Saúde & Bem-estar

Histórias com animais e monstros ajudam crianças a lidar com medo e ansiedade, indica estudo

Pesquisa com 174 pacientes pediátricos mostra que personagens fantásticos e animais humanizados despertam mais interesse durante sessões de contação de histórias

 

Já se sabe que a contação de histórias apresenta resultados positivos para crianças hospitalizadas, mas será que qualquer história produz o mesmo efeito? De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, em parceria com a Associação Viva e Deixe Viver, crianças internadas tendem a preferir histórias protagonizadas por animais humanizados e monstros em vez de personagens humanos.

 

 

Entre os livros mais escolhidos estavam histórias protagonizadas por personagens como ratos, elefantes, macacos e criaturas fantásticas. Já títulos cujas capas apresentavam pessoas, adultos ou crianças, foram pouco selecionados, mesmo quando os protagonistas tinham idade próxima à dos pacientes.

 

Entre os livros mais selecionados nas sessões de contação de histórias aparecem obras como O monstro monstruoso da caverna cavernosa, Macaco DanadoO ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado e Monstro Rosa. Em comum, esses títulos apresentam personagens expressivos, envolvidos em situações lúdicas ou bem-humoradas.

 

Já narrativas protagonizadas por personagens humanos, como AladimPinóquio ou Malasaventuras – Safadezas do Malasartes, tiveram menor interesse. Segundo os pesquisadores, a preferência por bichos e monstros pode estar associada ao caráter simbólico e imaginativo dessas figuras, que favorecem identificação, humor e distanciamento das situações reais vividas pelas crianças durante o tratamento.

 

De acordo com Márcia Abreu, pesquisadora da Unicamp, a tendência pode estar relacionada ao papel que narrativas fantásticas desempenham na infância, especialmente em contextos emocionalmente delicados. “Personagens não humanos permitem maior distanciamento da realidade imediata e podem ajudar as crianças a lidar com sentimentos comuns durante a hospitalização, como medo, ansiedade e sensação de isolamento”, afirma a especialista.

 

Para os pesquisadores, animais e monstros presentes em livros infantis costumam apresentar comportamentos humanos, como falar, expressar emoções e enfrentar desafios. Esse recurso facilita a identificação das crianças com as histórias, ao mesmo tempo em que preserva um universo imaginativo.

 

Segundo os especialistas, compreender as escolhas das próprias crianças pode ajudar organizações e profissionais de saúde a selecionar melhor os livros utilizados em atividades de leitura em hospitais, ampliando os benefícios emocionais dessas iniciativas.

 

“As preferências observadas contrastam com as escolhas feitas por adultos no mercado editorial. Enquanto nas sessões hospitalares predominam animais e criaturas fantásticas, rankings de vendas de literatura infantil na última bienal destacam obras com temas sociais ou protagonismo humano, muitas vezes selecionadas por pais, educadores ou escolas”, destaca Márcia.

 

Valdir Cimino, fundador da Viva e Deixe Viver, ressalta a importância do estudo. “A pesquisa tem papel fundamental ao demonstrar, com base em dados, os benefícios da contação de histórias para crianças hospitalizadas. Na primeira fase do estudo, foram medidos os níveis de ocitocina, hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, e de cortisol, relacionado ao estresse, comprovando cientificamente a melhora clínica dos pacientes. Esta segunda fase nos ajuda a identificar as literaturas ideais para potencializar os benefícios promovidos pela leitura”, finaliza.

 

Metodologia – A pesquisa analisou as reações e escolhas de leitura de 174 crianças entre 6 e 10 anos internadas no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, e no Hospital da Criança da Rede D’Or São Luiz, em São Paulo. Durante sessões de cerca de 30 minutos de contação de histórias, os participantes puderam escolher quais livros desejavam ouvir a partir da apresentação das capas e de um breve resumo do enredo.

 

Sobre a Associação Viva e Deixe Viver: Fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino, a Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira em diversas frentes e políticas públicas. Por meio da arte de contar histórias, forma cidadãos conscientes da importância do acolhimento e de elevar o bem-estar coletivo, a partir de valores humanos como empatia, ética e afeto.

 

A entidade também é referência em educação e cultura, por meio da promoção de atividades de ensino continuado. Nesse sentido, conta com o canal Viva e Eduque, espaço criado para a difusão cultural, educacional e gestão do bem-estar para toda a sociedade. Hoje, além dos 601 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 89 hospitais espalhados pelo Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas UOL, Pfizer, Instituto Helena Florisbal e Instituto PENSI, além da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

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Primeiro Spa Boutique Materno do Brasil terá programação especial no próximo dia 26

O Du Temps Pour Moi, localizado no Recreio dos Bandeirantes, terá uma programação especial no dia próximo dia 26, das 14h às 17h

 

Os destaques dessa data serão práticas de autocuidado focadas em relaxamento, alívio do cansaço e equilíbrio corporal, com presenças confirmadas de especialistas convidadas.

 

Como o primeiro Spa Boutique Materno do Brasil, o espaço oferece um diferencial único: acolhimento especializado para crianças, permitindo que as mães relaxem enquanto seus filhos participam de atividades personalizadas sob supervisão.

 

O que esperar no dia:

 

• Práticas para descompressão e bem-estar

• Um bate-papo sobre como alinhar corpo, mente e imagem

  • • Meditação e respiração guiada com óleos essenciais no tapete de yoga
  • • Massagens de colo, cervical, face e couro cabeludo
  • • Ritual de descanso para as pernas
  • • Aromaterapia
  • • Design de sobrancelhas
  • • Coffee break

 

  • Acolhimento infantil

Enquanto você se cuida, a criança é acolhida em um espaço seguro com monitoramento por câmera opcional.

 

Como participar?

O evento é aberto ao público, mas o agendamento prévio é recomendado para garantir sua vaga.

 

Local

Rua Senador Ruy Carneiro, 180 – Loja A, Recreio dos Bandeirantes.

 

Agendamento

Pode ser feito via direct no @dutempspourmoi.br ou pelo WhatsApp (21) 99603-8866.

 

 

Quem são as especialistas convidadas?

 

@larissarodriguess – Consultora de imagem e posicionamento, ajudando mulheres a fortalecer em sua presença e conquistar em novas oportunidades.

 

@betateixeira_ – Terapeuta de coach, especialista em autoestima feminina e comunicação autêntica.

 

@silviaspinellicg – Personal trainer,  instrutora de meditação, yoga e analista corporal, há 30 anos atuando no desenvolvimento humano.

 

Você gostaria de saber mais detalhes sobre os valores dos pacotes ou sobre como funciona o espaço kids?

 

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Os benefícios da Reeducação Postural Global para saúde de adultos e adolescentes

A RPG é um método fisioterapêutico manual, ativo e progressivo, voltado para a avaliação e tratamento das alterações musculoesqueléticas e posturais

 

Seu principal objetivo é reorganizar o alinhamento corporal por meio do alongamento global das cadeias musculares encurtadas, promovendo equilíbrio biomecânico, melhora funcional e redução da dor.

 

O método considera que os músculos trabalham de maneira interdependente, formando “cadeias musculares”. Assim, uma retração muscular em determinada região pode gerar compensações e sintomas em outras partes do corpo. Dessa forma, a RPG busca tratar a causa do problema e não apenas os sintomas apresentados pelo paciente.

 

O tratamento utiliza posturas específicas de alongamento global sustentado, associadas ao controle respiratório e à correção progressiva do alinhamento corporal. O fisioterapeuta conduz microajustes constantes durante a sessão, respeitando os limites do paciente.

 

A RPG é amplamente utilizada no tratamento e prevenção de disfunções musculoesqueléticas. Entre as principais indicações estão:

  • • Lombalgia
  • • Cervicalgia
  • • Hérnia de disco
  • • Escoliose
  • • Hipercifose
  • • Hiperlordose
  • • Alterações posturais
  • • Dores miofasciais
  • • Encurtamentos musculares
  • • Disfunções temporomandibulares
  • • Lesões articulares
  • • Alterações respiratórias
  • • Sequelas neurológicas espásticas.

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• Tamires Silva Sessa Fisioterapeuta | Gestora do Espaço Fisio Pilates | Sócia Live Home Care.

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Live Home Care: fisioterapia domiciliar humanizada de qualidade

Duas fisioterapeutas, Tamires Sessa e Bruna Cunha, amigas e apaixonadas pelo cuidado ao próximo, fundaram a Live Home Care em 2021 após perceberem a dificuldade de encontrar um serviço de fisioterapia domiciliar sério, humanizado e de qualidade.

 

Com mais de 20 anos de experiência, criaram uma empresa voltada para oferecer atendimento personalizado no conforto de casa, proporcionando mais praticidade, segurança e atenção individualizada aos pacientes.

 

A fisioterapia domiciliar é ideal para idosos, pacientes em recuperação pós-cirúrgica, pessoas com dificuldade de locomoção ou que buscam um cuidado mais próximo e eficiente.

 

A Live Home Care conta com uma equipe especializada para atender todo o Rio de Janeiro, sempre priorizando bem-estar, recuperação funcional, alívio das dores e qualidade de vida.

 

Agende uma avaliação pelo Instagram ou WhatsApp: (21) 97140-9262.

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Autismo em mulheres: diagnóstico costuma chegar apenas na vida adulta

Especialista em psicologia da UNIASSELVI explica como fatores sociais e comportamentais como pressão e adaptação do ambiente no entorno, contribuem para o subdiagnóstico, gerando consequências para vida adulta

 

No Brasil, onde se estima que a população com TEA possa chegar a 2 milhões de pessoas de acordo com último levantamento da Agência IBGE. Esse cenário de subdiagnóstico feminino tem se agravado de forma remanescente. O problema é que fatores sociais e comportamentais, como a pressão para que meninas sejam mais quietas e sociáveis, criam uma cortina de fumaça que esconde os sinais, levando a uma vida inteira de dificuldades não diagnosticadas, como ansiedade e depressão.

 

De acordo com a professora de psicologia da UNIASSELVI, Gabriela Inthurn, a explicação para essa lacuna está na forma como os traços autistas se manifestam socialmente no público feminino. “O grande desafio no diagnóstico feminino é que ele é frequentemente mais sutil e camuflado por um enorme esforço de adaptação social, conhecido como ‘masking’. Muitas mulheres aprendem a imitar comportamentos para se encaixar, o que mascara os traços clássicos do autismo e engana até mesmo avaliadores menos experientes”, pontua a especialista.

 

Esse fenômeno, portanto, é um dos principais responsáveis por uma legião de mulheres que chegam à vida adulta sem respostas. Já o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, aponta que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é diagnosticado de três a quatro vezes mais no sexo masculino do que no feminino. Essa disparidade ocorre mesmo que os critérios diagnósticos, ou seja, os sinais observados e os sintomas informados pela pessoa, sejam os mesmos para todos os gêneros, e que o diagnóstico em mulheres tende a ser mais tardio.

 

O peso do “masking”

 

Desde cedo, meninas no espectro aprendem a observar e imitar comportamentos neurotípicos para se encaixarem, tornando-se verdadeiras “atrizes sociais”. Esse processo, muitas vezes inconsciente, envolve um conjunto de estratégias exaustivas: forçar o contato visual mesmo que seja desconfortável, ensaiar conversas mentalmente, suprimir movimentos repetitivos (stims) e imitar expressões faciais de colegas. Embora seja uma tática de sobrevivência para evitar o isolamento e o preconceito, essa performance constante desconecta a mulher de sua identidade autêntica e drena sua energia mental e emocional.

 

“O masking é a tentativa da pessoa autista, especialmente as mulheres, de mascarar os comportamentos autistas. É um conjunto de estratégias que a pessoa utiliza para tentar ocultar ou minimizar comportamentos do transtorno, muitas vezes para evitar julgamentos, e isso pode dificultar o diagnóstico”, pontua Gabriela.

 

Sinais sutis e os impactos na saúde mental

 

Uma das razões para essa dificuldade no diagnóstico está na natureza dos interesses restritos, ou hiperfocos. Enquanto em meninos é comum o foco em temas como dinossauros ou meios de transporte, em meninas, esses interesses podem se voltar para assuntos considerados mais “comuns”, como literatura, artes ou animais, passando despercebidos.

 

O esforço contínuo para se adaptar, somado à falta de um diagnóstico que explique suas dificuldades, tem um custo elevado para a saúde mental. “Um diagnóstico tardio traz prejuízos, independente do gênero, porque em muitos casos a intervenção só acontece após o diagnóstico. A importância da intervenção precoce é sempre comentada na literatura, e quando ela não ocorre pode trazer prejuízo na aprendizagem, nos relacionamentos, na vida profissional do adulto e principalmente na autoestima”, explica a professora.

 

Diagnóstico e seus desafios   

 

O modelo de diagnóstico do autismo foi, por muito tempo, construído a partir de um protótipo masculino. Como consequência, muitos profissionais de saúde não foram treinados para reconhecer as manifestações mais internalizadas ou socialmente camufladas do transtorno em meninas e mulheres. Com isso, os sinais que não se encaixam no estereótipo clássico são frequentemente descartados ou atribuídos a outras condições, como ansiedade, depressão ou transtorno de personalidade, reforçando o ciclo do subdiagnóstico.

 

“Na história do próprio transtorno, os conhecimentos e critérios de diagnóstico estiveram sempre baseados no gênero masculino, que era aquele mais prevalente, levando para que muitos sinais e sintomas sejam ainda baseados no comportamento conhecido como masculino”, afirma a psicóloga.

 

Como buscar ajuda

 

A jornada para o diagnóstico em mulheres adultas geralmente começa com a autoidentificação, muitas vezes impulsionada por relatos e conteúdo em redes sociais. Embora esse movimento de reconhecimento seja um passo inicial importante e validador, a etapa seguinte é crucial: buscar uma avaliação clínica estruturada. O objetivo vai além de confirmar um rótulo; um profissional especializado poderá fazer o diagnóstico diferencial, ou seja, distinguir o TEA de outras condições com sintomas sobrepostos, como TDAH ou transtornos de ansiedade e, principalmente, traçar um plano de suporte terapêutico personalizado.

 

“O diagnóstico de autismo pode ser realizado por um psicólogo ou médico. É recomendado que, ao suspeitar, o adulto ou os pais (no caso de crianças) procurem um profissional da Psicologia para realizar uma avaliação. É importante ressaltar que não existe autodiagnóstico em saúde mental, é preciso que a pessoa passe por uma avaliação de um profissional qualificado”, finaliza a professora.

 

Sobre a UNIASSELVI

 

A UNIASSELVI é uma das maiores instituições de ensino superior do Brasil, com mais de 500 cursos entre Graduação, Pós-Graduação, Técnicos e Profissionalizantes, ofertados nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD). Presente em todos os estados brasileiros, conta com mais de 1,3 mil polos e 16 unidades presenciais. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional com nota máxima no Recredenciamento Institucional concedido pelo Ministério da Educação (MEC).

Saúde & Bem-estar

O “Ano do Sim”: o dia em que dizer “sim” deixou de ser leve e virou necessário

Existe um momento na vida em que você percebe que não está mais dizendo “não” para o mundo. Você está dizendo não para si mesma.

 

E foi exatamente desse lugar que nasceu a vivência “O Ano do Sim”. Ela não surgiu como uma ideia de evento. Ela surgiu como um chamado. Eu e Rose Vieira nos encontramos no mesmo ponto interno: era hora de abrir um campo de cura que não cabia mais só na teoria.

 

Criamos juntas. Sentindo. Escutando. Sendo guiadas.

E o que aconteceu ali… não foi comum.

Não foi um evento. Foi um campo.
Não era sobre assistir. Era sobre se atravessar.

Cacau. Rapé. Apometria. Hipnose. Meditações. Dança.

Mas nenhuma dessas práticas, sozinha, explica.

O que aconteceu foi um encontro com tudo aquilo que estava sendo evitado há anos.

 

E quando isso acontece não existe como sair igual.

A intenção nunca foi “curar”.

Mostrar onde cada pessoa ainda se negava.

Onde repetia padrões.

 

Onde dizia “não” para a própria vida.

Porque o verdadeiro “sim” só nasce quando o “não” é visto e integrado.

O momento em que tudo mudou.

O ponto de virada.

Durante a condução, eu falei de um lugar que não era racional.

Era profundo. Cru. Verdadeiro.

Ali, eu não estava conduzindo.

Eu estava sendo atravessada junto com o grupo.

Na hipnose, acessamos traumas que já estavam no corpo.

E o que veio não foi desespero. Foi liberação.

 

Quando o campo fala, quem conduz também é atravessado

 

Rosi descreve o evento “O Ano do Sim” como uma experiência profunda de transformação e expansão de consciência, que impactou todos os participantes antes, durante e depois do encontro. Ela destaca a liberação emocional, a cura de padrões e a força do trabalho energético vivido no evento.

 

Também ressalta a importância da presença do sagrado masculino, tornando a experiência ainda mais especial, e o impacto das práticas terapêuticas como a apometria e o rapé na reconstrução emocional.

 

Por fim, ela reflete que o encontro trouxe aprendizados essenciais: quem cura também é curado, é fundamental estar em ambientes que fortaleçam a essência, e dizer “sim” para a vida exige reconhecer e sustentar os próprios “nãos”.

 

Quando a resistência é o portal

 

E talvez um dos relatos mais fortes tenha vindo antes mesmo da vivência começar. A participante Camila Paula, 42 anos, compartilhou:

 

“Na semana que antecedeu o retiro, senti medo, ansiedade e até pânico de viajar — o que não é comum pra mim, porque sou tranquila e adoro viajar. Mas permaneci firme e entendi que era algo que eu precisava atravessar para acessar o próximo patamar da minha vida. E foi exatamente isso que aconteceu. O evento me proporcionou vivenciar minha própria medicina em mim — algo que eu já acessava, mas ainda não tinha vivido com profundidade. A cura foi revelada. Meus mentores se fizeram presentes com toda a orientação necessária para o meu crescimento profissional. Saio com amor, gratidão e a certeza de que tudo é exatamente como tem que ser. Os sinais mostram o caminho. Basta acreditar”, disse Camila Paula.

 

A transformação que ninguém esperava

 

Não foi sobre aparência. Foi sobre presença. No início do dia: corpos tensos, olhares cansados, energia retraída.

Ao final: leveza, expansão, olhos brilhando. Mas, acima de tudo: verdade.

Sem máscaras.

Sem performance.

Sem necessidade de se esconder.

 

Então… o que é dizer “sim” para a vida?

Não é sobre aceitar tudo.

Não é sobre positividade.

 

Dizer “sim” para a vida é: parar de fugir do que precisa ser visto
sustentar os próprios “nãos” com maturidade e escolher, conscientemente, viver a própria verdade.

 

Mesmo quando isso exige atravessar desconfortos. Porque, no fim o verdadeiro “sim” não é leve. Ele é honesto. E é isso que liberta.

Quem viveu não volta para o mesmo lugar interno.

 

* Por Emi Moraes – psicoterapeuta especializada em emagrecimento comportamental e criadora do método “Emagreça de Dentro pra Fora”.

Instagram: @euemi_moraes.  Áudios motivacionais gratuitos: clique aqui!

Saúde & Bem-estar

Facilitadora comportamental mostra os 5 passos para você ter uma vida mais abundante

Viver com abundância é muito mais do que conquistar bens materiais — é um estado de consciência. É sobre reconhecer seu próprio valor, abrir-se para o novo e permitir-se viver sob a sua ótica, sem interferências, crenças ou conceitos construídos por outras circunstâncias de sua vida.

 

E é exatamente essa clareza que trago para as pessoas em meu atendimento como facilitadora comportamental. Facilitar um comportamento é sobre ampliar a visão em relação a tudo aquilo que te bloqueia, tudo aquilo que te prende a um padrão e que você precisa ressignificar para poder viver sua verdadeira essência, ser genuíno com seus desejos mais íntimos e com isso alcançar uma vida mais abundante de acordo com o que significar abundância para você.

 

Com base na minha experiência, reuni um roteiro de cinco passos práticos para quem deseja abrir espaço para o novo, liberar bloqueios e construir uma vida verdadeiramente abundante:

 

1º – Questione: sabe aquela voz interna que diz: “isso não é para mim, não sou capaz”. Pare e pergunte: de onde vem essa certeza? Quem me ensinou isso?

 

2º – Permita: deixe as respostas emergirem sem resistência. Observe as frases que marcaram sua infância ou juventude — “a vida é difícil”, “não dá para ter tudo”.

 

3º – Liberte: visualize essas lembranças e devolva o que não te pertence. Agradeça pelos aprendizados e imagine entregando-os de volta, dizendo: “Isso é seu, não meu.”

 

4º – Construa: defina o que é abundância para você. É saúde? Tempo livre? Sucesso profissional? Liste e detalhe cada aspecto. Como seria sua vida mais abundante?

 

5º – Tome posse: ao acordar, leia sua lista sobre o que é abundância para você e afirme: eu mereço. Eu posso. Eu sou. Com esses 5 passos você fará uma reprogramação em seu cérebro e por consequência em sua frequência vibracional.

 

Desta forma conseguirá manter seu foco e seu direcionamento para uma vida mais abundante. Lembre-se, reprogramar seu cérebro é reconhecer e se libertar de crenças que te limitam. É abrir espaço para a expansão em sua vida. É um ato de coragem e amor-próprio.

Quer realizar essa mudança em sua vida? Agende sua sessão comigo.

 

* Helô Minetto, facilitadora comportamental. Atendimentos presenciais no Recreio e na Barra da Tijuca Consultas online para todo o Brasil

 

WhatsApp: (11) 97116-5199

 

Instagram: @helominetto_facilitadora

Beleza Saúde & Bem-estar

A importância da drenagem linfática para o corpo da mulher

A drenagem linfática é crucial para o corpo feminino, pois estimula o sistema linfático a eliminar o excesso de líquidos, toxinas e resíduos, reduzindo inchaços e edemas

 

Esta técnica melhora a circulação sanguínea, alivia dores nas pernas, reduz celulites, auxilia no pós-operatório e promove relaxamento profundo, sendo altamente benéfica durante a gestação e TPM.

 

Principais benefícios para o corpo feminino

 

• Redução de Inchaço e retenção: essencial para combater a retenção de líquidos comum no ciclo menstrual e na gravidez, melhorando a silhueta.

Pós-operatório: altamente indicada para acelerar a cicatrização, reduzir hematomas e prevenir fibroses após cirurgias plásticas, como a lipoaspiração.

 

• Melhora da circulação e celulite: a massagem suave estimula a circulação, combatendo a celulite e prevenindo varizes.

 

• Saúde gestacional e pós-parto: ajuda a aliviar dores nas pernas e pés, além de auxiliar na amamentação, prevenindo o ingurgitamento mamário.

 

• Desintoxicação e metabolismo: auxilia o corpo a eliminar metabólitos, melhorando o metabolismo e o funcionamento do sistema imunológico.

 

• Saúde mental e relaxamento: a técnica proporciona relaxamento, combatendo o estresse e a ansiedade.

 

Cuidados Importantes

 

Embora benéfica, a técnica não é indicada para infecções agudas, flebites, tromboses ou hipertensão descompensada. Deve ser realizada por profissionais capacitados.

 

A drenagem linfática, portanto, funciona como um aliada da saúde e do bem-estar, proporcionando um equilíbrio físico e um melhor funcionamento do organismo.

 

Para mais detalhes sobre o meu trabalho clique aqui!

Siga: @maramendes.estetica

 

* Esteticista Mara Mendes, também advogada especialista em Direito civil, cidadania, trabalhista,  previdenciário,  consumidor, família e divórcio.

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Medicamento para aumentar a libido feminina na menopausa é aprovado nos EUA

Médica e pesquisadora Fabiane Berta explica que o prazer feminino é legítimo em qualquer idade

 

Por muito tempo, a narrativa foi repetida quase como um mantra nos consultórios de que depois dos 40 ou 50 anos, o desejo sexual feminino diminuiria naturalmente e caberia à mulher aceitar. Segundo a médica e pesquisadora Fabiane Berta, especialista em menopausa, essa explicação confortável nunca foi científica. Foi cultural.

 

“O que chamaram de normal era, na verdade, negligência médica”, afirma Fabiane. Enquanto homens tiveram acesso a múltiplas terapias para disfunção sexual ao longo de décadas, mulheres na pós-menopausa com perda de libido foram orientadas a lidar com o problema em silêncio. “Isso criou uma geração inteira convencida de que perder o desejo era parte obrigatória do envelhecimento”.

 

A ciência, porém, conta outra história. Existe um diagnóstico bem definido, o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (HSDD), caracterizado pela falta persistente de desejo que causa sofrimento real. De acordo com a pesquisadora, entre 40% e 55% das mulheres após a menopausa podem apresentar esse quadro. “Não é preguiça, não é fase, não é desinteresse afetivo. É neurobiologia.”

 

Até recentemente, o dado mais chocante não era a prevalência do problema, mas a ausência de tratamento. Nenhuma medicação havia sido aprovada especificamente para mulheres na pós-menopausa com HSDD. “Isso diz muito sobre quem a medicina escolheu escutar e quem ficou esperando”, analisa.

 

Esse cenário acaba de começar a mudar, quando a agência regulatória americana Food and Drug Administration (FDA) aprovou, no final do ano passado, a flibanserina (Addyi) para mulheres na pós-menopausa com menos de 65 anos. A decisão veio dez anos após a liberação do medicamento para mulheres na pré-menopausa.

 

“Demorou uma década para que a ciência institucional reconhecesse algo simples, mulheres depois da menopausa continuam sendo mulheres com desejo”, diz a especialista.

 

A médica explica que diferente do que muitos imaginam, a flibanserina não é um hormônio. Ela atua diretamente nos neurotransmissores cerebrais ligados ao desejo sexual, aumentando dopamina e norepinefrina e reduzindo o excesso de serotonina.

 

“É um ajuste fino do sistema que regula o querer. Não cria desejo do nada, mas reequilibra o que estava desorganizado”, destaca Fabiane.

 

Os estudos clínicos que embasaram a aprovação envolveram mais de 2.400 mulheres e mostraram melhora consistente com aumento no número de eventos sexuais satisfatórios, resposta a partir da quarta semana e mais da metade das participantes relatando melhora significativa do desejo.

 

“Não é solução mágica, nem funciona para todas. Mas é ciência aplicada onde antes só havia resignação”.

 

Ainda assim, o tabu persiste. Falar de sexualidade feminina após os 50 anos segue sendo desconfortável, social e medicalmente.

 

“A mulher madura é empurrada para um papel de cuidadora, avó, alguém que já ‘resolveu’ a vida. Como se isso incluísse arquivar a libido”, observa a médica.

 

Para ela, essa lógica ignora um ponto central de que desejo sexual é saúde, autoestima e qualidade de vida. A especialista faz um alerta:

 

“O tratamento não é indicado para qualquer queixa ocasional de diminuição de interesse sexual. Ele se aplica a casos bem diagnosticados de HSDD, quando há sofrimento e exclusão de outros fatores, como depressão não tratada, problemas de relacionamento ou efeitos colaterais de medicamentos. Também exige cuidados, como evitar o consumo de álcool e respeitar a posologia noturna”.

 

Além de uma nova opção terapêutica, Fabiane Berta vê a aprovação como um marco simbólico. “Não estamos falando apenas de uma pílula, mas do reconhecimento de que o prazer feminino é legítimo em qualquer idade.” Para ela, o maior avanço é tirar o desejo da categoria do “é assim mesmo”.

 

A reflexão final da pesquisadora é direta. “Se a menopausa não encerra a sexualidade, também não deveria encerrar o direito de escolha. As mulheres esperaram demais para serem ouvidas. Agora, precisam ocupar esse espaço no consultório, na ciência e na própria vida”, conclui.

 

Sobre Fabiane Berta

 

Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento.

 

É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.

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Como o esporte contribui no desenvolvimento de crianças com autismo?

 

Especialista do IBMR destaca impactos positivos na coordenação motora, no comportamento e nas relações sociais

 

A prática de atividades físicas na infância vai muito além do lazer: ela é parte fundamental do desenvolvimento. No caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o esporte pode ser um importante aliado no avanço de habilidades motoras, na autorregulação e na socialização.

 

Segundo o Dr. Estêvão Monteiro, professor de Educação Física do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o movimento desempenha um papel central no crescimento infantil.

 

“A atividade física não é um detalhe na infância; ela é parte do próprio desenvolvimento. Para qualquer criança, o movimento favorece saúde cardiovascular, força, ossos, sono, cognição, humor e aprendizagem. No caso das crianças com TEA, há benefícios particularmente relevantes em habilidades motoras, comportamento, autorregulação e participação nas atividades do dia a dia”, explica.

 

Além dos ganhos físicos, o esporte também se destaca como uma ferramenta importante para a socialização. A vivência em atividades coletivas cria oportunidades de interação, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas.

 

“O esporte cria algo muito valioso: situações reais e repetidas de convivência. A criança aprende a esperar a vez, compartilhar espaço, seguir regras, observar o outro, responder a sinais, cooperar, lidar com pequenos erros e comemorar conquistas. Ou seja, a socialização deixa de ser uma ideia abstrata e vira prática corporal concreta”, afirma o professor.

 

Embora não exista uma modalidade ideal para todas as crianças com TEA, diferentes atividades podem trazer bons resultados, desde esportes coletivos até práticas como natação, dança, artes marciais e equoterapia.

 

O mais importante, segundo o especialista, é respeitar o perfil individual de cada criança. A escolha da atividade deve levar em conta fatores como nível de coordenação motora, perfil sensorial, forma de comunicação, interesses da criança e, principalmente, a possibilidade de adesão. Mais do que definir qual esporte é o melhor, é essencial avaliar em qual contexto essa criança consegue participar, evoluir e se sentir pertencente.

 

Para garantir uma prática segura e inclusiva, adaptações no ambiente e na condução das atividades são essenciais. Entre as recomendações estão o uso de instruções claras, apoio visual, rotinas previsíveis e progressão gradual dos exercícios.

 

“A palavra-chave é individualização. Inclusão de verdade não é só deixar entrar; é garantir que a criança participe, aprenda e permaneça. É preciso ajustar o ambiente, a comunicação e a progressão da atividade, respeitando o tempo e as necessidades de cada criança”, reforça.