Saúde & Bem-estar

Jornada de Cura propõe reconexão entre saúde física, emocional e energética

Cada vez mais pessoas têm buscado abordagens integrativas para compreender a origem de sintomas físicos e emocionais.

 

Nesse contexto, iniciativas que unem diferentes práticas terapêuticas vêm ganhando espaço ao propor um olhar mais amplo sobre o processo de saúde e bem-estar. A médica homeopata Dra. Juliana Scalzo desenvolveu a Jornada de Cura, um acompanhamento terapêutico de 21 dias que combina diferentes abordagens voltadas ao equilíbrio integral do indivíduo.

 

Segundo ela, a proposta parte da compreensão de que muitos processos de adoecimento estão relacionados não apenas ao corpo físico, mas também a aspectos emocionais, energéticos e até padrões familiares.

 

“O processo de cura raramente acontece de forma instantânea. Na maioria das vezes ele envolve consciência, reorganização interna e um olhar mais profundo para a própria história”, explica.

 

A jornada começa com uma consulta homeopática aprofundada, em que são investigados não apenas sintomas físicos, mas também questões emocionais e padrões comportamentais. Em seguida, o processo inclui uma harmonização energética, realizada por meio de mesa quântica, com o objetivo de identificar e liberar possíveis bloqueios energéticos.

 

Na segunda etapa do acompanhamento, o trabalho se aprofunda com uma constelação familiar individual, abordagem terapêutica que busca compreender influências sistêmicas e padrões repetitivos que podem impactar a vida emocional e relacional.

 

Na fase final do processo, ocorre uma revisão do tratamento homeopático e uma nova reorganização energética, buscando integrar as transformações vivenciadas ao longo das três semanas.

 

De acordo com a médica, a Jornada de Cura não se trata de um curso ou programa de autoajuda, mas de um acompanhamento terapêutico estruturado, pensado para promover maior consciência, equilíbrio e qualidade de vida.

 

Para manter o acompanhamento individualizado, cada ciclo da jornada é realizado com um número reduzido de participantes.

Para conhecer mais sobre a Dra. Juliana e a Jornada de Cura, acesse o Instagram https://www.instagram.com/dra.julianascalzo ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 99906-8389

Saúde & Bem-estar

Mulheres dedicam mais de mil horas por ano ao trabalho doméstico não remunerado

Pesquisa da PUCPR revela impacto socioeconômico do trabalho de cuidado familiar realizado por mulheres brasileiras

 

Um estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) analisou o impacto do trabalho de cuidado não remunerado exercido por mulheres no ambiente doméstico. A pesquisa, intitulada Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado, revela que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, com média de idade de 48 anos, principalmente filhas, cônjuges e netas.  

 

Segundo a pesquisadora Valquiria Elita Renk, docente do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Políticas Públicas (PPGDH) e do Programa de Pós-Graduação em Bioética (PPGB) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e uma das autoras do estudo, o fenômeno é sustentado por uma construção cultural.  

 

“O trabalho do cuidado já está tão naturalizado que as demandas do cuidado com os idosos, crianças, doentes, em alimentar, higienizar, medicar, somadas com as tarefas da casa, é vista como um trabalho de mulher, realizado por anos sem qualquer remuneração ou compensação. O trabalho doméstico foi transformado em um atributo natural da personalidade feminina, uma suposta aspiração da natureza, em vez de ser reconhecido como o trabalho fundamental que é”, explica a pesquisadora.  

 

O estudo coletou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2022), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostra que as mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais que os homens em tarefas domésticas e cuidados. Em um recorte anual, essa disparidade resulta em mais de mil horas dedicadas a um trabalho fundamental para a sociedade, porém desprovido de remuneração ou reconhecimento social. 

 

A pesquisa também utilizou uma abordagem qualitativa e exploratória, fundamentada em pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas semiestruturadas de caráter autobiográfico. Foram entrevistadas 18 mulheres de áreas urbanas e rurais do Paraná e de Santa Catarina, responsáveis pelo cuidado de familiares idosos, doentes ou com deficiência.  

 

Os documentos analisados incluíram notas técnicas da ONU Mulheres e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), dados do Sistema de Contas Nacionais, convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Constituição Federal Brasileira. O estudo identificou que a sobrecarga recai severamente sobre a Geração Sanduíche, mulheres que administram simultaneamente o trabalho formal, a gestão da casa e o cuidado com filhos e os idosos. 

 

Impactos na saúde  

 

Os resultados apontam que a internalização dessa ética do cuidado frequentemente ocorre em detrimento da saúde física e mental e do desenvolvimento profissional da cuidadora. “As mulheres participantes da pesquisa relataram exaustão, solidão, cansaço e depressão”, destaca Valquiria.  

 

O estudo conclui pela urgência de políticas públicas que reconheçam a importância econômica do cuidado, citando exemplos de países como Finlândia, Dinamarca e Espanha, onde o Estado possui sistemas de remuneração ou auxílio estatal para cuidadores familiares. “Precisamos de políticas públicas que reconheçam a importância econômica deste trabalho e garantam direitos e uma distribuição equitativa das responsabilidades”, finaliza a pesquisadora. 

 

O estudo completo, intitulado “Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado”, de autoria de Valquiria Elita Renk, Ana Silvia Juliatto Bordini e Sabrina P. Buziquia, pode ser acessado na íntegra através do link: clique aqui! 

 

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Facilitadora comportamental Helô Minetto: do marketing a expansão de consciência

Atender pessoas em busca de clareza, equilíbrio e novas formas de viver é a missão de Helo Minetto, facilitadora comportamental que realiza atendimentos presenciais no Rio de Janeiro e on-line

 

Seu trabalho combina terapias energéticas e técnicas de expansão da consciência, ajudando os pacientes a se reconectarem consigo mesmos e abrirem espaço para novas possibilidades. A trajetória de Helo começou em outra área. Formada em publicidade e com MBA em comportamento do consumidor, trabalhou mais de 15 anos liderando projetos para grandes marcas.

 

Apaixonada por inovação, aprofundou-se em coolhunting, futurologia e comportamento humano. Foi nesse percurso que percebeu que a verdadeira inovação não começa nas empresas, mas dentro das pessoas.

 

A virada veio em 2022, quando se mudou para o Rio com o marido e a filha pequena. Longe da rotina acelerada e da rede de apoio, aplicou em si mesma os aprendizados sobre consciência e transformação que estudava.

 

Experimentou terapias energéticas e, ao perceber os resultados, iniciou atendimentos voluntários até oficializar a mudança de carreira. Hoje, Helo combina Reiki, barras de access, constelação familiar, mindfulness e radiestesia a recursos da psicanálise e da Programação Neurolinguística (PNL).

 

Entre seus diferenciais, está a aplicação prática de seus conhecimentos para auxiliar as pessoas a descobrirem em si suas habilidades autênticas e despertarem os sentidos para inovação, como acontece em empresas reconhecidas por serem inovadoras.

 

É o caso do Google, que aplica o Search Inside Yourself (SIY) — programa que une mindfulness, neurociência e inteligência emocional para desenvolver foco, empatia e clareza mental em seus colaboradores e gestores. Para Helo, o autoconhecimento é a base da transformação.

 

“Para transformar o mundo externo, primeiro precisamos nos conectar com nós mesmos”, comenta.

 

Seu objetivo é aproximar as terapias energéticas do olhar científico, reforçando que inovar também é um ato interno. Para saber mais sobre o trabalho de Helo, siga o perfil no Instagram: @helominetto_facilitadora, ou entre em contato pelo número: (21) 99287-5584.

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Pressão alta cresce entre mulheres e acende alerta para os cuidados durante a gravidez

 

Segundo Vigitel 2025, o número de hipertensão entre as mulheres cresceu de 28,7% a 31,7% entre 2019 e 2024; Departamento de Hipertensão Arterial orienta sobre riscos relacionados ao sono e à saúde cardiovascular na gravidez

 

No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, o alerta para a saúde cardiovascular ganha ainda mais relevância. Dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, apresentado pelo Ministério da Saúde, mostram que as mulheres têm dormido pior do que os homens. A frequência de sono curto (menos de seis horas por noite) atinge 21,3% da população feminina com 18 anos ou mais, contra 18,9% da masculina da mesma faixa etária.

 

Quando o tema é insônia, a diferença é ainda maior: 36,2% delas relatam o problema, frente a 26,2% deles. De acordo com o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, dormir bem não é apenas uma questão de disposição. As fases mais profundas do sono são essenciais para a recuperação do cérebro, o equilíbrio hormonal e o bom funcionamento do sistema cardiovascular.

 

“O sono de má qualidade está diretamente associado ao aumento da pressão arterial. Quando a mulher dorme pouco ou mal, o organismo permanece em estado de alerta, o que pode favorecer a elevação da pressão ao longo do tempo”, explica a Dra. Erika Campana, presidente do departamento. Segundo a médica cardiologista, o cuidado com o sono deve fazer parte da rotina de prevenção, especialmente para quem já tem histórico de doenças cardíacas.

 

O levantamento também aponta um avanço importante nos diagnósticos de hipertensão no país. A frequência de adultos com 18 anos ou mais que referiram diagnóstico médico da condição aumentou no período entre 2006 e 2024, variando de 22,6%, em 2006, a 29,7% em 2024. Entre as mulheres, o número subiu de 28,7% a 31,7% entre 2019 e 2024.

 

Pressão arterial e gestação: um cuidado que começa no pré-natal e vai além do parto 

 

Para as mulheres, a atenção é ainda mais importante durante a gestação, período em que o coração trabalha mais para atender às necessidades do bebê. “A gravidez provoca adaptações naturais no sistema cardiovascular, mas em alguns casos, gestantes desenvolvem condições como pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional ou a cardiomiopatia periparto, que é uma forma rara, mas grave, de insuficiência cardíaca que pode surgir no final da gestação ou até mesmo logo após o parto. Por isso, no período pós-parto, os cuidados devem continuar”, alerta a Dra. Erika Campana.

 

A especialista explica que o coração ainda leva semanas para retornar à sua condição normal após o parto. Além disso, o estresse, o cansaço e as mudanças hormonais do puerpério podem sobrecarregar o sistema cardiovascular, especialmente em mulheres com predisposição a problemas cardíacos. A boa notícia é que informação e acompanhamento médico fazem toda a diferença.

 

“Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física com orientação profissional, evitar o tabagismo, controlar o estresse e realizar consultas regulares são atitudes que ajudam a proteger o coração em todas as fases da vida da mulher”, recomenda a médica cardiologista.

 

Sobre o Departamento de Hipertensão Arterial da SBC

 

Criado no início da década de 1980, o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) é um braço da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) dedicado ao estudo, diagnóstico, tratamento e prevenção da hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma das principais referências científicas e institucionais do país, com papel central na organização do conhecimento e na qualificação da prática clínica no Brasil. Atualmente sob a presidência da Dra. Erika Campana, no biênio 2026/2027, o departamento estabelece como missão a prevenção, inovação e educação continuada.

 

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Silmeri Bolognani: referência e pioneirismo na farmácia integrativa

Com quase 40 anos, movida pelo desejo de transformar vidas, Silmeri Bolognani iniciou a faculdade de farmácia

 

Ao longo dessa jornada, contou com o apoio do marido e da família, que celebraram suas conquistas e inspiraram sua dedicação.

 

Foi nesse caminho que descobriu que cuidar vai muito além de entregar medicamentos, é algo que exige atenção, sensibilidade e presença verdadeira.

Destacou-se nacionalmente ao abrir o primeiro consultório farmacêutico legalizado, unindo estética a terapias integrativas, o que consolidou seu pioneirismo no país.

 

Com dedicação e paixão, atende pacientes e capacita profissionais, inspirando pessoas com sua trajetória e transformando vidas por meio do seu trabalho.

 

“Cuidar vai muito além de entregar medicamentos — é estar presente de verdade”, acredita Silmeri.

 

Cada paciente atendido e cada profissional formado confirmam o propósito do seu trabalho: exercer sua paixão com dedicação e confiança, inspirar pessoas e transformar vidas.

 

Para acompanhar o trabalho de Silmeri, siga os perfis no Instagram:

@institutobolognani

@bolognaniacademya

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Menopausa: o impacto silencioso que transforma a mulher moderna

A menopausa deixou de ser um tema restrito ao consultório médico ou às conversas íntimas entre amigas.

 

Hoje, menopausa ocupa um espaço cada vez mais relevante na vida da mulher moderna — que trabalha, lidera, empreende, cuida da família, mantém vida social ativa e não aceita mais “envelhecer em silêncio”. O que muitas mulheres ainda não sabem é que a menopausa não se resume ao fim do ciclo menstrual. Trata-se de uma transição hormonal profunda, capaz de impactar o corpo, a mente, as emoções, a sexualidade e até a forma como essa mulher se percebe no mundo.

 

Ondas de calor, alterações do sono, ganho de peso, perda de massa muscular, queda da libido, ressecamento vaginal, ansiedade, irritabilidade e lapsos de memória são apenas alguns dos sinais mais conhecidos. O problema é que, na mulher contemporânea, esses sintomas frequentemente surgem em meio a uma rotina intensa, sendo confundidos com estresse, excesso de trabalho ou cansaço emocional.

 

Além dos sintomas visíveis, existem impactos silenciosos e cumulativos. A queda hormonal influencia diretamente a saúde cardiovascular, óssea e metabólica, aumentando o risco de osteoporose, doenças cardíacas e resistência à insulina.

 

Ignorar essa fase não é apenas desconfortável — pode ser perigoso a longo prazo

 

A boa notícia é que a medicina evoluiu. Hoje, o olhar integrativo permite compreender a menopausa de forma global, respeitando a individualidade de cada mulher. Alimentação, atividade física, qualidade do sono, saúde emocional, suplementação adequada e, quando indicado, a terapia hormonal personalizada, fazem parte de uma estratégia que não visa “rejuvenescer”, mas promover longevidade com qualidade.

 

A mulher moderna não quer apenas viver mais — ela quer viver melhor. E entender

 

A menopausa como uma fase de transição, e não de fim, é o primeiro passo para atravessá-la com autonomia, informação e equilíbrio.

 

* Artigo da ginecologista e obstetra Dra. Gisele Teodoro, que possui mais de 25 anos de atuação dedicados ao cuidado da mulher. Siga os perfis do Instagram: @dragiseleteodoro e @humanifemme. Para agendar uma consulta, envie uma mensagem para o WhatsApp: (21) 99916-2200.

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Dra. Salete Cabral: odontologia com propósito, sorriso, sono e bem-estar

A trajetória da Dra. Salete Cabral é marcada por propósito, dedicação e desejo de transformar vidas

 

Movida pela vontade de cuidar das pessoas de forma completa, ela encontrou na odontologia a porta de entrada para oferecer mais do que tratamentos dentários, mas também autoestima, qualidade de vida e bem-estar emocional. O empreendedorismo surgiu naturalmente, permitindo que seu trabalho fosse humanizado, inovador e integrativo, unindo técnica, tecnologia e olhar individualizado para cada paciente.

 

Ao longo da carreira, Dra. Salete enfrentou o desafio de conciliar excelência técnica com gestão e posicionamento de mercado. Todos os obstáculos serviram de aprendizado, mostrando que empreender exige conhecimento profissional, visão estratégica, coragem e constância. A cada paciente que retorna mais confiante, dormindo melhor ou sorrindo sem vergonha, ela vê a confirmação de que seu esforço valeu a pena.

 

O que a inspira diariamente são as histórias de transformação que acompanha: pessoas recuperando saúde, autoestima, sono de qualidade e confiança. Seu trabalho não se limita a tratar sintomas; Dra. Salete atua em um processo que vai desde a estética do sorriso até condições relacionadas ao sono, como ronco, apneia e bruxismo, sempre buscando as causas e promovendo saúde global. Cada progresso de um paciente reflete diretamente em sua vida pessoal e profissional, tornando o impacto duradouro.

 

“Entre os momentos mais marcantes da minha trajetória, estão os relatos dos próprios pacientes, que descrevem mudanças significativas em suas vidas após os tratamentos”, revelou.

 

Esses depoimentos reforçam o propósito que guia sua carreira e a motivam a evoluir continuamente. Além do cuidado no atendimento, incorpora a hipnose de relaxamento como recurso terapêutico complementar, proporcionando ao paciente uma experiência mais tranquila e segura na cadeira odontológica.A técnica auxilia na redução da ansiedade, do medo e da tensão muscular, favorecendo conforto emocional, colaboração durante os procedimentos e uma vivência mais positiva do tratamento.

 

Hoje, Dra. Salete Cabral é especialista em odontologia do sorriso e do sono, unindo estética, saúde bucal e abordagem integrativa. Com diagnóstico preciso e tratamentos personalizados, promove saúde, autoestima e bem-estar, transformando cuidados em grandes mudanças na vida de cada paciente.

 

Para acompanhar o trabalho de Dra. Salete, siga o perfil no Instagram: @drasaletecabral, acesse o site www.saletecabral.com.br e LinkedIn: drasaletecabral ou entre em contato pelo WhatsApp: (21) 96408-1563.

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Quando o corpo vira mercado: a ascensão das canetas emagrecedoras

Nos últimos meses, as popularmente chamadas canetas emagrecedoras ganharam espaço na mídia e nas redes sociais, tornando-se símbolo de uma nova forma de relacionamento das pessoas com o próprio corpo.

 

O uso crescente desses medicamentos — especialmente a semaglutida e mais recentemente a tirzepatida — reacendeu discussões sobre a influência do mercado de saúde e beleza na construção de padrões e expectativas sociais. Dados da IQVIA mostram que, entre 2023 e 2025, a procura por esses remédios no Brasil aumentou mais de 200%, revelando que o fenômeno ultrapassa a esfera médica e já atinge a cultura e o comportamento da população.

 

Embora esses medicamentos representem um avanço significativo no manejo da obesidade, é evidente que seu uso já ultrapassa, em muitos casos, o propósito estritamente médico. Em um país onde mais da metade dos cidadãos apresenta excesso de peso, segundo dados recentes do Ministério da Saúde, substâncias que diminuem o apetite acabam sendo vistas como uma espécie de solução rápida para um problema que é profundamente multifatorial. O perigo, nesse cenário, é transformar um recurso terapêutico em um item de consumo comum — influenciado por apelos estéticos, estratégias de marketing e narrativas de mudança imediata.

 

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras também escancara desigualdades já conhecidas. Enquanto uma boa parte da população esbarra na falta de acesso a serviços básicos de saúde, outra parcela consegue dispor de parte considerável da renda a tratamentos farmacológicos de preço elevado. O corpo, nesse processo, volta a ser tratado como um bem a ser moldado, corrigido e mantido conforme expectativas sociais. Assim, a ideia de saúde acaba sendo substituída por uma busca incansável pela aparência perfeita, o que cria ilusões, pressões e até uma dependência emocional desses medicamentos.

 

Para pessoas que convivem com obesidade grave, esses novos tratamentos podem representar uma transformação significativa na saúde e no bem‑estar. No entanto, quando estes tratamentos passam a ser utilizados como atalhos para a perda de peso rápida, sem orientação do prescritor ou do farmacêutico, deixam de cumprir seu papel clínico e passam a ser tratados quase como produtos estéticos — que não são e, como tal, devem ser usados somente com acompanhamento.

 

Diante desse cenário moderno e preocupante, é imprescindível ampliar a discussão. A saúde não pode ser reduzida a um número na balança ou à rapidez nas mudanças aparentes do corpo. Uma abordagem mais abrangente, que considere alterações nos hábitos de vida, nas condições alimentares e nas atividades físicas se faz fundamental para a volta da estética consciente.

 

Se o corpo passou a ser encarado como um objeto de consumo, talvez a questão mais urgente seja: como recolocar a saúde no centro da conversa em meio a tantas promessas de resultados imediatos?

 

*Trajano Felipe Barrabas Xavier da Silva é Farmacêutico com graduação em Design de Produ

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Mulher mais influente do momento lidera pesquisa inédita contra tetraplegia

Descoberta da polilaminina coloca a UFRJ no centro da medicina regenerativa e abre caminho para testes clínicos no SUS

 

Após mais de 25 anos de dedicação à pesquisa científica, a Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, professora e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, tornou-se um dos principais nomes da medicina regenerativa no país. À frente de uma equipe multidisciplinar, ela desenvolveu a polilaminina, um biomaterial que vem sendo apontado como promissor no tratamento de lesões na medula espinhal.

 

A substância é um polímero criado a partir da laminina, proteína naturalmente presente no organismo humano, especialmente na placenta. Diferentemente de abordagens exclusivamente paliativas, a polilaminina atua como uma malha regenerativa no local da lesão, estimulando a reconexão de neurônios e protegendo células ainda viáveis após o trauma.

 

A trajetória da pesquisadora começou em 1998, marcada por desafios estruturais comuns à ciência brasileira, como a busca contínua por financiamento. Ao longo de quase três décadas, Tatiana Sampaio consolidou estudos experimentais que avançaram da bancada de laboratório para pesquisas aplicadas. O projeto contou com parcerias institucionais, incluindo o laboratório Cristália, além de apoio da FAPERJ e da CAPES.

 

Os resultados preliminares chamaram atenção da comunidade científica ao indicarem melhora funcional em pacientes submetidos ao tratamento experimental. Um dos casos divulgados é o do bancário Bruno Drummond de Freitas, que sofreu lesão medular após um acidente em 2018. Ele recebeu a aplicação de polilaminina durante cirurgia de descompressão e apresentou recuperação progressiva de movimentos ao longo dos meses seguintes.

 

Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde e a Anvisa anunciaram o início dos estudos clínicos de fase 1 para tratamento de Trauma Raquimedular Agudo no âmbito do SUS. A etapa é considerada fundamental para avaliar segurança e eficácia do método antes de eventual disponibilização em larga escala.

 

Especialistas ressaltam que o tratamento ainda está em fase experimental e que os resultados precisam ser confirmados em estudos mais amplos. Ainda assim, a pesquisa liderada por Tatiana Sampaio representa um avanço relevante no campo da regeneração neural. Reconhecida por colegas como referência em biologia da matriz extracelular, a cientista afirma que sua motivação vai além do reconhecimento acadêmico.

 

O foco, segundo ela, é contribuir para devolver autonomia e qualidade de vida a pacientes que enfrentam limitações severas após lesões medulares.Com a polilaminina em fase de testes clínicos, o Brasil passa a ocupar posição estratégica nas pesquisas globais sobre regeneração da medula espinhal, alimentando expectativas cautelosas e renovando a esperança de milhares de pessoas.

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Como montar um kit de regulação sensorial para foliões neurodivergentes

Música alta, cores intensas, calor e grandes aglomerações: o Carnaval reúne estímulos auditivos, visuais e táteis ao mesmo tempo.

 

Para pessoas neurodivergentes — especialmente dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) — esse cenário pode aumentar o risco de sobrecarga sensorial e desregulação emocional. Para apoiar famílias e cuidadores, a equipe do Próximo Degrau orienta a montagem de um kit de regulação sensorial, com itens simples que ajudam a tornar a experiência mais segura e confortável.

 

“A inclusão no Carnaval passa por antecipação e suporte sensorial. Pequenos ajustes podem reduzir gatilhos e favorecer a autorregulação, sempre respeitando limites individuais”, explica Ana Maria, Gerente ABA do Próximo Degrau.

 

O que é e para que serve o kit de regulação sensorial

 

O kit de regulação sensorial é um conjunto de recursos pensado para minimizar impactos sensoriais e oferecer alternativas de autorregulação durante eventos de alta estimulação — como blocos e festas de rua.

Itens recomendados para o kit

 

• Abafadores de ruído

 

Diferentemente de fones comuns, modelos com redução de decibéis ajudam a proteger contra hipersensibilidade auditiva sem isolar totalmente do ambiente.

 

Ferramentas de auto regulação (feedback tátil)

 

Objetos como pop-its, spinners e itens com diferentes texturas podem auxiliar na organização sensorial e na redução de ansiedade ao oferecer um estímulo previsível.

 

Óculos de sol com proteção UV

 

Luzes intensas, reflexos e efeitos visuais podem gerar desconforto. Óculos adequados ajudam no conforto visual.

 

Conforto térmico e tátil

 

Hidratação constante, borrifador de água e roupas de tecido natural (como algodão) são aliados importantes. Fantasias com tecidos sintéticos, etiquetas e costuras rígidas podem causar desconforto tátil.

 

A recomendação é que o kit seja apresentado antes do evento, em ambiente controlado, para familiarização. “Quando o recurso já faz parte da rotina, ele tende a ser aceito com mais facilidade no momento da folia”, completa Ana Maria.

 

Identificação e segurança em grandes eventos

Em ambientes lotados, o risco de desencontro aumenta — principalmente para crianças que podem apresentar comportamentos de fuga ou deambulação. Algumas medidas preventivas incluem:

 

Identificação visual imediata

 

Pulseiras com nome e telefone do responsável. Para crianças não verbais, incluir mensagens como “Sou autista” e “Posso não responder a comandos verbais”.

 

Tecnologia assistiva

 

Dispositivos de localização (AirTag/GPS) presos ao calçado ou em bolso interno permitem monitoramento pelo celular.

• Cartões de comunicação
Para quem usa comunicação alternativa, levar uma versão física plastificada com frases curtas: “Estou perdido”, “Quero minha mãe”, “Preciso de silêncio”.

 

Foto do dia

 

Registrar uma foto atual com a roupa do momento antes de entrar no bloco facilita a busca em caso de desencontro.

Carnaval também pode ser de baixo estímulo

 

O Próximo Degrau reforça que a inclusão não significa participação obrigatória em todos os eventos. Para muitas pessoas neurodivergentes, silêncio, previsibilidade e rotina são fatores centrais de bem-estar. Alternativas como Carnavais de baixo estímulo, sessões adaptadas e atividades em casa podem ser opções mais seguras para diversas famílias.

 

“Garantir o direito de escolher onde estar — e como vivenciar o lazer — também é inclusão”, finaliza Ana Maria.

 

Sobre o Próximo Degrau

 

Com sede em Alphaville, o Próximo Degrau é reconhecido por seu trabalho de excelência no atendimento a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista e outros perfis neurodivergentes. O centro oferece intervenções personalizadas, apoio contínuo às famílias e investe no desenvolvimento técnico e humano dos profissionais que atuam na instituição.