúde reprodutiva
Antes mesmo de causar problemas cardíacos ou diabetes, a obesidade já pode afetar o sonho de ter filhos. O excesso de peso interfere em hormônios essenciais à ovulação e à produção de espermatozóides, dificultando a gravidez.
“O excesso de peso provoca alterações hormonais capazes de prejudicar a produção de espermatozoides e a ovulação tornando a fecundação mais difícil para os dois sexos”, explica Dr. Maurício Chehin, ginecologista e especialista em medicina reprodutiva do Grupo Huntington.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, 68% dos brasileiros vivem hoje com excesso de peso; 31% têm obesidade e 37% estão com sobrepeso. No caso das mulheres, a obesidade pode gerar ciclos menstruais irregulares e diminuir a frequência de ovulação.
“Recomendamos que pacientes com obesidade ou sobrepeso busquem acompanhamento médico e nutricional antes de engravidar, seja de forma espontânea ou por Fertilização in Vitro. A perda de peso aumenta as chances de sucesso e reduz riscos importantes na gestação”, afirma Chehin.
Entre os homens, os impactos também são significativos. A obesidade afeta tanto a quantidade quanto a qualidade dos espermatozoides e pode comprometer a função sexual. “O acúmulo de gordura altera o equilíbrio hormonal reduzindo a testosterona e aumentando o risco de disfunção erétil. Isso repercute diretamente na motilidade e concentração dos espermatozoides”, acrescenta o especialista.
O crescimento da obesidade no país é impulsionado por padrão alimentar inflamatório, sedentarismo e longos períodos de exposição às telas. Para o médico, esse conjunto tem ampliado os desafios reprodutivos no Brasil. “Já vemos quase um terço da população vivendo com obesidade e isso tem consequências claras para a saúde reprodutiva”, observa.
Riscos durante a gestação
Além de dificultar a gravidez, o excesso de peso aumenta taxas de aborto e complicações obstétricas. “A obesidade eleva o risco de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e problemas durante o parto. Controlar o peso antes da gestação é um fator de proteção fundamental para mãe e bebê”, destaca Chehin.
Estilo de vida e prevenção
Mudanças simples de rotina têm impacto direto na fertilidade. “Dormir bem, não fumar, manter peso saudável pra, praticar atividade física, moderar o consumo de álcool, adotar uma alimentação equilibrada e manter relações sexuais regulares cerca de três vezes por semana são medidas que favorecem a saúde reprodutiva”, orienta o especialista.
Chehin faz ainda dois alertas importantes: o uso de lubrificantes vaginais inadequados que podem comprometer a mobilidade dos espermatozoides e o risco das infecções sexualmente transmissíveis.
“As ISTs são causas frequentes de infertilidade e muitas vezes só são percebidas quando já provocaram danos”, afirma.
O médico reforça que consultas periódicas com ginecologistas e urologistas são essenciais para monitorar a saúde reprodutiva. “O acompanhamento regular permite identificar e corrigir fatores de risco e preservar a fertilidade antes que ocorram danos irreversíveis”, finaliza.
O que a ciência já sabe sobre o uso da testosterona pelas mulheres
Especialista em menopausa, a médica e pesquisadora Fabiane Berta explica por que o hormônio, longe de ser um “atalho estético”, tem papel neuroativo essencial e quando seu uso realmente é indicado
A testosterona voltou ao centro do debate sobre saúde feminina. Nos consultórios e nas redes sociais, cresce o interesse pelo hormônio frequentemente associado, de forma equivocada, a mais energia, emagrecimento rápido ou ganho estético. Mas a ciência aponta para outro caminho.
Segundo a pesquisadora e especialista em menopausa Fabiane Berta, o efeito mais conhecido e comprovado está na modulação do desejo sexual, da motivação, da cognição e da clareza mental. Esses benefícios são especialmente relevantes no contexto da menopausa, quando os níveis séricos (quantidade de uma determinada substância no sangue), caem para cerca de 25% do pico observado aos 20 anos.
“Testosterona não é suplemento de disposição e não é atalho estético. É um hormônio neuroativo, com ação direta sobre desejo sexual, motivação, cognição e clareza mental”, explica a médica.
Berta acompanha os avanços no uso clínico do hormônio, enfatizando que a testosterona, quando usada em níveis fisiológicos, pode participar diretamente da regulação da chamada “névoa cerebral”, que é caracterizada por lapsos de memória, dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e redução da fluência verbal, com substrato neurobiológico.
“Mulheres na peri e pós-menopausa frequentemente relatam melhora desses sintomas. Quando essa névoa melhora, melhora na dose certa, bem prescrita, monitorada e dentro da faixa fisiológica. Nunca em protocolos inflacionados vendidos como solução mágica”, reforça Fabiane.
Berta também destaca que a indicação do hormônio com consenso global trata do transtorno do desejo sexual hipoativo (HSDD) em mulheres pós-menopausa, utilizando formulações transdérmicas em doses fisiológicas e recomendação apoiada por um conjunto de 11 sociedades científicas internacionais.
“É evidência de nível I, grau A. Fora desse cenário, não há base sólida suficiente para recomendar o hormônio”, explica a médica. O que tem se popularizado nas redes, superdosagens, protocolos de performance, uso para emagrecimento ou ganho de massa sem critério preocupa a especialista.
“Nesses casos, o que aumenta não é o benefício, é o risco”, diz a médica. Entre os efeitos adversos documentados estão acne, hirsutismo, alteração de humor, labilidade emocional e, mais grave, modificações irreversíveis na voz. E ainda há impactos de longo prazo que a ciência simplesmente não conhece”, alerta.
Para Berta, a discussão precisa voltar ao eixo científico. “Hormônio não é tendência de consultório nem viralização de rede social. É decisão clínica que começa no diagnóstico, passa pela prescrição individualizada e se sustenta em monitorização e evidência, não em promessas”, finaliza.
Sobre Fabiane Berta:
Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.
É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.
Curiosidades que todo brasileiro precisa saber sobre câncer de pele
Especialista explica diferenças entre os tipos da doença, sinais de alerta, impacto da exposição solar, fatores de risco, prevenção e avanços no tratamento
Com a chegada do verão, a exposição ao sol aumenta de forma significativa e, com ela, os riscos associados ao câncer de pele, o tipo de tumor mais comum no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos no país e registra mais de 220 mil novos casos por ano, número que tende a crescer nos meses mais quentes. Neste contexto, reconhecer precocemente alterações suspeitas na pele, entender os fatores de risco e adotar medidas de proteção adequadas são atitudes fundamentais para reduzir os danos cumulativos provocados pela radiação ultravioleta.
Para esclarecer dúvidas frequentes da população, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco curiosidades essenciais sobre a doença, com foco na prevenção, diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis atualmente.
- 1 – Existem dois grupos principais de câncer de pele, com comportamentos muito diferentes.
O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: câncer de pele melanoma e não melanoma. O subtipo não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o espinocelular, é o mais comum no Brasil. Ele costuma aparecer em pessoas de pele clara, idosos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. A boa notícia é que, quando descoberto no início, as chances de cura ultrapassam 90%, o que reforça a importância de reconhecer mudanças na pele.
O câncer de pele do subtipo melanoma, por sua vez, é menos comum, mas muito mais agressivo, com maior chance de gerar metástases, ou seja, espalhar para outros órgãos. Novas lesões de pele ou lesões que mudam seu comportamento com o tempo podem ser consideradas suspeitas, e neste cenário é sempre importante procurar um dermatologista para investigação. A confirmação do tipo de tumor é feita por meio de uma biópsia, analisada em laboratório patologia, o que garante um diagnóstico preciso e assim iniciar o tratamento o mais precoce possível.
2 – A regra do ABCDE, por meio da avaliação da lesão, é uma ferramenta simples e poderosa de identificação.
Ela ajuda a diferenciar uma pinta comum de uma lesão suspeita. A letra A significa assimetria (quando uma metade da pinta é diferente da outra), B representa bordas irregulares ou mal definidas, C indica variação de cor dentro da mesma pinta, D se refere ao diâmetro, geralmente maior que 6 milímetros, e E aponta para evolução, que é qualquer mudança rápida em tamanho, forma, cor ou sintomas.
Além disso, existem sinais que merecem atenção imediata: manchas que sangram sem motivo, doem, ardem, coçam persistentemente ou simplesmente não cicatrizam em até quatro semanas. Muitos melanomas podem surgir em áreas pouco lembradas no dia a dia, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e sola dos pés, o que reforça a importância do autoexame completo e da avaliação dermatológica sempre que algo parecer fora do padrão.
3 – A exposição solar acumulada é o principal fator de risco, especialmente no verão
A radiação ultravioleta não vem apenas de momentos de lazer na praia ou na piscina; ela está presente no dia a dia, durante caminhadas curtas, no trajeto até o trabalho e até dentro do carro, quando a pele fica próxima às janelas. Com o passar dos anos, esse somatório silencioso de exposição repetida danifica as células e favorece o surgimento de lesões. Alguns grupos merecem atenção ainda maior: pessoas de pele e olhos claros, idosos, quem já teve casos de câncer de pele na família, indivíduos diagnosticados muito jovens ou com episódios recorrentes da doença.
Em todos esses casos, o risco é amplificado porque a pele pode ser mais sensível aos efeitos da radiação ou porque há uma predisposição genética envolvida. O bronzeamento artificial também entra nessa lista de cuidados. As câmaras de bronzeamento utilizam radiação ultravioleta em intensidade elevada, o que acelera o dano celular e aumenta de maneira significativa a probabilidade de aparecimento de tumores. Por isso, especialistas reforçam que esse método não é recomendado e pode trazer prejuízos importantes para a saúde da pele.
4 – Proteção solar adequada não reduz vitamina D e é indispensável mesmo em dias nublados.
O uso diário de protetor solar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de câncer de pele, principalmente quando combinado com barreiras físicas como bonés, chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Essa proteção forma um conjunto que bloqueia boa parte da radiação ultravioleta, responsável pelos danos acumulados ao longo dos anos.
Outra dúvida comum é sobre a vitamina D. O protetor não impede a produção do nutriente, já que a pele continua recebendo radiação suficiente para mantê-la em níveis adequados durante a rotina normal. Além disso, evitar a exposição solar entre 10h e 16h é fundamental. Nesse período, principalmente no verão, o índice UV fica muito elevado, aumentando o risco de queimaduras, danos celulares e o surgimento de alterações suspeitas na pele.
5 – O diagnóstico precoce garante melhores resultados e permite tratamentos menos invasivos.
Quando o câncer de pele é descoberto no início, as chances de cura são muito altas, ultrapassando 90% nos casos de tumores não melanoma. Nessas situações, o tratamento costuma ser simples, geralmente por meio de cirurgia para remover totalmente a lesão.
Em regiões delicadas, como rosto e orelhas, pode ser indicada a cirurgia de Mohs, um procedimento que retira o tumor camada por camada, analisando cada parte no microscópio durante a operação.
Isso permite remover exatamente o que é necessário, preservando o máximo de pele saudável e garantindo um resultado mais preciso.
No melanoma, que é o subtipo mais agressivo, o acompanhamento precisa ser mais cuidadoso porque existe risco maior de o tumor se espalhar para outros órgãos, ou seja, gerar metástases. Para avaliar isso, podem ser solicitados exames de imagem como tomografia ou PET-CT (o que chamamos de estadiamento sistêmico), que permitem uma avaliação completa do corpo e identificar possíveis áreas suspeitas.
Os tratamentos também evoluíram muito nos últimos anos. As chamadas terapias alvo são medicamentos que agem em mutações específicas das células cancerígenas, como a mutação BRAF, que é uma alteração genética presente em parte dos melanomas e faz as células se multiplicarem de forma descontrolada. Quando essa mutação é identificada no exame, existem medicamentos capazes de bloquear esse “motor” da célula tumoral, reduzindo o avanço da doença.
Outra grande revolução é a imunoterapia, que funciona estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar as células do câncer.
Ela pode ser usada tanto em casos mais avançados quanto após a cirurgia, individualizando cada caso, e assim reduzirmos uma possível recorrência do tumor; Com esses avanços, somados ao diagnóstico precoce, grande parte dos pacientes consegue resultados duradouros e tratamentos menos agressivos.
Cinco formas para se hidratar se você não gosta de beber água
A água é o nutriente mais essencial para a vida, participando de praticamente todas as funções vitais do nosso corpo, que é composto por cerca de 60% a 70% de água. Beber água regularmente é imprescindível porque o corpo a perde constantemente e precisa de reposição diária. Porém, algumas pessoas, muitas vezes por hábito, não gostam de beber água.
Esse nutriente desempenha diversos papéis no organismo, desde atuar no transporte de vitaminas, minerais, oxigênio, glicose, etc. para as células até na remoção de resíduos metabólicos e na regulação da temperatura corporal através da transpiração, que esfria o corpo em dias quentes.
“A água também é importante no processo de desintoxicação, auxiliando os rins a eliminar toxinas e resíduos pela urina, o que pode prevenir problemas como pedras nos rins. No sistema digestivo, ela é vital para a produção de saliva e sucos gástricos, facilitando a digestão. a substância também hidrata o bolo fecal, prevenindo o ressecamento das fezes e, consequentemente, a prisão de ventre”, explica Daniel Magnoni, nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
De acordo com o nutrólogo, a hidratação adequada impacta diretamente a função cerebral e cognitiva, melhorando a concentração, a memória e o humor. A desidratação leve, por sua vez, pode levar a cansaço e dores de cabeça. Por isso, Daniel Magnoni aponta cinco opções de bebidas para melhorar a hidratação se você não gosta de beber água.
Água saborizada
É a forma mais próxima da água, mas com o benefício de sabor, aroma e zero calorias. Para preparar, adicione fatias de limão, pepino e hortelã ou laranja e gengibre à água e deixe na geladeira por algumas horas.
Chá verde gelado
A bebida é fonte de antioxidantes e pode dar um leve boost de energia. O preparo é simples: coloque a água para aquecer até que quase ferva (cerca de 80ºC), ou quando começar a formar pequenas bolhas no fundo da chaleira.
“Desligue o fogo antes de ferver completamente e adicione as folhas (ou sachês) de chá verde e tampe o recipiente. Deixe em infusão por três a cinco minutos e não exceda esse tempo para garantir que o chá não fique amargo. Em seguida, retire as folhas ou os sachês”, ensina ele.
Deixe o chá esfriar até a temperatura ambiente. Se desejar adoçar, é mais fácil fazer isso enquanto ainda está quente ou morno (pode-se usar um xarope ou mel). Leve à geladeira para gelar completamente, cerca de uma a duas horas, ou sirva imediatamente em um copo alto cheio de gelo. Também pode-se adicionar algumas gotas de limão ou fatias de pêssego.
Água de coco
Refrescante e rica em eletrólitos (como potássio), o que a torna ideal para repor líquidos, especialmente após exercícios. “Beba diretamente da fruta ou da caixa, certificando-se de que é a versão integral e sem adição de açúcares”, ressalta o especialista.
Suco de limão
Baixo em calorias e rico em Vitamina C, o sabor ácido é ótimo para quebrar a monotonia da água. Para a receita, esprema meio limão em 500ml de água fria. Se precisar, use um substituto de açúcar natural (como stevia ou eritritol) com moderação.
Água com gás com frutas
A efervescência dá uma sensação diferente na boca, parecida com refrigerante, mas sem os açúcares ou aditivos. “Para preparar, misture água com gás com um pouco de suco de laranja natural (pode ser limão ou tangerina) ou purê de framboesa, também pode ser de qualquer outra fruta refrescante como abacaxi, morango, amora, etc. Adicione gelo e um raminho de hortelã”, comenta o nutrólogo.
Magnoni ressalta que a desidratação, ou seja, a falta de água no corpo, compromete diversas funções essenciais. “Manifestando-se através de sintomas como fadiga, fraqueza muscular, dificuldade de concentração, queda no desempenho físico, prisão de ventre, boca e pele secas, a desidratação pode aumentar o risco de problemas mais sérios, como a formação de cálculos renais”, finaliza.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.
É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.
As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.
Calor e umidade impulsionam casos de micoses no verão
Com o calor intenso e a alta umidade do verão, os fungos encontram o ambiente ideal para a proliferação na pele. Um estudo publicado no Jornal de Ciência Médica da Coreia do Sul (2024), que analisou mais de 38 mil casos de infecções dermatofíticas ao longo de dez anos (2014-2024), mostrou que cerca de 42,7% dos episódios de micose ocorreram durante os meses mais quentes do ano. O dado reforça um alerta importante para esta época, marcada pelo uso frequente de piscinas, praias, academias e vestiários compartilhados.
A dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Silvana Coghi, avalia que o aumento dos casos está diretamente ligado aos hábitos do verão. “O calor favorece a transpiração excessiva e, quando a pele permanece úmida por muito tempo, cria-se um cenário perfeito para o desenvolvimento de fungos. Piscinas, duchas coletivas e o compartilhamento de toalhas ou chinelos aumentam ainda mais o risco de contaminação”, explica.
As micoses são infecções comuns que podem atingir diferentes regiões do corpo, como pés, unhas, virilha e dobras da pele. Apesar de não serem consideradas graves na maioria dos casos, exigem atenção, já que o tratamento inadequado pode prolongar o quadro e facilitar a transmissão para outras pessoas.
Tratamento e cuidados indicados
O tratamento das micoses depende do tipo, da região afetada e da gravidade da infecção. De forma geral, a médica destaca que os cuidados podem envolver:
Uso de medicamentos antifúngicos tópicos, como cremes, loções ou sprays, prescritos por um dermatologista;
Em casos mais extensos ou persistentes, indicação de antifúngicos orais, sempre com acompanhamento médico.
• Manutenção da pele limpa e bem seca, principalmente após banho de piscina ou mar;
• Troca frequente de roupas úmidas e preferência por tecidos leves e respiráveis;
• Evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, calçados e alicates de unha.
“Receitas caseiras ou soluções naturais não substituem o tratamento médico. Elas podem até aliviar sintomas leves, mas não eliminam o fungo. O ideal é procurar um dermatologista ao perceber sinais como coceira, descamação, manchas ou alterações nas unhas”, orienta a Dra. Silvana.
Para a dermatologista, a prevenção ainda é o melhor caminho durante o verão. Secar bem o corpo, usar chinelos em áreas comuns e manter hábitos simples de higiene ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção. “Com cuidados básicos e atenção aos primeiros sinais, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem prejuízos à saúde da pele”, finaliza.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.
É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.
As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.
No verão, cuidar da pele, do cabelo e da saúde não é frescura, é responsabilidade
No verão, proteger-se começa antes de sair de casa. Consultar o nível de radiação UV no aplicativo do tempo do celular é uma estratégia simples, prática e eficaz
Índice UV acima de 6 exige atenção redobrada, acima de 8, a exposição sem proteção torna-se perigosa. Em dias com índice elevado, é prudente reforçar o protetor solar, usar chapéu, camiseta UV e evitar o sol entre 10h e 16h, quando o sol é mais agressivo. Não é preciso deixar de aproveitar a estação, basta reorganizar os momentos ao ar livre, priorizando o início da manhã e o final da tarde.
A cada temporada, os índices de radiação UV aumentam, e com eles cresce o risco de danos cumulativos à saúde. Um ponto importante é o impacto das queimaduras solares na infância: ter cinco ou mais queimaduras com bolhas antes dos 20 anos pode dobrar o risco de melanoma ao longo da vida, conforme apontam pesquisas da American Cancer Society e do National Cancer Institute. Isso acontece porque a radiação UV danifica o DNA das células da pele, e repetidos ciclos de dano e reparo aumentam a chance de mutações malignas.
Mas afinal, o que é o melanoma? O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, que dá cor à pele. Diferente dos carcinomas basocelular e espinocelular, o melanoma tem alto potencial de metástase, podendo se espalhar rapidamente. Quando diagnosticado cedo, tem altas taxas de cura, quando descoberto tardiamente, o prognóstico se torna muito mais complexo. Daí a importância da prevenção e da vigilância.
A saúde dos cabelos também sofre com o calor. A radiação UV degrada proteínas como a queratina, aumenta o ressecamento e desbota fios tingidos. O sal do mar e o cloro da piscina intensificam a perda de água, deixando os fios mais frágeis. Hidratações semanais, produtos com filtro UV e o hábito de enxaguar o cabelo logo após o mergulho fazem toda a diferença nos cuidados.
Outra aliada importante para se cuidar no verão é a alimentação, que pode reforçar a defesa natural da pele. Antioxidantes presentes em frutas vermelhas, cenoura, mamão, folhas verde-escuras, além de alimentos ricos em ômega-3, ajudam a combater radicais livres produzidos pela exposição solar. Manter a hidratação adequada também é essencial para preservar a saúde.
E quando se fala em verão, não podemos ignorar o cuidado com as crianças, que são as mais vulneráveis aos efeitos nocivos do sol e também às situações de risco nas praias e piscinas. Além do protetor, chapéu e roupas com proteção UV, uma dica simples que salva vidas é vestir os pequenos com cores vibrantes ao entrar no mar. Estudos de engenharia marítima e salvamento mostram que amarelo neon, laranja e rosa-choque são detectados com mais facilidade mesmo em águas agitadas. Isso aumenta a visibilidade e agiliza o resgate em situações de correntezas ou distração rápida dos adultos.
Vale também orientar sobre não ficar de costas para o mar, respeitar bandeiras de segurança e manter supervisão constante de “braço estendido”, ou seja, perto o suficiente para alcançar a criança imediatamente, e nunca apenas “no campo de visão”.
O verão é, sem dúvida, uma das épocas mais gostosas do ano. Porém, aproveitar a estação não significa se expor sem responsabilidade. Significa cuidar do corpo hoje para colher saúde e tranquilidade amanhã. Proteger a pele, o cabelo e, acima de tudo, a vida deve ser sempre prioridade.
* Patrícia Rondon Gallina Menegassa é farmacêutica, especialista em farmácia estética, mestre em ciências farmacêuticas e professora da Uninter.
Câncer de pele: como identificar manchas suspeitas?
- Dermatologista explica quais os cuidados para a prevenção; doença tem mais de 90% de chance de cura com diagnóstico precoce
- O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais frequente no Brasil e no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é também um dos mais preveníveis. As chances de cura podem chegar a mais de 90% com o diagnóstico precoce e cuidados diários.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que estimam-se 704 mil novos casos da doença ainda em 2025, o que equivale a cerca de 30% de todos os casos de câncer em todo o país.
“Na maioria dos casos, ele pode ser evitado com a mudança de hábitos simples e diários. A radiação UV é o principal fator de risco, e a conscientização sobre o uso correto de barreiras protetoras pode salvar vidas”, destaca o dermatologista do IBCC Oncologia, Dr. Aldo Toschi.
Para o médico, a identificação precoce de lesões suspeitas é importante para o sucesso do tratamento, especialmente no caso do melanoma, que é o tipo mais agressivo. “A recomendação principal é examinar a própria pele mensalmente. Qualquer mudança em pintas ou o aparecimento de novas lesões exige atenção”, orienta Toschi.
Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, o dermatologista ressalta a importância da regra do ABCDE:
Assimetria: lados da lesão que não são iguais.
Bordas: contornos irregulares, mal definidos ou recortados.
Cor: diversas cores na mesma pinta (tons de preto, vermelho, marrom, etc.).
Diâmetro: normalmente maior que 6 mm.
Evolução: alterações no tamanho, forma, cor ou o surgimento de coceira e sangramento.
Como se cuidar?
O médico ressalta que pessoas de pele clara e histórico familiar para câncer cutâneo devem sempre procurar métodos de proteção solar, diariamente, mesmo em ambientes fechados ou em dias nublados. A recomendação é utilizar um protetor solar, contra raios UVA e UVB, com FPS mínimo de 30 ou superior.
“A aplicação precisa cobrir todas as áreas expostas, incluindo orelhas, pescoço e lábios, cerca de meia hora antes de se expor ao sol. A eficácia do produto depende da reaplicação a cada duas horas de exposição contínua, ou imediatamente após banhos de mar ou piscina e sudorese intensa”, explica o médico.
Além disso, a exposição solar deve ser evitada ou reduzida entre 10h e 16h, período de maior incidência da radiação solar. O uso de barreiras físicas, como chapéus de abas largas, óculos de sol com 100% de proteção UV e roupas com fator de proteção ultravioleta (FPU) é uma forma de reforçar ainda mais a proteção.
“Outro fator importante para os cuidados com a pele é ter uma dieta balanceada e rica em antioxidantes, como vitaminas A e C e Betacaroteno, que contribuem para a saúde geral da pele, auxiliando na defesa do organismo”, ressalta Toschi.
Também é importante consultar, anualmente, um dermatologista ou em períodos mais curtos para pacientes com risco aumentado ou com histórico pessoal de câncer. “Qualquer ferida que não cicatrize em até quatro semanas é um sinal de alerta e deve ser avaliada por um médico imediatamente”, finaliza.
Sobre o IBCC Oncologia
Fundado em 1968, o IBCC Oncologia é conhecido por ser um Centro de Tratamento Oncológico de alta complexidade e possui um Núcleo de Pesquisa Clínica renomado e reconhecido internacionalmente pelo número de pesquisas realizadas e seus resultados impactantes para a Ciência Médica.
O Hospital sempre esteve à frente de grandes conquistas na Oncologia e construiu uma trajetória marcada por inovação. Um exemplo é a introdução do primeiro mamógrafo no Brasil, em 1971, que representou um marco no tratamento do câncer de mama no país.
Ao longo dos anos, o IBCC também integrou importantes programas de controle do câncer, em âmbito federal e estadual, impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.
Hoje, o IBCC Oncologia oferece atendimento em mais de 30 áreas da medicina relacionadas ao câncer, com um corpo clínico altamente qualificado e equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada para garantir o cuidado completo ao paciente oncológico.
Sol, piscina e praia no verão: dicas práticas para se bronzear com segurança
Com a chegada do verão, vem as viagens para locais com praia e piscina e, com isso, aumenta a busca por um bronzeado bonito após as férias. No entanto, a exposição solar sem os cuidados adequados pode trazer consequências sérias para a saúde da pele, como queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e aumento do risco de câncer de pele. Segundo a Dra. Carla Vidal, médica dermatologista, é possível aproveitar o sol de forma mais consciente, reduzindo danos e preservando a saúde cutânea.
“O bronzeado – e essa é uma informação que nem todo mundo sabe – é sempre uma resposta da pele a uma agressão solar, mas existem maneiras de minimizar os danos e tornar esse processo mais segur”, explica.
A dermatologista compartilha dicas práticas para um bronzeado mais seguro:
1- Evite os horários de maior radiação
A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h, quando os raios ultravioleta estão mais intensos. “Prefira o sol do início da manhã ou do fim da tarde, que é menos agressivo e ainda assim, use protetor solar”, orienta a médica.
2- Use protetor solar diariamente (e reaplique corretamente)
O protetor solar deve ter fator mínimo de FPS 30 (peles mais claras devem usar FPS 50) e precisa ser aplicado 30 minutos antes da exposição. A reaplicação deve ocorrer a cada duas horas ou após entrar na água, suar excessivamente ou se secar com toalha. “Uma única aplicação pela manhã não protege ao longo do dia, especialmente em ambientes como piscina e praia. Também não adianta aplicar o protetor e mergulhar na água; o produto sairá e a pele ficará desprotegida”, reforça Dra. Carla.
3- Não acredite no mito de que a água protege a pele
Ao contrário do que muitos pensam, estar dentro da piscina ou do mar não impede a ação dos raios solares. Pelo contrário, a água reflete a radiação UV, o que pode intensificar a exposição. “Mesmo dentro da água, a proteção solar é indispensável”, alerta a médica.
4- Hidrate a pele antes e depois da exposição
Manter a pele hidratada ajuda a fortalecer a barreira cutânea e reduz o ressecamento causado pelo sol. “Uma pele bem hidratada se recupera melhor após a exposição solar. Importante dizer aqui que a hidratação também é válida de dentro para fora, ou seja, beba bastante água em caso de exposição solar excessiva”, explica ela.
5- Complemente a proteção com as conhecidas “barreiras físicas”
Chapéus, bonés, óculos escuros com proteção UV e roupas com fator de proteção solar são aliados importantes e devem ser usados por quem busca se bronzear de maneira saudável. “Esses recursos ajudam a reduzir a exposição direta e complementam o uso do protetor”, diz Carla.
6- Atenção redobrada para crianças e idosos
A pele das crianças é mais sensível e a dos idosos costuma ser mais fina e vulnerável aos danos solares. “Esses grupos exigem cuidados ainda mais rigorosos e exposição controlada. Na praia, deixe sempre crianças brincando com a proteção do guarda-sol”, destaca a especialista. Para a Dra. Carla Vidal, o conceito de beleza precisa caminhar junto com o cuidado. “Mais do que um tom de pele, o mais importante é preservar a saúde a longo prazo. O verdadeiro bronzeado bonito é aquele que não compromete o futuro da pele”, finaliza.
Sobre a Dra Carla Vidal:
Dra Carla Vidal é médica formada pela Universidade Federal de Alagoas, especializada em dermatologia e cirurgia dermatológica pela Faculdade do ABC e desde 2006 está à frente da clínica que leva o seu nome, em São Paulo.
Defensora da beleza natural e da aceitação que o envelhecimento vem para todos, mas pode ser vivido em sua melhor versão, Dra Carla trata da saúde da pele antes da estética, já que sem saúde não há beleza.
Entre os seus pacientes assíduos estão as maquiadoras Fabiana Gomes e Vanessa Rozan, a atriz Viviane Pasmanter, o ator e diretor de musicais Cleto Baccic, a influenciadora Bia Perotti e outros nomes. Frequentadora assídua de cursos e atualizações nacionais e internacionais, Dra Carla e seu time de dermatologistas entregam o que há de mais moderno para seus pacientes.