Moda

O que há por trás do retorno do naked dress usado pelas famosas?

Impulsionadas pela autoaceitação, celebridades apostam cada vez mais na transparência, até mesmo para bater de frente com a sociedade patriarcal em que vivemos

 

Atenção, fashionista! Se depender das celebridades, o naked dress está de volta, mas vamos combinar, que ele nunca saiu de moda. Só nos últimos meses, quatro celebridades cruzaram os tapetes vermelhos mundo afora mostrando a peça que customa ganhar forças em momentos mais conservadores quando os assuntos são os corpos e liberdade feminina.

 

Dakota Johnson apostou em um vestido transparente com renda preta exibindo a lingerie no mesmo tom, assinado pela Gucci. Mais cedo, no mesmo dia, Margot Robbie, que retornou às promoções do filme após nascimento do primeiro filho, escolheu um vestido em tom rosado bordado com pedrarias da Giorgio Armani para divulgar “A Grande Viagem de Sua Vida”.

 

A canadense Tate McRae e a artista sueca Zara Larsson cruzaram o tapete vermelho do Video Music Awards (VMA) com vestidos exibindo a silhueta. A primeira com um vestilo longo estilo lingerie de Ludovic de Saint Sernin e a segunda com um mini vestido com bordados florais de Sorcha O’Raghallaigh.

 

Naked dress: a transparência como símbolo de autoaceitação no red carpet

 

Dua Lipa, Rihanna, Jane Birkin, Madonna, Kendall Jenner, Sabrina Sato, entre outras celebridades, já concentraram os flashes dos fotógrafos ao cruzarem os red carpets das premiações e eventos mundo afora evidenciando os seios a partir dos looks escolhidos. A tendência do naked dress não é novidade, mas segue cada vez mais em alta com a emancipação e autoaceitação do corpo feminino alavancadas por movimentos feministas — aqui, podemos citar a famosa frase “meu corpo, minhas regras” — em contrapartida à censura das redes sociais, que derrubam imagens e vídeos com os mamilos das mulheres à mostra, e das ideias mais conservadoras, tradicionais e ultrapassadas da sociedade ainda patriarcal.

 

“O avanço do feminismo inspira e sustenta esse movimento do corpo mais à mostra. Ao mesmo tempo, mostrar tem a ver com autoestima, liberdade de escolha, praticar o belo e, para completar, servir de inspiração de moda. O feminismo está cuidando de outras pautas dentro da luta pela equidade. Essa força e essa evolução constante nos fazem sentir potentes para escolher: um dia estar de alfaiataria oversized, no outro, de transparência. Não é diretamente relacionado, mas influencia, sim”, diz Manu Carvalho, especialista em moda e comportamento.

 

Um dos vestidos com transparência mais comentados é o que Marilyn Monroe escolheu para cantar “Happy Birthday, Mr. President” para John F. Kennedy, em 1962. A mesma peça causou burburinho nas redes sociais ao ser usada novamente por Kim Kardashian durante o Met Gala, em 2022. Jane Birkin, que morreu em julho deste ano, ainda é dona de uma das imagens mais compartilhadas pelos fashionistas: a da première do filme Slogan, em que aparece de mãos dadas com Serge Gainsbourg usando um minivestido preto transparente, sem sutiã.

 

“O corpo feminino sempre foi o protagonista quando falamos na evolução da moda e da própria mulher. Só lembrar o destaque para os ombros e decotes nos seios dos séculos 15 ao 18. Se formos mais longe, chegamos em Cleópatra e Maria Antonieta, com vários acessórios em lugares estratégicos. Desde os anos1920, quando passamos a ver tornozelos e, nas décadas seguintes, com a Revolução Industrial, a criação do prêt-à-porter e a massificação das peças, o corpo da mulher ganhou cada vez mais holofote. Eu diria que a força do corpo feminino como protagonista do século passado começa em 1920, estourando no fim dos anos 1940 para a década de1950, devido às pinups. Uma década depois, veio a revolução com a minissaia e, nos anos 1970, vieram as transparências”, analisa Manu, que também trabalha como stylist de famosas.

 

Nos anos 1990, Jean Paul Gaultier retornou com a transparência na moda. É ele, inclusive, o responsável pelo look que Madonna usou e ficou conhecido como “topless filantrópico”. Em setembro de 1992, a rainha do pop fechou o desfile do estilista francês que aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos. Para arrecadar mais fundos em prol da Fundação Americana de Pesquisa da AIDS (amfAR), a artista abriu o blazer risca–de-giz que usava, deixando os seios à mostra e os convidados chocados com a atitude.

 

“Imagino que cause mais desejo do que estranhamento. O estranhamento deve vir quando o desejo soar estranho, o que pode ser pessoal e também coletivo”, detalha.

 

Trinta anos depois, o naked dress ganhou ainda mais fôlego nas mãos do próprio Gaultier, que esgotou uma criação que remete à forma da silhueta feminina, principalmente com ênfase nos seios, após três anos com roupas mais básicas por conta das restrições em torno da Covid-19.

 

“A tendência do sexy se estabeleceu depois do ‘ciclo pijama’, devido aos moletons, tricôs e utilitários que usamos na pandemia.”

Se o corpo feminino esteve quase sempre no holofote da história e do comportamento da moda, por que quando as mulheres apostam nas transparências, seja com mamilos à mostra ou com tecidos mais leves por cima do corpo, elas viralizam nas redes sociais sob escrutínio do público?

 

“As plataformas digitais tendem a potencializar tudo devido ao alcance e ao poder de multiplicação. Quando o corpo da mulher está à mostra, a sociedade patriarcal ainda o vê como um produto, o contrário do que acontece com o corpo dos homens”, finaliza.

Fonte: Glamour

Moda

Do místico ao medieval: por que a moda está resgatando o passado para encarar o presente?

Entre rendas vitorianas, armaduras medievais e símbolos místicos, a temporada atual transforma referências históricas em contemporânea — e faz do vestir uma forma de encarar tempos instáveis

 

Há uma razão para o imaginário medieval reaparecer com tanta insistência: ele concentra símbolos e metáforas visuais que têm força até hoje. Em um momento atravessado por instabilidade, a moda recorre a imagens de proteção — armaduras, metais, malhas que evocam escudos — e de devoção e mistério — véus, capuzes, cruzes, rosários. Esses signos levam a uma dramatização da silhueta, que ganha ainda golas altas, mangas amplas, amarrações e saias volumosas.

 

Não se trata de reconstituir uma época, mas de acionar um repertório estético capaz de condensar ideias de poder, corpo, controle e fantasia em uma única imagem. As referências percorrem a Idade Média (entre os séculos V e XV) até o período vitoriano (1837-1901), marcando a transição de um ideal místico para o urbano.

 

Nas passarelas, esse retorno ganhou densidade no inverno 2025, quando a ideia de armaduras, brocados, veludos e volumes estruturados apareceu com força no circuito internacional e invadiu também o estilo das ruas. Mesmo sem a palavra “medieval” declarada como tema central, as coleções trouxeram peças que evocavam couraças, tecidos densos, capuzes e uma ênfase em superfícies que pareciam proteger o corpo.

 

Paralelamente, o vocabulário saltou das passarelas e ganhou tração na cultura pop. O que antes era recurso de desfile passou a aparecer em premiações, pré-estreias e tapetes vermelhos, filtrado pelo olhar de celebridades e stylists que transformam referências históricas em imagens virais.

 

A cantora Chappell Roan, por exemplo, ajudou a trazer o medieval para o centro da pauta recente ao eleger o hennin, aquele chapéu cônico, para um look de red carpet — um gesto que vai além do teatral, e mostra um desejo de subverter os códigos de vestimenta atuais.

Na mesma órbita, Charli XCX reforça a ideia de romance dramático com um vestido volumoso, coberto por tule dourado e babados em um look que evoca a estética barroca para a première do filme O Morro dos Ventos Uivantes.

 

Lady Gaga entra por outro caminho: o da iconografia religiosa como ferramenta de construção de imagem. Em vez do gótico genérico, o que aparece é um catolicismo com toque pop — pense em cruzes, ferragens e uma sensualidade que alterna cobertura e revelação — tudo isso com acabamento de alta-costura e a ajuda de peças de arquivo.

 

Quando Rosalía encosta no mesmo imaginário — véu, branco quase sacro, referências de santidade e êxtase — em sua nova era com o álbum Lux, ela explicita algo importante: o místico hoje não diz respeito apenas a uma estética sombria, é também brilho, pureza, devoção e performance.

 

Também na divulgação de O Morro dos Ventos Uivantes, a protagonista da adaptação, Margot Robbie, tem aparecido com uma série de produções com referências medievais e tempero contemporâneo, como os looks com corset assinados por Dilara Fındıkoglu e os itens John Galliano vintage — escolhas certeiras do stylist Andrew Mukamal.

 

No fundo, o que costura tudo isso é uma mudança de humor: depois de anos em que a ideia de discrição virou sinônimo de elegância, a moda voltou a permitir ornamento, teatralidade e símbolos. O medieval e o vitoriano entregam isso de forma instantânea – e ainda carregam o atrativo de parecerem deslocados do tempo, o que dá a essas referências um tipo de autoridade estética difícil de obter com códigos puramente contemporâneos.

Moda

Guia de estilo: como usar shorts esportivos fora da academia?

Shorts de ginástica têm mais opções do que uma blusa e tênis e aqui contamos como usá-los

 

Talvez seja porque estéticas como tenniscore e blokecore tenham surgido como novos pilares no guarda-roupa de garotas estilosas. Talvez seja uma consequência direta da praticidade se tornar o fio condutor na maneira como as pessoas se vestem em geral, mas shorts esportivos nunca foram tão estilosos quanto em 2025. E sim, sabemos que há um grupo de garotas que, ao ler a manchete desta matéria, disse: “Isso nunca vai acontecer”, mas tememos que mudanças de opinião sejam a única constante em nossas vidas.

 

Se há algumas semanas a Mango nos fez pensar em usar shorts esportivos com salto, como Paris Hilton fazia nos anos 2000, a análise das imagens de street style deixou claro que não foi só a marca catalã que se propôs a descontextualizar os shorts Adidas, Nike e Lululemon que normalmente usamos na academia ou para praticar esportes. Sejam os shorts de basquete mais clássicos, que vão até o joelho, ou os de futebol, esses shorts não servem apenas para ficar em casa, fazer compras ou usá-los como “devem”. Eles também são ótimos para curtir terraços com as melhores amigas, ir a um brunch ou até mesmo jantar fora. Então, por que não se deixar seduzir por uma opção tão confortável, descolada e estilosa?

 

O guia prático para usar shorts esportivos:

 

Nível básico: um look total
É comum ver esses shorts combinados com camisetas, moletons e jaquetas leves, e embora seja verdade que a combinação deles possa ser mais esportiva, não há dúvida de que usar a teoria errada do calçado resultará em um look street style. Sejam sandálias de salto, como vimos nas ruas de Copenhague, mocassins ou sapatilhas, o resultado é garantido: um look arrasador.

Nível básico: monocromático
Basta escolher a camiseta ou camisa mais simples do seu guarda-roupa, que seja próxima da cor do short escolhido, e pronto. É um daqueles looks em que você não precisa pensar muito, mas que funciona, principalmente se você adicionar um toque moderno, como uma estampa ou pulseiras largas.

Nível intermediário: seu melhor amigo, um blazer
Vamos ser sinceros, uma das combinações mais fashion é escolher seu básico favorito e usar um blazer por cima para um look mais clássico, mas a verdade é que também funciona para um pouco mais de experimentação. Por exemplo, em Copenhague, vimos esses shorts combinados com blusas leves e soltas, e as Havaianas da moda, mas as garotas de Oslo têm uma ideia muito mais sensual; elas os usam com um top de biquíni preto e botas de salto altíssimo. Ambos com um toque muito pessoal, ambos com muito estilo.

Nível de especialista: os opostos se atraem
Falamos sobre essa tendência no início da primavera. Nas passarelas, vimos o ressurgimento de texturas misturadas, cores vibrantes e estéticas contrastantes em um único look, e o verão deixou claro que esse “truque” fashion não vai a lugar nenhum. Na verdade, ele só se intensificou. E não apenas porque é uma maneira superfácil de descontextualizar nossas peças favoritas e dar a elas muito mais vida, mas porque é o empurrãozinho perfeito para se libertar das expectativas sociais e definir sua própria estética.

Moda

Por que as camisetas com escrita estão de volta à moda?

Com o adiamento dos desfiles das escolas de samba, havia a expectativa de que o Carnaval de rua também fosse remarcado

 

As camisetas com mensagem têm um lugar especial em nosso coração, já que a moda é uma das formas mais poderosas de comunicação não verbal. O que você usa, pode expressar seu gênero, gosto e até estado de espírito. Uma camiseta branca perfeita diz muito de nós, quando se trata de uma mensagem.

 

Nos anos 2000, as camisetas com mensagens se transformaram em um básico imprescindível no armário de qualquer garota, com Paris Hilton. As mensagens, sempre com humor e ironia, que adornam as roupas revelam nossa imagem própria, gostos e preferências, com frases como

“Eu amo sapatos, bolsas e meninos”, “Rainha do Universo” ou “Pare de ser tão desesperado”.

 

Paris até levou uma camiseta chamada “Team Jolie”, deixando claro o apoio a Angelina no famoso triângulo amoroso entre Brad Pitt, Angelina Jolie e Jennifer Aniston.

 

Anos depois, mais precisamente em 2017, as camisetas com mensagem representaram um renascimento, mas desta vez em um tom mais político que humorístico. A responsável pela girada foi a diretora criativa da Dior, Maria Grazia Chiuri, que apresentou uma camiseta branca com letras pretas: “We should all be feminists” (Todos deveríamos ser feministas).

 

A frase, que é o título do livro de Chimamanda Ngozi Adichie, explora o que significa ser mulher hoje em dia e por que o feminismo é essencial para todos. A camiseta viralizou, mas também se converteu em símbolo de debate e reflexão, abandonando o movimento feminista na indústria da moda.

 

Dior abriu o caminho, e outras marcas não demoraram para seguir o exemplo, lançando camisetas com declarações que antes pareciam muito ousadas. Christian Siriano apresentou sua versão com “People are people”, defendendo a diversidade, enquanto Creatures of Comfort lançou uma mensagem com a mensagem “Somos todos seres humanos”, em oposição à parede fronteiriça com o México. Zadig & Voltaire, em apoio ao feminismo, introduziu “Girls can do Anything”, e Mango se uniu ao movimento com sua camiseta que dizia “Sim, eu sou feminista”.

 

Trazendo as camisetas para os dias atuais, Hailey Bieber, por exemplo, usou uma camiseta com a mensagem “Nepo Baby” em 2023, uma abreviatura de nepotismo baby, um termo que a modelo decidiu levar com o orgulho combinando-o com sapatos sem salto. Victoria Beckham entrou na brincadeira e, e em 2024, lançou uma camiseta que dizia “Meu pai tinha um Rolls Royce”, brincando com as próprias declarações sobre sua origem na série Beckham (Netflix). A camiseta de Jonathan W. Anderson, com a mensagem “I told ya” (Eu te disse), inspirada no estilo old money de John F. Kennedy Jr, e usada por Zendaya.

 

Não há dúvidas de que as camisetas com mensagens se tornaram peça essencial na produção do look do dia, se transformando algumas vezes na protagonista do visual. E o melhor: pode ser usada em qualquer estação do ano.

Moda

Dicas de looks e acessórios para arrasar no Carnaval

O Carnaval é o momento perfeito para ousar, brincar com a moda e expressar a própria personalidade sem regras. Seja nos bloquinhos de rua, festas ou desfiles, o importante é unir estilo, conforto e criatividade. Cores vibrantes e muito brilho são sempre protagonistas. Tons neon, paetês, metalizados e tecidos holográficos dão vida ao look e combinam com a energia da folia.

 

Para quem prefere algo mais básico, uma boa aposta é montar uma base neutra e caprichar nos acessórios. Falando neles, os acessórios são o coração do look carnavalesco. Óculos coloridos ou com formatos diferentes, tiaras temáticas, glitter facial, strass e maquiagem artística transformam qualquer produção simples em algo impactante. Bolsas pequenas, pochetes e shoulder bags são ideais para manter o visual estiloso sem perder a praticidade.

 

Carnaval, look, festa, río de Janeiro
Andrea Caminha é integrante da Associação Internacional de Consultoria de Imagem e idealizadora do Projeto Vozes e Conexões Femininas

Nos pés, o conforto manda. Tênis, sandálias rasteiras ou botas de cano curto são escolhas certeiras para aguentar horas de dança. Se quiser elevar o visual, vale apostar em modelos com brilho, cores chamativas ou detalhes divertidos. Outro ponto importante é pensar em looks frescos e leves. Croppeds, tops, shorts, saias e bodies são peças-chave. Além de estilosas, permitem liberdade de movimento — essencial para curtir sem preocupação.

 

No Carnaval, a moda é liberdade. Misture estilos, experimente combinações diferentes e, acima de tudo, escolha um look que faça você se sentir confiante e confortável. Afinal, a melhor tendência da folia é se divertir sendo quem você é.

 

* Sou Andréa Caminha, mulher 50+, mãe de um homem de 30 anos, formada em Pedagogia e Direito. Empreendedora à frente da loja virtual Andréa Caminha Modas, atuo como consultora e estrategista de imagem e branding.

 

Sou membra da AICI (Associação Internacional de Consultoria de Imagem) e idealizadora do Projeto Vozes e Conexões Femininas, que conecta e inspira mulheres por meio do autoconhecimento, da autoestima e do fortalecimento de vínculos.

 

Atendo com horário agendado na Clínica Ellis, Av. das Américas,
1155, sala 608 – Barra Space
Center, Barra da Tijuca.

 

Acompanhe minha trajetória e inspire-se com esse movimento transformador:
@andreacaminha.modas
@vozeseconexoesfemininas

Moda

A saia rodada é a nova favorita para tirar o look do básico

Com movimento e leveza, a saia rodada retorna ao street style como peça-chave para produções nada óbvias.

 

A saia rodada garante espaço no guarda-roupa contemporâneo por um motivo simples: ela transforma qualquer visual sem exigir esforço. A modelagem volumosa cria um impacto instantâneo e adiciona elegância, funcionando até quando combinada com peças básicas. É possível encontrá-la em diferentes versões (da longa à míni), e tal variedade, permite que ela transite entre propostas minimalistas, urbanas e fashionistas. Abaixo, trazemos inspirações que provam sua versatilidade.

 

Preto em movimento

 

Na versão mídi e preta, a saia rodada pode ser integrada a diferentes tipos de produções. Para um look profissional, uma boa opção é combiná-la com uma regata de gola alta e um salto de bico fino.

 

Branco com estrutura

 

A saia rodada também garante o look profissional ao lado de um colete de alfaiataria e sandálias de tiras. A combinação de cores claras traz leveza e serve como uma base neutra e versátil, que aceita acessórios de diferentes tonalidades. Aqui, o ponto de cor ficou para bolsa vermelha.

 

Mimi com atitude

 

A saia rodada curtinha também pode render produções sofisticadas. Para isso, experimente usá-la em conjunto com blazers ou jaquetas de cortes retos, confeccionados em tecidos típicos da alfaiataria. A mistura resulta em uma leitura moderna e fashionista. Pode apostar!

 

Xadrez urbano 

 

Aqui, a saia rodada aparece em um styling urbano e colorido. A camisa xadrez amarela adiciona vida à equação, e a tonalidade reaparece em outros pontos do visual, como nos pés e na bolsa. O contraste fica por conta do suéter azul, amarrado na cintura.

 

Casual fresh

 

A saia rodada longa e leve é perfeita para a temporada de verão. Para um mood casual e urbano, vale repetir a combinação acima e finalizar a peça com uma regata listrada e tênis confortáveis.

 

Fonte: Elle

Moda

Azul glacial: a cor tendência que está conquistando as fashionistas

A cartela fria ganha maturidade e consolida seu lugar entre os looks mais interessantes da estação

 

Durante muito tempo, os azuis claros ocuparam um território específico na moda: o do romantismo, da delicadeza previsível ou da estética juvenil. Mas esse cenário mudou — prova disso é a ascensão do azul glacial no street style. Ao adicionar uma nuance gélida ao tom pastel, a cor tendência se estabelece como uma alternativa menos doce e mais estratégica, complementando neutros clássicos com uma dose de frescor, livre de excessos. É um azul que dialoga com linhas retas, superfícies acetinadas, transparências sutis e volumes bem definidos.

 

Textura em evidência

O azul glacial ganha destaque no cardigã de textura felpuda. O truque aqui é a sobreposição: a base listrada quebra a uniformidade da cor, enquanto o suéter marinho sobre os ombros cria um contraste tonal dentro da mesma paleta.

 

Alfaiataria suave

O azul glacial ajuda a trazer leveza a peças com corte de alfaiataria, especialmente quando o material é fluido e a modelagem levemente ampla — o resultado ajuda a romper com a imponência formal do terno.

 

Azul + marrom

Uma das combinações mais interessantes da temporada, a dupla azul glacial + marrom escuro é a pedida perfeita para quem quer adicionar um toque de cor ao look sem abrir mão da praticidade dos neutros.

 

Peça-chave

Aqui, os acessórios pretos trazem sobriedade para o tom delicado. O detalhe do laço no pescoço adiciona um volume estratégico, mantendo a sofisticação do visual.

 

Paleta atualizada

No look, o azul glacial e o amarelo manteiga formam um match preciso, que tem tudo a ver com looks diurnos.

 

Dinamismo gráfico

O azul glacial funciona como base para o conjunto de estampa geométrica, criando um contraste entre a nuance pastel e o grafismo em P&B.

Fonte; Marie Claire

Moda

Colete é tendência em 2026: por que apostar na peça agora

Versátil e atualizado, o colete se firma como peça-chave de 2026 — do tricô à alfaiataria, com novas possibilidades de styling

 

O colete acaba de ganhar um novo fôlego na moda. Em 2026, a ideia de um item rígido, preso ao imaginário formal, abre espaço para o entendimento da peça como uma camada estratégica, que entra no look para dar acabamento, desenhar o tronco e criar contraste com bases mais frescas — especialmente durante a primavera e o verão. O ponto é que o colete atual não depende do conjunto completo para funcionar. Seja como top ou como terceira peça, ele aparece para complementar a produção de forma fácil e eficiente.

 

Composição fresh

O colete de tricô é uma alternativa interessante para quem quer usar bermuda de um jeito mais sofisticado, compondo um look que funciona até no escritório.

Conjunto que funciona

O colete de botões prova que também funciona como top, complementando a saia de linho com uma elegância descomplicada.

Texturas opostas

O tricô fechado traz aconchego visual, enquanto a saia de couro injeta atitude. Juntos, criam um look equilibrado, moderno e fácil de adaptar tanto ao dia quanto à noite.

Twist contemporâneo

A camisa traz estrutura, enquanto o colete de tricô suaviza o look e cria contraste de texturas. Já a saia xadrez atualiza a referência colegial, resultando em uma produção superatual.

Jogo de cores

A combinação aposta no jogo de cores inesperado para renovar a alfaiataria. O cinza, neutro e urbano, ganha força ao lado do verde vibrante: um jeito fácil de tornar o look menos óbvio.

Apelo funcional

O colete utilitário, com bolsos e apelo funcional, contrasta com o volume e a delicadeza da saia balonê. O resultado é um look que equilibra força e leveza sem esforço.

Silhueta destacada

O detalhe que transforma tudo é o cinto marcando a silhueta. Ao sobrepor o colete clássico, o look ganha proporção e intenção, enquanto a saia plissada garante o movimento.

Moda

O que Emily em Paris revela sobre o desejo contemporâneo de moda, luxo e identidade

O retorno de Emily em Paris marca um novo capítulo na relação entre moda, narrativa e comportamento. Na quinta temporada, a mudança de cenário acompanha um amadurecimento evidente da personagem principal.

 

Após anos em Paris, Emily amplia sua vivência europeia e passa a circular por cidades italianas, como Veneza e Roma, movimento que se reflete diretamente no figurino. A moda segue ousada e expressiva, mas agora com uma leitura mais refinada, onde silhuetas, tecidos e cores dialogam com referências clássicas do cinema e da moda europeia.

 

A estética da nova temporada revela um equilíbrio entre presença visual e sofisticação. Alfaiataria bem construída, tecidos imponentes e escolhas cromáticas mais conscientes aparecem como sinais de uma moda que evolui junto com a personagem. As produções continuam marcantes, mas ganham camadas de elegância atemporal, reforçando o valor do vestir como linguagem cultural.

 

Referências ao cinema italiano dos anos 1950, ao preto e branco clássico, as estampas e padronagens clássicas como os póas, se unem ao estilo que remete a ícones femininos como Sophia Loren e Claudia Cardinale, surgindo de forma sutil na construção dos looks. Há também ecos da estética francesa de Saint-Germain-des-Prés, onde moda, arte e comportamento sempre caminharam juntos. Essa combinação cria uma narrativa visual que conecta passado e presente, tradição e modernidade, traduzindo um luxo menos literal e mais simbólico.

 

O sucesso da série reforça um movimento já perceptível no consumo de moda: cresce o interesse por peças que comunicam identidade. O luxo é menos silencioso ao se aproximar dos excessos visuais, bem calculados, criando diálogos com emoção, personalidade e história. Tecidos, cores e modelagens deixam de ser escolhas puramente estéticas e passam a acompanhar diferentes momentos da rotina, equilibrando impacto visual e conforto. Essa leitura dos movimentos culturais globais é essencial para marcas que interpretam a moda como reflexo do comportamento contemporâneo.

 

Para Ana Paula Aguiar, diretora criativa da Deep, o interesse crescente por referências como as usadas na séries, evidencia o papel da moda como expressão individual.

 

“Quando a moda se conecta à narrativa e ao comportamento, ela deixa de ser apenas estética e passa a fazer parte da forma como as pessoas se posicionam no mundo. O vestir ganha intenção, identidade e significado, e é isso que buscamos traduzir em cada coleção”, afirma.

 

Ao sair da tela e ganhar as ruas, a moda apresentada na série se transforma em referência cotidiana. O que antes era figurino passa a inspirar escolhas reais, influenciando o modo como as pessoas combinam cores, tecidos e silhuetas no dia a dia.

 

No estilo do dia a dia, a moda urbana, das ruas, dos cafés e ambientes de trabalho, todos se tornam espaços de expressão, onde o desejo por consumir moda se conecta à vontade de comunicar o que não precisa ser dito. Assim, a moda além do espetáculo se consolida como parte ativa da vida real.

Moda

A elegância cotidiana como construção de estilo

A construção do estilo a partir de gestos simples que unem conforto, consciência e autenticidade

 

No cotidiano contemporâneo, marcado pela circulação constante de imagens, referências e micro estéticas, o estilo deixou de ser um gesto restrito a ocasiões formais e passou a integrar decisões práticas do dia a dia. A estetização da vida, presente nas escolhas de vestir, nos rituais pessoais e na forma como cada indivíduo se apresenta ao mundo, tornou-se parte da construção identitária. Nesse cenário, a elegância ganha novos contornos: não é mais um ponto de chegada, mas um modo de habitar a rotina com intenção, coerência e consciência.

 

A maneira como as pessoas combinam peças, equilibram conforto e presença e traduzem personalidade em pequenas escolhas revela uma busca por expressividade, e também por bem-estar e funcionalidade. A roupa, que antes respondia a códigos mais rígidos, assume o papel de mediadora entre quem somos e como queremos ser percebidos. A elegância cotidiana emerge, então, como resultado de hábitos: selecionar com cuidado, repetir com liberdade, adaptar ao contexto e preservar uma relação mais duradoura com o vestuário.

 

Esse movimento reflete uma percepção mais ampla de estilo, resultando em menos dependência de tendências rápidas e mais associação ao repertório individual. A construção de uma assinatura pessoal passa por olhar para o guarda-roupa como parte da vida prática e da dimensão simbólica, onde escolhas conscientes expressam pertencimento e autonomia. Assim, vestir-se torna-se uma prática que equilibra funcionalidade, estética e comportamento.

 

Entre as marcas regionais, a Deep aplica moda e identidade, destacando a importância de cultivar relações consistentes com as próprias peças. Segundo Ana Paula Aguiar, diretora da marca, “a elegância do dia a dia nasce quando entendemos que vestir é um gesto de presença. Não se trata de acúmulo, mas de escolhas que fazem sentido para quem somos e para o ritmo da vida. Esse olhar atento cria um estilo que acompanha a mulher em diferentes momentos, com autenticidade e naturalidade”, destaca.