Saúde & Bem-estar

Endolaser: uma nova abordagem para o bioestímulo térmico na formação de colágeno e rejuvenescimento facial

Dra. Andrea Peres é cirurgiã-dentista, com especialização em Implantodontia e Harmonização Orofacial e tem mais de 30 cursos na área da harmonização

 

Além disso, fez curso internacional de anatomia em cadáveres frescos no MARC Institute e é professora assistente do curso de Atualização em Cirurgias estéticas da face do IAT (Instituto Andréa Tedesco).

 

Desde 2023, ela utiliza em sua clínica, o Studio Nova Estética Orofacial, o Endolaser, um procedimento até então inovador que usa uma técnica de aplicação de laser intradérmico de Diodo, onde através de uma fibra óptica, estimula a produção de colágeno e promove emagrecimento facial (lipólise de gordura).

 

Além disso é um excelente tratamento para cicatrizes de acne, bolsas infraorbitarias, redução de rugas estáticas, código de barras, entre outras funções e benefícios.

 

O procedimento é realizado em consultório, com anestesia local e sem dor. O planejamento e resultado são individuais e, dependendo do caso, é necessário mais de uma sessão.

 

O endolaser é considerado uma técnica moderna e revolucionária, popularizando-se como alternativa “sem cortes” a lipoaspiração e ao lifting cirúrgico. Embora o uso em varizes já exista, sua aplicação em estética facial e corporal para gordura e flacidez se tornou uma das maiores tendências atuais, focando em resultados rápidos.

 

Para quem quiser conhecer melhor o trabalho dela, o Studio Nova Estética Orofacial fica na Av. das Américas, 18.000, sala 318 C, no Recreio dos Bandeirantes. Marque um horário pelo (21) 96427-5647 ou pelo @studionova.orofacial.

 

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Quando a estética ultrapassa os limites da Odontologia

A recente decisão do Conselho Federal de Odontologia de reconhecer a Cirurgia Estética Orofacial como nova especialidade, por meio da Resolução CFO nº 286/2026, amplia de forma preocupante o campo de atuação dos cirurgiões-dentistas e reacende um debate delicado sobre limites técnicos, segurança e responsabilidade profissional

 

Com a norma, procedimentos estético-faciais que até pouco tempo estavam fora da prática odontológica tradicional passam a ser formalmente incorporados ao exercício da profissão. A mudança inclui intervenções de maior complexidade na face, deslocando a odontologia para uma zona de atuação cada vez mais próxima da cirurgia estética.

 

O argumento do Conselho Federal de Odontologia é o de que o domínio anatômico da região de cabeça e pescoço habilita o dentista a avançar nesse território. De fato, a formação odontológica oferece conhecimento anatômico facial. Mas conhecimento anatômico, isoladamente, não substitui formação cirúrgica ampla, experiência hospitalar, manejo de complicações sistêmicas e preparo para intercorrências que podem surgir em procedimentos invasivos.

 

A face não é apenas um território anatômico: é uma área de elevada complexidade funcional, vascular e estética, onde qualquer intervenção exige avaliação rigorosa, indicação precisa e retaguarda adequada. Em procedimentos cirúrgicos, a margem para erro é mínima e o impacto de uma complicação pode ser irreversível. Ao permitir intervenções cirúrgicas que envolvem estruturas ósseas, nervosas, cartilaginosas, vasos sanguíneos e risco anestésico, a norma ultrapassa limites de segurança.

 

A formação médica inclui anos de treinamento hospitalar, residência, vivência cirúrgica supervisionada e preparo para enfrentar urgências. Ainda assim, podem surgir problemas. Imagine o risco que o paciente passa ao fazer um procedimento estético com quem não tem formação específica.

 

Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostrou que o número de ocorrências envolvendo profissionais não médicos vem aumentando. Em 2024 foram 248 queixas, no ano passado 472 – um aumento de 90,3%. Por isso, é preciso ter cautela. Quando o critério técnico cede espaço à pressão corporativa, a conta chega ao paciente

 

* Antonio José Gonçalves é professor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Santa Casa de São Paulo e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM)

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Cirurgia reparadora: o plano de saúde deve custear o procedimento

A cobertura não se limita ao paciente pós-bariátrico e deve ser analisada à luz da finalidade terapêutica da cirurgia, e não do rótulo estético atribuído pela operadora

 

Ainda é recorrente, no âmbito da saúde suplementar, a negativa de cobertura de cirurgias reparadoras indicadas a pacientes que, após expressiva perda de peso, passam a conviver com excesso de pele, limitações funcionais e complicações clínicas relevantes. Em muitos desses casos, a operadora do plano de saúde busca afastar sua responsabilidade sob o argumento genérico de que se trata de procedimento meramente estético.

 

A controvérsia, contudo, exige análise mais técnica e juridicamente cuidadosa, sobretudo porque nem toda cirurgia plástica possui finalidade cosmética. Quando o procedimento se destina à correção de sequelas físicas e funcionais decorrentes da grande perda ponderal, sua natureza deixa de ser estética e passa a ser reparadora, integrando o próprio processo terapêutico.

 

A Lei 9.656/98 fornece importante base normativa para essa compreensão. O art. 35-F estabelece que a assistência à saúde compreende todas as ações necessárias à prevenção da doença e à recuperação, manutenção e reabilitação da saúde. A leitura sistemática desse dispositivo não autoriza interpretação fragmentada do tratamento, como se a operadora pudesse custear apenas a etapa inicial e excluir, posteriormente, medidas indispensáveis à efetiva recuperação do paciente.

 

No julgamento do Tema 1.069, sob o rito dos recursos repetitivos, o Superior Tribunal de Justiça fixou a tese de que é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde a cirurgia plástica de caráter reparador ou funcional indicada pelo médico assistente em paciente pós-cirurgia bariátrica, por se tratar de parte decorrente do tratamento da obesidade mórbida.

 

Na mesma oportunidade, o STJ também assentou que, havendo dúvida justificável e razoável quanto ao caráter eminentemente estético da cirurgia indicada, a operadora poderá instaurar junta médica para dirimir a divergência técnico-assistencial, às suas expensas, sem prejuízo do direito de ação do beneficiário e sem vinculação do julgador a eventual parecer desfavorável.

 

Não podemos deixar de mencionar que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro editou a Sumula 258, a qual dispõe que:

Sumula n. 258, TJ-RJ: A cirurgia plástica, para retirada do excesso de tecido epitelial, posterior ao procedimento bariátrico, constitui etapa do tratamento da obesidade mórbida e tem caráter reparador.

 

A cirurgia reparadora possui a finalidade clínica de corrigir excesso de pele causador de dermatites, candidíase de repetição, infecções, odor fétido, hérnias, dificuldade de higienização, dor ou limitação funcional. Assim, não há espaço para classificação simplista e unilateral por parte da operadora.

 

É preciso registrar, entretanto, uma distinção técnica relevante. O Tema 1.069 do STJ cuida especificamente do paciente pós-cirurgia bariátrica. Portanto, sua incidência literal está vinculada a esse contexto fático. Isso, porém, não significa que a cirurgia reparadora somente possa ser custeada quando houver bariátrica anterior. Significa apenas que, fora dessa hipótese, a fundamentação jurídica da pretensão dependerá de demonstração ainda mais clara da natureza reparadora ou funcional do procedimento, da indicação médica fundamentada e das repercussões clínicas efetivamente suportadas pelo paciente. A ausência de bariátrica prévia não elimina, por si só, o dever de cobertura.

 

Nesse ponto, a regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar é expressiva. A ANS prevê cobertura obrigatória de abdominoplastia em casos de pacientes que apresentem abdome em avental decorrente de grande perda ponderal, seja em consequência de tratamento clínico para obesidade mórbida, seja após cirurgia de redução de estômago. A diretriz ainda relaciona complicações clínicas que reforçam o caráter reparador do procedimento, como candidíase de repetição, infecções bacterianas decorrentes de escoriações por atrito, odor fétido e hérnias.

 

Trata-se de elemento normativo particularmente importante, porque afasta a falsa premissa de que somente o paciente submetido à bariátrica poderia pleitear cobertura de cirurgia reparadora após grande emagrecimento.

 

Imperioso ressaltar que a robustez da documentação médica é determinante para o êxito da pretensão. Relatórios clínicos detalhados, descrição minuciosa das complicações decorrentes do excesso de pele, fotografias, laudos dermatológicos, pareceres especializados e registro do histórico de tratamento da obesidade reforçam a demonstração de que a cirurgia pretendida não se volta ao aprimoramento estético, mas à efetiva reabilitação do paciente.

 

A conclusão, portanto, é objetiva. A cirurgia reparadora após grande perda de peso pode, sim, ser custeada pelo plano de saúde mesmo quando o paciente não foi submetido à cirurgia bariátrica, desde que se demonstre a presença de indicação médica idônea, finalidade reparadora ou funcional e repercussões clínicas concretas.

 

Em um cenário no qual ainda persistem negativas padronizadas e, não raro, dissociadas da realidade clínica do beneficiário, impõe-se reafirmar que o contrato de plano de saúde não pode ser interpretado de forma restritiva a ponto de frustrar a própria finalidade assistencial que o justifica.

 

Sempre que a cirurgia plástica representar etapa necessária à recuperação funcional, à reabilitação física e à superação de sequelas relevantes decorrentes da obesidade e da grande perda ponderal, sua cobertura deve ser reconhecida à luz da finalidade terapêutica do tratamento e da proteção jurídica da saúde do consumidor.

 

* Por Carla Sales Pinto, advogada, pós-graduada em Direito da Saúde e Direito Médico.

 

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Outono exige atenção à imunidade e aos cuidados com a saúde

Queda de temperatura, ar seco e mudanças na rotina impactam as defesas do organismo e reforçam a importância da reposição de vitaminas e minerais no dia a dia

 

A chegada do outono é marcada pela queda das temperaturas, ar mais seco e maior amplitude térmica ao longo do dia, fatores que exigem uma adaptação rápida do organismo. Essa transição, muitas vezes sutil, tem impacto direto na saúde, especialmente no sistema imunológico, que pode ficar mais suscetível a alergias e quadros virais comuns nessa época do ano.

 

Atenta a esse cenário, a Schraiber reforça a importância de olhar para a imunidade de forma preventiva, especialmente em períodos de transição climática. O período também costuma registrar aumento na circulação de vírus e uma tendência maior ao ressecamento das vias aéreas, o que reduz as defesas naturais do corpo. Além disso, hábitos como menor exposição ao sol e mudanças na alimentação podem influenciar negativamente a imunidade.

 

Nesse contexto, reforçar os cuidados com a saúde torna-se essencial. Nutrientes como vitamina C, vitamina D, zinco e selênio têm papel importante na proteção do organismo, atuando como antioxidantes e contribuindo para o funcionamento adequado das células de defesa.

 

“A rotina também influencia diretamente a resposta do organismo. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e, quando necessário, a suplementação de nutrientes ajudam a manter o sistema imunológico preparado para enfrentar as mudanças típicas do outono”, explica Evelin Egedy, engenheira química da Schraiber.

 

Outro ponto de atenção é a vitamina D, cuja produção depende da exposição solar, algo que tende a diminuir durante o outono e inverno. A baixa disponibilidade desse nutriente pode impactar diretamente a imunidade e a saúde óssea, tornando ainda mais importante o acompanhamento dos níveis no organismo.

 

A suplementação nutricional pode ser uma aliada nesse processo, especialmente quando há dificuldade em atingir as necessidades diárias apenas por meio da alimentação e hábitos diários. Compostos que combinam vitaminas, minerais e ingredientes naturais, como o própolis, conhecido por suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, podem contribuir para o suporte imunológico de forma complementar.

 

“A combinação de vitaminas e minerais, como vitamina C, D, zinco e selênio, aliada a ingredientes de origem natural, pode contribuir para o suporte das defesas do organismo, especialmente em períodos em que o corpo está mais exposto a agentes externos”, complementa a especialista.

 

Adotar uma rotina de cuidados e estar atento aos sinais do corpo são atitudes fundamentais para atravessar a estação com mais equilíbrio e bem-estar.

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A Balança Mede o Seu Peso. Não Mede Quem Você É.

Emagrecer vai muito além do que qualquer número pode mostrar
Todo dia, milhares de mulheres acordam e, antes de qualquer coisa, pisam na balança

 

Em segundos, um número parece decidir o humor do dia. Decide se o café da manhã será vivido com prazer ou com culpa. Decide se aquela roupa vai vestir autoestima ou vergonha. Decide, muitas vezes, se a mulher que está ali vai se sentir digna, bonita, suficiente. Tudo isso por causa de um número.

 

Mas a balança mede massa. Mede a força da gravidade sobre o seu corpo naquele instante. Ela não mede a sua história, as noites mal dormidas, as renúncias silenciosas, o cansaço acumulado, as vezes em que você se levantou mesmo querendo desistir. Não mede o amor que você oferece, a força que você sustenta, a mulher inteira que você é.

 

E, ainda assim, quantas vezes você deixou que ela definisse o seu valor?
Emagrecer vai muito além do que qualquer número pode mostrar, porque o que trouxe você até aqui também vai além. Debaixo dos quilos que incomodam existe uma história. Existe uma mulher que aprendeu a usar a comida como alívio para emoções que nunca teve espaço para sentir. Que aprendeu a se cuidar por último. Que foi se tornando personagem, mãe, esposa, filha, profissional, e se afastando de si mesma.

 

O corpo não mente. Ele registra cada emoção engolida, cada limite ignorado, cada vez que você disse “estou bem” quando, na verdade, estava exausta. Não como castigo, mas como memória.

 

Por isso, mudar o número sem mudar a história quase sempre é só adiar o problema. O peso vai. O peso volta. Porque o que está por baixo continua lá, esperando ser olhado com coragem e verdade.

 

A transformação real começa quando você para de olhar apenas para o que a balança mostra e começa a ouvir o que ela nunca conseguirá revelar: sua identidade, seus desejos, sua dor, sua voz, seus limites, sua essência. Essa mulher não precisa se tornar menor para merecer mais amor, mais cuidado, mais presença. Ela só precisa ser encontrada. E talvez esse seja o verdadeiro emagrecimento: não desaparecer para caber, mas voltar para si.

 

Porque quando você se reencontra, o corpo deixa de ser inimigo e passa a se tornar casa, abrigo e expressão.

 

* Por Emi Moraes, psicoterapeuta especialista em emagrecimento comportamental, criadora do método “Emagreça de Dentro pra Fora. Se eu consegui, você também consegue, mas não da forma que te ensinaram”.

 

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Abril Marrom alerta para o cuidado com doenças que podem levar à cegueira

Equipe do Hospital Oftalmos apresenta detalhes sobre as causas e os sintomas do glaucoma, da catarata, da degeneração macular e do ceratocone

O mês de abril ganha a cor marrom em todo o Brasil para que as pessoas enxerguem a necessidade de se conscientizar sobre a cegueira, principalmente nos casos de perda de visão que poderiam ser evitados. “Glaucoma, catarata, degeneração macular e até ceratocone, são algumas das doenças oftalmológicas que, quando não são diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente a ter o diagnóstico de baixa visão e, em alguns casos, até à cegueira permanente”, alerta o especialista no tema, o médico oftalmologista do Hospital Oftalmos, Fernando Ramalho.
Catarata:
Segundo o Dr. Fernando, a catarata afeta a lente natural do olho, chamada cristalino. “Com o passar dos anos, o cristalino começa a se tornar opaco e, dependendo do tempo de evolução da doença, há maior dificuldade visual, podendo chegar à perda total da visão”, explica o médico.
Glaucoma:
Considerada uma das doenças mais perigosas, o glaucoma é, na maioria dos casos, assintomático e costuma ser percebido apenas em estágios avançados. “Trata-se de uma doença que acomete o nervo óptico, causada pelo aumento da pressão intraocular. Em determinadas situações, podem ocorrer dor nos olhos e vermelhidão, mas os quadros sem sintomas aparentes são a grande maioria”, revela a médica oftalmologista do Hospital Oftalmos, Carolina Rottili Daguano.
Degeneração macular:
O Dr. Fernando explica que a doença afeta as células nervosas localizadas na região da mácula, próxima à retina. “O paciente passa a perder o campo visual central. Com isso, a visão começa a ficar desfocada e pode evoluir até o surgimento de uma mancha que impede a visualização completa”, detalha.
Ceratocone:
Considerado um dos principais fatores que levam pacientes à fila de transplante de córnea, é uma doença progressiva e degenerativa que afeta a camada transparente externa do olho. A córnea torna-se mais fina e menos rígida, adquirindo formato cônico. Entre as possíveis causas estão traumas, avanço da idade, histórico familiar e o hábito frequente de coçar os olhos.
Prevenção é o melhor remédio
Os médicos especialistas destacam que a prevenção pode evitar o agravamento de diversas doenças oftalmológicas. Por isso, é fundamental que pessoas com mais de 40 anos ou que apresentem condições como miopia, hipermetropia, diabetes, uso prolongado de corticoides ou histórico familiar de doenças oculares, realizem consultas preventivas anualmente. “As consultas têm como objetivo detectar doenças ainda em estágios iniciais, antes que evoluam para formas irreversíveis”, conclui a doutora Carolina.
Roda de conversa e conscientização
Para ampliar o acesso à informação e conscientizar a população sobre doenças que podem levar à cegueira, o Oftalmos, hospital de olhos de Balneário Camboriú, realizará um talk sobre o tema, com foco especial no ceratocone. O encontro será na terça-feira (7/4), às 15h, e contará com depoimentos de pessoas que passaram por transplante de córnea, além de palestras e apresentações de médicos especialistas e de quem convive com a condição.
Sobre o Oftalmos
Fundado há quase 20 anos, o Oftalmos Hospital de Olhos é referência em oftalmologia no Litoral Centro-Norte de Santa Catarina. Une tecnologia de ponta aos mais modernos equipamentos do mercado, com uma infraestrutura completa para acolher o paciente em todas as etapas do atendimento ocular. No mesmo local, são realizadas consultas, exames, cirurgias e adaptação de lentes. É reconhecido pelo atendimento humanizado e pela excelência no cuidado visual em cada detalhe.
O Oftalmos de Balneário Camboriú se tornou o único hospital do Litoral Centro-Norte catarinense a ser certificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) no Nível 1. Essa conquista comprova a dedicação da marca em garantir a máxima segurança do paciente, a padronização dos processos e a qualidade clínica em todas as etapas do atendimento. O selo ONA reforça o compromisso da instituição em oferecer práticas assistenciais alinhadas aos mais altos padrões nacionais de saúde, proporcionando confiança e tranquilidade para quem busca excelência no cuidado com a visão.
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Leite faz bem? Nutricionista explica os benefícios e pontos de atenção com a bebida

Fonte de cálcio, proteínas e vitaminas, a bebida é benéfica para a maioria, mas a quantidade depende do nível de tolerância do indivíduo
 

O leite está no centro de um dos maiores debates nutricionais da atualidade. Enquanto para alguns é um “alimento completo” e indispensável, para outros, é fonte de inflamação e desconforto. Porém, para a maioria das pessoas, o leite continua sendo uma fonte nutricional presente no dia a dia.

 

Esse alimento é rico em nutrientes como proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas do complexo B (como B2 e B12), vitaminas A e D, e minerais vitais como o cálcio. Segundo a nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Camila Alho, o leite pode auxiliar na saúde óssea, dental e muscular.

 

“Essa dicotomia surge porque os benefícios ou não do leite dependem da genética, da idade e da qualidade da dieta de cada indivíduo. A resposta do organismo ao consumo de leite não é universal, pois está ligada à capacidade de produzir a enzima lactase para digerir a lactose. Indivíduos com intolerância experimentarão efeitos negativos que não ocorrerão em quem a produz em quantidade suficiente”, comenta.

 

Além da genética, a idade deve ser considerada. Segundo a nutricionista, a produção de lactase tende a diminuir após a infância, o que explica por que algumas pessoas que consumiam leite sem problemas na juventude podem desenvolver intolerância ou sensibilidade na idade adulta.

 

“As necessidades nutricionais e a saúde óssea variam ao longo da vida. Por isso, o leite pode ser uma excelente fonte de cálcio, vitamina D e proteínas de alto valor biológico para uma pessoa cuja dieta é deficiente nesses nutrientes. Enquanto, para alguém que já consome uma dieta rica e balanceada, o leite pode adicionar calorias e gorduras desnecessárias”, ressalta Camila.

 

Em casos de consumo excessivo, a especialista explica que esse exagero pode até desequilibrar o quadro nutricional geral. Portanto, a avaliação se o leite é benéfico ou não deve sempre ser feita dentro do panorama de saúde e dos hábitos alimentares da pessoa.

 

Como consumir o leite sem exageros?

 

A recomendação geral se baseia na resposta individual do corpo. De acordo com a nutricionista, para quem digere bem e aprecia, 1 a 2 porções diárias são suficientes e contribuem significativamente para atingir as metas de cálcio e proteína.

 

“Para quem não gosta ou não pode consumir leite, é necessário compensar a ausência com outras fontes de cálcio, ou seja vegetais verde-escuros como couve, brócolis, etc., sementes, como a de gergelim, e sardinha”, explica Camila.

 

Além disso, é importante desmistificar o “perigo” do leite de caixinha. O processo UHT (Ultra High Temperature) elimina bactérias e preserva a maioria dos nutrientes. Para a especialista, o impacto do leite de caixinha, muitas vezes, é o açúcar adicionado ao copo, como nos achocolatados, e não o leite em si.

 

“Se você sente que o leite o deixa estufado ou pesado, seu corpo está dando um sinal de que é melhor buscar alternativas. Mas se você bebe e se sente bem, ele continua sendo um aliado prático e nutricionalmente positivo para a sua saúde,” conlcui a nutricionista.

 

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

No Brasil desde 1922, a São Camilo pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis. Além de hospitais, conta com Centros de Educação Infantil, Colégios e Centros Universitários.

 

As Unidades Pompeia, Santana e Ipiranga fazem parte da Rede de Hospitais de São Paulo, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades e cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia, transplantes de fígado e musculoesquelético, cirurgias robótica e bariátrica. Por meio da atuação filantrópica, apoiam na manutenção das atividades de vários Hospitais administrados pela São Camilo no Brasil com atendimento ao SUS.

 

A Rede de Hospital São Camilo de São Paulo possui Centro de Oncologia e de Hematologia (Transplantes de Medula Óssea) e tratamento com CAR-T-CELL. Referência em urgência e emergência conta com PS Adulto, Infantil e 60+. Possui a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional, o Selo Amigo do Idoso e as Certificações PALC e ABHH.

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Mapeamento genético avança como aliado na prevenção do câncer de mama e ganha força no debate público

Iniciativas da UNACCAM ampliam o acesso à informação e reforçam o papel da genética na detecção precoce e no cuidado personalizado da saúde da mulher

 

A discussão sobre o acesso a testes de mapeamento genético tem ganhado espaço no Brasil em meio à busca por estratégias mais eficazes de prevenção do câncer de mama. Embora o exame seja utilizado na prática clínica, sua disponibilidade ainda é limitada, especialmente no sistema público, o que mantém parte da população distante de uma ferramenta capaz de identificar riscos hereditários antes mesmo do surgimento da doença.

 

O câncer de mama segue como o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, com cerca de 73 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde responsável pela prevenção, controle, pesquisa e tratamento do câncer em todo o país.

 

Nesse cenário, o mapeamento genético vem se consolidando como um recurso importante para orientar condutas médicas e ampliar as possibilidades de prevenção e diagnóstico precoce.

 

Mais do que identificar riscos, o teste genético permite personalizar o acompanhamento médico, antecipar exames e, em muitos casos, adotar medidas preventivas antes mesmo do surgimento da doença. Estima-se que entre 10% e 20% dos casos de câncer tenham origem hereditária, frequentemente associados a mutações como BRCA1 e BRCA2, o que reforça a importância da investigação genética, especialmente em pacientes com histórico familiar.

 

Nesse contexto, a União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama (UNACCAM) tem ampliado sua atuação na conscientização sobre o tema e na disseminação de informações, com o objetivo de aproximar o mapeamento genético da população e estimular a busca por orientação médica adequada.

 

A entidade destaca que o exame pode contribuir não apenas para a detecção precoce do câncer de mama, mas também de outros tipos de tumores, como o de ovário, permitindo estratégias preventivas mais abrangentes.

 

“O mapeamento genético permite identificar se uma pessoa tem uma predisposição ao câncer antes mesmo da doença aparecer. Com isso, conseguimos atuar de forma muito mais preventiva e assertiva”, explica Dr. José Cláudio Casali, Oncogeneticista do A.C. Camargo Cancer Center e parceiro da UNACCAM.

 

“Quando identificamos uma variante genética, conseguimos adaptar o acompanhamento, antecipar exames e incluir métodos mais sensíveis para detectar lesões precoces. O objetivo é diagnosticar cedo e mudar o desfecho da doença.”

 

Segundo o especialista, o impacto do exame também se estende ao ambiente familiar. “Quando encontramos uma alteração genética, conseguimos avaliar outros familiares e agir antes que a doença apareça. Passamos a atuar de forma preventiva em um grupo inteiro.”

 

Na prática clínica, o resultado do mapeamento genético pode redefinir condutas médicas. Em casos negativos, o acompanhamento segue protocolos padrão. Já em resultados positivos, o rastreamento pode ser intensificado, com antecipação de exames e adoção de medidas preventivas específicas. Além disso, o teste também tem papel relevante na definição de terapias direcionadas a mutações específicas.

 

Estudos indicam que o mapeamento genético pode ser custo-efetivo ao possibilitar diagnósticos mais precoces e reduzir a complexidade dos tratamentos. Ainda assim, o acesso no Brasil permanece restrito, sobretudo na rede pública, que não disponibiliza amplamente o exame no SUS e enfrenta escassez de profissionais especializados em aconselhamento genético, etapa considerada essencial antes e depois da testagem.

 

A UNACCAM também chama atenção para a necessidade de ampliar o acesso e reduzir barreiras, por meio de iniciativas voltadas a públicos prioritários, como programas e mutirões. A recomendação é que mulheres com histórico familiar ou casos de diagnóstico precoce na família procurem avaliação médica para orientação adequada.

 

“Muitas pessoas ainda têm receio de descobrir um risco genético, mas a informação é justamente o que permite mudar a história. Existe uma cultura de que é melhor não saber, quando na verdade o conhecimento permite prevenir. É melhor enfrentar o risco do que enfrentar o câncer”, afirma Clarísia Ramos, presidente da UNACCAM.

 

De acordo com ela, ampliar o debate é um passo importante para fortalecer a conscientização sobre o tema. “Quando falamos de mapeamento genético, estamos falando de dar às mulheres a oportunidade de conhecer seu risco e agir antes. Informação de qualidade salva vidas e pode mudar o futuro de famílias inteiras”, completa.

 

Com a intensificação das discussões sobre a incorporação de testes genéticos no sistema público e a necessidade de estruturar o acompanhamento dos pacientes, o mapeamento genético se consolida como um dos caminhos para tornar a prevenção do câncer de mama mais precisa, eficiente e acessível no país.

 

Mais informações estão disponíveis em: https://unaccam.org.br/.

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Endometriose: entender a dor é o primeiro passo para o tratamento

Cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença, cujo sintoma mais comum é a cólica menstrual intensa. Um grupo que carrega o peso do silêncio e, normalmente, do diagnóstico tardio

 

Muitas mulheres crescem ouvindo que “sentir dor no período menstrual é normal”, o que pode acabar mascarando uma condição que exige atenção médica especializada e um olhar multidisciplinar: a endometriose. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença, cujo sintoma mais comum é a cólica menstrual intensa. Um grupo que carrega o peso do silêncio e, normalmente, do diagnóstico tardio.

 

A doença se caracteriza pelo comportamento atípico do endométrio, o tecido que reveste o útero. “A endometriose é uma condição ginecológica em que o tecido que reveste a parte interna do útero cresce fora dele, causando dor, inflamação e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Esse tecido pode se localizar em órgãos como ovários, trompas, intestinos e bexiga”, explica a ginecologista Vânia Marcella Calixtrato, que atende no Órion Complex.

 

O Março Amarelo visa conscientizar sobre a endometriose. Vânia Calixtrato observa que, embora a genética desempenhe um papel crucial, outros fatores biológicos como a menstruação precoce (antes dos 11 anos) e fluxos muito abundantes também são indicadores de risco. “O estilo de vida, embora não seja a causa direta, atua como um regulador da gravidade: hábitos inflamatórios e sedentarismo podem piorar consideravelmente as dores”, diz.

 

Quando a cólica não é comum

 

Diferenciar o desconforto aceitável de um sintoma de endometriose é o maior desafio das pacientes. Enquanto a cólica comum cede com analgésicos e diminui ao longo do ciclo, a dor da endometriose é persistente e incapacitante.

 

“Ela pode durar durante todo o ciclo menstrual, além de afetar outros momentos, como antes ou após a menstruação. Também pode ser acompanhada de outros sintomas, como dor durante as relações sexuais, sangramentos fora do ciclo e dificuldade para engravidar”, destaca a médica.

 

Outros sinais frequentemente negligenciados são a dor ao urinar ou evacuar durante o período menstrual e dores profundas durante o ato sexual. Se esses sintomas forem frequentes, a investigação com um ginecologista é indispensável.

 

O desafio do diagnóstico

 

Segundo dados do Instituto Endometriose, a doença demora, em média, de 7 a 10 anos, para se confirmar. A especialista explica que a variedade de sintomas, que se confundem com miomas ou síndrome do intestino irritável, dificulta o processo. Além disso, exames simples de sangue, como o CA-125, não são conclusivos.

 

“O exame de sangue CA-125 não é suficiente para confirmar ou descartar a endometriose, não é um exame específico. O diagnóstico definitivo depende da combinação de exames de imagem, sintomas clínicos e, muitas vezes, da laparoscopia”, esclarece.

 

Atualmente, os exames de imagem mais precisos são a Ressonância Magnética (RNM) e a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, sendo este último extremamente dependente da experiência do médico examinador para identificar focos na pelve e ovários.

 

O tratamento não é apenas cirúrgico. Existe uma série de opções clínicas que visam devolver a qualidade de vida à paciente, incluindo analgésicos, terapias hormonais – como o DIU -, e até bloqueadores de estrogênio.

 

A cirurgia (laparoscopia) é reservada para casos específicos.”A laparoscopia é necessária quando os tratamentos clínicos não conseguem controlar os sintomas, ou quando a endometriose está comprometendo a fertilidade da paciente. Em casos de endometriose profunda, onde há comprometimento de órgãos, a cirurgia pode ser indicada.”

 

Estilo de vida como remédio

 

A alimentação surge como uma poderosa aliada no manejo da inflamação. Uma dieta rica em antioxidantes e anti-inflamatórios (ômega-3, cúrcuma, frutas e vegetais) pode reduzir os sintomas. Da mesma forma, exercícios como yoga e caminhada auxiliam na circulação e na redução do estresse, combatendo a oxidação do organismo.

 

A endometriose não tem cura definitiva, mas tem controle. O acompanhamento contínuo e a conscientização de que a dor intensa não deve ser normalizada são as chaves para que milhões de mulheres retomem o controle de suas vidas”, finaliza a especialista.

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Psicanalista alerta: rotina perfeita pode esconder uma depressão silenciosa

“A depressão silenciosa não para a mulher: ela a mantém em movimento, mesmo quando tudo por dentro já pediu pausa.”

 

A afirmação da psicanalista e terapeuta Adriana Soares resume um fenômeno cada vez mais presente: mulheres que sustentam rotinas produtivas enquanto enfrentam um sofrimento emocional invisível. A velha conhecida depressão é a condição que se camufla na eficiência e dificulta o reconhecimento do adoecimento.

 

“São mulheres que dão conta de tudo, mas já não se sentem dentro da própria vida”, explica Adriana. Dados do Ministério da Previdência Social, divulgados em janeiro de 2026, evidenciam o avanço do problema: em 2025, foram mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, com crescimento de 15,66% em relação ao ano anterior.

 

“Quando olhamos que mais de 63% desses afastamentos são de mulheres, entendemos que há uma sobrecarga estrutural adoecendo esse público”, analisa.

 

Diferente dos quadros mais incapacitantes, a depressão de alta performance não interrompe a rotina. “Ela rouba o prazer, não a produtividade”, pontua a especialista.

 

Entre as principais causas, estão a dupla jornada, a pressão por desempenho e a desconexão com o próprio desejo. “A mulher foi ensinada a atender expectativas o tempo todo. Quando percebe, está vivendo uma vida que não escolheu. O medo de falhar e a necessidade constante de provar valor tornam o sofrimento ainda mais silencioso”, comenta.

 

A saída não está em ser mais forte, mas em parar de sustentar o insustentável, defende Adriana Soares. Segundo a psicanalista, o processo terapêutico permite que a mulher reconheça seus limites, questione padrões e resgate sua própria identidade. “Essas mulheres precisam se autorizar a viver com verdade”, conclui.

 

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