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Especialista explica diferenças entre os tipos da doença, sinais de alerta, impacto da exposição solar, fatores de risco, prevenção e avanços no tratamento
Com a chegada do verão, a exposição ao sol aumenta de forma significativa e, com ela, os riscos associados ao câncer de pele, o tipo de tumor mais comum no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos no país e registra mais de 220 mil novos casos por ano, número que tende a crescer nos meses mais quentes. Neste contexto, reconhecer precocemente alterações suspeitas na pele, entender os fatores de risco e adotar medidas de proteção adequadas são atitudes fundamentais para reduzir os danos cumulativos provocados pela radiação ultravioleta.
Para esclarecer dúvidas frequentes da população, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco curiosidades essenciais sobre a doença, com foco na prevenção, diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis atualmente.
- 1 – Existem dois grupos principais de câncer de pele, com comportamentos muito diferentes.
O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: câncer de pele melanoma e não melanoma. O subtipo não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o espinocelular, é o mais comum no Brasil. Ele costuma aparecer em pessoas de pele clara, idosos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. A boa notícia é que, quando descoberto no início, as chances de cura ultrapassam 90%, o que reforça a importância de reconhecer mudanças na pele.
O câncer de pele do subtipo melanoma, por sua vez, é menos comum, mas muito mais agressivo, com maior chance de gerar metástases, ou seja, espalhar para outros órgãos. Novas lesões de pele ou lesões que mudam seu comportamento com o tempo podem ser consideradas suspeitas, e neste cenário é sempre importante procurar um dermatologista para investigação. A confirmação do tipo de tumor é feita por meio de uma biópsia, analisada em laboratório patologia, o que garante um diagnóstico preciso e assim iniciar o tratamento o mais precoce possível.
2 – A regra do ABCDE, por meio da avaliação da lesão, é uma ferramenta simples e poderosa de identificação.
Ela ajuda a diferenciar uma pinta comum de uma lesão suspeita. A letra A significa assimetria (quando uma metade da pinta é diferente da outra), B representa bordas irregulares ou mal definidas, C indica variação de cor dentro da mesma pinta, D se refere ao diâmetro, geralmente maior que 6 milímetros, e E aponta para evolução, que é qualquer mudança rápida em tamanho, forma, cor ou sintomas.
Além disso, existem sinais que merecem atenção imediata: manchas que sangram sem motivo, doem, ardem, coçam persistentemente ou simplesmente não cicatrizam em até quatro semanas. Muitos melanomas podem surgir em áreas pouco lembradas no dia a dia, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e sola dos pés, o que reforça a importância do autoexame completo e da avaliação dermatológica sempre que algo parecer fora do padrão.
3 – A exposição solar acumulada é o principal fator de risco, especialmente no verão
A radiação ultravioleta não vem apenas de momentos de lazer na praia ou na piscina; ela está presente no dia a dia, durante caminhadas curtas, no trajeto até o trabalho e até dentro do carro, quando a pele fica próxima às janelas. Com o passar dos anos, esse somatório silencioso de exposição repetida danifica as células e favorece o surgimento de lesões. Alguns grupos merecem atenção ainda maior: pessoas de pele e olhos claros, idosos, quem já teve casos de câncer de pele na família, indivíduos diagnosticados muito jovens ou com episódios recorrentes da doença.
Em todos esses casos, o risco é amplificado porque a pele pode ser mais sensível aos efeitos da radiação ou porque há uma predisposição genética envolvida. O bronzeamento artificial também entra nessa lista de cuidados. As câmaras de bronzeamento utilizam radiação ultravioleta em intensidade elevada, o que acelera o dano celular e aumenta de maneira significativa a probabilidade de aparecimento de tumores. Por isso, especialistas reforçam que esse método não é recomendado e pode trazer prejuízos importantes para a saúde da pele.
4 – Proteção solar adequada não reduz vitamina D e é indispensável mesmo em dias nublados.
O uso diário de protetor solar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de câncer de pele, principalmente quando combinado com barreiras físicas como bonés, chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Essa proteção forma um conjunto que bloqueia boa parte da radiação ultravioleta, responsável pelos danos acumulados ao longo dos anos.
Outra dúvida comum é sobre a vitamina D. O protetor não impede a produção do nutriente, já que a pele continua recebendo radiação suficiente para mantê-la em níveis adequados durante a rotina normal. Além disso, evitar a exposição solar entre 10h e 16h é fundamental. Nesse período, principalmente no verão, o índice UV fica muito elevado, aumentando o risco de queimaduras, danos celulares e o surgimento de alterações suspeitas na pele.
5 – O diagnóstico precoce garante melhores resultados e permite tratamentos menos invasivos.
Quando o câncer de pele é descoberto no início, as chances de cura são muito altas, ultrapassando 90% nos casos de tumores não melanoma. Nessas situações, o tratamento costuma ser simples, geralmente por meio de cirurgia para remover totalmente a lesão.
Em regiões delicadas, como rosto e orelhas, pode ser indicada a cirurgia de Mohs, um procedimento que retira o tumor camada por camada, analisando cada parte no microscópio durante a operação.
Isso permite remover exatamente o que é necessário, preservando o máximo de pele saudável e garantindo um resultado mais preciso.
No melanoma, que é o subtipo mais agressivo, o acompanhamento precisa ser mais cuidadoso porque existe risco maior de o tumor se espalhar para outros órgãos, ou seja, gerar metástases. Para avaliar isso, podem ser solicitados exames de imagem como tomografia ou PET-CT (o que chamamos de estadiamento sistêmico), que permitem uma avaliação completa do corpo e identificar possíveis áreas suspeitas.
Os tratamentos também evoluíram muito nos últimos anos. As chamadas terapias alvo são medicamentos que agem em mutações específicas das células cancerígenas, como a mutação BRAF, que é uma alteração genética presente em parte dos melanomas e faz as células se multiplicarem de forma descontrolada. Quando essa mutação é identificada no exame, existem medicamentos capazes de bloquear esse “motor” da célula tumoral, reduzindo o avanço da doença.
Outra grande revolução é a imunoterapia, que funciona estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar as células do câncer.
Ela pode ser usada tanto em casos mais avançados quanto após a cirurgia, individualizando cada caso, e assim reduzirmos uma possível recorrência do tumor; Com esses avanços, somados ao diagnóstico precoce, grande parte dos pacientes consegue resultados duradouros e tratamentos menos agressivos.
Cinco formas para se hidratar se você não gosta de beber água
A água é o nutriente mais essencial para a vida, participando de praticamente todas as funções vitais do nosso corpo, que é composto por cerca de 60% a 70% de água. Beber água regularmente é imprescindível porque o corpo a perde constantemente e precisa de reposição diária. Porém, algumas pessoas, muitas vezes por hábito, não gostam de beber água.
Esse nutriente desempenha diversos papéis no organismo, desde atuar no transporte de vitaminas, minerais, oxigênio, glicose, etc. para as células até na remoção de resíduos metabólicos e na regulação da temperatura corporal através da transpiração, que esfria o corpo em dias quentes.
“A água também é importante no processo de desintoxicação, auxiliando os rins a eliminar toxinas e resíduos pela urina, o que pode prevenir problemas como pedras nos rins. No sistema digestivo, ela é vital para a produção de saliva e sucos gástricos, facilitando a digestão. a substância também hidrata o bolo fecal, prevenindo o ressecamento das fezes e, consequentemente, a prisão de ventre”, explica Daniel Magnoni, nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
De acordo com o nutrólogo, a hidratação adequada impacta diretamente a função cerebral e cognitiva, melhorando a concentração, a memória e o humor. A desidratação leve, por sua vez, pode levar a cansaço e dores de cabeça. Por isso, Daniel Magnoni aponta cinco opções de bebidas para melhorar a hidratação se você não gosta de beber água.
Água saborizada
É a forma mais próxima da água, mas com o benefício de sabor, aroma e zero calorias. Para preparar, adicione fatias de limão, pepino e hortelã ou laranja e gengibre à água e deixe na geladeira por algumas horas.
Chá verde gelado
A bebida é fonte de antioxidantes e pode dar um leve boost de energia. O preparo é simples: coloque a água para aquecer até que quase ferva (cerca de 80ºC), ou quando começar a formar pequenas bolhas no fundo da chaleira.
“Desligue o fogo antes de ferver completamente e adicione as folhas (ou sachês) de chá verde e tampe o recipiente. Deixe em infusão por três a cinco minutos e não exceda esse tempo para garantir que o chá não fique amargo. Em seguida, retire as folhas ou os sachês”, ensina ele.
Deixe o chá esfriar até a temperatura ambiente. Se desejar adoçar, é mais fácil fazer isso enquanto ainda está quente ou morno (pode-se usar um xarope ou mel). Leve à geladeira para gelar completamente, cerca de uma a duas horas, ou sirva imediatamente em um copo alto cheio de gelo. Também pode-se adicionar algumas gotas de limão ou fatias de pêssego.
Água de coco
Refrescante e rica em eletrólitos (como potássio), o que a torna ideal para repor líquidos, especialmente após exercícios. “Beba diretamente da fruta ou da caixa, certificando-se de que é a versão integral e sem adição de açúcares”, ressalta o especialista.
Suco de limão
Baixo em calorias e rico em Vitamina C, o sabor ácido é ótimo para quebrar a monotonia da água. Para a receita, esprema meio limão em 500ml de água fria. Se precisar, use um substituto de açúcar natural (como stevia ou eritritol) com moderação.
Água com gás com frutas
A efervescência dá uma sensação diferente na boca, parecida com refrigerante, mas sem os açúcares ou aditivos. “Para preparar, misture água com gás com um pouco de suco de laranja natural (pode ser limão ou tangerina) ou purê de framboesa, também pode ser de qualquer outra fruta refrescante como abacaxi, morango, amora, etc. Adicione gelo e um raminho de hortelã”, comenta o nutrólogo.
Magnoni ressalta que a desidratação, ou seja, a falta de água no corpo, compromete diversas funções essenciais. “Manifestando-se através de sintomas como fadiga, fraqueza muscular, dificuldade de concentração, queda no desempenho físico, prisão de ventre, boca e pele secas, a desidratação pode aumentar o risco de problemas mais sérios, como a formação de cálculos renais”, finaliza.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.
É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.
As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.
Calor e umidade impulsionam casos de micoses no verão
Com o calor intenso e a alta umidade do verão, os fungos encontram o ambiente ideal para a proliferação na pele. Um estudo publicado no Jornal de Ciência Médica da Coreia do Sul (2024), que analisou mais de 38 mil casos de infecções dermatofíticas ao longo de dez anos (2014-2024), mostrou que cerca de 42,7% dos episódios de micose ocorreram durante os meses mais quentes do ano. O dado reforça um alerta importante para esta época, marcada pelo uso frequente de piscinas, praias, academias e vestiários compartilhados.
A dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Silvana Coghi, avalia que o aumento dos casos está diretamente ligado aos hábitos do verão. “O calor favorece a transpiração excessiva e, quando a pele permanece úmida por muito tempo, cria-se um cenário perfeito para o desenvolvimento de fungos. Piscinas, duchas coletivas e o compartilhamento de toalhas ou chinelos aumentam ainda mais o risco de contaminação”, explica.
As micoses são infecções comuns que podem atingir diferentes regiões do corpo, como pés, unhas, virilha e dobras da pele. Apesar de não serem consideradas graves na maioria dos casos, exigem atenção, já que o tratamento inadequado pode prolongar o quadro e facilitar a transmissão para outras pessoas.
Tratamento e cuidados indicados
O tratamento das micoses depende do tipo, da região afetada e da gravidade da infecção. De forma geral, a médica destaca que os cuidados podem envolver:
Uso de medicamentos antifúngicos tópicos, como cremes, loções ou sprays, prescritos por um dermatologista;
Em casos mais extensos ou persistentes, indicação de antifúngicos orais, sempre com acompanhamento médico.
• Manutenção da pele limpa e bem seca, principalmente após banho de piscina ou mar;
• Troca frequente de roupas úmidas e preferência por tecidos leves e respiráveis;
• Evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, calçados e alicates de unha.
“Receitas caseiras ou soluções naturais não substituem o tratamento médico. Elas podem até aliviar sintomas leves, mas não eliminam o fungo. O ideal é procurar um dermatologista ao perceber sinais como coceira, descamação, manchas ou alterações nas unhas”, orienta a Dra. Silvana.
Para a dermatologista, a prevenção ainda é o melhor caminho durante o verão. Secar bem o corpo, usar chinelos em áreas comuns e manter hábitos simples de higiene ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção. “Com cuidados básicos e atenção aos primeiros sinais, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem prejuízos à saúde da pele”, finaliza.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 3 Unidades de hospital geral (Pompeia, Santana e Ipiranga) que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia e cirurgia robótica. As Unidades possuem Centro de Oncologia e de Hematologia habilitada para realizar o Transplantes de Medula Óssea.
É a primeira Rede de Hospitais fora do Canadá a obter a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional. Além do Selo Amigo do Idoso, a Rede tem os serviços laboratoriais certificados pela PALC e ainda a Certificação Internacional da ABHH nos serviços de Hematologia e Transplante de Medula Óssea.
As Unidades Pompéia, Santana e Ipiranga prestam atendimentos privados que subsidiam as atividades de várias unidades administradas pela São Camilo no país e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No Brasil desde 1922, a São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com centros de educação, colégios e centros universitários.
No verão, cuidar da pele, do cabelo e da saúde não é frescura, é responsabilidade
No verão, proteger-se começa antes de sair de casa. Consultar o nível de radiação UV no aplicativo do tempo do celular é uma estratégia simples, prática e eficaz
Índice UV acima de 6 exige atenção redobrada, acima de 8, a exposição sem proteção torna-se perigosa. Em dias com índice elevado, é prudente reforçar o protetor solar, usar chapéu, camiseta UV e evitar o sol entre 10h e 16h, quando o sol é mais agressivo. Não é preciso deixar de aproveitar a estação, basta reorganizar os momentos ao ar livre, priorizando o início da manhã e o final da tarde.
A cada temporada, os índices de radiação UV aumentam, e com eles cresce o risco de danos cumulativos à saúde. Um ponto importante é o impacto das queimaduras solares na infância: ter cinco ou mais queimaduras com bolhas antes dos 20 anos pode dobrar o risco de melanoma ao longo da vida, conforme apontam pesquisas da American Cancer Society e do National Cancer Institute. Isso acontece porque a radiação UV danifica o DNA das células da pele, e repetidos ciclos de dano e reparo aumentam a chance de mutações malignas.
Mas afinal, o que é o melanoma? O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Ele se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, que dá cor à pele. Diferente dos carcinomas basocelular e espinocelular, o melanoma tem alto potencial de metástase, podendo se espalhar rapidamente. Quando diagnosticado cedo, tem altas taxas de cura, quando descoberto tardiamente, o prognóstico se torna muito mais complexo. Daí a importância da prevenção e da vigilância.
A saúde dos cabelos também sofre com o calor. A radiação UV degrada proteínas como a queratina, aumenta o ressecamento e desbota fios tingidos. O sal do mar e o cloro da piscina intensificam a perda de água, deixando os fios mais frágeis. Hidratações semanais, produtos com filtro UV e o hábito de enxaguar o cabelo logo após o mergulho fazem toda a diferença nos cuidados.
Outra aliada importante para se cuidar no verão é a alimentação, que pode reforçar a defesa natural da pele. Antioxidantes presentes em frutas vermelhas, cenoura, mamão, folhas verde-escuras, além de alimentos ricos em ômega-3, ajudam a combater radicais livres produzidos pela exposição solar. Manter a hidratação adequada também é essencial para preservar a saúde.
E quando se fala em verão, não podemos ignorar o cuidado com as crianças, que são as mais vulneráveis aos efeitos nocivos do sol e também às situações de risco nas praias e piscinas. Além do protetor, chapéu e roupas com proteção UV, uma dica simples que salva vidas é vestir os pequenos com cores vibrantes ao entrar no mar. Estudos de engenharia marítima e salvamento mostram que amarelo neon, laranja e rosa-choque são detectados com mais facilidade mesmo em águas agitadas. Isso aumenta a visibilidade e agiliza o resgate em situações de correntezas ou distração rápida dos adultos.
Vale também orientar sobre não ficar de costas para o mar, respeitar bandeiras de segurança e manter supervisão constante de “braço estendido”, ou seja, perto o suficiente para alcançar a criança imediatamente, e nunca apenas “no campo de visão”.
O verão é, sem dúvida, uma das épocas mais gostosas do ano. Porém, aproveitar a estação não significa se expor sem responsabilidade. Significa cuidar do corpo hoje para colher saúde e tranquilidade amanhã. Proteger a pele, o cabelo e, acima de tudo, a vida deve ser sempre prioridade.
* Patrícia Rondon Gallina Menegassa é farmacêutica, especialista em farmácia estética, mestre em ciências farmacêuticas e professora da Uninter.
Câncer de pele: como identificar manchas suspeitas?
- Dermatologista explica quais os cuidados para a prevenção; doença tem mais de 90% de chance de cura com diagnóstico precoce
- O câncer de pele é o tipo de neoplasia mais frequente no Brasil e no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é também um dos mais preveníveis. As chances de cura podem chegar a mais de 90% com o diagnóstico precoce e cuidados diários.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que estimam-se 704 mil novos casos da doença ainda em 2025, o que equivale a cerca de 30% de todos os casos de câncer em todo o país.
“Na maioria dos casos, ele pode ser evitado com a mudança de hábitos simples e diários. A radiação UV é o principal fator de risco, e a conscientização sobre o uso correto de barreiras protetoras pode salvar vidas”, destaca o dermatologista do IBCC Oncologia, Dr. Aldo Toschi.
Para o médico, a identificação precoce de lesões suspeitas é importante para o sucesso do tratamento, especialmente no caso do melanoma, que é o tipo mais agressivo. “A recomendação principal é examinar a própria pele mensalmente. Qualquer mudança em pintas ou o aparecimento de novas lesões exige atenção”, orienta Toschi.
Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, o dermatologista ressalta a importância da regra do ABCDE:
Assimetria: lados da lesão que não são iguais.
Bordas: contornos irregulares, mal definidos ou recortados.
Cor: diversas cores na mesma pinta (tons de preto, vermelho, marrom, etc.).
Diâmetro: normalmente maior que 6 mm.
Evolução: alterações no tamanho, forma, cor ou o surgimento de coceira e sangramento.
Como se cuidar?
O médico ressalta que pessoas de pele clara e histórico familiar para câncer cutâneo devem sempre procurar métodos de proteção solar, diariamente, mesmo em ambientes fechados ou em dias nublados. A recomendação é utilizar um protetor solar, contra raios UVA e UVB, com FPS mínimo de 30 ou superior.
“A aplicação precisa cobrir todas as áreas expostas, incluindo orelhas, pescoço e lábios, cerca de meia hora antes de se expor ao sol. A eficácia do produto depende da reaplicação a cada duas horas de exposição contínua, ou imediatamente após banhos de mar ou piscina e sudorese intensa”, explica o médico.
Além disso, a exposição solar deve ser evitada ou reduzida entre 10h e 16h, período de maior incidência da radiação solar. O uso de barreiras físicas, como chapéus de abas largas, óculos de sol com 100% de proteção UV e roupas com fator de proteção ultravioleta (FPU) é uma forma de reforçar ainda mais a proteção.
“Outro fator importante para os cuidados com a pele é ter uma dieta balanceada e rica em antioxidantes, como vitaminas A e C e Betacaroteno, que contribuem para a saúde geral da pele, auxiliando na defesa do organismo”, ressalta Toschi.
Também é importante consultar, anualmente, um dermatologista ou em períodos mais curtos para pacientes com risco aumentado ou com histórico pessoal de câncer. “Qualquer ferida que não cicatrize em até quatro semanas é um sinal de alerta e deve ser avaliada por um médico imediatamente”, finaliza.
Sobre o IBCC Oncologia
Fundado em 1968, o IBCC Oncologia é conhecido por ser um Centro de Tratamento Oncológico de alta complexidade e possui um Núcleo de Pesquisa Clínica renomado e reconhecido internacionalmente pelo número de pesquisas realizadas e seus resultados impactantes para a Ciência Médica.
O Hospital sempre esteve à frente de grandes conquistas na Oncologia e construiu uma trajetória marcada por inovação. Um exemplo é a introdução do primeiro mamógrafo no Brasil, em 1971, que representou um marco no tratamento do câncer de mama no país.
Ao longo dos anos, o IBCC também integrou importantes programas de controle do câncer, em âmbito federal e estadual, impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.
Hoje, o IBCC Oncologia oferece atendimento em mais de 30 áreas da medicina relacionadas ao câncer, com um corpo clínico altamente qualificado e equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada para garantir o cuidado completo ao paciente oncológico.
Sol, piscina e praia no verão: dicas práticas para se bronzear com segurança
Com a chegada do verão, vem as viagens para locais com praia e piscina e, com isso, aumenta a busca por um bronzeado bonito após as férias. No entanto, a exposição solar sem os cuidados adequados pode trazer consequências sérias para a saúde da pele, como queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e aumento do risco de câncer de pele. Segundo a Dra. Carla Vidal, médica dermatologista, é possível aproveitar o sol de forma mais consciente, reduzindo danos e preservando a saúde cutânea.
“O bronzeado – e essa é uma informação que nem todo mundo sabe – é sempre uma resposta da pele a uma agressão solar, mas existem maneiras de minimizar os danos e tornar esse processo mais segur”, explica.
A dermatologista compartilha dicas práticas para um bronzeado mais seguro:
1- Evite os horários de maior radiação
A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h, quando os raios ultravioleta estão mais intensos. “Prefira o sol do início da manhã ou do fim da tarde, que é menos agressivo e ainda assim, use protetor solar”, orienta a médica.
2- Use protetor solar diariamente (e reaplique corretamente)
O protetor solar deve ter fator mínimo de FPS 30 (peles mais claras devem usar FPS 50) e precisa ser aplicado 30 minutos antes da exposição. A reaplicação deve ocorrer a cada duas horas ou após entrar na água, suar excessivamente ou se secar com toalha. “Uma única aplicação pela manhã não protege ao longo do dia, especialmente em ambientes como piscina e praia. Também não adianta aplicar o protetor e mergulhar na água; o produto sairá e a pele ficará desprotegida”, reforça Dra. Carla.
3- Não acredite no mito de que a água protege a pele
Ao contrário do que muitos pensam, estar dentro da piscina ou do mar não impede a ação dos raios solares. Pelo contrário, a água reflete a radiação UV, o que pode intensificar a exposição. “Mesmo dentro da água, a proteção solar é indispensável”, alerta a médica.
4- Hidrate a pele antes e depois da exposição
Manter a pele hidratada ajuda a fortalecer a barreira cutânea e reduz o ressecamento causado pelo sol. “Uma pele bem hidratada se recupera melhor após a exposição solar. Importante dizer aqui que a hidratação também é válida de dentro para fora, ou seja, beba bastante água em caso de exposição solar excessiva”, explica ela.
5- Complemente a proteção com as conhecidas “barreiras físicas”
Chapéus, bonés, óculos escuros com proteção UV e roupas com fator de proteção solar são aliados importantes e devem ser usados por quem busca se bronzear de maneira saudável. “Esses recursos ajudam a reduzir a exposição direta e complementam o uso do protetor”, diz Carla.
6- Atenção redobrada para crianças e idosos
A pele das crianças é mais sensível e a dos idosos costuma ser mais fina e vulnerável aos danos solares. “Esses grupos exigem cuidados ainda mais rigorosos e exposição controlada. Na praia, deixe sempre crianças brincando com a proteção do guarda-sol”, destaca a especialista. Para a Dra. Carla Vidal, o conceito de beleza precisa caminhar junto com o cuidado. “Mais do que um tom de pele, o mais importante é preservar a saúde a longo prazo. O verdadeiro bronzeado bonito é aquele que não compromete o futuro da pele”, finaliza.
Sobre a Dra Carla Vidal:
Dra Carla Vidal é médica formada pela Universidade Federal de Alagoas, especializada em dermatologia e cirurgia dermatológica pela Faculdade do ABC e desde 2006 está à frente da clínica que leva o seu nome, em São Paulo.
Defensora da beleza natural e da aceitação que o envelhecimento vem para todos, mas pode ser vivido em sua melhor versão, Dra Carla trata da saúde da pele antes da estética, já que sem saúde não há beleza.
Entre os seus pacientes assíduos estão as maquiadoras Fabiana Gomes e Vanessa Rozan, a atriz Viviane Pasmanter, o ator e diretor de musicais Cleto Baccic, a influenciadora Bia Perotti e outros nomes. Frequentadora assídua de cursos e atualizações nacionais e internacionais, Dra Carla e seu time de dermatologistas entregam o que há de mais moderno para seus pacientes.
Especialista alerta sobre cuidados pós-cirúrgicos no verão
Dr. Renato Kalil reforça que equilíbrio, atenção aos sinais do corpo e adesão ao tratamento são essenciais para celebrar o fim de ano com segurança após cirurgia cardíaca
Com a chegada do verão, muitos pacientes que passaram por cirurgia cardíaca, assim como seus familiares, se perguntam quais cuidados devem ser mantidos para celebrar esse período com segurança. De acordo com o cardiologista e cirurgião cardíaco Dr. Renato Kalil, quando o procedimento foi bem-sucedido e o paciente segue corretamente as orientações médicas, não há motivo para medo excessivo ou isolamento social.
Segundo o especialista, pacientes submetidos a cirurgias cardíacas podem retomar uma vida normal, desde que adotem uma rotina equilibrada e respeitem os limites do próprio corpo. “O pós-operatório não deve ser encarado como uma fase de restrições extremas, mas sim como um período de atenção e consciência sobre hábitos que favorecem a recuperação e a saúde cardiovascular a longo prazo”, explica Kalil.
Entre as principais recomendações para esse período estão o repouso adequado, a realização de caminhadas leves, conforme liberação médica, e uma alimentação moderada, com redução no consumo de sal e gorduras. O médico também alerta para a importância de evitar excessos, especialmente no consumo de bebidas alcoólicas, além de não suspender as medicações prescritas, mesmo durante viagens ou confraternizações.
Outro ponto fundamental é a escuta atenta aos sinais do corpo. Sintomas como cansaço excessivo, falta de ar, dor no peito ou palpitações devem ser valorizados e avaliados por um profissional de saúde. “Celebrar é importante, mas sempre com tranquilidade e responsabilidade. O corpo costuma dar sinais quando algo não vai bem”, reforça o cardiologista.
Para o Dr. Renato Kalil, o fim de ano pode, sim, ser vivido com alegria por quem passou por uma cirurgia cardíaca. “Com acompanhamento médico, disciplina no tratamento e escolhas conscientes, é possível aproveitar as festas com segurança, qualidade de vida e confiança”, conclui.
Sobre o especialista
Dr. Renato Kalil é Professor Titular do Departamento de Clínica Cirúrgica da UFCSPA e Professor Emérito do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia, da Fundação Universitária de Cardiologia/Instituto de Cardiologia do RS. É referência nacional em Cirurgia Cardiovascular e Cardiopatias Congênitas, atuando no Hospital Moinhos de Vento, Hospital Divina Providência e Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.
Água de coco entra nos treinos: consumo dispara e acelera mercado
Categoria já representa 28% das bebidas à base de plantas, puxada pelo interesse em hidratação natural
Com a combinação de temperaturas elevadas e aumento dos treinos ao ar livre, cresce a demanda por bebidas que unam hidratação eficiente, reposição natural de nutrientes e benefícios funcionais. Nesse movimento, a água de coco, antes associada sobretudo ao consumo recreativo, ganha protagonismo entre praticantes de atividade física e impulsiona um mercado global em forte expansão.
De acordo com o relatório Global Growth Insights, o setor de água de coco embalado movimentou US$ 4,3 bilhões em 2024 e deve atingir quase US$ 6,7 bilhões até 2026. A categoria já responde por 28% de toda a indústria mundial de bebidas à base de plantas, reflexo direto da migração dos consumidores para opções naturais e de menor processamento, especialmente quando o assunto é performance esportiva.
Para Bianca Coimbra, CEO e cofundadora da Lynv, marca brasileira de água de coco 100% integral, a mudança de comportamento é evidente. “As pessoas estão repensando o que colocam no corpo, especialmente no esporte. A água de coco oferece hidratação, eletrólitos e energia natural, sem corantes, conservantes ou aditivos. É uma performance limpa, alinhada ao estilo de vida de quem treina hoje”, afirma.
A empresária destaca que o crescimento vai além do universo fitness, acompanhando um movimento maior em torno de bem-estar e funcionalidade. “O consumidor não quer mais bebidas artificiais. Ele busca ingredientes reais e qualidade rastreável. Quando isso encontra o esporte, a água de coco se torna uma escolha óbvia”, completa.
Além dos benefícios naturais da bebida, especialistas do setor apontam que a qualidade da água de coco está diretamente ligada à origem da matéria-prima. No caso da Lynv, a produção feita no Ceará, os frutos são selecionados com base no índice BRIX, que mede dulçor e estágio de maturação e funciona como um dos principais parâmetros para definir o perfil sensorial do produto. Com BRIX médio de 5,4, os cocos são colhidos no ponto ideal e passam por envase no próprio estado, o que reduz o tempo entre a extração e a embalagem, fator que ajuda a preservar o frescor e os nutrientes.
Outro aspecto relevante é a composição, enquanto parte das águas de coco reconstituídas ou padronizadas utiliza metabissulfito para estabilizar cor e sabor, as versões integrais livres do aditivo adotam apenas vitamina C como antioxidante natural. Para praticantes de corrida, treino funcional, musculação, ciclismo ou caminhadas longas, esse tipo de água de coco tem se mostrado uma aliada por equilibrar reposição de eletrólitos com leveza e absorção rápida, fatores ainda mais importantes no calor, quando a desidratação ocorre mais rapidamente. Em treinos intensos, pode complementar outras estratégias nutricionais, mas para a maioria das atividades moderadas, funciona como alternativa eficiente, natural e bem tolerada.
Com a expansão do mercado e o avanço das opções integrais de maior qualidade, especialistas apontam que a água de coco tende a ocupar um espaço crescente na rotina de atletas e praticantes de atividade física, reforçando seu papel como uma das principais apostas da hidratação inteligente.
Sobre a Lynv
Fundada em 2023, a Lynv nasceu com o propósito de desmistificar a qualidade da água de coco envasada e mostrar que o natural pode, e deve, ser simples, acessível e presente no dia a dia. A marca brasileira foi criada para incentivar um estilo de vida mais saudável, leve e autêntico, oferecendo uma bebida integral, feita apenas da água do coco, sem conservantes, sem adição de açúcar e apenas com adição de Vitamina C a fim de preservar o sabor que reflete a pureza do fruto.
A Lynv entrega hidratação real, transparência e qualidade superior em cada embalagem por meio de uma identidade vibrante e contemporânea que reforça a missão de inspirar escolhas mais naturais e conscientes. Guiada pelo conceito Live Your Natural Vibe, a Lynv convida cada pessoa a viver em sintonia com sua própria energia, privilegiando o essencial, o autêntico e o que vem da natureza sem artifícios.
Menopausa: especialistas orientam como exames podem contribuir para o bem-estar feminino
- Com abordagem humanizada e foco em prevenção, Fundação reforça o papel dos exames de imagem como aliados na jornada de bem-estar da mulher durante a menopausa
A menopausa é uma etapa natural na vida da mulher, marcada por transformações hormonais, físicas e emocionais. Ainda cercada de tabus e desinformação, essa fase exige atenção e conhecimento, e os exames de imagem podem ser grandes aliados para garantir uma transição mais equilibrada e saudável.
A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), maior prestadora de diagnóstico por imagem do Brasil e referência em atendimento humanizado, reforça que o acompanhamento por exames é parte fundamental do autocuidado feminino. O ginecologista Dr. Ivaldo Silva, professor livre-docente pela EPM/Unifesp e membro do Conselho Curador da FIDI, explica que “a menopausa não é uma doença, mas um processo fisiológico que requer atenção. Quando a mulher se informa, realiza seus exames de rotina e entende o que está acontecendo, ela assume um papel ativo no cuidado com a própria saúde”.
Ele destaca que o corpo feminino passa por alterações significativas nessa fase como: perda de massa óssea, mudanças metabólicas e maior vulnerabilidade cardiovascular e que os exames de imagem são ferramentas de apoio tanto na prevenção quanto no bem-estar.
“A densitometria óssea, por exemplo, é fundamental para identificar precocemente a osteoporose; a ultrassonografia transvaginal ajuda a monitorar o útero e os ovários; e a mamografia continua sendo o principal exame de rastreamento do câncer de mama”, reforça o médico.
A radiologista Dra. Vivian Milani, especialista em mama, complementa que “a mamografia é o exame mais eficaz para detectar alterações antes que se tornem palpáveis, garantindo diagnósticos precoces e aumentando as chances de tratamento bem-sucedido”. A FIDI, responsável pela gestão das unidades móveis do Programa Mulheres de Peito desde 2014, já realizou mais de 360 mil mamografias gratuitas em todo o Estado de São Paulo, impactando diretamente a vida de milhares de mulheres.
O Dr. Ivaldo também ressalta que o bem-estar nesta fase vai além da parte clínica: envolve autoconhecimento, equilíbrio emocional e uma nova relação com o corpo. Ele aconselha que as mulheres adotem uma rotina com atividade física regular, alimentação balanceada e acompanhamento médico contínuo.
“A menopausa é o momento de olhar para si com mais cuidado. Dormir bem, praticar exercícios e manter uma boa nutrição são atitudes que fazem diferença na longevidade e na autoestima”, orienta. Ele lembra ainda que é importante romper com a ideia de que desconfortos são inevitáveis. “Ondas de calor, irritabilidade e insônia não precisam ser aceitos como parte obrigatória da vida. Hoje existem tratamentos e acompanhamentos que devolvem a qualidade de vida. O conhecimento é a principal forma de empoderamento”, completa.
Com quase quatro décadas de atuação e presença em mais de 100 unidades de saúde, a FIDI alia tecnologia, pesquisa e humanização para promover um atendimento centrado no paciente e disseminar conhecimento confiável sobre saúde.
Para a Fundação, os exames de imagem são muito mais do que instrumentos diagnósticos: são ferramentas de cuidado contínuo e parte de uma jornada de bem-estar e autocuidado que começa com a informação.
“Falar sobre menopausa é falar sobre qualidade de vida. E os exames de imagem são aliados nessa trajetória porque cuidar da saúde é também cuidar da tranquilidade e da confiança de cada mulher”, conclui o ginecologista.
Sobre a FIDI
Fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a FIDI é uma Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a FIDI está presente em mais de 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
É a maior empresa especializada em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2024, foram 5 milhões de exames realizados – 7% de crescimento em relação à 2023 -, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X, densitometria óssea, hemodinâmica e medicina nuclear. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria, Educação Médica e Inteligência Artificial.
A Fundação também trabalha na proposição de soluções inovadoras para a saúde pública, como sistema de análise de imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial, e participou da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. Por duas vezes, a FIDI recebeu o prêmio Referências da Saúde 2019 e 2020, na categoria Qualidade Assistencial, e por três vezes foi medalhista em desafios internacionais de aplicação de inteligência artificial no diagnóstico por imagem, propostos na conferência anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, considerado o maior congresso do setor no mundo.
Ao final de 2020, a Central de Laudos da FIDI obteve a certificação ISO 9001:2015 de Gestão da Qualidade e em 2023 renovou a certificação, pela International Organization for Standardization e, em 2021, recebeu o selo de “Excelente Empresa Para se Trabalhar” (GPTW). Em 2025, a FIDI ganhou o prêmio Líderes da Saúde, na categoria Laboratórios, reconhecimento do Grupo Mídia às empresas, indústrias, entidades setoriais e prestadores de serviço.
Desde 2014 a FIDI atua no projeto da carreta-móvel ‘Mulheres de Peito’, parceria com o Estado de São Paulo, que oferece exames gratuitos de mamografia. Já são mais de 300 municípios atendidos, mais de 360 mil mamografias, 19 mil ultrassonografias e 900 biópsias realizadas, além de 3.900 mulheres encaminhadas.
A Fundação amplia, a cada ano, sua atuação em iniciativas itinerantes que levam saúde e bem-estar e, neste sentido, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos (SP), participa do projeto “Carreta da Saúde da Mulher”.
São realizados exames como mamografia bilateral, ultrassonografia mamária e ultrassonografia transvaginal.
Essas ações reforçam a força da Fundação em projetos de acesso à saúde, garantindo atendimento de qualidade e impactando positivamente a vida de milhares de pessoas.
Exageros de fim de ano podem comprometer a fertilidade, alerta especialista
Ganho de peso, álcool e sedentarismo afetam hormônios e qualidade reprodutiva; obesidade já é um dos principais fatores de risco para quem deseja engravidar
Ceias fartas, consumo excessivo de álcool e semanas fora da rotina durante as festas de fim de ano podem ter um impacto maior do que muitos imaginam. Antes mesmo de se manifestar em doenças como diabetes ou problemas cardíacos, o ganho de peso associado a esses exageros já pode comprometer a fertilidade de homens e mulheres. O excesso de peso interfere no equilíbrio hormonal, afeta a ovulação e reduz a qualidade dos espermatozoides, tornando a gravidez mais difícil.
“O excesso de peso provoca alterações hormonais capazes de prejudicar a produção de espermatozoides e a ovulação, impactando diretamente as chances de fecundação”, explica o ginecologista e especialista em medicina reprodutiva Dr. Maurício Chehin, do Grupo Huntington.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, 68% dos brasileiros vivem hoje com excesso de peso; 31% têm obesidade e 37% estão com sobrepeso. No caso das mulheres, a obesidade pode gerar ciclos menstruais irregulares e diminuir a frequência de ovulação.
“Recomendamos que pacientes com obesidade ou sobrepeso busquem acompanhamento médico e nutricional antes de engravidar, seja de forma espontânea ou por Fertilização in Vitro. A perda de peso aumenta as chances de sucesso e reduz riscos importantes na gestação”, afirma Chehin.
Entre os homens, os impactos também são significativos. A obesidade afeta tanto a quantidade quanto a qualidade dos espermatozoides e pode comprometer a função sexual. “O acúmulo de gordura altera o equilíbrio hormonal reduzindo a testosterona e aumentando o risco de disfunção erétil. Isso repercute diretamente na motilidade e concentração dos espermatozoides”, acrescenta o especialista.
O crescimento da obesidade no país é impulsionado por padrão alimentar inflamatório, sedentarismo e longos períodos de exposição às telas. Para o médico, esse conjunto tem ampliado os desafios reprodutivos no Brasil. “Já vemos quase um terço da população vivendo com obesidade e isso tem consequências claras para a saúde reprodutiva”, observa.
Riscos durante a gestação
Além de dificultar a gravidez, o excesso de peso aumenta taxas de aborto e complicações obstétricas. “A obesidade eleva o risco de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e problemas durante o parto. Controlar o peso antes da gestação é um fator de proteção fundamental para mãe e bebê”, destaca Chehin.
Estilo de vida e prevenção
Mudanças simples de rotina têm impacto direto na fertilidade. “Dormir bem, não fumar, manter peso saudável, praticar atividade física, moderar o consumo de álcool, adotar uma alimentação equilibrada e manter relações sexuais regulares cerca de três vezes por semana são medidas que favorecem a saúde reprodutiva”, orienta o especialista.
Chehin faz ainda dois alertas importantes: o uso de lubrificantes vaginais inadequados que podem comprometer a mobilidade dos espermatozoides e o risco das infecções sexualmente transmissíveis. “As ISTs são causas frequentes de infertilidade e muitas vezes só são percebidas quando já provocaram danos”, afirma.
O médico reforça que consultas periódicas com ginecologistas e urologistas são essenciais para monitorar a saúde reprodutiva. “O acompanhamento regular permite identificar e corrigir fatores de risco e preservar a fertilidade antes que ocorram danos irreversíveis”, finaliza.